Aconteceu no dia 04/12/09 em minha casa o congraçamento de fim de ano dos colegas e professores do Mestrado Integrado em Desenvolvimento Regional da UNIFAP. Fotos: Fernando Canto
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
ESTRADA DO TEMPO
Minha irmã Savina faria aniversário hoje, 06 de dezembro. Na foto com minha sobrinha e afilhada Karine. Muitas saudades.
ARQUIVO JANARY INDISPONÍVEL PARA USO PÚBLICO
Publicado no jornal “A Gazeta”, de domingo, 06/12/2009
O arquiteto Elizeu Corrêa, mestrando em Políticas Públicas pela EAP, encaminhou-me uma carta denunciando a inacessibilidade ao acervo Janary Nunes que está guardado a sete chaves no Museu Joaquim Caetano da Silva.
A gravidade do fato está na velha prática do uso pessoal e intransferível desse material que alguns pesquisadores usam por deterem certo poder administrativo. Ao terem em mãos textos e/ou fontes inéditas guardam e escondem esse material como se fossem seus, quando não se apropriam dele. Omitem as informações que os novos investigadores históricos necessitam para realizar seus trabalhos e com isso prejudicam a ciência e a pesquisa, pois quem quiser vai ter que se deslocar para outros estados atrás das fontes que precisam.
Sêneca já dizia que “o maior ladrão do tesouro é o seu guardião”. Elizeu que o diga. Após passar por situações de desrespeito à Lei e de relatar suas constatações ao secretário estadual de Cultura, ainda não conseguiu acessar o arquivo nos documentos que precisa. Sua carta, além de outras coisas, diz o seguinte: “Em julho de 2003, a extinta FUNDECAP, recebeu proposta de venda de um acervo histórico contendo informações preciosas, raras e adormecidas num quarto da residência de Janarizinho (um dos filhos do governador) a respeito do período do Território do Amapá na administração de Janary Nunes. Contém esse acervo: relatórios de Governo, fotografias de atividades administrativas do governador e familiares, livros da biblioteca particular de Janary, documentos administrativos, móveis de gabinete e objetos de uso pessoal. Diante do acervo raro e importante para o Amapá, o governador Waldez Góes determina montagem e comissão para conhecer, avaliar e providenciar aquisição do mesmo para integrar arquivo público e museal do Amapá. Aí começa uma via crucis desse acervo. Primeiramente ele será armazenado na sala de imagem e som do teatro das Bacabeiras, acondicionado em caixas de papelão, sem o mínimo de critério adotado para tal material e indisponível para pesquisa. Dali seguirá para a Biblioteca Pública Elcy Lacerda, sob os cuidados da equipe de bibliotecárias, para proceder a catalogação e estudar destino deste pedaço da história do Amapá. Ficará hospedado em uma sala reservada pela direção com este objetivo e ainda indisponível para pesquisa. Neste órgão, através de um projeto elaborado pela equipe técnica do setor de biblioteconomia, será captada verba através de um programa da Petrobrás para digitalização do acervo. Parecia que seria dado destino ao material, pois este recurso poderia proporcionar disponibilização para os pesquisadores. Ledo engano. Neste momento o acervo Janary Nunes encontra-se digitalizado, organizado por dentro de um sistema de informática, pronto para ser utilizado para pesquisa. Porém, a direção do Museu Joaquim Caetano da Silva, último destino do acervo, recusa-se a disponibilizá-lo para os pesquisadores. Tal material, inclusive outros acervos de interesse da pesquisa e do setor acadêmico, também não estão disponíveis, porque a direção alega e sustenta que o próprio museu, ou seus servidores, teriam prioridade de pesquisa para assim garantir a característica do ineditismo da pesquisa e de exposições internas”.
“Penso e acredito que tal administrador não conhece a legislação do setor, para não pensar coisa, pois o Estatuto dos Museus (Lei nº 11.904) preconiza como princípios fundamentais dos museus o cumprimento de suas funções sociais e a universalidade de acesso, bem como coloca a necessidade da comunicação a respeito de seus acervos como forma de garantir acesso ao público. No seu artigo 42 coloca: os museus facilitarão o cesso à imagem e à reprodução de seus bens culturais e documentos conforme os procedimentos estabelecidos na legislação vigente”.
“Assim sendo, esta farta documentação, sob a tutela de um administrador insensível e vaidoso, que não compreende a necessidade social das histórias a serem contadas, não cumprem sua função, pois desta maneira o acervo Janary Nunes e outros sob sua tutela (periódicos, livros e imagens raras, planos urbanos, etc.) não servem para nada, não atendem a função social do museu e principalmente não deixa aquilo que necessita ser revelado prevalecer – a verdade”. (Elizeu Corrêa dos Santos – arquiteto e urbanista).
Fotos: Fernando Canto.
COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA
Publicada no jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 04/12/09
HOMENAGENS
Pessoal do Samba: Adelson Preto, Nonato Soledade, Ilan, Neck e Macunaima junto comigo e Maestro Manoel Cordeiro.
Em concorrida sessão no plenário da Assembleia Legislativa, uma plêiade de sambistas foi homenageada merecidamente pelos trabalhos prestados ao samba do Amapá.
Entre os reconhecidos estavam meus amigos Pedro Ramos, Manoel Sobral e Ilan, além de outros como os ilustres Francisco Lino e Cristiano, mazaganista papa-chibé dos bons. O samba se espalhou na quarta-feira por toda a cidade. Taí uma coisa que vale a pena os deputados lembrarem-se de fazer: reativar a memória do samba, mas também de fazerem projetos que venham melhorar a qualidade de vida do povo, dos sambistas populares.
BEBÊS
O escritor curiauense Sebastião Menezes diz que o bem-estar dos bebês depende dos cuidados que se têm para com eles. “São defumações nas fraldas com incenso de alfazema e alecrim; banhos de manhã e de tarde com água e cachaça; não permitir que a mãe e o bebê saiam de casa até completar oito dias, pois o sétimo dia é quando a mãe e bebê estão em perigo, estão muito, muito frágeis e podem contrair qualquer doença, a mãe não deve digerir comidas ‘remosas’, evitando, assim, que o leite prejudique o intestino do bebê”
QUEBRANTO E LUA
Segundo ele, “as doenças dos bebês mais comuns das comunidades rurais são: quebranto, lua, susto, corpo mole e dores de barriga. Os sintomas do Quebranto são a febre alta, olho murcho, diarreia e cabelo do corpo arrepiado. Os bebês com lua têm febre e diarreia com fezes granuladas e cor esverdeada. Devem ser tratados com benzeção, remédios caseiros e mostrar a bunda do bebê três vezes para a lua dizendo: - Leva, lua, o que trouxeste”. Para os bebês com corpo mole, que dormem e se espreguiçam muito o remédio é amarrar o tenso do umbigo no esteio do meio da casa.
BLOCO PERERÊ DE VOLTA
Foto1: Fineias mostra a Gude e Diniz a musica-tema do Pererê de nossa autoria (Fernando Canto/Finéias) “Pererê nas Olimpíadas do Rio-2016”.
Foto2: Presidente do Bloco Pererê Agostinho Henriques.
O Bloco Pererê se prepara para curtir o carnaval de 2010 com o tema das Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.
Ausente co carnaval deste ano o bloco já se reincorporou a Liga Independente dos Blocos do Amapá, com o aval do Pereirinha, o magrinho presidente e entusiasta do carnaval dos blocos, que também foi homenageado pela AL.
O presidente Agostinho, Gude e Haroldo Cabal convocam a rapaziada para uma reunião amanhã, lá na Procópio Rola, em frente a Vice-Governadoria, pela manhã.
LANÇAMENTO DE LIVROS E MÚSICAS
João Henrique e os livros de música.
O ex-prefeito João Henrique pretende lançar em janeiro os livros com biografias, CDs e partituras de composições (espécie de Song book) dos músicos Nonato Leal, Amilar Brenha, Mestre Oscar Santos e Professor Tiago, que tanto contribuíram para o engrandecimento e reconhecimento de nossa música.
Nonato Leal, aos 82 anos, o único sobrevivente dos quatro parece um garotão na expectativa do lançamento.
FANTASIAS
Rodrigo Siqueira, carnavalesco dos Boêmios do Laguinho, retorna de São Paulo com material para produzir cinco fantasias de cinco alas da Universidade de Samba, que traz o enredo “Índio que te quero lindo”.
Serão apresentadas à Nação Negra no dia 02 de janeiro, quando a vermelho e branco completa 56 anos. Dos fundadores, nesse dia em 1954, só estão entre nós o Lino, o Cabecinha e o Biluca.
LAGUINHO: OLHARES À ESPREITA
Vem a vontade de poetizar quando vejo os olhares do seu Arinho, Dona Ondina e família à espreita dos passantes da General Rondon. Ali sentados, olhando os carros, as bicicletas e os transeuntes, parecem olhar a vida que volta em direção ao quilombo ancestral.
Depois de tudo arrumado dentro de casa o costume de “jogar conversa fora” ainda permanece ao entardecer no bairro moreno. Mesmo com a modernidade e as restrições impostas pelas condições de vida na cidade, ali ocorre o dinamismo do cotidiano, num tempo lento, onde se situam o tempo de transformação e o tempo de continuidade. Ô Laguinho!
ZUNIDOR
A ADAP/GEA promoveu um interessante seminário chamado Gestão Urbana, Políticas Públicas e Trabalho Técnico-Social. Ocorreu no auditório do Centro Cultural Amapá-Guiana Francesa na quarta-feira passada. Quem perdeu, perdeu.
Renivaldo e Carol no dia do Casamento.
Meu amigo Renivaldo Costa, um tanto ausente das paradas culturais, informa que sofreu um acidente com seu carro, mas que saiu (i)leso e logo, logo volta à ativa.
Roberto Canto se recupera bem após cirurgia em Belém.
Entre 09 e 11 de dezembro a UNIFAP promove o II Seminário de Direito Ambiental e Políticas Públicas, com o tema “Direito Ambiental, Políticas Públicas e suas Inter-Relações na Amazônia”. Um dos palestrantes é o ex-reitor da UFPA, Prof. Marcos Ximenes. Informações pelos fones: 91255333 e 81343496.
Heraldo Almeida, Baraquinha, Jasson, Vicente Cruz e Francisco Lino em sua casa no Curiaú.
Francisco Lino recebeu o título de “Menestrel do Samba” do Movimento Cultural Amigos do Samba.
Essa do DEM em Brasília, hem? Indignação total no Brasil. E haja panetone. Política tem ética? “A ética é a estética de dentro” (Pierre Reverdy, poeta francês, 1889-1960.
IBGE: de 1998 a 2008 a esperança de vida do amapaense pulou de 67,96 anos para 70,68 anos. Um ganho de 2 anos, 8 meses e 19 dias.
Nega Vânia, vai completar 10 anos como Rainha da Bateria dos Boêmios. No Brasil só perde para Raíssa da Beija-Flor, que tem seis anos com o título.
É hoje a festa da turma 2009 do Mestrado Integrado de Desenvolvimento Regional.
Tá chegando o livro “Os Adoradores do Sol”.
Inderê! Volto Zunindo na sexta.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
É BIG! É BIG!
Dia 29/11 foi o aniversário do meu amigo Bonfim Salgado, o “Xamã da Pedreira” para os mais íntimos. Não pude ir à comemoração lá em Santo Antonio, mas o Tadeu Pelaes me falou que teve muito tauari, marafo e espumosa. Parabéns. Agora o jornalista vê o tempo em espiral. Foto: Fernando Canto
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
ESTRADA DO TEMPO
Socorro Monteiro, Rachid e eu em evento na Sede do Trem, em 1984. Nesse tempo só bebíamos coca-cola. Pode ver. A cerveja é por conta do fotógrafo. Nessa época trabalhávamos no Departamento de Turismo da SEPLAN.
SEGUNDA FORMAÇÃO DO FLAMENGUINHO ESPORTE CLUBE
domingo, 29 de novembro de 2009
FLAMENGUINHO ESPORTE CLUBE E AS CANELAS TUÍRAS
Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 29/11/2009.
Primeira formação do Flamenguinho Esporte Clube: 1968/1969.
EM PÉ: Gainete, Zé Wilson, Fernando Canto, João Cabral, Quincas Semblano, Agostinho Tupinambá, Eugênio, Lulu, Barriga Mole, Seu Lima e Jorge Cabral.
AGACHADOS: Careca, Carlos, Chico, Vevé, Bolinha, Iran, Marinho, Nardo, Jonas, Valdenor e Nazaré.
Claro que um clube que não forma base não pode se desenvolver. Não era bem esse o caso do Flamenguinho que nem filiado era à matriz lá no Rio de Janeiro. Nascido no bairro do Laguinho sob a coordenação do empresário José Lima, um maranhense que no fim da década de 60 organizou o time, o Flamenguinho era formado por garotos bons de bola na sua maioria oriundos do Morro do Sapo, ali da Rua São José e arredores.
Um time apaixonado pelo Mengão que realizou dezenas de partidas sem perder para qualquer rival da cidade ou do interior. Um plantel - grupo de atletas selecionados - como diziam os locutores esportivos, feito por uma seleção de moleques que só queria mesmo era “bater bola” fosse aonde fosse: na piçarra solta, no campo de terra dura, na grama ou na lama. Em qualquer lugar lá íamos nós jogar com a camiseta hering branca, onde o escudo do time estava cuidadosamente pintado no peito em serigrafia, calção preto e... descalços.
Da minha parte lembro que joguei no time titular na posição meia-direita. Tinha um futebol razoável, mas ao ponto de barrar uns e outros que depois viriam se tornar grandes jogadores aqui e em outros estados. O primeiro time do Flamenguinho realizou invicto, 56 partidas, graças ao talento de atletas como Zé Wilson Jucá, Bolinha e Vevé, de uma zaga em que estavam João Cabral, Careca, Jonas e Chico. No gol o titular era o Quincas Semblano e o Lulu era o reserva. Havia o Valdenor, o Marinho Louro, O Nardo Tupinambá, o Carlos e o Nazaré. Mais o Eugênio, o Raimundo “Barriga Mole” e o Agostinho (Mimim) Tupinambá. O Jorge Cabral era o assistente técnico e o Jorge “Gainete” era o treinador. Ah, o nosso mascote era o Iran, filho do treinador.
Ainda hoje há quem conteste bravamente os resultados da performance do time. Inclusive o Norberto Tavares, meu amigo, que estudou comigo no GM e depois jogou em clubes semi-profissionais como o Amapá e o São José. Mas isso é coisa do passado. Não vou discutir uma ou duas partidas que possivelmente o time perdeu. Na verdade joguei só essas partidas e venci, acho eu.
Agora vejo essas fotografias com a cara séria desses moleques atrevidos do Morro do Sapo. Meninos que tiveram trajetórias bem diferentes, mas que nunca deixaram de ser craques apesar da tragédia pessoal de alguns.
Não pertenci ao segundo time do Flamenguinho. Nessa altura tinha trocado a bola pelo violão e tocava no Grêmio Jesus de Nazaré e nas missas da juventude da igreja de São Benedito. Zé Wilson e Bolinha jogaram em grandes times locais; Everaldino, o Vevé, virou o “Índio”, atuando pelo Rio Negro de Manaus e Jonas foi um cracão do Esporte Clube Macapá. Eugênio, Chico, Marinho, Lulu, Quincas, Mimim, Nardo, Barriga Mole, Careca e Nazaré viraram funcionários públicos do mesmo jeito que o Gainete, os irmãos Jucá e eu. Carlos voltou para o interior e o Vevé sumiu de vez. Valdenor também. Ah sim, o mascote virou militar.
Decorridos cerca de quarenta anos chegam esparsas e não muito boas notícias sobre aqueles adolescentes de 13, 15, 16 anos. Dizem que Bolinha, com excesso de peso, se recusa a fazer cirurgia de redução de estômago, um e outro têm doença degenerativa, coisas assim.
O fundador e mantenedor do time, seu Lima faleceu ainda jovem, não tanto quanto o zagueiro Cabral que morreu de tiro num acampamento, aos 18 anos, justamente quando servia o Exército em plena zona de conflito armado no Araguaia, sul do Pará.
Na foto que tenho ninguém sorri. Calculo que é por causa do sol do meio do dia derramado sobre o capim seco do velho campo do América, onde um dia tivemos nossas vitórias e cansamos nossos pés em busca de um futuro cheio de glórias que se avistavam além da poeira do campo. E certamente multiplicamos nossos sonhos para mais longe ainda da pose estática da fotografia. Uma foto que “historiadores oficiais” esquecerão, mas que nós nos lembraremos rindo na nossa solidão, quando a voz materna nos mandava tomar banho, á tardinha, para lavarmos bem nossas canelas “tuíras” e cheias de cicatrizes.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA
Publicada no jornal “A Gazeta” de 27.11.2009
CLÁSSICO CAIPIRA
Maestro Joaquim França e Osmar Jr. trabalhando os arranjos das canções do Projeto Piratuba, A Cantoria no Lago.
No domingo o maestro amapaense Joaquim França participa do espetáculo “Projeto Brasil Clássico Caipira” no Hangar Centro de Convenções, em Belém, sob a direção do consagrado regente Hildo Hora.
Joaquim traz no currículo uma enorme folha de serviços musicais, desde que rege u a banda Oscar Santos, de quem foi aluno em Macapá.
O maestro foi quem arranjou as músicas do novo CD/DVD do cantor Osmar Júnior, que está em fase de masterização.
SINDUFAP
Aconteceu na terça-feira passada o primeiro atendimento jurídico aos sindicalizados do Sindufap (Sindicato dos Docentes da Unifap). O atendimento visa discutir a situação do professor em relação a sua progressão docente.
Marinalva Oliveira põe em prática o programa de trabalho que propôs durante a campanha à presidência do Sindicato, que venceu por larga margem de votos.
MOSTRA DE BALÉ INFANTIL
A Federação das Indústrias do Amapá e o Serviço Social da Indústria -SESI, realizarão a XIII Mostra de Dança nesta segunda-feira, dia 30, com o espetáculo “Quando Chegar o Inverno”, no Teatro das Bacabeiras, às 20h00. O espetáculo recontará a fábula de la Fontaine “A Cigarra e a Formiga”
Criada e 1993, a Escola de Balé do SESI atende hoje aos alunos da Escola Visconde de Mauá, que em sua maioria são filhos de dependentes dos industriários. Os ingressos já estão à venda na tesouraria da escola, na Rua Leopoldo Machado, 2749, no bairro do Trem, e no teatro, dia 30.
ANÁLISES CARTOGRÁFICAS
O NUSA – Núcleo de Planejamento, Gestão e Monitoramento Sócio-Ambiental da UNIFAP promove curso de extensão “Técnicas e análises cartográficas com ênfase na arqueologia da paisagem e geoarqueologia”, com carga horária prática de 60 horas.
O curso tem na coordenação o professor Sílvio Wigman Mendes Pereira, com 22 vagas e é destinado a estudantes da universidade que já tenham cursado Cartografia Básica. As atividades serão realizadas em acampamentos fora de Macapá entre os dias 29.11 a 06.12.09.
GENTE DO CHORO
Como já havia anunciado há dois meses aqui na coluna, o Grupo “Gente do Choro”, da Casa do Gilson, de Belém, vai se apresentar na Casa do Chorinho do Ceará da Cuíca, no próximo dia 03 de dezembro.
Trata-se de uma integração entre os músicos das duas casas, visto que o bandolinista Adamor, que faz parte do grupo paraense, sempre se faz presente em Macapá, desde que iniciou seu aprendizado instrumental com o saudoso Amilar Brenha. Com ele estarão tocando Gilson (cavaquinho), Cardosainho, Paulinho Moura e Geraldão(violão) Mininéia (percussão), entre outros.
FUNDO CULTURAL
Parece que a audiência na Câmara dos Vereadores para tratar do Fundo Municipal de Cultura não foi bem um mar de rosas. A ausência de onze vereadores do plenário provocou o protesto de vários representantes de organizações culturais ali presentes.
Ora, discutir cultura com os “representantes do povo”, sem a presença de 1/3 deles me parece meio incoerente para vereadores que acham que sabem tudo. Deviam pelo menos ficar para aprender a ter compromisso com um segmento importante e formador de opinião. A polêmica se estendeu nas ondas do rádio e parece que vai continuar.
NOSSACASA
O produtor cultural independente Jonas Banhos é outro que anda descontente com o que a Prefeitura vem fazendo com a sua biblioteca popular do projeto “NossaCasa de Cultura e Cidadania”. Jonas até escreveu um poema denominado “Pobre Macapá. Bar pode, biblioteca não pode”. Ele empresta livros e revistas na parada de ônibus da Ernestino Borges.
LUIZ JORGE
Luiz Jorge e eu em Macapá, por volta de 1982.
Luiz Jorge e Pedro Ramos. A imagem está deteriorada mas a amizade continua firme.
Impressionante a força poético-descritiva de Luiz Jorge Ferreira. Poeta, músico e compositor que se fez médico e foi morar em Belém, depois em São Paulo.
A releitura de suas obras me faz pensar, sobretudo, em um mar de lembranças que passam em ondas quando ando pela orla e vejo o “Amazonas mar-moreno” da sua obra. Autor de “Berro Verde”, “Tempos do Meu Tempo” ”Cão Vadio”, e de outros mais, Luiz Jorge também traz na sua discografia os álbuns “Lua d’Água” e “Pássaro de Breu”.
Seu poema memorial “Macapaueira” traz a nitidez da vida da cidade antes do esquecimento.
MACAPAUEIRA
Luiz Jorge Ferreira
A rua da frente
(tinha que começar por alguma rua, embora
todas sejam ruas nuas e cruas,
coma sensação de serpentinas d’um carnaval
que houve)
ela vai dar à rua da casa, morada no comércio
e quebra no fim da entrada
ao começo da igreja
D’aí, as ruas são ruas
Que por sua frescura do tempo-espaço
Cruzam-se em frente ângulos
Que eu engulo como cantos
Pelos quatros cantos desentôo...
Uma delas em frente ao grupo escolar
Dentro dele um monte de espaços preenchidos
A praça do Barão, a palmeira centrada
Veste mais verde a sombra da chegada
(olhar as bancas de tacacá,
o cheiro que sobe das panelas de mingau)
dentro do grupo os cadernos escolares
apagados de saliva-borracha.
Parti. Cheguei. Suado
Banhado de Araxá.
Chocalhando as Arrais que por lá vivem
E muito,
Espreguiçam esta passagem, de paisagem do chão mar
(como dizem muitos, acho o Amazonas mar-moreno).
Quem é o Lago dos Índios, p’ra negar um beijo ao Sol
E ao córrego do aeroporto, a agourar a ponte de tábuas,
Só os passos do carvoeiro,
A última rua que eu veja lá
Tem o nome que desconhece
Sempre lhe dou o nome, por um novo velho,
Amigo velho novo, que morre nela,
Rua da casa do Pedro.
Rua da casa do Zé.
Como traças elas traçam, retângulos.
Pretos, negros, brancos, vermelho-pó.
Nem por isso há raças, e sim
Macapaenses, macapaueiros, macapaueiras!
Olha a farinha do Curiaú,
Na fumaça dom pirão
A espinha do tamuatá.
Peço que corra vinho de açaí nas tuas veias
Trem que vem, trem que passa.
Praça do Trem! Eu lá.
Praça do Hotel! Eu lá.
Matriz da Praça! Eu lá.
São Benedito, corra com esta trouxa
Que a velha moça
Te canta o hino
Te cose a calça
Remenda o fundo
Oiando o fundo Deus dará.
Aquelazinha passa p’ra dentro
Que as promessas de pais, podem te manchar o vestido novo.
Manganês, manga-inês.
Preciso conversar contigo Laguinho.
Mudaste de nome?
Tua tabatinga, teu barro, tua piçarra, tua molecada
Moldando o soldado do pé, mudaram?
O Poço do mato tem...
Camapu, mato tem
Cantiga de pai de santo, mato tem
Escoteiros e sacanas, mato tem
Marabaixo, batuque e o boi-bumbá, mato tem.
Duvido que haja mais tarol rompante
Que doravante, d’outros tempos saia
Surdina e ronco, por trás dos roucos
Movimentos de marcha.
Não tem mais Doca da Fortaleza
O cheiro do pitiú, sumiu
Como por encanto, no entanto os urubus jamais viraram
garças
Coro de onça, desgraça
Nem o som que o vento aciuma
Em cima das velas-guias
Te guia ao som do Pecó.
Macapauera.
Por que as noites são vestes negras como um tempo
E os pirilampos comensais da escuridão,
Voando estão.
Então as estrelas, berros de amor
Poeiras dos tempos,
Ajeitam tuas sobrancelhas?
São versos Macapá
De poetas mudos dos muitos que tens visto
Por mares nunca ou sempre navegados,
De bicicleta, de versos, de reversos,
Em tombadilhos sumidos.
Canoa de Afuá, canoa do Jari
Canoa do Bailique, vem destas bandas d’aqui
P’ras bandas de lá do peito, me levem
Chove com força, chuva!
Estas ruas que se curvam
Aporrinhastes a curva dos meus olhos
-estão de conversa
comigo há muitos anos-
De pé conversei com a s areias da Fazendinha
Amigadas com os mururés
Por lá, a Sofia Cobra-mulher
Boiúna, dos castelos papa-chibés
Das borralheiras no reino da tabatinga,
Me guarda pr’a deflorar.
Macapaueira...
A linha do papagaio, deste moleque tingido
Tá de nó com o Equador
Eu tou de nó com o amor
A esperança de nó com a felicidade
Perdeu o barco no porto-trapiche
Tomou sorvete de côco
E brinco com a mocidade, na “Banda”
Tangendo o boi de rabo teso.
“Teje preso”, Senhor pesca-dor
felícia deixe o sobrado
que o céu parece teu mato
larga o mormaço do corpo
que estas ruas que se cruzam,
molham mais que o suor
no mastro do Espírito-Santo
na festa do meio do ano.
Teje vivo, senhor chefe
O rio da noite secou
Traíra que veio n’água
O Zé Bugelo pescou
Cedendo comida ao Berto
Que a mãe-de-leite criou.
Macapaueira.
As ruas assim como são
Cruzam aqui e ali
A lua não forma sombras
Apesar de muitas bananeiras
Terem folhas novas, nos quintais.
E pede baixinho, num sussurro
(para que os tambores do marabaixo
não cresçam no repinique).
Ei, poeta.
Esconde meus vestidos de samambaia
Ponha esta noite morena, nesta saia e saia
Que a poeira sobe, a rua não vê.
Ela doida p’rá xixar
Tem vergonha desta rua, recruzada.
Eu sempre presente como ontem
Aponto adiante de lá, o lugar
Onde não cruzam ruas.
E a lua, nua
Faz a precisão.
Eu morto de sono, sonho que adormeço
Assim não meço as coxas da lua
O sexo da rua
Nem noto a presença de um vira-lata
Que foi de um vizinho
Agora é das pulgas, latindo.
A rua da frente tem razão
De se meter com o rio.
Da esquina d’ontem, a Av. Recordação
Ela sempre soube que as outras ruas mentem.
Que eu minto, e que lua, não tem muitos Macapás
P’ra ficar escolhendo um canto qualquer,
Com medo que se flagre a verdade
A lua é um poema de carne-e-osso.
Macapá, um gole de cachaça, uma posta de peixe, o
chuvisco no telhado
E a rede estirada no saguão.
ZUNIDOR
Dia primeiro a 13 de dezembro acontece a festa em homenagem a N.S. da Conceição no Curiaú, especialmente na famosa Casa do Gorgia.
Como diz o Heraldo Almeida: - Tá na hora de rever seu “coração maldito”. Está chegando o Natal, é hora de procurar ‘uma pessoa amiga pra abraçar’.
Nosso ilustre Manoel Torrinha, conhecido como “Prego” costuma dizer, numa pregação ideológica quase platônica (Platão não gostava de poetas!) que “o grande problema deste Amapá é que aqui tem demais poeta”. Vates do exército industrial de reserva uni-vos!
Secretário Maneca, depois do sucesso do Encontro dos Tambores, agora segue sua meta de realizar o projeto Amapáafro e se transferir com Seafro e tudo para o Centro de Cultura Negra, no Laguinho, que fica abandonado o ano inteiro.
Só meu São Jusa que quando não perde, empata.
Tá chegando o “Adoradores do Sol”.
Inderê! Volto zunindo na sexta.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
A CULTURA NA EDUCAÇÃO
Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 22/11/2009
Quando dizia, e lá se vão mais de três décadas, que dançava marabaixo e batuque algumas pessoas sorriam zombeteiras, e diziam: “tu vais lá no meio dos pretos porque és estudante de sociologia”. E até hoje quando defendo a comunidade negra e a sua cultura, preciso de certo esforço para tentar mudar a cara conservadora e racista de muitas pessoas “esclarecidas”, que usam da ironia e da piada para expressar verdadeiramente o que pensam sobre etnia, educação e cultura.
Valorizo a cultura regional porque é dela que vivo. Defendo com garra a regionalização da nossa cultura porque fazendo isso creio multiplicar o seu fortalecimento contra as perniciosidades da globalização, além de estar cooperando para o direcionamento de uma educação formal com suas especificidades.
Sabe-se que a educação ainda é uma “carta de intenções” colada às constituições da maioria das nações, principalmente das nações pobres, nas quais os quadros administrativos são sempre repressivos e hostis. Nessas nações passam longe características da educação que entre outros pontos visam reconhecer e respeitar as diferenças no plano individual e combater os preconceitos, discriminações e os privilégios no plano social. Educar, dizem os educadores, é também levar cada cidadão à fé no seu próprio potencial como agente de transformação qualitativa da própria vida e do mundo onde está inserido. Mas em muitos lugares os alunos recebem “matéria” em vez de se enriquecerem com o conhecimento. A cultura é que enriquece a alma e nos faz crescer.
Educadores falam que a educação formal vive ainda nas amarras da herança positivista-funcionalista, pois a Escola nem sempre prepara o cidadão para a crítica. Na prática, dizem eles, ela introjeta uma concepção de mundo quase submissa, intimidada, que arrefece a sua identidade e historicidade. A Escola muitas vezes é moralista, autoritária, repressiva e opressiva. Cumpre seu papel de censor ao reprimir, punir e suprimir os sonhos e as buscas individuais e coletivas. Os professores se preocupam e se perguntam: ora, se a realidade formal é assim, como caracterizamos nossa prática didático-pedagógica se reafirmamos todo o tempo essa concepção de sociedade, de política? Pelo meu lado costumo dizer que cultura é tudo aquilo que gera emoção. Contudo pergunto: como gerar essa emoção, como sistematizar a cultura no contexto da educação formal? Penso que só quando a olharmos num processo de interação afetiva, agindo e interagindo na sociedade, pois como cidadãos temos que assumir, cada um de nós, essa missão transformadora, sendo espécies de co-autores de uma utopia mais que necessária
Mas os professores ainda se perguntam: como vou transformar tudo isso? Como vou avaliar um aluno somente sob o ponto de vista didático-pedagógico? É certo que outros processos virão para reparar essa temida prática de juízo de valor, nem sempre justa. Por isso é preciso fazer da educação um processo integrador das práticas culturais. Práticas essas que contemplem Políticas de Cultura, que estimulem a solidariedade e não vejam a cultura apenas como um bem de consumo. Políticas que incluam os excluídos, para que seja um processo de criação em todos os níveis a fim de promover os valores humanos e privilegiar o conceito de cidadania e de democracia.
Ainda bem que novas medidas interativas entre educação formal e cultura saíram recentemente do papel e deverão contemplar, no ensino fundamental, a história e a cultura daqueles que precisam fortalecer sua identidade. Penso que isso será bom para os educadores, para os produtores culturais, para os alunos e para a educação brasileira.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
RUMOS DA CULTURA MACAPAENSE
ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS
Show do meu amigo Jomassan, na UNA. Ao fundo o Maestro Manoel Cordeiro.
Rogério, da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, muito bem acompanhado.
Pelé, da Escolade Samba Maracatu da Favela.
Paulo Sidney.
Nivito Guedes, novo visual para o show da UNA.
Leleo, meu neto. Itinerando comigo pelo Igarapé das Mulheres.
Jornalista Bonfim Salgado estreando novo celular. Respeite o tamanho!