quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O CLIMA EM NOSSO PLANETA ESTÁ MUDANDO MUITO MAIS RÁPIDO DO QUE O ESPERADO

terra_olhoOs últimos relatórios do IPCC apontam que o clima em nosso planeta foi subestimado. Os estudos indicam que o clima está mudando muito rápido, bem mais do que se previa, onde o ritmo da elevação do nível do mar nas últimas décadas é muito maior do que se esperava.

Vale salientar que o IPCC coordena estudos e reuniões para o debate sobre as mudanças climáticas de pesquisadores de dezenas de países, entre eles o Brasil. O último relatório apresentado foi o mais preciso apresentado até hoje, onde o mesmo concluiu que o aquecimento causado por gases poluentes, previstos por cientistas que vem estudando o caso desde os anos 60, continua em ritmo de 0,16 graus centígrado por década, seguindo muito perto as previsões publicadas pelo IPCC.

Os pesquisadores apontaram também que as prévias de elevação do mar seriam de um aumento de 2 milímetros por ano, mas os satélites apontaram uma elevação de 3,2 milímetros por ano, ou seja, quase que o dobro do esperado. Sendo assim, concluí-se que o aquecimento global está maior do que se esperava, ou seja, nós seres humanos não estamos nem ai pro clima, ou pelo menos é o que parece.(Fonte: Oficina Da Net)

ACADÊMICOS QUE CONCLUEM GRADUAÇÃO PODEM PARTICIPAR DO PRÊMIO SEBRAE DE MONOGRAFIA

Por Denyse Quintas

O Prêmio Sebrae de Monografia é um projeto inédito no Sistema Sebrae. As inscrições são gratuitas e estão abertas no período de 15 de novembro a 15 de dezembro de 2012. O prêmio tem como objetivo proporcionar a aproximação entre as Instituições de Ensino Superior (IES) e às Micro e Pequenas Empresas (MPEs), por meio do mapeamento das reais necessidades das empresas e facilitar o acesso dos pequenos negócios aos conhecimentos científicos que são gerados nas faculdades.

Os acadêmicos podem desenvolver monografias, individualmente com o tema O empreendedorismo e seus reflexos no cotidiano amapaense’.

Segundo o diretor de administração e finanças do Sebrae, Waldeir Ribeiro, participam universitários devidamente matriculados na rede de Ensino Superior do Estado do Amapá, concluintes no ano de 2012. “Precisamos cada vez mais aproximar as nossas faculdades do mercado de trabalho, e para isso temos que incentivar nossos alunos que estão cursando o ensino superior a conhecerem mais sobre a nossa realidade e a refletirem de que forma estamos construindo a nossa sociedade, pois em breve serão eles que estarão comandando o destino do nosso estado”,   disse o diretor do Sebrae, Waldeir Ribeiro.

De acordo com o diretor Waldeir, fica vedada a participação de pessoas que trabalhem no Sebrae, além das demais entidades que, de alguma forma, participem ou apoiem a viabilização do concurso, membros da Comissão Julgadora, incluindo as empresas ou entidades nas quais estes membros trabalhem ou sejam afiliados e dos responsáveis pela execução do concurso, bem como de seus respectivos cônjuges, companheiros ou parentes naturais ou afins, até 2° Grau, assim como quaisquer pessoas envolvidas diretamente na execução do Concurso.

“Queremos solicitar o apoio dos professores, coordenadores de curso e dirigentes das Faculdades e Universidades do Amapá nesse projeto, pois essa é uma oportunidade maravilhosa para os universitários que estão concluindo sua graduação em 2012, porque além de contribuírem para o desenvolvimento do nosso estado, ainda poderão ganhar valiosos prêmios”, conclui o diretor de administração e finanças do Sebrae, Waldeir Ribeiro.

Premiação

Serão premiados três trabalhos científicos, serão os mais focados e alinhados com a realidade e necessidades das MPEs amapaenses.

1º Lugar: publicação de 1 mil exemplares da monografia; uma bolsa de estudo integral de pós-graduação no Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap), ofertada pela IES; e uma passagem aérea Macapá – São Paulo – Macapá, com hospedagem e translado pagos pelo Sebrae no Amapá, para o autor e o orientador, para participarem do Congresso de Gestão de Conhecimento com a finalidade de divulgação da obra;

2º Lugar: Meia bolsa de estudos de pós-graduação no Centro de Ensino Superior do Amapá (Ceap), ofertada pela referida instituição; dois (2) Notebooks, sendo um (1) para o autor e um (1) para o orientador;

3º Lugar: dois (2) Tablets, sendo um (1) para o autor e um (1) para o orientador.

Informações pelo telefone: (96) 3312-2834 ou acesse o link  http://www.sebrae.com.br/uf/amapa/melhore-sua-empresa/premio-sebrae-monografia

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A POROROCA ESTÁ SUMINDO (*)

pororoca-2

Texto de Hélio Pennafort

Vários rios amapaenses ficaram conhecidos mais pelo seu lado pororoqueiro do que por sua extensão ou por sua importância sócio-econômica. Tudo por conta das estórias de embarcadiços e estórias de pescadores que corriam por este mundo a fora dando conta de ondas gigantescas que revolucionavam a embocadura dos rios, derrubando árvores, empurrando a ribanceira mais para dentro, espantando a tralhotada e emborcando incautas igarités ou barcos desavisados que achavam de passar naquela hora lá por perto. Fatos reais se misturavam à fantasia. Entre os reais alguns bem tristes. Como o naufrágio de uma pequena canoa-motor-de-popa às proximidades do igarapé Maruani, afluente do Rio Cassiporé, que provocou a morte do médico Lélio Silva e do comissário de policia Deusdeth, que estava na região a serviço do governo do Território. Na embarcação ainda se encontravam a enfermeira Nair Guarany Lemos e dois caboclos que escaparam porque sabiam nadar e tiveram muita sorte. Eles baixavam o Cassiporé em direção à vila de Taperebá. Quase na hora da pororoca passar, encostaram na margem por medida de segurança. Já se ouvia a zoada. Minutos depois, apareceram as primeiras ondas. Quando passaram, acordando o barranco, o Deusdeth insistiu para que todo mundo embarcasse na canoa e seguisse viagem. De nada adiantaram as ponderações da enfermeira Nair e dos caboclos. Lá se foram. Só que o comissário, que pilotava a canoa, subestimou o banzeiro da retaguarda, tão perigoso quanto as ondas de linha de frente. Resultado, a canoa virou. Dr. Lélio e Deusdeth, que não sabiam nadar desapareceram na escuridão barrenta do Cassiporé. Dias depois encontraram os corpos abaixo da vila do Taperebá. A uns 30 quilômetros do local do acidente.

Outro estrago que a pororoca fez foi às proximidades da Ilha do Maracá. Ivanildo dos Santos, Orlando Cordeiro e Antonio Maranhense passavam por ali há três dias, sem nenhum problema. Tripulavam a canoa “Dois Amigos”, usada na pesca da Gurijuba. De repente, eles se viram na maior enrascada da vida. Na época – já lá se vão uns vinte anos -, eu narrei o fato para a Rádio Educadora: “acompanhada de poderosas ondas, a enchente apanhou a canoa de surpresa e a ventania começou por rasgar a vela, quebrar o mastro e, finalmente, afundá-la. Ivanildo, Orlando e Antonio ficaram assim, repentinamente, ao sabor das ondas que de tão altas não deixavam ver o mato”. Agarrados na canoa-de-leme, os náufragos, de inicio, se limitavam a balançar lentamente os pés para garantir a cabeça fora d’água e poupar energias, pois a distância a vencer não era pequena, embora contando com a correnteza para ajudá-los. Ivanildo e Orlando, por serem mais jovens, estavam resistindo bem ao impulso das ondas. Na metade da terrível jornada, entretanto, Antonio Maranhense começou a implorar ajuda dos companheiros. Conta Ivanildo: “Primeiro ouvimos ele pedir para que nos desse a mão para ele ajudar a se sustentar na canoa-de-leme. Depois ele começou a querer nos agarrar, pra vir na costa da gente. Nós vimos que o homem estava desesperado, mas não deu... Se fizesse o que ele queria, morria todo mundo. Largamos ele e viemos embora. Gastamos quase toda a maré (enchente) para alcançar a beira. Ficamos horas e horas de bubuia”. Outro caso entre os inúmeros registrados na Costa Norte amapaense, aconteceu com dois barcos de propriedade do governo. O iate São Luiz, mal atracado no Marcílio Dias, não resistiu à passagem de uma rebarba de pororoca perto do Ariri e foi para o fundo em questão de minutos. Fim humilhante para um vigoroso barco acostumado a enfrentar vagalhões na rota Macapá/Oiapoque, que cobria regularmente. Em pane, vinha sendo rebocado pelo Marcílio quando pegou o rabo da maré. E só não venceu mais esse desafio das ondas porque não tinha um filho-da-mãe para segurar o leme. Ficou indefeso, desequilibrado.

A pororoca avisa com alguma antecedência quando vai aparecer. Escuta-se ao longe um barulho mais ou menos parecido com o que sai quando a gente sopra na boca de uma garrafa. E vai aumentando, aumentando até que aparecem as primeiras ondas, seguidas de um barulho d’água que às vezes mete medo. Imediatamente à passagem das ondas precursoras, o nível do rio aumenta visivelmente. E a força da correnteza vai tocando rio adentro tudo o que derruba ou encontra pelo caminho. Toras de madeira, galhos de árvores, troncos de miritizeiros. Feita a desarrumação costumeira, a pororoca desapareceu no dobrar do primeiro estirão, o rio já encheu mais um metro. A aos poucos a tranquilidade volta ao lugar. Essa descrição é de quem assistiu ao fenômeno na embocadura de um rio. Dentro dele, numa parte que seja relativamente estreita, além da zoada e do borbulhar, escuta-se também o quebrar dos galhos e o cair das árvores que não estejam bem fincadas.

A mais famosa das pororocas movimenta a foz do rio Araguari. Mormente nos três primeiros meses do ano quando aparecia com toda a aterradora exuberância. A sua fama chegou ao Japão. Uma das principais redes de televisão japonesa, a NHK, mandou sua equipe acampar numa das fazendolas do Araguari. Levou imagens sensacionais que causou espanto à japonesada. Amaral Neto, no tempo em que se dedicava ao jornalismo, também levou daqui boas reportagens sobre a pororoca, um fenômeno que ainda hoje é desconhecido até mesmo pela maioria dos amapaenses e quem não a viu quando era grande, paciência.

Chegam notícias de seu desaparecimento paulatino. Principalmente a do Araguari, por culpa do assoreamento do rio, segundo os entendidos. Pode ser. Porque até hoje ninguém informou com detalhes o que é uma pororoca. Dizer que é o encontro da água do rio com a água do mar é papo furado. Se fosse assim, todos os rios tinham a sua pororoca. Por enquanto a explicação mais aceitável é que ela seja o resultado da formação topográfica do leito do rio com a força da maré no início do fluxo. Isso justifica até o fato de a pororoca às vezes crescer, às vezes diminuir de intensidade. A força da maré, afinal, recebe também influência da lua. Só que agora ela está sumindo mesmo.

Adauto Pantoja mora na fazenda Bom Amigo, na foz do Araguari. Sua casa serviu de base de operações para a equipe da TV NHK e da Rede Globo. “Está havendo muita mudança com a pororoca. Ela já foi muito porruda agora está pequena. E antes era mais forte em março e abril. Já esse ano cresceu mais em fevereiro. Mas para o que era, esta diminuíndo muito”, disse Adauto. Francisco Paulino Rodrigues, o Careca (40 anos), nasceu no Cassiporé e desde os dez anos trabalha embarcado. Começou numa canoa a vela de seu pai, Dico Batista, fazendo viagem para Oiapoque levando melancias, jerimuns, porcos e galinhas. Hoje tem um barco motorizado e dedica-se a pesca no litoral. “Eu já me alaguei uma vez no Bailique quando fui surpreendido por uma pororoca muito menor do que a que tinha no Araguari. Faz algum tempo. O erro foi meu que não coloquei a canoa no canalão. Fundeei numa parte mais ou menos rasa e quando a pororoca apareceu fez o estrago. Mas deu para eu recuperar o barco e não aconteceu nada com os tripulantes”. Falando com desenvoltura enquanto descarrega o peixe na doca do Igarapé das Mulheres. Careca garante que a pororoca do Araguari esta diminuindo em olhos vistos. “Quando ela estava no pique, alcançava até mais de cinco meros de altura. Hoje talvez nem chegue aos dois nos dias em que ela apareceu maior.” Consumindo até quinze dias em cada jornada de pesca, Careca acha uma explicação para o desaparecimento da pororoca do Araguari: “O rio, na foz, está bem raso. E continua secando. Daí ela perde a força porque a pororoca precisa de uma quantidade certa de água para crescer. Nem muito fundo, nem muito raso.”

(*) Publicado no jornal “A PROVINCIA DO PARÁ”, página JORNAL DO AMAPÁ Nº 321 – MACAPÁ, 03 DE NOVEMBRO DE 1991

POEMAS DE PAULO TARSO BARROS


Paulo Tarso Barros

O SUPREMO DEFENSOR DA TERRA


Há de se revelar brevemente
o supremo defensor da Terra,
o amante exuberante da vida,
o paladinos
dos rios,
das florestas,
dos bichos
e de todas as plagas do planeta.

Ele não será um semideus
ou um extraterrestre,
um bruxo cheio de sortilégios
nem tampouco um guerreiro quixotesco
a cavalgar pangarés de sonhos
e a exterminar pesadelos poluídos.

Há de se revelar brevemente
o supremo defensor da Terra,
o ser amoroso, fraterno e altaneiro
que brotará pelos quadrantes
e caminhará pelos continentes,
estará presente nas galerias polares,
nos desertos mais causticantes
e na magnitude dos oceanos
e pelos córregos mais bucólicos.

Ele, o supremo defensor da Terra,
transformar-se-á aos poucos
no filho mais dedicado e amoroso
e a natureza, mãe de infinitos milagres,
doará o mais puro oxigênio
do seu pulmão maternal e fará crescer
florestas, perenizará rios e
salvaguardará as espécies da extinção.

Há de se revelar brevemente,
dentro de cada um de nós,
esse ferrenho defensor da natureza.
E a polifonia do amor triunfará
sobre todos os seres
e todas coisas vivas.

Tenho esperanças de que há de se revelar,
dentro de cada um de nós,
o incomensurável instinto filial,
o apego ao ninho ancestral,
ao barro e ao verbo que nos construíram
sob o divino olhar de poeta do Criador.

POESIA


Na dúvida,
esqueça a poesia.
Poesia é obsessão
incessante,
incêndio aparentemente trivial
que vira fogo contumaz.

Na dúvida,
não leia:
ou pelo menos não desencante
o sonho, a música, a alma
intangível dos poemas universais
que dão sentido ao fugaz existir.

Na dúvida, esqueça a poesia.
Poesia é sangue
eternamente puro,
eternamente efervescente,
o sentir que sente e permanece:
poesia.

O rio da minha infância

Deságua sonhos e visões
Na curva indelével da memória.
O tempo, que é percepção,
Abstrato e conceitual,
Inunda os dias meus,
Pororoca minhas lembranças mirins,
Seca e  extingue, às vezes,
Os escassos momentos de alegria
- fazendo blitze nos pesadelos arcaicos.

Sou como um peixe volátil
Que foge das iscas fáceis,
Do arpão assassino e famélico,
Da cachoeira e dos redemoinhos traiçoeiros
que destroçaram veleiros da Antigüidade.

O rio da minha infância,
Se não é minhas lágrimas,
Com certeza é o meu cálice doce e suave,
Sem espumas, que apenas me faz fechar os olhos
E voltar-me, com outros olhos,
Para um lugar cada vez mais distante
A dissolver-se, como as brumas da noite torta,
Por entre os fantasmas olvidados e caducos ...

O rio da minha infância,
Miúdo e tão abundantemente infinito,
Corre entre as veias do meu corpo,
envelhece com suas lágrimas,
Pois esse rio tão metafísico e sutil
É mesmo as minhas lágrimas!

POEMAS DE ELIUDE VIANA



Eliude Viana

A GULA

Boca café-com-leite
não pede pão
diz: Paixão!
Gulosa,
senta à mesa de alma
e sorve todas as doces resistências.

GRAFITEIRO

Perpetuas desenhos
dos teus dedos
no mural de carne que sou:
na quase dor...
no quase morte...
Perpetuas cicatrizes.

RECADINHO

O sol me segreda
que lá fora
tu misturas teu perfume
ao vento
de outros corpos.

CONTATO

A chave de partida
do teu carro
está ligada
às acelerações
involuntárias
do meu peito.

ROCA DE SETEMBRO

Apertei
contra meu rosto
a Flor na lua.
de canudinho
que me deste.

Das pétalas
plásticas
exalou
um forte aroma
de Rosa.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Latitude 0° na capital do meio do mundo

ignacioMACAPÁ - Equilibro-me sobre fina barra de ferro, tentando manter-me em pé. Estou em uma situação curiosa. Não estou em lugar nenhum. Claro que é força de expressão, caminho na latitude 0º, é o que leio na placa aos meus pés. Se cair para a esquerda - meio da tarde, estou de costas para o sol -, penetro no Hemisfério Norte. Se cair para a direita, toco o Hemisfério Sul. Tênue linha divide o Brasil, a Terra. Subitamente, não estou aqui, equilibro-me sobre os trilhos de minha infância, quando o desafio era não cair, era manter-se de pé sobre estreita língua de aço.

Latitude 0°. Marco Zero da capital do Amapá, que indica a passagem da linha do Equador. Nos dias do equinócio, bianual, março e setembro, o sol atravessa um círculo em um monumento de concreto e acompanha certeiro essa linha. Fronteira que atravessa igualmente o meio do estádio Zerão, levando os jogadores a atuarem um tempo no Hemisfério Sul, outro tempo no Norte. Situação insólita. Grande, diverso e curioso este Brasil. Faltava-me apenas o Amapá para concluir um périplo (epa!) por todos os Estados brasileiros, ao longo destes anos. Fechei o trajeto.

Certo dia, Carla Nobre, poeta, cantadora, se perguntou: "Por que todos têm uma feira de livros, menos o Amapá?" Foi lá e convenceu o jovem governador Camilo Capiberibe, que concordou: "Organize, dou sustentação". Havia no ar uma certa hesitação. Quem iria para tão longe? Afinal, não se chega a Macapá por rodovia, não há como. É barco ou avião, o que aumenta a excitação. Só duvidava quem não conhecia Carla e os escritores amapaenses e brasileiros contemporâneos. Ela e um grupo de assessore(a)s sorridentes e incansáveis buscaram parceiros e estruturaram a primeira Flap, Feira de Livros do Amapá.

Durante cinco dias, mais de 70 escritores (três internacionais) do Amapá e do Brasil, entre poetas, cronistas, dramaturgos, romancistas, ensaístas, contadores de histórias, se encontraram, conversaram com o público, foram às escolas, autografaram livros, frequentaram oficinas e cafés literários, participaram de mesas-redondas, de rodas de conversas e do Rufar e do Corredor literário. Houve a Tapaina das Palavras, com encontros e autógrafos. Tapaina é palavra indígena, da tribo dos vajãpis, e significa habitação.

Cada começo de noite, num palco ao ar livre, havia poetas e cantadores. Qual o diferencial da Flap? Ela é aberta, tudo é gratuito, a população participa. E como! Foi o maior ti-ti-ti. Era difícil circular pela feira de livros, sempre congestionada. Gente curiosa, gente feliz, gente a nos fotografar, a pedir autógrafos, a perguntar.

O governador injetou R$ 90 mil em vale-livro e o que se viu foi estudante (e professor) por todo lado com o vale na mão, comprando, comprando. (*) Ele e a mulher, a linda Cláudia, passaram todos os dias pela feira, o que me pareceu inusitado; em geral, autoridades desaparecem. Foi mais longe o casal, ofereceu na residência oficial um jantar com pratos típicos para todos os participantes.

Leandro Leite Leocádio, poeta e um dos organizadores da Off Flip, em Paraty, afirmou em seu blog: "A Flap nasceu grande, parece que já tem cinco anos, tudo funcionou azeitado." Carla Nobre tem "musculatura", mexe, remexe, leva escritor, organiza, comanda, esbraveja, sorri, vê o que funciona e o que não, acompanhada por um fiel escudeiro, o marido Bené, doce figura. Esta primeira Flap teve como patrona Esmeraldina dos Santos, poeta e escritora quilombola.

Macapá é cidade quente, arborizada, cheia de praças. O orgulho do povo é ser a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas. Nem Manaus (Rio Negro) nem Belém (Rio Pará) podem ostentar o título. De margem a margem são 17 quilômetros, o que deixa embasbacado (epa!) um paulista como eu. As águas são pontilhadas por ilhas. Soube que são milhares! Imperdível - e necessário - é comer o camarão no bafo com açaí, mais farinha d'água e farofa, nos fins de tarde, à beira-rio. E deixar espaço para enfrentar o peixe ao molho de leite de coco, ou a maniçoba (a feijoada deles), o pirarucu crocante, o tucunaré grelhado ao creme e banana. Não esquecer de acrescentar pingos de tucupi com pimenta. Falando em tucupi, aqui também se come o pato nesse molho. Há ainda o charque, o tacacá, o tucunaré na chapa com leite de castanha, o filhote, o tambaqui, o gurijuba, a dourada e o matrinchã. Uma semana para experimentar todos. Caminhando pela orla, deparamos com vendedores de roletes gelados de cana.

Cuidado com o que ouve e com o que fala. Algumas dicas são necessárias. Se alguém disser que você é panema, saiba logo que está dizendo que você é paradão, abestado. Praticamente o mesmo que pomba-lesa. Se disserem fanchião, saiba que é vencedor, gabola, metido a besta. Fona quer dizer o último, insiguerado é viciado. Istórdio é ressaca, ficar doente. Jarana é o mão-de-vaca. Donzela é um tipo de bolacha, enquanto "dor de viado" é uma dor na altura do umbigo, por causa ao cansaço.

Capô de fusca é mulher que tem a genitália avantajada. E quando alguém ao seu lado comentar xilis-zire, saiba que disse: deixe eles irem. Só tome cuidado com a pissica, ou má sorte, mau agouro, azar. E olhe meu conselho: não saia de Macapá sem antes tomar uma boa gengibirra gelada. Quanto mais toma, mais disposto fica.

Chamada capital do meio do mundo, Macapá tem uma estátua de São José, padroeiro da cidade, colocada no alto da Pedra do Guindaste. Embaixo dessa pedra mora uma cobra grande que bebe a água do rio, de modo que as águas não sobem. Se a cobra for tirada dali, o Amazonas cresce, sobe e inunda a cidade.

(*) Aproveito para mostrar minha indignação. Diante de gestos como esse, de alguém que entende o papel do livro e sua importância, lembro que na semana passada fui a Itapeva, para a Feira de Livros, organizada com imenso sacrifício por um grupo e praticamente sem verbas. Procurada, a secretária de Educação desdenhou oferecendo nada mais nada menos que mil reais. Uma esmola. Depois, ela foi à abertura e falou da necessidade de feiras e foi fotografada. Nas mãos de gente assim está a educação em muitos lugares do Brasil.

Paraty marcou presença na Feira do Livro do Amapá

clip_image002Entre 3 e 7 de novembro, um grupo de artistas de Paraty esteve na FLAP, 1º Feira do Livro do Amapá,participando de atividades em vários espaços situados nas proximidades do Rio Amazonas, que banha a cidade de Macapá.

 

No Teatro das Bacabeiras, o escritor Ovídio Poli Junior mediou a palestra de Ignácio de Loyola Brandão, convidado especial da Feira. Ovídio esteve também em escolas estaduais conversando com estudantes e educadores e deu uma palestra sobre Monteiro Lobato a alunos de ensino médio, além de participar de uma avaliação com os organizadores da Feira ao final do evento.

A artista plástica Olga Yamashiro conduziu durante três dias uma oficina de leitura, ilustração e encadernação artesanal de livros para estudantes e professores na Escola de Administração Pública do Amapá. A oficina teve como tema o livro “A rebelião dos peixes” (de Ovídio Poli Junior) e contou com a participação dos ilustradores da obra, Pedro e Marcus, filhos do casal. Ao final da oficina cada participantesaiu com um exemplar ilustrado do livro.

Os escritores Flávio de Araújo e Leandro Leite Leocadio marcaram presença em vários momentos da Feira, participando de leituras nos saraus que aconteceram às margens do Rio Amazonas e também de debates em escolas estaduais, conversando com escritores, alunos e professores.

Os convidados da Feira foram recebidos em um jantar oferecido na residência do governador Camilo Capiberibe e da primeira-dama Claudia Camargo Capiberibe, que deram apoio decisivo para a realização da primeira edição do evento. O governo estadual destinou cerca de 100 mil reais para a distribuição de vale-livros a estudantes e professores, valor que deverá ser triplicado no ano que vem.

O grupo de Paraty fez uma travessia no Rio Amazonas e visitou uma escola na Ilha de Santana, onde os organizadores da Feira fizeram entrega de livros a estudantes ribeirinhos. O grupo conheceu também o Museu Sacaca (dedicado à cultura das comunidades tradicionais locais) e o magnífico Quilombo do Curiaú (extensa área com criação de búfalos e gado bovino, que na seca se assemelha a uma savana africana e no período de cheia aos alagadiços do Pantanal). Sem falar da travesssia do Rio Amazonas.

Os artistas de Paraty foram recebidos com grande carinho por Carla Nobre e Benedito de Queiroz Alcântara, organizadores e entusiastas do evento. Em julho, Carla Nobre e uma comitiva de artistas amapaenses estarão em Paraty durante a FLIP e participarão da programação da OFF FLIP (na qual estiveram em 2006 com o grupo Abeporá das Palavras).

Galáxia mais distante do Universo é encontrada por astrônomos

galaxiaNesta sexta-feira o site do Telescópio Espacial Hubble anunciou que astrônomos encontraram a galáxia considerada mais distante do Universo, ao qual viajou 13,3 bilhões de ano-luz para chegar à Terra. A galáxia, que foi batizada “MACS0647”-JD”, nasceu 420 milhões de anos após o Big Bang, explosão que originou o Universo, quando nosso Universo tinha apenas 13,7 bilhões de anos.

A descoberta da nova galáxia só foi possível em virtude da combinação dos poderosos telescópios Spitzer e Hubble, disse o comunicado. Inicialmente, os astrônomos haviam visto apenas fogo, após, recorreram ao zoom mais poderoso disponível.

O fenômeno, denominado “lente gravitacional”, foi teorizado por Albert Einstein, ao qual, há quase um século, o cientista previu em sua teoria da relatividade, que objetos de grande massa, como um conjunto de galáxias, teriam um campo gravitacional tão forte ao qual teriam a capacidade de desviar os raios de luz. (Fonte: Oficina da net)

Artista plástico surpreende-se com notabilidade aos seus trabalhos no Amazontech

Rita Torrinha/Secult/GEA/Amapá

O maior evento de sustentabilidade da Amazônia Legal, Amazontech, se confirma como um espaço de negócios para todos os setores de pequeno e médio porte. O artista plástico Herivelton Maciel é prova das possibilidades que o evento abriu para sua já sólida carreira de mais de 50 anos. Sua exposição, composta de 20 telas com temáticas da Amazônia, lhe rendeu boas vendas e contatos de negócios em outros estados e países.

Suas composições mostram a beleza cênica do Amapá e fazem também um passeio em representações históricas, com técnicas em resinas da mata (como o açaí) e com pirogravuras. Herivelton também é autor de telas que ilustraram capas de livros, revistas e listas telefônicas.

Acrílico sobre tela, creon (carvão) sobre papel textura, grafite, bico de pena, utilização de resinosos da Amazônia (jenipapo, urucu, tucumán, mangaraté, açaí, banana), azeite de andiroba e copaíba, como fixadores, são utilizados em sua técnica.

"A Amazônia é a minha identidade, só pinto ela, afinal sou filho de índio com mãe branca, busco na natureza a inspiração do meu trabalho. Gosto de olhar a Amazônia e repeti-la. Vim para o Amazontech pensando vender uns dois painéis, mas só nos dois primeiros dias já vendi seis. A partir daqui já tenho contato para ir para outros estados (Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo) e países (Guiana Francesa e Suriname). Estou surpreso com o resultado e feliz de estar aqui", diz o artista, empolgado.

Herivelton retrata em seus quadros a fauna, flora, bichos, índios, mata, paisagens. Para o Amazontech, ele trouxe 20 painéis, com valores entre R$ 300,00 e R$ 15 mil. Uma das telas de R$ 15 mil foi arrematada no primeiro dia do evento, chamado "Foz do Rio Araguari", pintura em monocromia.

Os trabalhos de Herivelton Maciel estão expostos no estande Café Literário, localizado no espaço Conexão da Cultura, no estacionamento do Estádio Zerão. O estande é coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Sebrae.

TURNÊ MARIA CUTIA RUMO AO NORTE‏

Depois de percorrer vários estados da região norte do país, chega a vez do Estado do Amapá receber a turnê “Maria Cutia Rumo ao Norte”, do Grupo mineiro Maria Cutia. Criado no ano de 2006, na cidade de Belo Horizonte, o grupo dedica – se a pesquisar o teatro de rua, investigando a linguagem do palhaço, das máscaras expressivas e trabalhando o conceito de música em cena. Atualmente conta com três espetáculos em seu repertório: “Na Roda”, um espetáculo brincante com canções colhidas no Vale do Jequitinhonha e norte de Minas Gerais, “Como a Gente Gosta”, comédia musical livremente inspirada em Is you like it de Willian Shakespeare e “Concerto em Ré”, espetáculo cênico - musical de palhaços, onde uma banda de rock toca canções autorais em um show de trás pra frente.

Após cinco anos de trabalhando ininterrupto evidenciando as artes publicas, eis que o merecido reconhecimento enfim chega, e em 2011 o Grupo Maria Cutia inicia carreira internacional, através de uma turnê por países africanos de língua portuguesa (Cabo Verde, Guiné – Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique) a convite do Ministério das Relações Exteriores. E não parou por aí, no mesmo ano o grupo mostrou a que veio com a conquista dos prêmios Funarte de Artes na Rua e  Funarte de Teatro Myriam Muniz, o que lhes permitiu a presente turnê e a socialização de sua produção com as camadas menos favorecidas da sociedade.

A turnê Maria Cutia Rumo ao Norte chega ao Amapá com os três espetáculos do grupo em repertório e uma oficina brincante, que será oferecida gratuitamente a sociedade amapaense. Para efetuar inscrição na mesma, os interessados devem enviar e-mail para oinoizaquitraveiz@gmail.com contendo: nome, idade, área de atuação (formação), telefone de contato e um breve histórico do interessado (05 linhas).

A produção local fica por conta da Cia. Ói Nóiz Akí, uma das mais atuantes e premiadas companhias de arte de nosso estado, recentemente selecionada pelo CRIANÇA ESPERANÇA - 2012 para execução do projeto Ói Nóiz Akí/ Descoberta e Formação de Novos Valores, através do qual realizará durante o ano de 2013 oficinas de teatro, circo, dança e música e ações cineclubistas na União dos Negros do Amapá – UNA, financiados pela UNESCO.

Informações e Entrevistas:

CLAUDIO SILVA

kacolobo@yahoo.com.br / oinoizaquitraveiz@gmail.com

0xx(96) 8114-9655

0xx(96) 9155-1036

domingo, 18 de novembro de 2012

ESTANDE CAFÉ LITERÁRIO PROMOVE NOITE DE AUTÓGRAFOS COM ESCRITOR FERNANDO CANTO

Da Redação
Agência Amapá

Fernando Canto, escritor impregnado da cultura amazônica, como ele próprio se define, fez uma sessão de autógrafos de seu livro “Adoradores do Sol” no estande Café Literário, no Amazontech, na noite desta quinta-feira, 15. O espaço é coordenado pela gerente de Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Ângela Nunes, tendo como proposta divulgar e fomentar os trabalhos de artistas e escritores da terra.

Prestigiaram o evento o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/AP), João Carlos Alvarenga; a gestora do Amazontech, Isana Figueiredo; a analista do Sebrae e parceira na coordenação do estande Café Literário, Rosimar Monteiro; o poeta e amigo do autor, Oswaldo Simões; e visitantes.

Para dar uma mostra do trabalho de Fernando Canto, Oswaldo Simões fez a leitura do texto “O Equinócio e a cidade”, contido na coletânea.

Passando pelo estande, a poesia atraiu o jovem acadêmico de Educação Física, Romário Brito, que, naquele momento, espontaneamente, pediu para apresentar ao público texto de sua autoria “Sensível Lampião”.

“Eu ia passando e vi o ‘amigo’ declamando e me senti confortável de vir mostrar também os meus pensamentos”, disse.

Em seu pronunciamento, Carlos Alvarenga enfatizou a importância da literatura no registro histórico de um povo.

“Nada é feito sem cultura, o que fica, o que materializa o passado é a cultura, você, Fernando Canto, é um grande incentivador da cultura e da história do Amapá. Continue sendo esse alavancador das coisas do Amapá e da Amazônia”.

A obra O livro “Adoradores do Sol” é uma coletânea de textos publicados em jornais macapaenses de 2007 a 2009 - um panorama da vida amapaense. Tanto a cultura como outros aspectos sociais locais são evidenciados num quadro no qual o autor retrata com personalidade e autenticidade suas memórias e opiniões, numa linguagem acessível a todos. Fernando revela em suas crônicas e artigos situações até então desconhecidas da grande maioria dos amapaenses: são resultados de suas pesquisas individuais, lembranças e mergulhos poéticos que a vida e a paisagem instigam para a feitura da sua literatura.

Sobre o autor, Fernando Canto nasceu em Óbidos-PA, em 1954. Publicou seus primeiros livros na década de 80, em Macapá, onde atualmente mora e trabalha como sociólogo da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Como escritor ganhou diversos prêmios literários, entre os quais o primeiro lugar no 1º Concurso de Contos das Universidades do Norte, com o conto “O Bálsamo”, e participou de antologias de conto e de poesia tanto no Amapá como no Pará, em Belém, onde também residiu por muitos anos.

Publicou os livros de poesias “Os Periquitos Comem Mangas na Avenida”, 1984; “São José de Macapá”, 1985; “Piratuba, a Cantoria do Lago”, 2011 e, recentemente, “Canção do Amor-Enchente”, 2012. Tem os livros de crônicas: “Telas & Quintais”, 1985; “Equinócio”, 2004; e Adoradores do Sol, 2010, e de contos “O Bálsamo”, 1995, que receberá nova edição em 2013 e o ensaio antropológico “A Água Benta e o Diabo”.

Foi professor universitário, possui várias especializações acadêmicas e é mestre em Desenvolvimento Regional (Unifap). Também é compositor e integra o Grupo Musical Pilão, que há mais de três décadas vem divulgando o folclore e a música regional. É membro titular da Cadeira nº 40 da Academia Artística e Literária de Óbidos.

Próximas ações no Café Literário

Dia 16 (sexta-feira)

Sessão de autógrafo e leitura de textos do livro “Por Dentro da Amazônia”, do escritor NIlson Moulin

Hora: 19h às 20h

Dia 17 (sábado)

Sessão de autógrafo com o escritor Rostan Martins, de seu livro “Alô, Alô, Amazônia – a linguagem da floresta no rádio”

Hora: 19h às 20h

Durante todo o Amazontech, o estande está abrigando exposição e venda de livros, exposição de telas do artista Herivelton Brito Maciel e a exposição “Fotomontagens: Fazendinha, registros abstratos”, dos alunos do ensino fundamental da Escola Estadual José do Patrocínio.

Rita Torrinha/Secult

BRASIL SERÁ O QUINTO MAIOR MERCADO PUBLICITÁRIO DO MUNDO EM 2014, AFIRMA AGÊNCIA

Um levantamento da consultoria ZenithOptimedia  revelou que o Brasil se tornará o quinto maior mercado publicitário do mundo em 2014. Segundo a agência de mídia do Grupo Publicis, serão investidos US$ 22,2 bilhões no ano da Copa do Mundo no país. O montante supera as projeções de compra de espaço publicitário no Reino Unido, que ocupa a posição atualmente.
Os quatro primeiros mercados continuarão com Estados Unidos (US$ 174.593 bi), Japão (US$ 53.434 bi), China (48.755 bi), e Alemanha (27.548 bi).
No ranking mundial de mercados publicitários de 2011, o país classificou-se em sexto lugar, com investimentos de US$ 16,8 bilhões, de acordo com a consultoria.
Já o Projeto Inter-Meios calcula um panorama diferente. De acordo com o projeto, o Brasil já passou o Reino Unido em 2011 com a compra de espaço publicitário. Estudo coordenado por Meio & Mensagem e realizado pela PricewaterhouseCoopers, aponta que em 2011 o mercado publicitário brasileiro movimentou US$ 23,4 bilhões (incluindo as verbas investidas em mídia e na produção das peças publicitárias). O valor de 2011 é, inclusive, maior do que a previsão da Zenith para o Brasil em 2014.  (Fonte: Assessoria de Comunicação da Abert)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS DO AMAPÁ (CEPAP)


Para o diretor do Cepap, professor Edinaldo Nunes, o novo espaço de trabalho é a concretização de um sonho que teve inicio em 2004 com a criação do Centro e principio das atividades arqueológicas de pesquisas na Unifap. "Antes, o Cepap funcionava em um espaço improvisado, apertado e precário. A partir de agora poderemos proporcionar condições dignas para os nossos alunos de graduação e pós-graduação desenvolverem as suas atividades acadêmicas a partir dos projetos de arqueologia", garantiu o professor.

De 2005 a 2012, o Centro já desenvolveu oito projetos de pesquisas, entre eles estão: Levantamento, Prospecção e Salvamento Arqueológico da Área do Parque Nacional do Cabo Orange; Salvamento Arqueológico da Área do Projeto Amapari; Estudos dos Sítios Arqueológicos da Cultura Maracá Pré-Colonial: Padrão de Enterramento e o Projeto de Salvamento Arqueológico da Área do Condomínio Fechado da Vila Tropical, em Macapá.

Os quatro projetos mais recentes desenvolvidos no Centro são o de Salvamento Arqueológico da UHE Ferreira Gomes; Estudo Arqueológico e Histórico da Base Aérea do Amapá; Salvamento Arqueológico da Área da Granja Santa Marta, em Macapá, e Projeto de Monitoramento da área do Campus Marco Zero.

Esses projetos garantem a participação com bolsas de iniciação cientifica para oitos alunos dos cursos de graduação de história e artes visuais da Unifap. Até o momento, o Centro acumula o quantitativo de ter auxiliado na formação acadêmica e técnica de 16 alunos de graduação com bolsas, e participação direta em pesquisas de campo e laboratorial.
Atualmente, o Cepap possui em seu acervo o número aproximado de 40.000 fragmentos cerâmicos, 1.500 artefatos líticos (pedra), 47 vasilhames cerâmicos (vasos, urnas funerárias) e 236 artefatos históricos (cerâmica, porcelana e faiança, garrafas de vidro, corrente de metal). As peças coletadas mais antigas foram datadas pelos pesquisadores em 8.560 anos. As mais recentes são do século XIX.

A Unifap, por meio do Cepap, mantém a relação de consultoria científica com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O diretor Edinaldo Nunes informou que o novo prédio também será um local para estudos interdisciplinares. Os acadêmicos receberão treinamento em fotografia, desenho, restauração, computação, geografia, topografia, museografia, mapografia, geomorfologia, sedimentologia, arqueologia histórica e pré-histórica. Esses conhecimentos serão adquiridos por meio das pesquisas de campo e laboratório. (Fonte: Assessoria Especial da Reitoria)

ZUNIDOR

capa_frenteLANÇAMENTO - No dia 15 de novembro, entre 19h00 e 20h00, estarei esperando os leitores que ainda não adquiriram meu livro “Adoradores do Sol”, na Cidade do Samba. Vamos lá, gente.


VESTIBULAR - A coluna registra a passagem de Sônia Canto no processo seletivo ao curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá (SEAMA) em Macapá. Desejamos a ela todo o sucesso na sua futura e nova carreira, além dos parabéns fundados na sua competência profissional.


decleoma e vulcãoNOVO PONTO DE CULTURA – A Associação Amapaense de Folclore e Cultura Popular – AAFCP - virou ponto de cultura do MinC em Macapá. Com recursos do Ministério vai continuar funcionando na Biblioteca Pública Elcy Lacerda com o nome “Povo de Fé e de Festa”. Vai trabalhar no inventário das festas populares sob os aspectos históricos e etnográficos, por meio de registro audiovisual e na formação dos foliões para que os próprios também possam fazer esse registro.


CARTOGRAFIA DA AMAZÔNIA - A professora Maria de Lourdes Vulcão, professora de História da UNIFAP viaja para Manaus brevemente para participar do Encontro de Cartografia, evento anual do projeto “Cartografia Social da Amazônia”.


ENCONTRO DE FOLIAS - A AAFCP também prepara o II Encontro de Folias Religiosas do Amapá que será realizado no distrito mazaganense de Carvão nos dias 20 e 21 de dezembro de 2012. As comissões de foliões são as seguintes: São Benedito e São Sebastião, de Mazagão Novo; Espírito Santo, São Gonçalo, Nossa Senhora da Luz e Nossa Senhora da Piedade, de Mazagão Velho; Nossa Senhora da Piedade, de Igarapé do Lago; Nossa Senhora da Conceição, de Maracá; São Joaquim, do Curiaú; Santa maria e São Benedito, de Cunani, São Pedro, de Ajuruxi; Nossa Senhora da Piedade e São Tomé, de Carvão e; Divino Espírito Santo, de Oiapoque (índios Karipuna).


EVENTOS - O 3º Congresso Amapaense de Iniciação Científica, a ser realizado entre 14 e 16 de novembro na UNIFAP, também traz a VII Mostra de TCC’s e a 3ª Exposição de Pesquisa Científica


XXVI Congresso Braileiro de Direito Administrativo, de 19 a 21.11.12, no Itamaraty Hall, em Santa Lúcia, Vitória-ES. www.ibda.com.br 


Mostra de Arte Espírita no Teatro das Bacabeiras, dia 29.11.12, às 19h30. Ingressos a R$20,00


KNOWLEDGE IS GREAT Britain – Ciências Sem Fronteiras.
www.international.ac.uk .

Inderê! Volto zunindo na semana que vem! Ou nesta!

CENTRO DE PESQUISA E PÓS- GRADUAÇÃO.


O prédio recém-constituído vai abrigar os programas de pós-graduação da Unifap e tem por finalidade principal fornecer suporte institucional as atividades de pesquisa e pós-graduação da instituição.
Dentre os seus objetivos, destaca-se: aumentar a qualidade do ensino no por meio do fortalecimento da pesquisa e acelerar a implantação de atividades de pós-graduação no Campus.
O CPP vai atuar na promoção do ensino e pesquisa de alto nível, devidamente sintonizado com os problemas e características socioambientais do Amapá e região amazônica com vistas a apontar caminhos para o desenvolvimento regional sustentável.

GOVERNO DA ÍNDIA DISPONIBILIZA NOVA VERSÃO DE TABLET PARA FINS EDUCACIONAIS

tabletConforme matéria escrita pelo site tecmundo.com.br, o governo indiano apresentou na última semana que irá disponibilizar para seus estudantes a mais nova versão do tablet Aakash, o modelo de tablet mais aberto de todo o planeta. O Aakash 2 será comercializado por apenas R$ 42.

Tablet esse que é destinado para fins educacionais, para tanto, não se pode esperar muita potencia. Se compararmos, o Aakash 2, com outros tablets, veremos que o mesmo não decepciona em suas configurações, pois possui tela capacitiva de 7 polegadas, processador Cortex-A8 de 1 GHz, 512 MB de memória RAM, entrada para cartão microSD, compatibilidade com redes Wi-Fi e porta USB.

O sistema operacional de ambos os aparelhos é oAndroid 4.0. Mas não é só em tablets que o governo indiano vem investindo, pois o mesmo está investindo também na formação de seus professores para que eles possam tirar todos os recursos possíveis da nova ferramenta.

Vale lembrar que no período de um ano, pelo menos 150 mil professores da Índia receberam cursos de capacitação para poderem usar tal ferramenta em sala de aula. (Fonte: Oficina da Net)

RECEPTIVO PROMOVIDO PELO GOVERNO DO AMAPÁ NO AEROPORTO EMPOLGA VISITANTES DO AMAZONTECh

Fabíola Gomes/Secom/GEA/Amapá

O grupo cultural "Quilombo" está sendo a grande atração daqueles que desembarcam no Aeroporto Internacional de Macapá. Dançarinas e tocadores de Marabaixo (dança tradicional no Amapá) estão fazendo o receptivo dos visitantes que chegam ao Estado para participarem do Amazontech 2012, que acontece de 13 a 17 deste mês.

O evento, que é uma realização do Serviço de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Governo do Estado do Amapá (GEA), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o apoio da CAIXA e Sudam, irá reunir autoridades de todos os estados da Amazônia.

Ao som de cantigas como "Rosa Branca Açucena", "Roda Saia", o grupo contagia os turistas que enfrentam até mais de oito horas para chegar a Macapá. Para o paulista Ricardo Pedroso, o receptivo foi uma boa ideia de surpreender aqueles que veem pela primeira vez ao Estado.

"Nunca tinha vindo ao Amapá, primeira vez que vejo a dança do marabaixo, muito empolgante. Participo sempre do Amazontech, sou comprador e pretendo comprar produtos naturais, assim como conhecer novas culturas", disse Pedroso.

A programação, organizada pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur), conta ainda com o conhecimento de técnicos e guias de turismo que distribuem materiais promocionais contendo informações a respeito das atividades do Amazontech.

A técnica do Sebrae de Rondônia, Liliane Cougo, relatou que as boas vindas do grupo mostra a elegância e o respeito dado pelos organizadores do evento com os participantes. "Fiquei encantada, as moças e rapazes são lindos e talentosos, gostei muito. Estarei participando de toda a programação do Amazontech e tenho certeza que vou gostar, pois os amapaenses são gentis e atenciosos", agradeceu.

O grupo, composto por dez integrantes, caracterizado com saias coloridas, lenços e tambores típicos do marabaixo, continuará fazendo suas apresentações no hall de entrada da área de desembarque do aeroporto.

FEIRA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO CONFIRMA PRESENÇA DA FUNDADORA DA FEBRACE

 

Franck Figueira/Setec/GEA/Amapá

A expectativa em torno da realização da I Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Educação (Fecte) tem despertado a atenção de estudantes, professores e comunidade para assuntos voltados à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O evento faz parte do Amazontech 2012, que acontecerá no período de 13 a 17 de novembro, no Complexo Meio do Mundo.

A Fecte é destinada aos alunos das escolas dos ensinos fundamental, médio e técnico profissionalizante das redes pública e privada do Estado. A iniciativa visa o incentivo à atividade científica, por meio da elaboração e execução de projetos, auxiliando na construção do conhecimento. A coordenação aprovou 32 projetos de várias instituições da rede estadual de ensino, da rede particular e do Instituto Federal do Amapá (Ifap).

Participações

Além das apresentações, a coordenação do evento confirmou a participação da coordenadora da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), Roseli Lopes de Deus. Ela vai proferir a palestra "Investigação Científica na Educação", no dia 14, às 17h, no auditório Antúrio, no Marco Zero.

Roseli é uma das mais importantes pesquisadoras de tecnologias aplicadas à educação no Brasil. Em 2003, criou a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia voltada para estudantes pré-universitários, por ela coordenada até hoje. A Febrace é atualmente a maior referência em movimentos de ciência jovem no Brasil.

Prêmios

Todos os projetos serão apresentados ao público e concorrem ao Prêmio Jovem Sustentável Inovador. Os três melhores trabalhos serão premiados com um tablet, conforme as categorias (ensinos fundamental, médio e técnico profissionalizante). A escola vencedora ganhará um aparelho amplificador de áudio e um projetor multimídia.

Para a gerente de Núcleo de Iniciação Científica da Setec, Adrielma Bronze, o público vai se surpreender com as informações contidas nos projetos desenvolvidos pelos alunos. "O visitante terá várias surpresas com os trabalhos, e sairá daqui com a certeza de que é possível fazer a diferença com pequenas ações que podem se transformar em inimagináveis benefícios à população", completou.

O espaço Fecte ficará localizado ao lado da Cidade do Samba, dentro do Complexo Meio do Mundo.

UNIFAP PROMOVE FÓRUM DE REITORES DURANTE AMAZONTECH 2012

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) promove, nos dias 13 e 14 de novembro, no auditório da reitoria, o Fórum de Reitores da Região Norte. O evento ocorre pela primeira vez no Amapá e faz parte da programação do Amazontech 2012. Durante o fórum serão debatidos temas comuns entre as Instituições de Ensino Superior (IFES) relacionados à pesquisa, aperfeiçoamento técnico e ampliação do contingente científico no norte do país.

Uma das dificuldades enfrentadas pelas IFES é o incentivo para a formação e captação de doutores nas universidades da Amazônia.  Durante os dois dias de encontro, reitores e pró-reitores de pesquisa buscarão estratégias de ação para suprir essas e outras necessidades. “Atualmente, existem muitos recém-doutores no Brasil prontos para atuarem na Amazônia. Mas, é necessário que lhes sejam concedidas vantagens comparativas à sua fixação na região”, avalia o reitor da Unifap, José Carlos Tavares.

Para que isso ocorra, há um consenso entre os reitores de que é necessária a implantação urgente de uma política de atração com abertura de sólidos, estratégicos e novos programas de pós – graduação na Amazônia. Nos últimos anos há uma grande renúncia de professores-doutores nos cargos das universidades de alguns estados da região norte. Esse problema é visto com muita preocupação pelos reitores, uma vez que estes doutores preferem retornar aos seus estados de origem por meio de outros concursos.

“Nós pretendemos perceber e resolver no encontro problemas de ordem científica, considerando que devemos avançar na formação de mão-de-obra comprometida com a realidade regional”, ajuíza o reitor Tavares. O evento terá a participação do presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Carlos Edilson de Almeida Maneschy, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Fonte: Kleber Soares
Assessoria Especial da Reitoria - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)

UNIFAP INAUGURA CENTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS ARQUEOLÓGICAS

A Universidade Federal do Amapá (Unifap) inaugurou no último dia 13 de novembro, às 16h, no campus Marco Zero, o Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap). O evento é parte da programação prevista durante o Amazontech 2012. O Centro será um espaço para instruir os acadêmicos em todo o processo técnico cientifico usado pela pesquisa arqueológica de campo e laboratório, além de fortalecer a universidade como instituição voltada para o ensino, pesquisa e extensão.
Para o diretor do Cepap, professor Edinaldo Nunes, o novo espaço de trabalho é a concretização de um sonho que teve inicio em 2004 com a criação do Centro e principio das atividades arqueológicas de pesquisas na Unifap. “Antes, o Cepap funcionava em um espaço improvisado, apertado e precário. A partir de agora poderemos proporcionar condições dignas para os nossos alunos de graduação e pós-graduação desenvolverem as suas atividades acadêmicas a partir dos projetos de arqueologia”, garantiu o professor.
De 2005 a 2012, o Centro já desenvolveu oito projetos de pesquisas, entre eles estão: Levantamento, Prospecção e Salvamento Arqueológico da Área do Parque Nacional do Cabo Orange; Salvamento Arqueológico da Área do Projeto Amapari; Estudos dos Sítios Arqueológicos da Cultura Maracá Pré-Colonial: Padrão de Enterramento e o Projeto de Salvamento Arqueológico da Área do Condomínio Fechado da Vila Tropical, em Macapá.
Os quatro projetos mais recentes desenvolvidos no Centro são o de Salvamento Arqueológico da UHE Ferreira Gomes; Estudo Arqueológico e Histórico da Base Aérea do Amapá; Salvamento Arqueológico da Área da Granja Santa Marta, em Macapá, e Projeto de Monitoramento da área do Campus Marco Zero.
Esses projetos garantem a participação com bolsas de iniciação cientifica para oitos alunos dos cursos de graduação de história e artes visuais da Unifap. Até o momento, o Centro acumula o quantitativo de ter auxiliado na formação acadêmica e técnica de 16 alunos de graduação com bolsas, e participação direta em pesquisas de campo e laboratorial.
Atualmente, o Cepap possui em seu acervo o número aproximado de 40.000 fragmentos cerâmicos, 1.500 artefatos líticos (pedra), 47 vasilhames cerâmicos (vasos, urnas funerárias) e 236 artefatos históricos (cerâmica, porcelana e faiança, garrafas de vidro, corrente de metal). As peças coletadas mais antigas foram datadas pelos pesquisadores em 8.560 anos. As mais recentes são do século XIX.
A Unifap, por meio do Cepap, mantém a relação de consultoria científica com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O diretor Edinaldo Nunes informou que o novo prédio também será um local para estudos interdisciplinares. Os acadêmicos receberão treinamento em fotografia, desenho, restauração, computação, geografia, topografia, museografia, mapografia, geomorfologia, sedimentologia, arqueologia histórica e pré-histórica. Esses conhecimentos serão adquiridos por meio das pesquisas de campo e laboratório.
(Fonte: Kleber Soares
Assessoria Especial da Reitoria - Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)