| Telma Duarte, Presidente da Confraria Tucuju. (Foto: Joseli Dias) |
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Zunidor - CONFRARIA
MAIOR GOLEADOR DO PARÁ
CIDADE ‘BRASILIANA’ DE TODOS OS ‘NAMES’
FESTA DE 254 ANOS DE MACAPÁ GANHA INÚMERAS ADESÕES
![]() |
| Festa da Cidade de Macapá - 247 anos |
O projeto de aniversário inclui apresentações musicais, teatrais e literárias. O prefeito vai conceder a 254 personalidades uma comenda e medalha em reconhecimento aos serviços prestados a capital.
Serão homenageadas personalidades nos segmentos do esporte, cultura, política, religião, além de responsabilidade social. O artista escolhido para receber a homenagem magna da festa é o violonista Nonato Leal.
Nonato Leal, que completa 85 anos em 2012, terá um show em sua homenagem com a presença de artistas como Cleverson Baía, Fabinho, Venilton Leal e a participação especial do mestres Vieira, ícone das guitarradas do Pará.
Durante a festa, o prefeito distribuiu obras de arte do artista plástico Wagner Ribeiro e destacou a importância de que todo o setor empresarial se engaje na festa, visto ser uma comemoração não apenas da prefeitura, mas de todos.
A operadora Vivo fechou parceria com a prefeitura e lançará cartões telefônicos comemorativos à festa, além de lançar torpedos com a programação. A operadora responde por 52% do mercado de telefonia móvel local.
O promotor Iaci Pelaes e o juiz Heraldo Costa, que também são líderes das igrejas evangélicas, anunciaram que durante as comemorações do centenário da Assembleia de Deus, será incorporado o selo comemorativo dos 254 anos, fazendo com que as igrejas também celebrem a festa.
Já a Confraria Tucuju, que realiza um evento tradicional no dia 4 de fevereiro, terá o prefeito Roberto como convidado de honra, tanto no partir do bolo quanto no almoço dos pioneiros. (Fonte: Prefeitura de Macapá /Coordenadoria Municipal de Comunicação).
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
CARTA DO NATAL
| Amanhecer (Foto de Juvenal Canto) |
Escrevi este texto no final de 2001, três meses depois do ataque ao World Trade Center (New York, 11 de setembro de 2001). Republico-o novamente, pois o republiquei em 2009, para desejar a você que acessa este blog votos de paz e harmonia, de serenidade e de responsabilidade para com a cultura brasileira e com o meio ambiente. Felicidades em 2012.
QUERIDO NATAL
Tenham o eco da esperança
Zunidor - HERUNDINO
Zunidor - NATAL ILUMINADO
![]() |
| Igreja de São José |
![]() |
| Igreja de São Benedito |
Zunidor - BANCO DA AMIZADE
![]() |
| Frequentadores do Banco da Amizade |
![]() |
| Boto Malhado |
![]() |
| Osvaldo Simões e Sr. Marinho |
![]() |
| Eu a a dançarina de marabaixo |
![]() |
| Dançarina de Marabaixo |
![]() |
| Eu e o velho Bené |
![]() |
| Família Piquinha |
![]() |
| Osvaldo e Isabel. |
Todos os anos os moradores do bairro do Laguinho realizam a festa do banco da Amizade ali na Rua General Rondon. E já se vão cerca de 40 anos. Tradicionalmente é feita no dia 26 de dezembro, com muito churrasco, caldo e bebida à vontade. Quando iniciou os frequentadores do banco pediam contribuições aos passantes e penduravam garrafões de vinho nos galhos da mangueira. Agora tem apoio financeiro de instituições e políticos. Muito show de samba, pagode, batuque e marabaixo rolou por lá.
Zunidor - ANDRÉ MONT'ALVERNE
Zunidor - VESTIBULAR
Zunidor - BALÉ DE LUZ
Zunidor - MAIS SEIS MILHÕES EM OBRAS
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Zunidor - GUAIRACÁ NUNES
Encontrei o Guairacá Nunes, que é assessor do Senador Randolfe Rodrigues, durante a festa de aniversário do professor José Carlos Tavares, na reitoria da UNIFAP. Guairacá está de volta para morar em Macapá. É ligado a área do meio ambiente e é um dos filhos mais novos de Janary Nunes, primeiro Governador do Território do Amapá. Na foto com o Vice-Reitor Filocreão e o empresário Leo Platon.
Zunidor - SABATIÃO
Zunidor - CALIXTO
Zunidor -NONATO
Zunidor - DISPUTAS CARNAVALESCAS
Com a aproximação do carnaval começam a se acirrar as disputas entre os membros das escolas de samba. As polêmicas normalmente giram em coisas que nem se ligam ao samba propriamente dito, como as gozações pela falta de sedes-próprias, transporte, e outras coisas. O palco das disputas são sempre os estúdios de emissoras de rádios. Ainda bem que têm programas muito bons feitos por quem conhece o metier, como o Armstrong, o Heraldo Almeida, o Ivo Canutti, o Azevedo Picanço, o J. Ney e outros.
Zunidor - Bi
O cantor Bi trindade, que agora integra a equipe do Zé Miguel na Secretaria de Cultura informa que vai realizar um show solo neste fim de ano, reunindo músicas inéditas de sua autoria e outras já gravadas do Grupo Pilão, com novos arranjos. Bi é fundador do Grupo, mas sempre que dá faz show individual. Ele costuma dizer para o Sandoval (foto): “- Já fiz a minha parte, né?”
CIDADE DO SAMBA
Foi na semana passada a inauguração da Cidade do Samba, que leva o nome oficial de “Alice Gorda”, a Maria de Lourdes de Azevedo, uma homenagem à Rainha Momo do Carnaval, que reinou por longos anos ao lado do Rei Sacaca. Abaixo as fotos do cantor e compositor Arlindo Cruz, personalidades carnavalescas e os grandes barracões que abrigarão as dez escolas de samba participantes do carnaval.
Nega Vânia, Rainha da bateria dos Boêmios do Laguinho e os intérpretes do samba-enredo
Vicente Cruz, Francisco Lino e eu.
Cruz, Vânia, Macunaíma e Lino.
Sua Majestade Sucuriju, o Rei Momo
Zunidor - PERIPÉCIAS
Recebi com muito carinho o livro “Peripécias da Natureza”, do poeta Jonas Diego Teles, publicado em 2008. O volume traz 74 poemas nascidos da experiência do autor como agricultor em seu contato com a natureza. O escritor Paulo Tarso Barros afirma: “Não se espere aqui encontrar os experimentos linguísticos de um expert, os vôos delirantes de um poeta angustiado, mas com certeza vamos nos deparar com as experiências de vida e com a imaginação de um ser humano que descobriu sua arte através dos olhos da alma, esse olhar que somente os artistas conseguem traduzir. Por isso, acredito que este início de jornada poética do Jonas Diego Teles, o leve a encontrar novos caminhos pra a sua poesia, uma poesia singela, com odores e sabores do nosso país, da nossa terra abençoada, onde cantam pássaros e um oceano de água doce tão poderoso e amado”.
Zunidor - BAR DA DONA NEUDA
O bar da Dona Neuda, ali na Hamilton Silva com a Duque de Caxias, é palco de muitos encontros de amigos, sempre aos sábados, e principalmente nas festas de fim de ano. Um churrasco preparado pelo Anísio e pelo Fernando Cunha foi a razão da festa onde se encontraram respectivamente, João Gaúcho (sua esposa Deusa, que bateu a foto), Pedro, Japão, Fernando Canto, Fernando Cunha, Fernando Bedran e Anísio.
Zunidor - PIERRE
O empresário e cantor Pierre Alcolumbre que sempre se apresenta na Casa de Choro do Ceará da Cuíca deu um show “à capela” na casa do César Bernardo em homenagem à geóloga Santa, que a ouve atentamente acompanhada da Consolação. Tadeu Pelaes, Viana e delegado Tito também ouviram o artista.
Zunidor - METRALHA
Meu amigo Jocelito Marques não perde uma promoção do Abreu. Seu réveillon foi tão animado que ele resolveu desencantar um ícone dos quadrinhos que lhe marcou por toda a adolescência. Era um dos “Metralhas” do Igarapé das Mulheres (vejam a camisa que veste), juntamente com alguns dos seus irmãos, o terror daquela comunidade. Assim falam as más línguas. Diiiiz-que!
Zunidor - Munhoz
O professor Antonio Munhoz, que faz os seus oitenta anos em fevereiro, prepara-se para mais uma viagem à Europa. Na foto com o autor do livro “Mestre Açaizeiro”, lançado recentemente, César Bernardo de Souza. Na foto seguinte está com a socióloga Luíza Mont’Alverne. Na outra com o empresário Lindoval Peres.
Zunidor - BRILHANDO EM SÃO PAULO
MORREU O PINTOR PANTALEÃO
| |
O artista plástico Pantaleão morreu na segunda-feira (26.12.11) de um fulminante infarto quando se encontrava na praia do Araxá, na orla de Macapá, coletando material para a feitura de seu trabalho. Pantaleão era pintor e escultor, e aproveitava troncos trazidos pela maré para realizar o seu trabalho, por sinal muito apreciado pela crítica local. Possivelmente o esforço físico feito para trazer os pesados troncos da beira do rio contribuiu para a sua morte. Tinha apenas 45 anos de vida e era formado em Artes Visuais pela UNIFAP.
Recentemente organizou uma exposição de telas e esculturas entalhadas na madeira, além de inúmeros objetos que caracterizavam a sua criação artística, tão diferenciada da maioria dos nossos pintores. Há muito o artista vinha navegando em um estilo próprio, que ganhava uma expressão bem característica quando aplicava as cores com uma técnica especial, desenvolvida por ele. Sua temática era sempre voltada para as coisas da Amazônia.
Pantaleão preparava-se para inaugurar uma desejada galeria de arte que conseguiu fazer em sua própria residência e se preparava para uma exposição no Salão Negro do Congresso Nacional, em Brasília.
Com ele se vai mais uma esperança de se (e)levar o nome do Estado através de sua arte, que certamente seria apreciada por críticos especializados, dada a beleza das cores utilizadas e o seu estilo inconfundível.
Num lugar como o nosso, onde a cultura sempre se preocupou com eventos de massa, como shows musicais, carnaval e festas juninas, as artes plásticas, a literatura e outras artes são consideradas menores. E assim vem a pergunta: - Quando será que vão respeitar as outras expressões artísticas? Acho que agora deveriam pelo menos fazer um registro da sua obra em livro, para que as gerações vindouras tomem conhecimento da importância de Pantaleão como artista amapaense.
ONZE NATAIS
Texto de LUIZ JORGE FERREIRA
Quincas queria ser Papai Noel, mas Quincas era preto.
Luiz queria ser a grande rena-guia, mas Luiz era baixinho.
Bebeçudo queria ser o arauto, mas bebeçudo era gago.
Coló prontificou-se a arrumar os brinquedos, mas colo era sequelado de pólio e tinha dificuldades motoras.
Saçuca queria ser o guia, mas Saçuca era quase cego.
Rex, o grande cão, estava a postos: os pelos limpos, os dentes escovados.
Eles tinham usado a escova de Ângela, irmã maior do Bebeçudo.
O cachorro estava enfeitado de tiras de pano e sobras de purpurina. Tinha esmalte de unha nas patas e uma lista no dorso feita com tinta branca de sapato. Rex foi guardado no banheiro até a hora da partida.
A caixa de papelão em que a mãe de Quincas guardava a roupa limpa dos fregueses de “roupa lavada para fora” foi decorada com borboletas coloridas, presas nela com espinhos de laranjeiras.
Cheio de plumagem de galinha no rosto, Quincas estava simpático de brancas barbas e enormes bigodes.
Ensaiaram a música aprendida na escola pública.
E reuniram os presentes a serem ofertados.
Quincas doaria um chinelo feito com sobras de pneu de carro.
Bebeçudo um livro de Monteiro Lobato gasto de riscos de lápis e rasgões aqui e ali, que nunca conseguira ler.
Coló, dois dentes de leite presos a um sujo e puído fio de nylon que inutilmente tentara trocar com a tal Fada do Dente, por moedas.
Saçuca, meio a contragosto, doaria uma estória de poraquê que seu pai lhe contara em uma roda de pinga e pescaria.
Luiz ficou com a tarefa de conseguir sal para temperarem as mangas verdes que ofertariam como ceia.
Enquanto organizavam esta empreitada a noite foi avançando.
E de repente já era muito tarde para que cinco moleques descalços, vestidos apenas com calções encardidos e camisetas descosturadas, saíssem com fome de suas casas e andassem pelas ruas escuras e silenciosas da Vila, procurando crianças pobres para doar presentes.
Era perder tempo. Que crianças mais pobres iam encontrar que eles mesmos?
Depois de perambularem um pouco pelo quintal, tornaram a sentar e cada um apanhou o que mais lhe agradava dos presentes reunidos e em seguida comeram as mangas temperadas com sal. Estavam a sós na casa de Bebeçudo. Os pais haviam ido à fila da Prefeitura pegar a cesta básica.
Satisfeitos, abraçaram Quincas, “O Papai Noel” que havia distribuído os presentes. Abraçaram-no com tanta alegria que o derrubaram sobre a caixa de papelão, provocando um imenso barulho e sujando a roupa limpa.
E Quincas choramingou despregando a barba branca, descolando os bigodes. Pensou na surra que levaria de manhã por ter sujado a roupa limpa.
Cansados dormiram ali mesmo no chão de terra batido.
No quintal, Rex mergulhando na bacia cheia de água, latia e rosnava satisfeito de ver aquele monte de purpurina colorida flutuando, em meio a sua urina amarela. Parecia natal.
Quando os pais chegaram, os cinco estavam mortos, envenenados de manga com carbonato de sódio.
Rex continuava latindo. Agora bem mais devagar.
(*) Luiz Jorge Ferreira, médico e poeta, ex-morador do bairro do Laguinho em Macapá. Reside atualmente em São Paulo. Abaixo, trechos do e-mail encaminhado a mim, com este presente literário.
BROTHER (FERNANDO) E SISTER (SONIA). TERMINA 2011. LENDO COM ASSIDUIDADE AS NOTÍCIAS NO "CANTO DA AMAZÔNIA" E POR MUITAS VEZES VENDO OS RETRATOS (INCLUSIVE NO JOÃO LAZARO) TENHO UMA SENSAÇÃO DE "ESTAR" IMENSA QUE A MIM PERMITE CONSERVAR INTACTA.
O CORDÃO UMBILICAL COM MACAPÁ EXATAMENTE COMO ELE O ERA.
PARA SER SINCERO APENAS NÃO GOSTO DE VER (SEM EGOÍSMO) PRÉDIOS SURGINDO, MODIFICANDO MINHA MEMÓRIA... RUAS NOVAS APARECENDO...
POR ONDE NUNCA ANDEI, E SE ANDEI ERAM "CAMINHOS" COMO O DO PACOVAL, QUE AGORA JÁ NÃO O SÃO COMO ERAM. E MUITO MAIS QUANDO SÃO RUAS E AVENIDAS BATIZADAS COM NOME DE AMIGOS E CONHECIDOS. TENHO ENTÃO A SENSAÇÃO DO ARRANCAR DE PEDAÇOS.
MAS ISTO É A VIDA E SE ACEITEI VIVER, ACEITEI O JOGO, ACEITEI AS REGRAS.
PARTICULARMENTE FAÇO USO DESTE TEU ENDEREÇO E MANDO A VOCÊS UM GRANDISSIMO ABRAÇO. DAQUELES QUE SÓ A GRANDE SAUDADE CRIA. LUIZ JORGE.
SAIU O CD COM OS SAMBAS DE ENREDO DO CARNAVAL 2012
Os presidentes das 10 escolas de samba do Amapá já têm em mãos os CDs do carnaval 2012. Orles Braga, presidente da Liga das escolas, fez a entrega dos discos com os sambas de enredo que serão desenvolvidos durante os desfiles, em fevereiro. Cada escola recebeu cem CDs com encarte de letras e detalhes relacionados a cada agremiação. As escolas irão comercializar os discos e transformá-los em renda para deixar o desfile mais aperfeiçoado.
O CD começou a ser produzido em 2010 em Macapá e foi masterizado no Rio de Janeiro. Ele seria para o carnaval deste ano que não foi realizado por decisão do Conselho da LIESA. Algumas alterações foram feitas este ano, mas a maioria decidiu manter o que estava gravado. Maracatu da Favela, Piratas Estilizados e Piratas da Batucada mudaram o enredo, e a Jardim Felicidade mudou a nomeação para Império da Zona Norte.
Além de gerarem renda para as escolas e LIESA, os CDs são importante para a divulgação dos sambas, que precisam ser popularizados antes do carnaval. Após muitos anos é novidade o CD chegar antecipadamente, o que era considerado prejuízo. “É preciso que os sambas estejam na boca do povo, da torcida, por isso o esforço foi positivo. Agora temos chance de vender os discos e melhorar o caixa até fevereiro. É um bom presente de fim de ano”, disse presidente Orles Braga.
Hoje foram repassados pela Cannuty Comunicação, que produziu o CD, 1.100 discos. Os cem discos excedentes ficam com a LIESA Até a primeira quinzena de janeiro os 5 mil CDs estarão disponíveis nas escolas de samba e na LIESA e serão comercializados a R$ 10,00. Na ficha técnica a presença de experientes ritmistas e intérpretes, como Aldo, Claudete, Pelé, Maniçoba, Mexicano, Alan Gomes e outros, e os mestres da bateria Carlinhos Bababá, Renatinho, Mistura Fina, Riba, Meia-Noite e Irlan. (Fonte: Assessoria de Comunicação-LIESA)
VIAGEM PARA MUDAR (*)
Fernando Canto
Na cachaça do ano novo é muito comum fazermos resoluções e promessas de mudança no comportamento, no trabalho e nas relações sociais. Planejamos novas ações e juramos mudar, custe o que custar. E temos poder para isso. Se quisermos mudar para melhor porque não tentar? O problema é sair da nossa zona de conforto e experimentar algo que pode ser ruim ou bom. No entanto resistimos às mudanças.
Um famoso psiquiatra austríaco, Viktor Franki, disse que a coisa mais importante que a psicologia pode e deve fazer é nos impressionar com nossos próprios poderes, principalmente nosso poder de mudar e crescer. Porém não é sempre que nos esforçamos se estamos no nosso conforto e nem sempre desejamos mergulhar em águas desconhecidas, correr esses riscos...
Assistindo ao mundo em movimento é que podemos perceber que estamos indo junto com ele, em uma viagem sem volta, num trem galáctico, rumo às estrelas do infinito. Daí é possível entender que consciente ou inconscientemente somos empurrados a estados e condições diversos, pois os processos de mudança são inexoráveis e inerentes à dinâmica da vida. E assim também as organizações sociais.
Desta forma, ao pensarmos as mudanças que querermos por necessidade, certamente tomamos consciência dos eventos a nossa volta e seus efeitos em relação às nossas escolhas. E é então que alimentamos nossas expectativas sobre a nossa atuação no passado recente. Nessa expectativa é melhor fazer um sobrevôo sobre nós mesmos e olhar os sinais e sintomas de mudança que precisamos, para que possamos mudar.
Lá fora nossas esperanças ainda não morreram. Há sinais de troca e de mudanças estruturais. Novos sonhos são acalentados diariamente pelas pessoas e muitas delas que exercem ou que exercerão cargos de decisão indubitavelmente terão de fazer surgir, pelo trabalho, mudanças em todos os níveis, que serão acompanhadas pelas pessoas que os escolheram numa dialética constante, praticada cotidianamente, principalmente pela imprensa
Transformar, modificar, revolucionar não é apenas mais uma necessidade dos seres humanos. As organizações aprendem muito rapidamente que suas fronteiras mudam a cada minuto, e por isso se voltam para o enfrentamento de novos desafios e buscam nos seus servidores graus maiores de eficiência que podem evoluir e acompanhar suas novas necessidades com pragmatismo e equilíbrio. No entanto nem sempre os debates, cursos, palestras e ensinamentos sensibilizam os atores sociais, notadamente no serviço público, onde se percebe claramente que a empolgação das pessoas é efêmera, e que elas oferecem mais suas próprias críticas e medos que suas habilidades, conhecimentos e capacidades analíticas. Quase em nada contribuem para a totalidade e missão das instituições pelo conformismo e conforto que estão aninhadas com suas limitações em se adaptarem às novas tecnologias, na tensão infindável da luta diária.
Nem tudo, porém, está perdido. Apesar de sempre haver resistência ao novo, a História está aí para dar seu testemunho de sucesso àqueles que ousaram acreditar em si mesmos e conseguiram mudar o mundo. Para transformar, e para transformar-se é necessário ter suporte emocional e equilíbrio, algo que estabeleça a harmonia e desperte o potencial interior que todos os seres humanos possuem para mudar.
Nesse sentido podemos aprender que falar em mudança não requer se basear em livros de auto-ajuda, nem sequer na espiritualidade. Na viagem do trem rumo às estrelas começamos a nos conscientizar dos impactos que causamos quando decidimos fazer mudanças e o que elas provocam nas dimensões físicas de um órgão ou nos conteúdos culturais das pessoas e nas suas emoções.
(*) Publicado no Jornal do Dia em dezembro de 2008.
















