quarta-feira, 10 de abril de 2013

4º PRÊMIO ESMPU DE JORNALISMO UNIVERSITÁRIO (INSCRIÇÕES PRORROGADAS)

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) prorrogou até 15 de junho as inscrições para o 4º Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário. Com a alteração, poderão ser inscritas no concurso matérias produzidas e veiculadas entre 1º de janeiro de 2012 e 14 de junho de 2013. A ficha de inscrição e as regras do concurso estão disponíveis no endereço http://premiodejornalismo.esmpu.gov.br.

O concurso - O 4º Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário reconhecerá as melhores matérias, veiculadas em jornais universitários e mídias-laboratório (impresso, rádio, televisão e on-line), sobre o seguinte tema: “A atuação do Ministério Público da União no combate à improbidade administrativa e à corrupção”. A ideia é despertar a reflexão sobre a questão da honestidade na administração dos bens públicos, incentivando estudantes de jornalismo de instituições públicas ou privadas a abordar em reportagens o trabalho de qualquer um dos ramos do Ministério Público da União (Ministérios Públicos Federal, do Trabalho, Militar e do Distrito Federal e Territórios) na defesa do patrimônio público brasileiro.

O objetivo é esclarecer a sociedade sobre uma das principais atribuições e competências da instituição e aproximá-la do cidadão. Com isso, a ESMPU pretende mostrar que o trabalho do MP é de interesse público, matéria-prima para o jornalista.

Podem concorrer matérias veiculadas em jornais laboratório impressos, on-line, de rádio ou de televisão. Os trabalhos podem ser produzidos individualmente ou em grupo formado por, no máximo, três estudantes. O primeiro e o segundo colocado de cada região do país serão contemplados com um prêmio de R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente. A premiação será entregue em agosto deste ano.

Apoiam a iniciativa a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), a Band Brasília/Band News FM, a Rede Record Brasília, o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJP-DF) e o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub).

 

Assessoria de Comunicação

Escola Superior do Ministério Público da União

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ESTUDO ENCONTRA DNA DA POLINÉSIA EM ÍNDIOS DO BRASIL

Foto de índios botocudos de Walter Garbe (1909), reproduzida do livro Brasil – 500 Anos de Povoamento, do IBGE (Divulgação)

Herton Escobar / O Estado de S. Paulo

Análises genéticas de crânios antigos guardados no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelaram um componente inesperado no genoma de uma linhagem extinta de índios brasileiros chamados botocudos (ou aimorés).

Vasculhando o DNA mitocondrial desses índios, em busca de pistas sobre o povoamento das Américas, pesquisadores encontraram algumas marcas genéticas características de povos polinésios, das ilhas do Pacífico.

O estudo não propõe que houve uma migração de polinésios para as Américas (altamente improvável, tanto do ponto de vista geográfico quanto cronológico), mas sugere que, de alguma forma indireta, pessoas de origem ou ancestralidade polinésia cruzaram com a linhagem dos botocudos na mata atlântica do sudeste brasileiro. Só não se sabe quando, onde nem como isso teria acontecido.

“Precisamos achar uma explicação para isso”, diz o pesquisador Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais, que coordenou o estudo.

O trabalho, publicado na revista PNAS, propõe quatro caminhos que o DNA polinésio poderia ter percorrido para chegar aos botocudos. O cenário mais plausível, segundo Pena, é que ele tenha chegado no início do século 19, com escravos de Madagascar, país africano onde há uma herança genética polinésia. Pode ter havido uma miscigenação entre os escravos e os botocudos, ou mulheres africanas podem ter sido raptadas pelos índios e tido filhos com eles.
 
Os botocudos ocupavam áreas dos atuais Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. Eles não aceitavam a autoridade portuguesa e foram praticamente extintos no fim do século 19, segundo o estudo.

As marcas polinésias foram encontradas em amostras extraídas dos dentes de 2 dos 14 crânios pesquisados para o trabalho. Os resultados moleculares são robustos, segundo Pena, e foram confirmados independentemente por pesquisadores da Universidade de Copenhague, que também assinam o estudo. O fato de as marcas aparecerem em apenas alguns indivíduos indica que a miscinegação foi limitada, talvez restrita a alguns grupos de botocudos.

O DNA mitocondrial é aquele que está dentro das mitocôndrias, passado exclusivamente de mãe para filho (herança materna, sem influência do pai), já que o espermatozoide tem muito menos mitocôndrias do que o óvulo, e estas desaparecem após a fertilização.

Os outros três possíveis cenários apresentados no trabalho para explicar a inserção da marca polinésia no DNA mitocondrial botocudo são:

1) Cenário pré-colombiano mais remoto: Que os ancestrais polinésios cruzaram geneticamente com os ancestrais ameríndios que cruzaram geograficamente o estreito de Bering entre 15 mil e 20 mil anos atrás, quando um período glacial reduziu o nível dos oceanos e expôs uma ponte terrestre entre os continentes asiático e americano. Cenário extremamente improvável, considerando que a idade estimada do haplótipo (conjunto de marcas genéticas que caracterizam uma população) polinésio, de aproximadamente 9 mil anos, é bem menor que a do povoamento das Américas. As ilhas do Pacífico só foram povoadas 3 mil anos atrás.

2) Cenário pré-colombiano mais recente: Que houve alguma miscigenação entre polinésios e ameríndios antes da “descoberta” da América pelos europeus. Há algumas evidências arqueológicas, não conclusivas, de que pode ter havido contato entre esses dois grupos antes de Colombo (por exemplo, ossos de galinha polinésia no Chile e batata-doce americana na Ilha de Páscoa). Porém, mesmo que esse contato tenha ocorrido e alguns polinésios tenham chegado à costa oeste da América do Sul, eles ainda teriam de ter cruzado os Andes e chegado até o interior do Brasil para cruzar com os índios brasileiros. “Achamos que esse cenário e improvável demais para ser considerado seriamente”, escrevem os pesquisadores na PNAS.

3) Cenário mais recente: Que o haplótipo polinésio é herança dos escravos trazidos da Polinésia para o Peru em meados do século 19 (por volta de 1860). Porém, não há evidências de que esses escravos tenham cruzado os Andes ou mesmo deixado alguma herança genética na população peruana atual. Os 300 escravos que ainda estavam vivos quando a escravidão foi abolida no Peru em 1896 foram enviados de volta para a Polinésia.

Assim, conclui Pena: “O cenário dos escravos de Madagascar é o mais plausível, mas não estamos postulando nada e estamos mantendo a mente aberta para novos cenários que poderão aparecer no futuro.”

SENADOR RANDOLFE SE UNE A PARLAMENTARES PARA AJUDAR O IJOMA

Os parlamentares querem trazer um campus avançado contra o câncer no Amapá, semelhante ao Hospital do Câncer de Barretos (SP)

 Na próxima sexta-feira (12), o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) participa de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa do Amapá, às 17h, para buscar alternativas de trazer mais recursos para o Instituto do câncer Joel Magalhães (IJOMA). O convite foi feito pelos deputados estaduais Manoel Brasil (PEN) e Jaci Amanajás (PPS). A audiência também contará com a presença do presidente do IJOMA, Padre Paulo Roberto.
O grupo de parlamentares quer implantar uma unidade oncologia no Amapá, via IJOMA. Recentemente uma comitiva esteve no Hospital do Câncer de Barretos (SP) para solicitar apoio técnico da entidade ao Instituto, para a instalação de um centro preventivo de câncer no Estado. O HC Barretos é uma referencia mundial no tratamento de câncer.

 “Será um grande marco para os amapaenses que são doentes de câncer e precisam de tratamento digno aqui”, disse Randolfe. O Senador tomou a iniciativa ano passado de buscar esse campus avançado do Hospital para Macapá, onde o atendimento será  100% gratuito, na época chamou os demais parlamentares para fortalecer a ação.
O HC Barretos é mantido com recursos de SUS, doações de multinacionais e organismos de governos internacionais e por doação de cachês de grandes artistas. O hospital tem uma unidade avançada em Porto Velho (RO). Esse mesmo modelo é o que pretende-se implantar no Amapá, em parceria com o IJOMA, tendo em vista que o Instituto já tem prédio próprio na capital, mas não detém suficientes aparelho tecnológico e médico. 

Fonte:  
Carla Ferreira
Contato: (96) 81109700
Twitter: @Carlinha_F
e-mail:
 carlinhamrf@gmail.com

ALUNOS DA USP QUE FICARAM NUS EM TROTE PRESTARÃO SERVIÇOS COMUNITÁRIOS

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA AGÊNCIA ESTADO

Os dois estudantes da USP de São Carlos que protestaram tirando a roupa para afrontarem feministas durante o evento denominado "Miss Bixete", em fevereiro deste ano, terão de cumprir 30 horas de trabalho comunitário. Um outro, que simulou fazer sexo com uma boneca inflável, também recebeu a mesma pena. O local de trabalho e o tipo de serviço serão informados nesta semana.

A pena foi definida durante audiência na semana passada no Ministério Público. Os três foram citados pelo crime de atos obscenos e nos próximos dias saberão detalhes da punição por meio da Central de Penas e Medidas Alternativas. O mais provável é que tenham de atuar auxiliando entidades assistenciais ou hospitais do município.

A confusão ocorreu durante o evento que prevê o desfile de calouras no câmpus. Ao desfilarem, elas são pressionadas a dançarem, fazerem poses sensuais e outros atos que geraram a revolta de um grupo feminista que vem protestando há anos.

O problema é que desta vez os alunos que participavam da brincadeira resolveram revidar xingando as garotas que protestavam e dois deles ficaram pelados e mostraram a elas os órgãos genitais. O outro se deitou sobre uma boneca e ficou simulando praticar sexo com ela. Participantes da manifestação fotografaram e filmaram tudo. As imagens foram usadas como prova contra os acusados.

Agora os três estudantes precisam cumprir as 30 horas para se verem livres de responder a um processo criminal. Esse tipo de conversão de pena é possível por se tratar de um crime de menor poder ofensivo e com pena prevista inferior a dois anos de detenção.

Um processo administrativo também foi instaurado internamente na USP para apurar o ocorrido. De acordo com a assessoria de comunicação da universidade, a apuração está em trâmite. "A comissão foi instaurada no dia 28 de março e tem prazo de até 60 dias, a contar dessa data, para concluir os trabalhos", informou. Segundo o regime disciplinar da universidade, as punições podem ir de uma advertência verbal à expulsão do aluno.

MCCARTNEY QUER 'ENERGIA' DO FUNK CARIOCA EM NOVO DISCO, DIZ PRODUTOR

Ex-Beatle mostrou o gênero brasileiro a Mark Ronson como referência.
'Com Paul, você apenas faz seu trabalho da melhor forma possível' disse.


Do G1, em São Paulo

Paul McCartney durante apresentação na festa de abertura dos Jogos Olímpicos em Londres
(Foto: Ryan Remiorz/AP)
O produtor Mark Ronson, que está trabalhando no novo disco de Paul McCartney, afirmou que o ex-Beatle está buscando um som que misture a energia do funk carioca com a de Usher.

Em entrevista ao site da revista "Rolling Stone", ele disse: "com Paul, você aprende a não fazer muitas perguntas e a apenas faz seu trabalho da melhor forma possível. Ele chegou um dia tocando uma coisa meio pós-Bonde do Rolê baile funk moombahton e perguntou: 'Como conseguimos esse tipo de energia?' E aí ele tocou 'Climax', do Usher, e falou: 'Eu amo como as partes sônicas aparecem nessa música'".

O próximo disco solo de Paul McCartney vai suceder "Kisses on the bottom", que saiu no ano passado. De acordo com o site da publicação "NME", o trabalho terá ainda a colaboração com o produtor Ethan Johns, que descreveu o novo álbum como "o estilo clássico de Paul". "Há uma música chamada 'Hosanna' que é absolutamente de partir o coração – apenas Paul e seu violão. É maravilhosa", disse.

McCartney vai passar pelo Brasil com a turnê "Out there" no mês de maio. Até o momento, estão confirmadas apresentações em Belo Horizonte (Estádio do Mineirão), Goiânia (Estádio do Serra Dourada) e Fortaleza (Estádio Castelão) nos dias 4, 6 e 9, respectivamente.

ANTROPÓLOGO OU ESPIÃO?

10 de abril de 2013

Roberto Damatta - O Estado de S.Paulo

Eu fui dragado pela então chamada Etnologia Indígena muito cedo. Tinha uns 20 anos quando pelas mãos de Luiz de Castro Faria fui levado ao Museu Nacional e iniciado por um entusiasmado jovem Roberto Cardoso de Oliveira nos mistérios luminosos das sociedades sem escrita, grupos tribais com uma tecnologia modesta e um assombroso simbolismo, mas sempre tidos como "primitivos", "atrasados" e "selvagens".
Nos anos 60, quando isso acontecia comigo, a vida política brasileira girava em torno do binômio desenvolvido/subdesenvolvido. Era urgente, dizia-se, "mudar as estruturas!".

Logo fui apresentado ao pensamento de Claude Lévi-Strauss. Um primeiro momento de reflexão foi sobre o ensaio Estrutura Social (publicado no livro Antropologia Estrutural, em 1958), mas apresentado e discutido numa reunião internacional em 1952 nos Estados Unidos. Antes, eu havia trabalhado com o livro Social Structure, de George Peter Murdock, professor em Yale. Fui casado com a senhora "estrutura" por algumas décadas e, pensando bem, jamais pedi um divórcio. Cada geração tem uma palavra mágica - e a dos meus contemporâneos foi "estrutura".
A "estrutura" no singular era vista como um instrumento para o entendimento da sociedade. Já "as estruturas" definiam uma substância histórica claríssima feita de instituições e práticas sociais atrasadas - como o feudalismo rural brasileiro - a serem radical e facilmente transformadas pelo Estado. Na medida em que me tornei um pesquisador de povos indígenas e fui me civilizando, meu destino foi marcado mais pelo primeiro significado do que pelo segundo.

Minha primeira viagem de campo foi realizada entre agosto e novembro de 1961. Nesse período, vivi com os índios Gaviões do Sul do Pará, como provam as 600 páginas escritas em cadernos de capa verde musgo, de acordo com instruções do meu professor. O "diário de campo" era para os antropólogos o mesmo que a leitura do Breviário para os padres. Coisa sagrada esse registro de tudo o que podíamos observar. Meu diário foi aberto no dia 8 de agosto, em Marabá, e fechado em 30 de outubro de 1961, na aldeia do Cocal.
No dia 15 de agosto, eu estou em Itupiranga, Pará, e me preparo para cruzar o Tocantins e seguir para Leste, na direção do que hoje é Nova Ipixuna, com o objetivo de chegar à Aldeia do Cocal com meu companheiro de aventura Júlio Cezar Melatti, um grande e generoso antropólogo, hoje professor emérito da Universidade de Brasília. Em 18 de agosto - depois de um dia e uma noite na mata - chegamos à aldeia. Por onde começar? Eis a pergunta que todo etnólogo faz a si mesmo, tal como um menino num parque de diversões, um prisioneiro na cela, ou um noivo em lua de mel.

Todas as entradas do meu diário revelam uma recorrente dificuldade em lidar com o mundo aborígine. Muito angustiado, escrevo: "Eles falam e eu não entendo, eu falo, eles não entendem". A marca desses primeiros dias foi uma aproximação física um tanto exagerada - eles nos tocam para ver se somos reais. Tudo o que faço é visto e comentado: não há privacidade. Comemos com eles e descobri que o estudo da "estrutura" promovia fome. Estava enrascado. A aldeia ficava a um dia de viagem de Itupiranga (que, na época, tinha umas seis ruas) e Itupiranga ficava a um dia de Marabá. Na aldeia, 15 homens, 6 mulheres e apenas 2 meninos exprimiam, debaixo do nome de "Gaviões", uma forma de humanidade.
Estava antenado na teoria das estruturas, mas não tinha rádio. Os índios, por sua vez, não queriam saber de suas tradições e só falavam dos seus mortos pelo contato conosco - os estrangeiros-inimigos. Naquele tempo eu não sabia nada das perdas e da morte. Estava protegido por minha alucinação antropológica.

Mais para dentro do mato havia um posto de extração de castanha com uns seis ou sete trabalhadores comandados por um chefe chamado Lourival. No dia 29 de agosto de 1961, ele falou da renúncia de Jânio Quadros (ocorrida no dia 25) e da crise institucional que reinava no que chamava de "Sul" (o Brasil) que, como disse, estava "vivendo uma cagada". Uma das muitas que infelizmente tenho testemunhado em minha vida.
Estava emparedado entre duas estruturas. A "social" dos índios, que eu tinha a obrigação de desvendar e não sabia como; e a do Brasil, que, pelo que tudo indicava, começava a mudar para pior.

Mesmo em meio a essa maluquice iniciatória, porém, eu havia estabelecido um plano para enviar e receber cartas. Um certo João da Mata, logo identificado como um possível parente, prestou-se a receber nossa correspondência e enviá-la às nossas mãos. Recebemos as primeiras cartas no dia 31 de agosto, entregues por um jovem caçador que passou rápido pela aldeia.
No final do trabalho, de volta a Itupiranga depois de passar fome e ter sido vítima de malária, encontramos o prestativo senhor de nossas cartas.

Houve um confronto: por que, perguntamos, toda a nossa correspondência fora violada? Ora - respondeu João da Mata -, porque eu não acreditei que vocês fossem cientistas. Esse interesse pelos "cabocos Gaviões" não podia ser verdade. Vocês seriam garimpeiros em busca de ouro ou, quem sabe, espiões americanos procurando urânio. As cartas mostravam que eram cientistas e eu me orgulho de os ter conhecido.
Ao pegar o "motor" que ia nos levar de volta a Marabá e, dali, ao Brasil que eu tanto queria mudar, eu ainda ouvia essas palavras. Elas jamais saíram da minha cabeça...

DIVULGADO TRAILER DE ‘ELYSIUM’, FILME DE ESTREIA DE WAGNER MOURA EM HOLLYWOOD

elysiumO trailer de Elysium, filme que marca a estreia do ator Wagner Moura em Hollywood, foi divulgado na internet nesta terça-feira, 9. A trama se passa no ano de 2.159, época em que os ricos habitam uma estação espacial sem guerra e doenças, enquanto o resto da população vive na Terra, que está destruída.

O longa tem direção assinada pelo sul-aficano Neill Blomkamp, o mesmo de Distrito 9 (2009), e traz no elenco astros como Matt Damon, Jodie Foster e a brasileira Alice Braga. Com estreia prevista para agosto nos Estados Unidos, a produção deve chegar às telas brasileiras em setembro.

INSCRIÇÕES PARA BOLSAS DE GRADUAÇÃO SANDUÍCHE NA FRANÇA E EM PORTUGAL ESTÃO ABERTAS

Estudantes de licenciatura poderão participar de graduação sanduíche na França e em Portugal. As bolsas são para licenciaturas nas áreas de química, física, matemática, biologia, letras, artes e educação física.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) lançou os dois editais para os Programas de Licenciaturas Internacionais esta semana. As inscrições podem ser feitas pelo site da Capes até o dia 8 de maio.

Para Portugal, a Capes apoiará até 40 projetos. Cada projeto contemplará no mínimo cinco e no máximo sete licenciandos, totalizando até 280 bolsistas. Os estudantes deverão permanecer até 24 meses no exterior.
Na França, serão 30 projetos, com até cinco licenciandos em cada, totalizando até 150 bolsistas de graduação sanduíche, também por até dois anos. As licenciaturas em letras e artes serão oferecidas na Universidade Paris-Sorbonne, e física, química, biologia e matemática serão na Universidade Pierre et Marie Curie.

Fonte: Uol

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O AMBIENTE URBANO DE MACAPÁ: DO ABANDONO HISTÓRICO AO DESCASO PERMANENTE

Texto de Fernando Canto

planta_tracado urbano_primeiro

Primeiro traçado da Cidade de Macapá.

Não há duvida que a capacidade de decidir o destino das cidades, em primeira instância, está nas cabeças e nas mãos daqueles que as governam, alicerçados naturalmente pela confiança depositada através do voto da população.

Em que pese os valores democráticos, os gestores municipais enfrentam inúmeros problemas de ordem financeira, cujas condições não permitem priorizar, quase nunca, o aspecto urbano como elemento de real primazia no contexto administrativo.

A ausência de uma política urbana bem definida e com planejamento adequado incorre em uma série de desacertos sócio-espaciais que podem atingir graus irreversíveis, os quais levam  prejuízos à população proporcionando cada vez mais deficiências na qualidade dos serviços públicos à disposição da sociedade, como os serviços de transporte coletivo, energia, abastecimento, água e saneamento.

Na verdade, as atitudes dos governos se pautam em decisões políticas. Portanto, a prática dos procedimentos administrativos nem sempre correspondem às expectativas dos técnicos, dos servidores públicos, do setor privado e da população em geral. Muitas vezes decisões tomadas violentam as paisagens naturais e culturais da cidade justificadas oficialmente no discurso “da melhoria da qualidade de vida da população”.

Quando se fala em preservação ambiental urbana, normalmente se pensa na sua ausência e lamenta-se a depredação a poluição e o descaso dos gestores municipais.

Hoje o cidadão convive com tudo isso por falta de carinho e de consciência coletiva para com a cidade, considerando também a absoluta falta de políticas públicas. Acredita-se que o habitante da cidade é incapaz de zelar o maior patrimônio que tem porque acha que não lhe cabe tal obrigação. Deixa, então, a questão do lixo para a Prefeitura, a do esgoto para a Companhia de Saneamento, a das redes elétricas para a Companhia de energia e assim por diante. Porém, não observa que diariamente comete infrações tal e qual as próprias entidades responsáveis pela conservação da cidade: joga lixo nas ruas, sonega impostos, suja as calçadas, pixa muros, corta árvores sem autorização ou a devida orientação, prejudicando a arborização da cidade de acordo com suas comodidades.

A cidade é o grande lar, pois nela habitam e se constrem famílias. Isto posto, convém afirmar que há necessidade de se construir uma política urbana coerente e adequada para evitar problemas sérios de ambientação. E a Prefeitura é o órgão responsável por essa missão, considerando que é dotada de competência legal, cabendo-lhe a ordem e a manutenção dos serviços básicos do município em relação a sua população. Quando isso não acontece, o povo, com razão, se revolta com o sistema e desabafa levantando críticas acerbas nos bares, clubes, repartições públicas, ruas ... Ocorre aí um sentimento de castração, já que o cidadão não sabe nem sequer a quem recorrer, talvez às associações de bairros, Câmara de Vereadores, ao judiciário por meio de ações populares, etc. Mesmo assim, nem sempre é possível contornar o poder de uma decisão política oportunista e eivada de demagogia, onde está nítida a força de interesses imediatos e pessoais em prejuízo de toda uma comunidade.

Por outro lado, os gestores municipais reclamam não possuir recursos suficientes para asfaltar ruas, manter logradouros públicos, promover o tratamento adequado do lixo, etc. e no entanto utilizam os recursos públicos sem planejamento condizente com as necessidades urbanas.

A compra de novos equipamentos e a reforma de prédios públicos a título de modernização, em detrimento das necessidades básicas do aparelhamento urbano, significa a tentativa de assassinato da cidade.

Tomemos como exemplo uma cidade de porte médio como Macapá, onde vivemos e sentimos seus problemas. É visível o estado de abandono em que ela se encontra.

MACAPÁ, UMA HISTÓRIA DE DESCASO E DESAMOR

Poucos foram os administradores municipais que se preocuparam com o futuro da capital amapaense. E muitas das decisões que foram tomadas para que ela fosse o que é hoje em seu traçado e distribuição espacial foram arbitrárias. Sabe-se que as ações dirigidas nesse sentido sempre trazem consequências deletérias sociais e culturais em que pese fazê-las por “necessidade”.

Quando foi instalado o primeiro governo amapaense, em Janeiro de 1994, “o medo e a expectativa tomavam conta daquele pequeno núcleo populacional que começava na Rua da Praia acabava atrás da igreja de São José” (Cunha: 1954). Janary Nunes, o primeiro governador do então Território Federal do Amapá, tinha por objetivo o trinômio “Construir-Educar-Sanear”, onde o sanear veio significar, também, o expurgo etnocultural da população de origem negra que habitava a frente da cidade.

Articulações de conchavos permitiram o remanejamento dessa população para lugares mais afastados do centro e da frente da cidade, como o Laguinho, a Favela e o Igarapé das Mulheres, nos quais os negros fincaram esteios e construíram suas casas. A Janary importava uma urbanização, onde pudesse comandar os funcionários que aqui chegavam com todo o poder que tinha. E esse poder era grande porque precisava mostrar trabalho, já que dinheiro não lhe faltava.

Os negros cantavam seus lamentos nos ladrões (música) de marabaixo (dança folclórica local) dizendo: “As ruas de Macapá/ Estão cheias de bangalô/ Essas casas foram feitas/ Pra só morar os dotô”, ou então: “Vou-me embora, Vou-me embora/ Que de mim ninguém tem dó/ Esse maldito Janary/ Me jogou lá pro igapó” ou: “Aonde tu vais rapaz/ Por esse caminho sozinho/ Vou fazer minha morada/ Lá nos campos do Laguinho”. Ou ainda versos esparsos como “Não tenho pena da terra/ Só tenho do meu coqueiro”.

Ora, não ter pena da terra, mas ter do coqueiro vem significar um abrupto rompimento com o passado, onde estavam postos anos de trabalho e uma relação insofismável com a propriedade. Significa o rebentar do vínculo que une o modo de vida com o espaço que caracteriza a continuidade da vida. É, a bem dizer, a despedida de uma forma segura de viver e um incerto começar de novo.

Até aí os habitantes locais pagaram o imposto do sonho do Janary. E seus tímidos protestos através da canção, da tradição e da poesia não surtiram efeito. Ao contrário, as ações governamentais dos prefeitos nomeados tiveram por longos anos consequências drásticas.

Ao lado do “progresso” que o primeiro governador do Amapá punha em prática através da construção civil, da abertura das ruas e do delineamento dos espaços públicos, estava a sólida proposta nacionalista da raça trabalhadora para formação de uma “civilização”, uma utopia decantada por Gilberto Freire. E o país vivia sob os cuidados de um Getúlio Vargas simpático à Alemanha nazista.

Aqui, Janary Nunes criou e fez espalhar aos quatro ventos a “Mística do Amapá”, um discurso ideológico carregado de condicionamento positivista, onde a Ordem haveria de gerar o Progresso, nem que fosse à força.

Macapá cresceu, pois se tornou um pólo de desenvolvimento e um grande mercado de emprego para funcionários públicos. Migrantes de todo o país aqui chegaram para viver na dependência do dinheiro governamental.

Um dia os militares deram um golpe de estado e o medo novamente tomou conta dos habitantes da cidade. Então um general-governador motivado pelo espírito da chamada “Revolução de 1964”, tentou reorganizar a capital. Para tanto contratou máquinas e empreiteiros para abrir a Avenida Mendonça Furtado do início ao fim. Estava simplesmente tentando derrubar a mais antiga edificação da cidade: a igreja da São José, inaugurada em 06 de março de 1764. O fato ocorreu no início da década de 70 e só não foi levado à frente graças aos fervorosos católicos daquela paróquia e não por pessoas preocupadas com a preservação do patrimônio histórico, por amantes da cidade ou técnicos em planejamento urbano.

Mais tarde, novos propósitos e interesses políticos explodiram no Amapá: a transformação do Território em Estado.

Com a divulgação da novidade, milhares de pessoas para cá se deslocaram em busca de uma nova vida. Uns atraídos pelos incentivos fiscais da SUDAM, outros em busca de terras e riqueza fácil. Muitos com real desejo de contribuir com seu trabalho para o desenvolvimento dessa terra, mas a maioria veio mesmo em busca de assistência social, saúde, educação, emprego e um pedaço de terra para construir suas casas.

Enquanto no nordeste os administradores colocavam barricadas nas estradas para impedir a entrada de retirantes na cidade, com receio de saques e para proteger a riqueza da burguesia citadina, em Macapá a antiga Secretaria de Promoção Social pregava tabuletas e placas nos aeroportos, estradas e portos com os dizeres: “Seja bem-vindo senhor migrante”. Evidente que são duas condições históricas diferentes, mas que no fundo se assemelham no propósito do fortalecimento do poder. A primeira protege a burguesia e a segunda garante um novo reduto eleitoral.

Com a atitude do Governo em relação à migração, iniciou-se um processo de cinturalização periférica de quase absoluta miséria, pois os mesmos órgãos que incentivavam a migração não deram condições de sobrevivência e assistência adequada para que essa nova população sobrevivesse. E mais: a cidade não oferecia condições de infraestrutura e serviços para a instalação dessa população. Mesmo assim os votos para uma futura grande eleição estavam garantidos.

Criaram-se novos bairros, remodelaram-se outros para que a cidade se “embelezasse”. Mas como conter outros problemas populacionais se Macapá estava inchada, estrangulada por vetores como a área da Infraero, o rio Amazonas, as propriedades particulares, na saída da cidade, ao sul pela mesma causa e ao oeste por área militar e pela Lagoa dos Índios? O certo é que antigas capoeiras e cerrados da periferia deram vez a amontoados de casas frágeis e construídas às pressas, nas quais milhares de pessoas viviam sob precárias condições de vida.

Macapá teve quatro grandes planos de desenvolvimento urbano encomendados a companhias especializadas. Nenhum foi executado. E o que dizer então da Preservação Ambiental Urbana? Como poderemos tê-la se não há planejamento adequado e as decisões não são exatamente para preservar?

Quem vive sob a inclemência do sol equatorial é que sente a ausência de arborização. Quem frequenta as praias é que sabe das micoses em sua pele. Quem anda nas ruas é que sabe dos prejuízos que os buracos podem causar. As Leis e Códigos parecem estar engavetados na prefeitura, pois é raro se falar de punições a quem infringiu o Código de Posturas Municipais, a lei do Uso do Solo e o Código de Obras e o Plano Diretor com a fiscalização de edificações que comprometem o ambiente urbano.

Ao cidadão macapaense resta ficar em estado de alerta pois a verticalização já é uma realidade. Apesar de ela ter efeitos positivos para os munícipes e para a cidade, muitos se privarão de uma série de benefícios como a arborização dos quintais, o vento do Rio-mar e o sol reconstituidor. No futuro, muitos prédios altos causarão sombreamento inadequado, má circulação do vento, poluição visual e a terrível especulação imobiliária com seus desdobramentos sociais e econômicos no tempo e no espaço urbano.

Resta então que os atores sociais alertem-se para a execução de medidas de rotina como a prevenção de incêndios e alagamentos, a coleta de lixo, aterros ilegais de ressacas e baixadas, a conservação de logradouros públicos, a aprovação de projetos de construções com vistoria e fiscalização, o planejamento urbano, o controle da Lei do Uso do Solo, a tributação imobiliária, a especulação imobiliária, a política de concessões públicas, entre elas os transportes urbanos, os alvarás de construção, a destinação final de dejetos de matadouros e fábricas, entre tantas atividades que todos têm o dever de saber para evitar o prejuízo da cidade.

Aí está o papel desses atores, pois mudando ilegal e abruptamente o ambiente urbano, muitas outras coisas mudam, inclusive as tradições que sempre precisam ser revitalizadas nos seus ambientes culturais.

Por isso deve-se discutir cada vê mais a gestão ambiental urbana, sobre a aplicação que rege o comportamento urbano dentro da cidade, sua relação recíproca e dependente com a área rural, entre outros aspectos. Deve-se sobretudo buscar soluções sustentáveis aos problemas ambientais aparentes e os que poderão surgir no futuro já que a ação iconoclasta de sucessivos gestores municipais, à exceção de poucos, deixaram um rastro de desolação quase irreversível no ambiente urbano. Por isso precisa-se propor a cobrar ações que garantam a melhoria da qualidade de vida dos habitantes das cidades e justificar suas necessidades para que possam supri-las agora e para o futuro.

BRASIL É O TEMA EM 'UMA HISTÓRIA DE AMOR E FÚRIA'

Como ficção, Uma História de Amor e Fúria começa em 1500, com a luta dos tupinambás contra os colonizadores portugueses. Segue para o século 19 acompanhando a Balaiada. Avança para 1968 no embate entre estudantes e a repressão da ditadura militar. Termina no futuro, em 2096, quando a água é a mais cara commodity do mundo e o Brasil detém as maiores reservas do bem precioso. São 600 anos de história, que, na realidade, consumiram cerca de dez anos para chegar à tela. Amor e Fúria começou a nascer logo após Bicho de Sete Cabeças, que Luiz Bolognesi escreveu para sua mulher, a diretora Laís Bodanzky. Havia sido tão difícil concretizar a adaptação do livro de Austregésilo Carrano. No "mercado", ninguém queria falar de um filme sobre drogas, loucura, choques elétricos. E Luis comunicou à mulher que queria fazer uma animação contando a história do Brasil.

"Uma animação? Mas o Brasil não tem tradição nesse tipo de filme", ponderou Laís. Nem por isso ela tentou dissuadir o companheiro e o amparou, apesar do tamanho da encrenca. Foram três anos de roteiro e viabilização, mais seis para formatar e concluir o desenho. "Sempre gostei de história do Brasil e de graphic novels. Amor e Fúria mistura as duas para contar uma história não oficial, de resistência." É o que tem ajudado o filme a fazer carreira em importantes festivais internacionais, após o sucesso de suas exibições no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo. Em Utrecht, na Holanda, a Veneza da animação, Bolognesi ouviu de uma senhora que alguma coisa da mitologia tupinambá que compõe a história ela podia não entender, mas a resistência era um tema universal e emocionante. Em Miami, o filme foi aplaudido de pé e lá mesmo recebeu o convite para ser apresentado em junho, ao ar livre, no Central Park, em Nova York.

No meio do caminho, surgiram investidores canadenses dispostos a investir um bom dinheiro no projeto. Mas achavam o filme brasileiro demais. Era preciso globalizá-lo. Bolognesi bateu o pé. Se tivesse globalizado seu filme, talvez ele se tivesse perdido no meio do caminho. Selton Mello e Camila Pitanga foram os primeiros a embarcar no projeto - Rodrigo Santoro chegou depois. "São atores autores", define o diretor e roteirista. "Havia escrito um roteiro que eles reinventaram comigo. ?Isso a gente não pode dizer, mas pode ser assim?, sugeriam."

Quando começou a fase do desenho, mais até do que Luis gostaria (ou esperasse), os desenhistas, inebriados pela voz de Camila, criaram Janaína com os traços dela. "Quando começamos, eram garotos de 18 anos. Fizeram a passagem para a idade adulta no Amor e Fúria." Quanto à mitologia tupinambá... "De tanto participar de oficinas e seminários de roteiros, sabia que a tragédia grega é a base da narrativa hollywoodiana. Na hora de criar um roteiro sincrético da cultura brasileira, achei que seria válido me inspirar na mitologia tupi-guarani. E surgiram os relatos dos tupinambás, com seus deuses do bem e do mal, Munhã e Anhanguá."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

EMOÇÃO E ALEGRIA NA PREMIAÇÃO DO FESTIVAL CINESESC

"Fico emocionado não só pela premiação. Porque a gente não faz filme para ganhar prêmio, mas sim para ser visto - e porque meu primeiro filme, Amarelo Manga, só existe porque o Carlão (Reichenbach) estava no júri que premiou o roteiro do filme." Assim o diretor pernambucano Claudio Assis resumiu o clima de celebração da nova safra de filmes nacionais e da memória do diretor Carlos Reichenbach, tônicas da noite de premiação do 39.º Festival Sesc Melhores Filmes, que ocorreu na noite de quarta (3), no Cinesesc.

Por A Febre do Rato, Assis e sua equipe levaram os prêmios de melhor filme brasileiro do ano segundo crítica e público, melhor diretor (eleito pelo júri popular), melhor ator (Irandhir Santos), melhor roteiro (Hilton Lacerda), ambos segundo júri da crítica. "A gente ainda precisa tanto se afirmar. Ganhamos prêmios, mas as pessoas não veem nossos filmes. A distribuição brasileira está capengando. As pessoas não têm acesso. Temos sempre de começar do zero. Isso tem que mudar", completou Assis.

Já por sua carreira e contribuição ao cinema, Carlos Reichenbach, o Carlão, ganhou homenagem especial. Além de trechos de entrevistas com o diretor serem projetadas na tela do Cinesesc entre um prêmio e outro, Lygia Reichenbach, viúva de Carlão, e a produtora Sara Silveira, parceira de toda a vida, receberam das mãos da atriz Beth Faria um troféu em sua homenagem. "Carlão era apaixonado pelo cinema e pelo ser humano. Ele tinha a capacidade da indignação. Tenho certeza de que se ele estivesse aqui hoje, estaria indignado com a onda de caretice e de falso moralismo que está tentando invadir o Brasil", comentou Beth antes de receber Lygia e Sara no palco. "Para vocês é Carlão, mas para mim é o meu Carlinhos. Ele me deixou a maior herança possível: meus três filhos maravilhosos e o grande amor que nos dedicava", disse Lygia.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

QUIOSQUES DA PRAÇA DO COCO RECEBERÃO NOVO LAYOUT‏

praça do cocoA Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Semduh) vem mantendo diálogo com os proprietários dos quiosques da Praça do Coco e representantes de uma empresa de bebidas. Desta vez, o assunto em pauta é a mudança no layout dos quiosques. As alterações vão passar por aprovação dos microempreendedores e da Semduh. O novo layout visa melhorar o visual de um dos pontos turísticos mais visitados de Macapá.

As mudanças devem seguir o padrão de organização de orlas de grandes cidades e visa aperfeiçoar o atendimento ao público mais exigente. O projeto está em andamento e em breve as alterações serão realizadas.

Segundo o secretário da Semduh, Éden Paulo, esta é a segunda reunião da Secretaria com os microempreendedores da Praça do Coco e está dentro das prioridades do plano de governo municipal. “Precisamos melhorar o visual da orla de Macapá, para atender de forma satisfatória à população que busca a Praça para o lazer. A organização do espaço será feita de acordo com o código de Postura do Município”, destacou Éden.

A empresa de bebidas que firmará a parceria será responsável pelas alterações. As novidades devem atingir o layout, além de mesas e cadeiras, de guarda sol, porta latas e camisas padronizadas para os comerciantes. (Fonte: Ariane Lopes - Asscom Semduh / Foto: www.amapadigital.net)

BRASIL ABRE 280 VAGAS PARA BRASILEIROS ESTUDAREM EM PORTUGAL

Programa para brasileiros que se estejam a licenciar na área do ensino foi lançado pela Capes, recebendo inscrições até 8 de maio, que poderão valer uma experiência até dois anos em uma de 11 universidades portuguesas.

Brasília - O Brasil, através da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, lançou o edital do novo Programa de Licenciaturas Internacionais em Portugal, que este ano levará até 280 estudantes brasileiros para universidades portuguesas.
O programa selecionará projetos de melhoria do ensino e da qualidade na formação inicial de professores nas áreas de química, física, matemática, biologia, português, artes e educação física. As inscrições podem ser submetidas até o dia 8 de maio.
O início das aulas em Portugal está previsto para setembro deste ano. Os selecionados permanecerão durante um período que pode ir até dois anos numa instituição lusa. Entre as entidades portuguesas que poderão receber os estudantes brasileiros estão a Universidade Nova de Lisboa, Universidade da Beira Interior, Universidade do Algarve, Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, Universidade de Évora, Universidade de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade Técnica de Lisboa e Universidade de Trás-os-Montes.
Mais informações sobre o programa poderão ser obtidas por e-mail junto da Capes ou no site desta entidade.
A Capes tem como atribuições a avaliação da pós-graduação, acesso e divulgação da produção científica, investimentos na formação de especialistas de alto nível e promoção da cooperação científica internacional. A troca de conhecimentos entre estudiosos brasileiros e estrangeiros é promovida pela Capes por meio de acordos bilaterais e de parcerias universitárias.
Além de Portugal, foi lançado um programa semelhante pela Capes que irá levar até 150 estudantes brasileiros para realizar graduação nas universidades Paris-Sorbonne e Universidade Pierre et Marie Curie, na França. As inscrições vão também até o dia 8 de maio. (Fonte: Portugal Digital)

COMISSÃO DO SENADO APROVA ELEIÇÃO DIRETA PARA REITOR DE UNIVERSIDADE PÚBLICA

Projeto de lei prevê participação de professores, alunos e servidores, além da sociedade civil, na escolha dos dirigentes

Agência Brasil

A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira, 2, um projeto de lei que estabelece a participação dos docentes, alunos e servidores, além da sociedade civil, na eleição dos reitores e dirigentes das universidades públicas. O texto é um substitutivo ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 147/2004, já aprovado na Câmara, e ainda precisa passar pelo plenário da Casa.

O projeto prevê que “o órgão colegiado deliberativo superior das universidades públicas será constituído de forma democrática com dois terços dos assentos ocupados por membros da comunidade acadêmica e um terço por representantes da sociedade civil local e regional, segundo critérios definidos em cada sistema de ensino”.

Além disso, o PLS também determina que os docentes ocuparão 70% dos assentos nos órgãos colegiados e comissões que tratem de reformas estatutárias e regimentais, além da escolha dos dirigentes.

Como a matéria já foi aprovada uma vez no Senado e depois na Câmara, o plenário do Senado será agora a última instância por onde ela passará. Se for aprovado no plenário, ele seguirá para sanção presidencial.

ROLLING STONES LANÇAM MAIOR TURNÊ EM SEIS ANOS

130104-rolling-stonesOs Rolling Stones revelaram nesta quarta-feira detalhes de sua maior turnê em seis anos, com datas previstas para a América do Norte e a Grã-Bretanha, após terem voltado aos palcos no ano passado para comemorar os 50 anos de carreira. A banda disse que vai lançar a turnê "50 and Counting" em Los Angeles em uma data não especificada, e tocará em seguida em Oakland, na Califórnia, em 5 de maio e em outras oito cidades, incluindo Toronto e Londres.

A banda, trabalhando com a promotora AEG Live, também vai tocar em San Jose, Las Vegas, Anaheim, Toronto, Chicago, Boston e Filadélfia, em maio e junho, com os bilhetes colocados à venda a partir 8 de abril. Eles vão tocar no Hyde Park, de Londres, em 6 de julho.

Os roqueiros veteranos, que já tocaram para casas lotadas em uma mini turnê em Londres e Nova York no ano passado, confirmaram ser a atração principal no maior festival de música da Grã-Bretanha, o Glastonbury, no dia 29 de junho.

Para comemorar 50 anos, a banda também lançou uma coletânea, um documentário e um livro fotográfico e, em seguida, provocou rumores sobre mais shows com uma mensagem em seu site com a frase "5 Dias e Contando...", no dia 29 de março.

sábado, 30 de março de 2013

TELEOFERTA

Fernando Canto

No facebook

Cabook das boas que escreve mensagens

Com certo exagero de Eros e erros

Ao som do batook que foi meu desterro

Face to face

Eu e tu - nosso trook

Braços e dedos/ uma luta de mook

Teus olhos pérolas negras

Jóias de nobres/ Duquesa e Grão-Dook

Te oferto um buquê de flores

Um livro impresso e um sentido

Na falta de rima e cores

PASSAGEM DE UMA ALQUIMISTA

Poema de Fernando Canto

d euda_

 

 

Para Fernando Bedran

Foto extraída do blog http://eltonvaletavares.blogspot.com.br/2013/03/nosso-adeus-dona-euda.html 

“Felix qui potuit rerum cognoscere causas” (Virgílio) (*)

“Otium cum dignitate” (Cícero) (**)

 

I – Panegírico insuspeito: da morta que viajou

O Eu da Dona Euda deixou presságios no ar

Como se fosse um aziago destino posto no céu

Um voo de curto percurso bramindo as asas da dor

Talvez a voz do caminho no curso da fonte à foz

Talvez um nó desprendido da corda da existência

Talvez um trajeto oculto da noite definitiva

No tênue rio que se torce em busca de um mar de luz

II – Ritual e penitência: da aventura e desterro

Palavras clivam a matéria e um grito exorciza o mal

- Que ritos, que liturgias me trazem esses anjos loucos,

Essas estrelas caídas, sedentas de novos cosmos?

- São gestos que purificam a pena dos degredados

No ato de libação à borda dos precipícios.

III – Platônicas paixões: da intemperança dos deuses

Do útero da caverna a morte espreita silente

Por ser um caminho de almas de irreversível viagem

(-Falava o republicano nas ágoras helenistas.)

Mas arde um fogo e a esperança nas sombras que se projetam

Em busca de elevação e do libertar das correntes

Dos laços, dos elos duros aos quais chamamos paixões.

Evoca-se (de chofre) o sopro - a alma viva – o início

Uma energia circulante por dentro dos alimentos

Dos deuses desesperados, visto a falência do Olimpo.

IV – Herança de Cagliostro: da aprendiza aplicada

Onde a ambrosia – néctar imortal, bálsamo que cura?

Onde o alecrim, a hortelã e os elixires,

A Alquimia misteriosa - a erva/o aguardente/as mãos habilidosas?

Onde, onde? Insiste o vento-remoinho em sua estada no bar

- No âmbar que protege e liga

O fio da vida à Alma Universal

(- Dizem os querubins obesos nas notas de suas trombetas.)

V - Epifanias em curso: do amor e dos equinócios

Decerto, agora, não haverá mais o vazio - o abismo temerário.

E nem a angústia, mas uma luz acima acesa e envolvente

E o amor que nutre o instante e move o tempo - de passagem

Na retidão do equinócio mais perfeito da tua alma.

Macapá, 19.03.2013

__________________________________

(*) Feliz daquele que pode conhecer as causas das coisas.

(**) O descanso honrado.

terça-feira, 12 de março de 2013

RETIRANDO A MOLDURA.

CONTO DE LUIZ JORGE FERREIRA

Fernando, acompanhando de longe, porém de perto, muito de perto, o carnaval de Macapá do qual participei  como "brincante" no bloco "Caçula do Laguinho", menino ainda, plagiando e criando sambas (sambinhas) junto com Lelé, Quincas e Pedro Ramos, sob a batuta do "seu  Paulino": - Xi... Xi... Olha o passe do malandro!

E a molecada atirava-se ao chão batendo os "couros" sem deixar o ritmo atravessar.

Uso o espaço democrático virtual que coordenas com  brilho e mando um abraço colorido aos reminiscentes, que graças a Deus são ainda muitos. De mais envio um conto com meus figurantes emprestados dos seus lugares em minha memória.

Imenso abraço a você e Sônia. Do Luiz Jorge.

RETIRANDO A MOLDURA.

Ela se aproximou da janela e pôs-se a chamar os meninos correndo lá embaixo.

Acenou pelo vidro e eles não olharam. Mas ela nem ligou. Não lhe conheciam. Ela apenas lhes colocara nomes de pássaros e inventara outros ao seu bel prazer.

Gritou bem alto: - Biló! Saçuca! Quincas! Sacaca! Zazá! Depois cuspiu um pouco de saliva.

E errou. Depois, deixou para lá. Roeu um pouco de unha do dedo mínimo da mão direita em que colocara a aliança de um casamento desfeito em 1934. Puxou os cabelos para ver os fios brancos entre as rugas da sua mão, e por fim improvisou um riso. Sentiu sede. Olhou o vaso de plantas e esticou o braço, havia água na bandeja em que ele estava depositado.

Bebeu um pouco. Era amarga. Assustou-se e ficou com medo de morrer pela segunda vez, desta vez de Cólera. Ficou com medo que Rita, a empregada, entrasse para chamar-lhe a atenção, por ter derramado azougue no vidro do relógio de parede.

Na cozinha, Rita guardou as panelas e fechou a porta do armário. Caminhou em direção à sala. Tinha que olhar D.Cybele, não podia descuidar-se. Noventa anos aprontando as dela. Foi devagar em direção à sala.

Antes que ela venha ver o que faço, vou jogar este vaso neles. Pensou Cybele. Erguendo o vidro da janela com toda a sua força. Os meninos continuavam brincando lá embaixo ignorando o nono andar. Ela atirou a sede. O vaso. A bandeja. A mesa. A toalha. A gritaria dos vizinhos.

A metade dos cabelos em desalinho. O som do aparelho de televisão. A cara espantada da empregada em seu avental de linho, e seu perfume de jasmim. Meu telefonema celular para ela. Um E-mail. A última prestação do condomínio. O pão dormido da Padaria Três Corações. Duas magras formigas saúvas, e um comprimido de Diazepam de 10 mg, que ao cair foi o que mais doeu na cabeça de Saçuca. No ombro de Biló, o que machucou mais, foi à foto do Saci Pererê, em 3/4 colorida. Na cabeça do Sacaca, doeu o verso de Dorival Caymmi sobre Copacabana. Quincas se importunou com uma estrofe de Edith Piaf que feriu de raspão sua orelha. E Zazá estranhou o desperdício de andorinhas voando dentro do inverno.

Cybele ainda com sede, só achou estranho aquele monte de pó.

SECULT PRORROGA INSCRIÇÕES PARA "EDITAL DE CRIAÇÃO LITERÁRIA SIMÃOZINHO SONHADOR"


A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) prorrogou as inscrições para o "Edital de Criação Literária Simãozinho Sonhador", lançado em janeiro deste ano. As inscrições serão realizadas até o dia 18 de março. O concurso vai selecionar e premiar dez projetos de fomento à criação, impressão e distribuição de obra literária inédita em, pelo menos, 60% de seu conteúdo, nos gêneros lírico e narrativo.
Do valor e das condições de remuneraç ão, os projetos selecionados receberão recursos de até R$ 20 mil cada, totalizando um investimento de R$ 200 mil. De acordo com o cronograma, após o período de inscrições, os participantes deverão ficar atentos ao prazo para análise documental, que ocorrerá entre os dias 21 e 23 de março; análise de mérito, no período de 24 a 26 de março; e a divulgação, no dia 29 de março.
Esse é o primeiro edital de Literatura lançado pela Secul, que oferece oportunidade para todos os escritores concorrerem pela publicação de seus trabalhos, com apoio financeiro do Governo do Estado, de forma democrática e igualitária.
Por outro lado, a Agência de Fomento do Amapá (Afap) também oferta linha de crédito, dando condições de empréstimo para artistas que necessitam de aporte financeiro para bancar seus projetos.
O edital de Literatura da Secult é uma homenagem ao escritor Simão Alves de Souza, conhecido como "Simãozinho Sonhador". São mais de oitenta anos de história para contar, cantar, compor e rimar. Sua primeira obra publicada foi "Simãozinho Sonhador", que deu origem ao nome literário. Dos 22 livros editados, Simãozinho Sonhador alcançou a marca de vendagem com a obra "ABC da Mulher", com mais de 20 mil exemplares vendidos.

Serviço
Os interessados em participar do edital podem se inscrever na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, localizada na Avenida São José, 1800, bairro Central, ou na sede da Secretaria de Estado da Cultura, localizada na Avenida Procópio Rola, 1602, bairro Central.
Mais informações pelo telefone (96) 3225-0103.

ERRATA

Referente ao Edital de Criação Literária Simãozinho Sonhador - 001/2013 GEEP/GAPEL, publicado no Diário Oficial do Estado n° 5386, de 11 de janeiro de 2013.
Onde se lê:
4 - Das Inscrições
4.1 - "As inscrições serão realizadas no período de 11 de janeiro a 08 de março."
8 - Do Valor e das Condições de Remuneração.
Os 10 (dez) projetos selecionados receberão um investimento de R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais) cada, totalizando investimento de R$ 200.000,00 (Duzentos Mil Reais).
a) 50% (cinqüenta por cento) na chamada para assinatura do convênio;
b) 50% (cinqüenta por cento) pagos em até 15 (quinze) dias após o final do prazo previsto para impressão dos exemplares do livro resultante do projeto;
9 - Dos Recursos
13.392.0180.2003 - Apoio a Realização de Eventos Culturais Amapaenses.
Elemento de Despesa: 3.3.90.39- Outros Serviços de Terceiros Pessoa - Jurídica
Elemento de Despesa: 3.3.90.39- Outros Serviços de Terceiros Pessoa - Física
12 - Cronograma
"Inscrições - 11 de janeiro a 08 de março/2013 / Análise Documental- 11 a 12 de março/2013 / Análise de Mérito - 13 a 15 de março/2013 / Divulga ção do Resultado - 18 de março/ 2013.
Leia-se:
4 - Das Inscrições
4.1 - "As inscrições serão realizadas no período de 11 de janeiro a 18 de março".
8 - Do Valor e das Condições de Remuneração.
Os projetos selecionados receberão investimentos de até R$ 20.000,00 (Vinte Mil Reais) cada, totalizando investimento de R$ 200.000,00 (Duzentos Mil Reais), sendo descontados os encargos devidos por lei.
a) 50% (cinqüenta por cento) após a chamada para assinatura do convênio obedecendo à tramitação financeira pertinente;
b) 50% (cinqüenta por cento) no final da impressão dos exemplares do livro resultante do projeto;
9 - Dos Recursos
13.391.0190.1056- Elemento de Despesa: 3.3.90.31- Premiações Culturais, Artísticas, Cientificas, Desportivas e Outras.
12 - Cronograma
"Inscrições - 11 de janeiro a 18 de março/2013 / Análise Documental- 21 a 23 de março/ 2013 / Análise de Mérito- 24 a 26 de março/ 2013 / Divulgação do Resultado- 29 de março/ 2013."
Macapá, 25 de fevereiro de 2013.
Luis Nei da Silva Banha
Chefe de Gabinete/Secult
Andreza Sanches/Secult

ESTUDO CONFIRMA QUE MÚMIAS DE 4.000 ANOS TIVERAM PROBLEMAS CARDÍACOS

Por: Rafaela Pozzebon

mumia

Cientistas americanos estão realizando um dos maiores estudos sobre problemas cardíacos e vasculares em indivíduos mumificados.  A pesquisa foi publicada na revista “The Lancet” na segunda-feira (11), ao qual foram analisadas através de tomografias computadorizadas 137 múmias. Como resultado, os cientistas descobriram indícios de problemas do coração, arteriosclerose e também artérias obstruídas em alguns corpos que foram analisados.

Assim, o estudo identificou que cerca de um terço das múmias apresento arteriosclerose, um endurecimento nas artérias ao qual causa ataques cardíacos e em alguns casos, derrame. 

"O fato de termos encontrado níveis semelhantes de arteriosclerose em todas as culturas que analisamos indica que a doença pode ter sido mais comum na antiguidade do que tínhamos imaginado", ressaltou Thompson.

A Agência Associated Press informou que mais da metade das múmias pertencem ao Antigo Egito, as demais são oriundas de locais como o Peru e das Ilhas Aleutas, no Alasca.

"Doenças do coração têm perseguido os humanos há mais de 4 mil anos por todo o mundo", disse Randall Thompson, um dos autores do estudo e cardiologista do Instituto do Coração Saint Luke's Mid America, em Kansas City, nos EUA.

Os pesquisadores também informaram que as múmias que apresentaram problemas cardíacos eram mais velhas quando morreram. Deste modo, não é possível ter certeza que elas morreram em virtude de problemas relacionados ao coração.

A partir das conclusões, Thompson desmistifica as doenças coronárias atuais. "Acho que é justo dizer que as pessoas deveriam se sentir menos culpadas por ter problemas cardíacos nos tempos atuais", disse Thompson. "É possível que seja exagerada a ideia de que um estilo de vida saudável pode eliminar completamente o risco [de ter problema cardíaco]."