segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CORNUCÓPIA DE DESEJOS

Fernando Canto

Por querer expressar meu pensamento sobre as coisas em meu idioma, às vezes arrebato o próprio coração em sofridas angustiosidades e dissentimentos infaláveis.

É o caso do amor ensolarado que sinto agora, neste mirífico momento. Um assunto ressoante, uma prosa-cornucópia (onde abundância reina) a refratar-se sem a culpa do inexpressável parlar.

Não vejo como não ensopar-me de enluação nesta crônica de candura quase irrevelável, posto que o meu amor possa entender-me ou espumar-se para sempre para o inevitável espanto que a declaração enseja. Paresque um salto com a vara achada (depois de perdida) numa olimpíada de sonhos.

Assim eu declaro: a cobra norato, o m’boitatá e as luzes do fogo-fátuo se expiram na noite. Teus olhos não! Teus olhos ternuram a medida do dia, solfejam histórias e cantam paisagens inescrutáveis para os sonostortos dos mortais. Eu sou o arauto deste cenário-testamento a castigar retumbantemente o couro dos tambores; eu anuncio a sublime compreensão do “amooor” que ecoa em gargalhadas sobre as ondas do rio. Eu declaro ainda: a pedra em sua bruta forma tem dentro de si os elementos primordiais que suprem tua sede de amar. Balance a pedra e sinta o gutigúti da sua oferenda. Lapide-a, pois ela provém da terra, e então perceberá o calor do fogo da paixão libertadora e o ar morno que movimentará o sangue pelas entranhas.

Num átimo, um áugure qualquer (que são muitos e banais) lerá tua sorte: dirá augúrios, claro. Um aúspice (que estão cada vez mais raros) dirá tua sina no vôo dos louva-deuses. E te auspiciará de boas-novas e de valores inequívocos.

Ora, dizendo isso afirmo que sou aquele que nem sabe discursar suas dores, inda que saiba do futuro, pois habito o limiar do tempo. Eu sou a timidez em prosa e verso, aluno de poesia, mas prenhe de pecados, porque ingiro virtudes nos bares da noite e não sei segredar projetos inexequíveis. Não sei, juro pueril e ludicamente (mas com toda a sinceridade de uma parlenda) pela fé da mucura, torno a jurar pela fé do guará, torno a repetir pela fé do jabuti, que não sei mentir ao sabor do vento dos ventiladores que me sopram fumaça de cigarro. Descobri que sei de ti mais do sabes da pedra em teu caminho. Sou teu (adi)vinho incontestável, ad-mirador de tua ternura. Por isso do alto da minha velada arrogância sei que tu também me amas.

Mas é de ti que quero o conteúdo dessa bilha onde Ianejar e seus pareceiros se abrigaram do fogo ardente e do dilúvio. É por ti que generalizo a farsa da criação sem pesadelos cosmogônicos. Eu me agonizo em mistérios. Eu eternizo o meu olhar nessa paixão. E me enleio como as borboletas que viajam ao paraíso pelo buraco sem-fundo do fim da terra.

Por isso eu sei que te amo.

Por isso vago ainda em fluidos imemoriais sempre presentes, antes do esquecimento das vitórias que juntos comemoramos. Por isso a ternura há de ser o mais farto elemento da imensa cornucópia de desejos que realizamos juntos.

O ASSALTO NO CÂMPUS MARCO ZERO

Conto de Fernando Canto

Um ar de tranquilidade pairava na Universidade no entardecer daquela quinta-feira, véspera de feriado. Eu precisava retirar mil reais do caixa eletrônico instalado no prédio da reitoria para poder viajar com a família ao terreno que temos em Ferreira Gomes.

Pensando nisso fiquei na fila aguardando a minha vez, enquanto colegas de trabalho, sorridentes, desejavam bom feriadão uns aos outros.

Ao chegar minha vez fui surpreendido com um objeto frio na nuca antes de colocar o cartão na máquina. Eu me voltei e um sujeito corpulento me empurrou e disse:

- Não me olha, filho da puta. Encosta ali no canto que a gente vai explodir essa porra.

Tive que me deitar no corredor onde a vigilante jazia com a garganta cortada, ainda em convulsão. Ouvi ruídos e em seguida uma explosão que rebentou toda a máquina. Quatro bandidos apanharam o dinheiro rapidamente e saíram correndo para um carro que os esperava. Atiraram na cabeça do vigilante instalado na guarita do portão de entrada e feriram dois estudantes que chegavam para o turno da noite com tiros a esmo. Fugiram na direção de Fazendinha pela Rodovia JK, perseguidos pelo carro de Operações Especiais da Polícia Militar que havia sido informada do roubo e das mortes.

Mais tarde, quando depunha na Delegacia de Roubos e Furtos, ainda surdo com o barulho da explosão, soube pela TV que na fuga desesperada eles foram atropelados por uma carreta da AMCEL carregada de eucalipto, lá em Santana. Os cinco bandidos morreram na hora. Viraram farelo dentro de uma lata.

Mesmo refeito do susto eu não quis mais ir para o terreno, no interior. Mas no domingo.... No domingo não resisti e fui ao bar do Abreu. Tomei todas e vibrei com a vitória do Flamengo sobre o Vasco, com gol do Ronaldinho e tudo o mais que os assaltantes não chegaram a assistir. Mas o barulho de cada foguete soltado lá fora me lembrava a porra do assalto e o campari no copo era igual ao sangue esvaído da vigilante estrebuchando ao meu lado.

Textos literários

A coluna apresenta hoje alguns contos de significativos escritores do Amapá. Todos os textos foram publicados primeiramente na revista Latitude Zero (1969) e no Jornal Amapá Literário (1998).

 

A VIAGEM DOS CIGANOS NUMA ARCA DE FLANDRE

Conto de Maria Benigna (Maria Bê)

DE AMOR E DE FÉ

Texto de Ângela Nunes

SINFONIA EM QUINTAIS

Texto de José Edson dos Santos

O DESFILE

Conto de Ezequias Ribeiro de Assis

O JULGAMENTO

Conto de Alcy Araújo

A CARTA

Texto de Ray Cunha

COMO A CURIOSIDADE DA MULHER FEZ NASCER A LENDA DA SERRA DO NAVIO

Por Adálvaro Cavalcanti

COMO A CURIOSIDADE DA MULHER FEZ NASCER A LENDA DA SERRA DO NAVIO

Por Adálvaro Cavalcanti

Há muitos e muitos anos, quando a face do mundo era diferente de hoje, existia um grande canal lacustre que cortava o círculo máximo da esfera terrestre. Era um canal encantado.

Os navegantes daqueles tempos tão distantes que a história não conheceu seus nomes, jamais ousaram penetrar no mistério de suas águas.

Um dia, no mar que fica para o lado do nascente navegava um majestoso navio, conduzindo, de mares distantes, um casal de príncipes, de pele negra como ébano.

Era uma viagem de núpcias e, por isto, a guarnição da belonave era constituída de fidalgos daquela raça que se perdeu nos tempos. Após muitas luas de viagem o comandante da nau nupcial constatou que se encontrava na foz do canal proibido, cujas águas negras refletiam em prata os raios do luar. Imediatamente, ordenou a manobra de afastamento do canal tabu. O desusado movimento foi pressentido pela jovem nubente. Em breve relato ela tomou conhecimento de ser aquele canal encantado e que os que nele ousassem penetrar seriam petrificados.

Mas, deslumbrada pela beleza das águas e pela iridescência do luar, a princesa insistiu que a nau entrasse naquelas águas de extraordinário mistério. E tanto pediu, tanto implorou, com lágrimas que resplandeciam como pérolas em sua face núbia, que acabou por comover o enamorado príncipe, seu esposo, que não pôde resistir às súplicas da amada. Assim, a nau entrou no canal proibido pelos deuses, para satisfazer a curiosidade da mulher.

Tudo era encantamento: as águas... as margens magníficas... o perfume das flores... o temor da vingança dos deuses foi dissipado pela fascinante beleza A bordo tudo era alegria. Súbito um pavoroso estrondo! Era o choque com a linha que divide a terra – a latitude zero do Mundo.

A natureza revoltou-se. Ventos ciclônicos e ondas gigantescas açoitavam a nave. A pororoca convulsionou a enorme massa líquida. O chão se levantou e eis que aparecem gigantescas montanhas à entrada do canal pelo lado do poente - surgiram os Andes e o grande caudal passou a deslizar para o levante.

Estava, assim, formado o imenso Amazonas.

A real embarcação nupcial, com seus nobres passageiros e tripulantes aterrorizados, foi atirada a centenas de quilômetros de distância. Na trajetória pela floresta nunca violada, espargiu os ricos tesouros de uma preciosa carga.

Os deuses estavam vingados. O grande barco com seus tripulantes ficaram soterrados na selva, encantados no manganês da Serra do Navio.

Ao sopé da montanha, em margens de meta, passou a deslizar tranquilo o rio Amapary.

A CARTA

Texto de Ray Cunha

Chegara sua vez. O absurdo estalava-lhe nas têmporas. Estava cabisbaixo. O outro permaneceu calado. Até que Alexandre o olhou.

- Tu deverias primeiramente conversar com ela. O que não deves é tomar uma atitude precipitada.

Alexandre estava preso ao torpor da frustração. Sobre a mesa, a carta. Dizia num trecho: "Tu és, sobretudo másculo. Tens os músculos nos lugares certos, para nos mobilizar com força. Adoro aconchegar-me no teu regaço viril e uterino; sinto-me mais mulher no teu regaço voluptuoso. Quando o vi pela primeira vez meu coração pulsou descontroladamente. Isto é amor. Amor à primeira vista. Mais do que amor: é paixão".

Era a letra miúda e minuciosa de Carla. Sua letra, num crescendo, desnudava-a, entregava-a a seu amante, àquele homem ali descrito, detalhadamente, até os nervos. Era um homem invejável. Um cavalheiro; um homem de ação; jovem e velho ao mesmo tempo.

Em princípio, Alexandre supôs tratar-se de um original de Carla. Mas, não. Sua mulher criava sempre em papel de Xerox. Saíra, naquela manhã, às pressas. "Um encontro com o amante."

- Alexandre Acapu, trinta anos, nadador profissional e depois oceanógrafo, muito tempo passado no mar e pouco em casa, marido da escritora "- Carla Menescal de Adrianópolis, grande sucesso de vendas com o romance "As Amarras", 'agora desatadas, é... - ia dizer outra coisa, mas leu a recriminação nos olhos do seu amigo, a quem chamava de Velho. - É passado para trás. - Disse, num desabafo.

- Não será um conto, uma crônica, um capítulo de romance? - Velho perguntou.

- Ou memórias?

- Perguntas-lhe o que é. Não ficas te lastimando e nem te deixas enganar pela paranoia. Vais para tua casa e falas com ela sem fazer escândalo. Se for mesmo um amante, urge saber se ela gosta do outro. Então só restará a separação. Este manuscrito sem destinatário não quer dizer nada. Por que ela o deixaria tão visível?

- Nunca entro na biblioteca, que é onde Carla escreve. Tenho meus livros e apetrechos num quarto no quintal.

- Uma mulher, quando trai um homem, age com muita cautela, da Carla não mudou – disse Velho, triste com a desolação do amigo. - Temos algo em comum... Já passei por isso. Sou marinheiro e também sou casado com uma escritora... - voltou a falar, confuso com a prostração de Alexandre.

- É, meu velho. Só que teu caso ela te procurou e disse tudo. Tu aceitaste o jogo.

- Aceitei. A vida é um jogo, meu caro. A derrota é sabida, mas a vitória acontece durante o jogo...

O Sapo continuava bom como sempre. Louis Armstrong inundava o quarto, por onde flutuavam também cheiros de Carla. Carla, um metro e sessenta e sete, quarenta.e oito quilos; um milhão de livro vendidos em três idiomas; trinta e seis anos. Terás encontrado um homem de vinte e um anos de idade, que é quando tinha que te conheci? Eu conquistara então o primeiro lugar na travessia do rio Negro, e tu, minha pequena Carla, publicaras teu primeiro livro de contos, "É Meia-Noite e Eu em Torno de Ti na Cama". Causou sensação no Rio e em São Paulo. Agora, estou chamuscado pelas águas dos mares. Sim, água do mar pode chamuscar nossa alma. Acho que já não te levo como antigamente, à loucura. Ser por isso; minha Carla, que terás encontrado outro homem? Voltarei ao mar e lá ficarei.

Ouviu Carla chegando, e depois a viu entrando no quarto. Era linda. Tinha boca de cupido, carnuda, e olhos grandes e verdes, e cabelos negros e esvoaçantes, e sorria facilmente. Sorria com os lábios e com os olhos.

Fazia calor. Carla chegou ao meio do quarto e desnudou-se de um só golpe. O vestido de seda branca, que tombou a seus pés, contrastava com a cor de canela da sua pele. Riu. Seu riso era mais um trinado. Avançou para ele, que estava sobre a cama empunhando o manuscrito.

-Ah! - exclamou, afastando a mão que empunhava o manuscrito. - É um conto que estou escrevendo. - E beijou-o. - Está faltando papel de xerox. Vim da gravação da entrevista para a televisão. Estava atrasada. - Ia dizendo as coisas de uma vez e beijava-o, e logo estava imergindo naquele delírio de tarde calorenta.

O ar que o comprimia por dentro saiu de um jato, como que deixa a pessoa possuída, produzindo o alívio que advém ao perigo finalmente esmagado.

O JULGAMENTO

Conto de Alcy Araújo

O juiz entrou com sua toga e sentou-se gravemente na cadeira negra de espaldar alto. Fez-se, então, um silêncio que podia ser cortado com uma faca.

Com a chegada do juiz, aconteceram as coisas mais comuns, já previstas em lei, como inquirição de testemunhas, etc, etc.

O réu, vestido com uma túnica azul, de asas e auréola dourada, parecia não prestar atenção a nada, salvo ao vôo de uma pequena borboleta amarela, que estava na sala há temos imemoriais.

O promotor levantou e fez a acusação, erguendo os braços para o alto. Outras vezes apontava o dedo nicotinado para o réu que olhava a borboleta. O juiz, muito grave, piscava por trás dos óculos. Os jurados fingiam muito interesse, enquanto, às escondidas, comiam pipocas. E quanto mais comiam pipocas, mais pipocas apareciam. Todas as pipocas do mundo estavam ali.

As palavras do promotor cerziam a acusação, saindo lisas e claras. Mas eram absorvida elo candelabro de cristal e desapareciam completamente. Cada qual à medida que escorregavam da barba do orador. Não ficou nenhuma na sala, por mais estranho que pareça. O advogado gordo, que lembrava um pato obeso, comia as folhas de um grosso processo, lentamente, sem pressa, durante todos os dias em que falou o promotor que, ao terminar a sua peça acusatória, tinha a roupa em tiras e os cabelos brancos e compridos.

Então o advogado, com o ventre cheio do processo, se levantou do saco em que estava sentado e falou ..Mas ninguém ouviu a sua voz. Foi um silêncio angustiante. Para quebrar o silencio um velho gritou nas galerias. Aí aconteceram muitas coisas inesperadas. Todo mundo gritou para apagar o silêncio.

O juiz com as listras verdes da toga, aparecendo mais acentuadas e emanando uma certa iridescência, cresceu na cadeira. E bateu com o malho na mesa. Pá-pá-pá! Até que o malho criou asa e saiu pelo forro.

Nem assim cessou a gritaria. O meritíssirno, sem malho, pegou um dos braços amputados que estavam sobre a mesa e começou a bater com ele, até que a mão se deteriorou e os dedos se espalharam entre os jurados e se misturaram com as pipocas e se multiplicaram. Com pouco tempo, havia tanto de pipocas como tanto de dedos. Aí o réu deixou de olhar a borboleta e falou aflito: Parem com isto, pelo amor de Deus!

E todo mundo parou. O juiz viu que nada tinha afazer e esboçou um gesto para o advogado gordo. Ele também fez um gesto, que os jurados fingiram compreender, batendo das vestes os dedos e as pipocas.

A defesa foi feita de modo tranquilo, com o advogado falando em silêncio. Quando muitas luas tinham passado, os jurados se levantaram e se recolheram a uma sala de vidro, para deliberar. De fora, apenas, eram percebidos os seus gestos desesperados, durante dias e noites, em que cresceram os figos da figueira.

Foi preciso que o réu tomasse a deixar de olhar para a borboleta e falasse com a voz cheia de angústia: Vamos terminar com isto, pelo amor de Deus! Muito graves, com as suas roupas pretas, os jurados voltaram. Um deles, que aparentava ter entre sete e nove anos de idade, assumiu a universal postura de líder, e transmitiu o veredito: Culpado!

O teto rachou, no momento em que o jurado-líder pronunciou a palavra fatal e envelheceu quarenta anos. Uma porta se abriu e na moldura apareceu um homem sem braços. Olhou para os presentes, que imediatamente se transformaram em auditório do mutilado. Neste ponto ele bradou, com palavras roucas, que arranhavam a perplexidade geral: Que fizeram dos meus braços? Quem espalhou meus dedos pelo chão e o meu sangue pelos móveis?

Como ninguém respondesse, aproximou-se da mesa do juiz. Mandou que colocasse o braço no lado esquerdo. Já com o braço, pôs-se a juntar os pedaços do outro braço, os dedos e armá-los, como brincam com um quebra-cabeça. Quando o braço ficou inteirinho, com mãos dedos e tudo o mais, ele mesmo o colocou no lado direito. Ajoelhou-se e ergueu as mãos para Cristo, crucificado acima da cabeça do juiz.

Ouviu-se, de mistura com a prece do homem, a pergunta necessária: E agora? Vale ou não vale o veredito?

Vale! Gritaram uns. Não vale! Gritaram outros. Fez-se um tumulto dos diabos. Quando o cansaço de gritar fechou as bocas. O meritíssimo lavrou a sentença. O carrasco se aproximou, passou a corda sobre a' cabeça do condenado no exato momento em que o Cristo desceu da parede tomou pela mão o que ia ser justificado e desceu com ele as escadas que davam para a rua.

Como um serventuário queria varrer as pipocas pelo chão; todos foram embora, para contar lá fora o julgamento.

O DESFILE

Conto de Ezequias Ribeiro de Assis

Filha única e mimada tornou-se extremamente convencida depois que fez os 15 anos e os pais corujas lhe disseram ser a mais linda debutante da festa. Não considerava ela que a mãe e o pai tinham um conceito completamente diferente da beleza feminina. Castigados pela feiúra e mirando-se diariamente um ao outro, perderam o senso da estética e a filhinha desengonçada era para eles uma criatura perfeita, de quem faziam constante propaganda, sob o riso irônico dos conhecidos e, enchendo de alegria e de orgulho a pequenina megera.

Quando as colunas sociais anunciaram o desfile, a família toda se deslumbrou. Esta era a oportunidade de consagração do clã, de mostrar a todos que a filha dos Praxedes Fagundes era a mais bela da cidade. Sua inscrição foi providenciada com o colunista do maior jornal, que não pôde furtar-se a isso em virtude das constantes ajudas que recebia de madame, para as suas promoções. Madame era rica e generosa e não convinha desgostá-la. Discretamente informou que o desfile seria de maiô e as medidas que o júri levaria em conta para proclamar a vencedora, e nas quais não se enquadrava, nem de longe, a ossuda candidata. Disse que algumas casas tinham criado secções especializadas em "enchimento" e que agora estava na moda usar aqueles recursos para modelar as formas, muito embora reconhecessem ter a garota as medidas ideais, com categoria para brilhar em qualquer passarei a, desde que os juízes abandonassem a já padronizada preferência pelas candidatas de curvas exuberantes. Madame convenceu-se e resolveu adquirir alguns enxertos para a filha, dizendo para si mesma que somente o fazia para acompanhar o "chie" da moda e forçada pela burrice dos jurado.

O desfile estava próximo e era necessário providenciar tudo. Foram comprados inúmeros potes de creme, sobrancelhas e unhas postiças, cabeleiras, pó Corega, esparadrapo e fita durex (os enchimentos não tendo curvas para se firmar, tinham que ser pregados), e muitos outros pequeninos subterfúgios da malícia feminina.

Durante os ensaios correu tudo mais ou menos, apesar dos risinhos zombeteiros das outras concorrentes e o atraso que a "miss-osso" causava com seus prolongados preparativos. A mãe cada dia mais se convencia da vitória da filha e não lhe poupava o uso de enxertos, nos lugares onde a natureza não lhe fora muito pródiga.

Até que chegou o grande dia. Nervosa, a filha dos Praxedes Fagundes aguardava a sua vez de desfilar, deslumbrada com os aplausos que eram dados às suas esculturais adversárias, não estando agora tão certa da vitória. Passava a mão de leve pelo corpo, temendo encontrar uma ponta de esparadrapo, solta pela tremedeira que lhe sacudia e aumentava à medida que o desfile prosseguia. Quando deu entrada no salão, um jato de luz ofuscou lhe e o silêncio da plateia deu-lhe medo. Os dentes tilintavam e faziam um ruído já dela conhecido. E agora, como iria sorrir? Haviam-lhe recomendado mil vezes que o sorriso é a principal arma da candidata. Pelo menos, daria um jeito de sorrir para os juízes. Com tremendo esforço, ajudando-se com a língua, abriu a boca. Milhares de gargalhadas transformaram o salão num inferno. Aos pés dos juízes estava a dentadura superior da filha dos Praxedes Fagundes.

No bilhete que a jovem suicida deixou, recriminando seus pais, ela afirmava que nunca os perdoaria por terem esquecido a latinha de Corega, o pó fixador de dentaduras postiças...

SINFONIA EM QUINTAIS

Texto de José Edson dos Santos

A janela da alma abre cedo para o encantamento dos sentidos e enquadra, como em um cartão postal, um jardim em primavera. Rosas, cravos, gardênias, crisântemos, hortênsias, gerânios, margaridas, narcisos e violetas esperam pelo olhar de um pintor impressionista com seu deleite por tanta cor, luz e poesia.

Borboletas e beija-flores bailam airosamente na música do vento. No vôo da imaginação, duendes elfos procuram o néctar da quintessência, camuflados na fragrância da manhã maravilhosa.

Debaixo de uma mangueira, um cachorro perdigueiro dorme sereno sob o calor vesperal. Azulões e bem-te-vis orquestram no ar. Na varanda da casa do outro lado, um gato angorá desvela o novelo do fio de tricô, lambe as suas patas e se espreguiça. Um pouco mais adiante, alguém na rede balança a esperança, lendo um livro de aventura ... Vivaldi é saudado com "As quatro estações".

Depois da cerca do quintal, galos altivos amolam esporões para cortejarem as galinhas. Um pangaré no pasto passeia com trote e fidalguia. No meio da folhagem, calango tango de tanta correria e susto.

Alhures, descendo uma ponte estreita, as águas do córrego cristalino murmuram. Uma menina franzina carrega a trouxa de roupa. Peixes pequenos dilatam as pupilas e fogem silenciosos por entre pedras e musgos. O sol brilha no infinito.

O cheiro bom de pomar lembra infância cheia de frutas multicores. Faunos e ninfas protegem o bosque da fantasia onde a magia da vida fica guardada, juntamente com a aura secreta das pessoas. Cordas e sopros ecoam do inusitado, abrindo o manto diáfano da vertigem.

Flores, animais, seres, córregos, rios, pomares, florestas e o bicho-homem. Todos pertencem à natureza. Tem vida, dão vida e por ela procuram um equilíbrio para viver em harmonia. O acaso, o caos, o maligno, o agouro, a fuligem das coisas Olho de besta das trevas tramam ardilosamente nos braços da feiúra.

O tempo calorento, áspero e cinza estende um lençol de ansiedade sobre a paisagem inútil. Uma nuvem de piche e enxofre paira sobre a cabeça do bicho-homem como sentença e maldição. Indiferente, ele conspira com sua ambição, vaidade e insensibilidade cega. Levanta arranha-céus e shoppings, louvando o progresso e a prosperidade. Faz um cercado ameaçador com um aviso: "É proibido pisar na grama".

Domingo de verão. Feriado do bicho-homem. Um paquiderme arrogante e cínico faz piquenique com a sagrada família reunida. Por onde os bárbaros passam, o cenário fica deplorável, restos de comida, espinha de peixe, casca de banana, garrafas, plástico, farofa e entulho de besteiras vão emporcalhando a praia indefesa O suíno muito feliz se bronzeia ao sol causticante antes de arrotar que gosta de curtir a natureza todo o fim de semana.

O paquiderme da praia também faz parte da natureza do bicho-homem. Se diferencia de um ruminante porque pensa. Faz apologia às guerras como controle da natalidade. Polui o ambiente com sua presença adiposa e grotesca. Com o seu desmazelo, o planeta fica cinzento, triste e doente, mesmo quando blasfema em nome do poder, do lucro e do progresso.

Compactuar com a sordidez do paquiderme e da besta aniquilar O princípio do futuro pleno. Assinar a carta de comoção por um modo de ver a aurora da sensibilidade aflorando em cada cabeça.

Abrir a janela da alma ao semear a consciência ecológica como atitude política de ser. A plenitude pleitearmos diuturnamente como possibilidade de estar no mundo

Fauna, flora, as coisas, os seres, o bicho-homem e os elementos da natureza em equilíbrio e harmonia. Inteiros para serem eternos. Abrir a janela do mundo com a certeza do arco-íris da esperança. Sol de virtude, chuva de felicidade. Sobre a cidade o incenso da perseverança alcançando o gesto solidário da criança, acenando à paisagem humana que passa e transmuta os espaços. Receber o cartão postal da preservação, apesar do cimento. Distribuir a poesia da necessidade de resistência e proclamar um sempre verdecológicolhar na janela da vida. Lavar a alma na cachoeira na certeza do espírito redivivo. Luz, plenilúnio e quintessência. Água, terra e ar. A aurora do ser em comunhão com os seres e as coisas. Resistir unos e plenos. Sempre.

DE AMOR E DE FÉ

Texto de Ângela Nunes

- Eita, que até que enfim nós chegamos!

O paneiro com o pato, o saco com algumas mudas de roupas, chinelo, chapéu de palha e o cigarro compunham o visual que mostrava a barba sem fazer de Zé Alfredo, o romeiro.

A promessa era a causa. Haviam tentado de tudo. Até no 'dotor Arinardo' tinham ido, mas nada. Rezadeiras, mães-de-santo, pau-d'arco, andiroba, com alho e sebo-de-holanda, um santo remédio! -, esfregaço com chifre queimado no peito do menino, ao pôr-do-sol... Nada. Só a Virgem.

Ela, sim, a mãe de todos os ribeirinhos dera jeito no sem jeito, afastara o mal com o poder da fé.

Joana segura o braço do menino que puxa sua saia para não cair

Do barquinho "Nossa Senhora dos Anjos" uma leva de romeiros desembarca. Além da carga de fé, trazem os apetrechos necessários para o almoço tradicional do Círio: pato, tucupi, jambu. O importante, porém, é ver a Santa. É ir junto à Corda, ser içado, comprimido, é não estar fora do maior acontecimento religioso do Brasil, no Segundo Domingo do mês de outubro: o Círio de Nazaré.

Zé Alfredo, Joana e Zeca têm um longo percurso a seguir. Deixam, como amigo feirante no Ver-o-Peso, o bastantes trazido para o almoço depois da procissão.

Seguem direto para a Matriz, em Nazaré. Vão a pé, faz parte da promessa. Ainda são cinco horas da tarde do Sábado, mas precisam estar certos de que o menino conseguirá embarcar no Carro dos Anjos. Ele deverá seguir todo o trajeto com as outras crianças, ou a promessa não terá validade. Uma recaída será fatal.

- Cuidado com as asas, menino!

Não foi fácil conseguir todas as penas brancas, arranjadas pela redondeza e lavadas com carinho. Mas as asas estavam lindas, um trabalho de arte.

- As asa tão 'pai-d'égua'!

- Joana sorri e a família segue. Zeca pára, quer mijar ao pé da mangueira centenária. Outra parada: - um copo d' água-pelo-amor-da- Virgem! Já é noite quando chegam. Decidem que a escadaria da Matriz é um bom lugar par repousar e aguardar a saída da procissão.

- Zé, e se nóis não conseguir pôr o menino com os outros anjinhos?

- Calma, mulher, a Virgem resolve.

Os atropelos, o empurra-empurra, tudo ficou esquecido quando viram o menino no carro, devidamente paramentado. Estava belo e destacava-se dos outros pelo brilho das asas.

- Fique direitinho, meu filho.

Nós vamos lá atrás, na corda. A corda. Outra dificuldade, e das grandes. Mas para quem havia saído da Ilha dos Porcos há cinco dias... Força, Fé e Determinação transformam os dedos calosos do homem nortista em garras ao segurar a Corda. Daqui não saio, nem morto.

Joana segue ao lado, sandália na mão, a imagem da Virgem de Nazaré e um coração de cera, simbolizando a doença de Zeca.

A multidão serpenteava pelas ruas de Belém, imensa sucuri com o ventre inchado por romeiros de todos os cantos, unidos pelo amor à Santa formosa.

"Oh, Virgem mãe amorosa..." Joana canta alto, em êxtase. Embalada pelo foguetório das várias homenagens, quase não sente o asfalto a queimar-1he os pés.

No canto do edifício Manoel Pinto, aconteceu.,. Sem aviso, silencioso, o tumulto começou. Uma onda dentro de outra: jovens não participantes do evento, vindo em sentido' contrário, teimavam em passar. Na confusão a seguir, pessoas desmaiavam, sufocadas pelo aperto e calor. Foi inevitável o empurrão no Carro dos Anjos. Zeca foi projetado longe.

Joana vislumbrou o acontecido. Ajoelhou-se e orou... Por entre lágrimas, viu o milagre. O menino, entre balões coloridos, papel picado e fumaça, muito lentamente, ruflou as asa e voou sobre a multidão.

A contista Ângela Nunes é poetisa e contista. Marajoara de Soure (PA), onde nasceu em 21 de julho de 1956. Vive em Macapá desde os seis anos de idade. É professora de português, literatura, redação e linguística.

A VIAGEM DOS CIGANOS NUMA ARCA DE FLANDRE

Lembranças de uma viagem ao Macacoari em 1985

Conto de Maria Benigna (Maria Bê)

Em mil novecentos e um dia qualquer, uns ciganos de tribos diferentes rebelaram-se e formaram uma nova tribo e partiram sem destino. E como eram ciganos muito, muito especiais, não viajaram de carro ou carroção, ou até mesmo a pé, como fazem todos os ciganos, viajaram em cima de uma enorme arca de flandre cheia de gelo, que tinha uma argola prateada e na qual não se sabe como estava amarrado o fio do sonho. E foram voando e puxando, puxando o fio do sonho, como meninos que empinam papagaio, até chegar no país do verde.

O país do verde era tão lindo, tão belo, que os ciganos, para o sonho não escapulir, amarraram a ponta de seu fio num enorme oleado azul estendido na relva e que tinha cheiro de luz, erva e mares ia, e dele tomaram posse.

Alguns deles pensaram: "Deve ser um pedaço de céu caído!" Alguns riram e eles disseram:

- Coisa muito natural! Há terra caída, espinhela caída, e por que não pedaço de céu caído? - Daí, todos concordaram solenemente.

Havia junto do oleado azul (ou pedaço de céu caído) um poço e as pessoas que moravam no país do verde disseram que nele morava a mãe d' água.

E morava mesmo . Pois à noite, quando boiava a lua cheia(saiu exatamente do buraco que ficou no céu, quando caiu o pedaço que os ciganos chamaram "oleado azul"), a mãe d' água subiu majestosamente pelo balde improvisado pelos ciganos. E não só ela; o vento vinha trazendo o boto, uma cabocla cheia de dengues e malícias, uma coruja enorme, quase tanto quanto um arranha céu, um curumim com sua igara, alguns búfalos, um garoto vestido de vermelho que lembrava o Mogli (pequena rã), uma indiazinha chamada Pão de Mel, um cozinheiro florestal (que talvez fosse um duende disfarçado), um artesão e sua namorada, um pato esquisito que fazia quá, quá, quá a toda hora, uma estranha moça que fotografava sonhos, um viking, um poeta e uma viola.

Quando estavam todos juntos, o vento deitava no ar um cheiro de terra molhada e a magia da noite descia mais forte, misturada no clarão da lua cheia.

Os ciganos foram ficando (não tinham nem data e nem conheciam relógio) e morando no pedaço de céu caído (ou oleado azul) durante um enorme tempo. De dia rachavam lenha, puxavam água do poço (de noite traziam no balde a mãe d'água), cozinhavam, pescavam, sem nunca ficarem cansados. E a noite, ah! a noite! a noite era festa, o boto namorava a cabocla e de tão maroto que era, quando sumia deixava o chapéu. E a cabocla sorria e pensava: "Ele volta!" O viking chegava enorme e manso (dizem que era dissidente). O garoto de vermelho (e nem era chapeuzinho) servia pão e peixe. A viola derramava melodia. O poeta agasalhava-se nas asas de sua coruja e fazia poesia. A índia Pão-de-Mel (talvez por causa do nome) namorava o cozinheiro florestal. O pato começava muito lentamente seus quá, quá, quá e depois contagiava a todos e todos riam e eram felizes.

Um dia, sabe Deus como, alguém achou um velho relógio e os ciganos descobriram a hora. E num instante, como por encanto, o pedaço de céu caído sumiu no azul do céu e a lua deixou de aparecer e sem seu oleado azul e sem luz os ciganos já não podiam ficar. Voltaram bem devagar, cada um para suas antigas tribos, mas em cada um ficou um pedaço de sonho, feito cicatriz.

Hoje, quando eles passam e alguém comenta e duvida da aventura, eles dizem meio marotos e tristes: - A moça fotografou e um poeta documentou. Essa é a prova de que o país do verde existe.

ASSOCIAÇÃO DE ESCRITORES APRESENTA SUGESTÕES PARA O ENCENTIVO À LITERATURA

A Associação dos Escritores do Amapá apresentou, por meio do seu presidente Paulo Tarso Barros, uma série de sugestões para estimular a produção e circulação de livros e incentivar a leitura, junto ao seminário “Construindo o Programa de Literatura do Amapá”, promovido pelo Governo do Amapá/Escola de Administração Pública –EAP. São as seguintes:

- Parceria com a SEED e SECULT no sentido de incentivar a produção de obras dos autores locais, que seriam selecionadas para publicação e distribuição à rede de escolas, universidades e bibliotecas públicas através de editais, que normatizariam o conteúdo desses livros baseados nos critérios adotados pelo Governo Federal e seus órgãos.  

- Dentre as obras selecionadas e publicadas, parte da edição seria adquirida pelo GEA para distribuição nas escolas, universidades, bibliotecas públicas e outros espaços de leitura – e também enviadas para bibliotecas interestaduais através de intercâmbio.  

- As obras seriam preparadas, revisadas e impressas dentro dos padrões gráficos, editoriais e ortográficos – com ficha catalográfica, código de ISBN e código de barras, e não mais de maneira artesanal. 

- Instituir programas e projetos que facilitem visitas programadas de escritores às escolas em todos os municípios, e que os mesmos recebam ajuda de custo compatível por essa atividade, que seria considerada de grande valor educacional e cultural. 

- Organização de uma bienal do livro nos moldes das que são realizadas em muitos locais do país onde o autor local e o das demais capitais da região Norte teriam espaço adequado. 

- Promover, através de convênios, a tradução de obras de autores locais e sua distribuição.

- Dar condições para que os autores possam viajar e manter intercâmbios com outros escritores participem de feiras, festivais literários, seminários e outros eventos da área editorial, tanto dentro como fora do país. 

- Patrocinar oficinas de criação literária através de profissionais da área que também poderiam ministrar cursos e palestras para desenvolver e aprimorar a criatividade dos autores, aprendizado de técnicas de escrita etc.

(Fonte: blog dos escritores do Amapá)

MINISTRO DO ESPORTE COLOCA SACI NA DISPUTA PARA SER MASCOTE DA COPA-2014

A mascote da Copa do Mundo no Brasil já tem um candidato forte. Para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o Saci é a figura ideal para representar o país no torneio.

O político planeja a participação da população na escolha, que tem a Fifa e o Comitê Organizador do Mundial de 2014 como principais responsáveis pelo tema. A decisão será tomada em meados do próximo ano.

O ministro comentou que onça e arara também têm chances nessa disputa. No entanto, em entrevista à rádio CBN, Rebelo deixou clara a sua preferência. Por outro lado, ele assegura que o governo não terá muita influência na escolha.

“O Saci, na mitologia brasileira, tem origem em São Paulo, com o grande escritor de Taubaté, Monteiro Lobato. Ele foi o criador do Saci para substituir, no imaginário das nossas crianças, aquelas figuras das fábulas europeias. Não havia na literatura infantil essa mitologia de origem nacional. Tenho grande simpatia pelo Saci e acho que ele é um contraponto importante a essa figura importada dos Estados Unidos que é o Halloween, o Dia das Bruxas”, opinou Rebelo.

A ideia do ministro é que a população seja consultada sobre o tema e participe da escolha. “Minha ideia é fazer uma consulta pública ampla, pela Internet, para que a população possa opinar. Outras sugestões, além do Saci, da arara e da onça, poderão surgir, e nós poderemos levar à Fifa, ao Comitê Organizador Local, como uma opinião da população brasileira”, completou.

Personagem do folclore brasileiro, o Saci usa gorro vermelho e cachimbo na boca. Com apenas uma perna, ele é famoso por aprontar com todo mundo. Suas travessuras favoritas são assustar os viajantes, esconder os objetos e dar nó na crina de cavalos. (Fonte: Uol Esportes)

Venda de bebidas alcoólicas só vale para Copa, diz relator na Câmara

O relatório do deputado Vicente Cândido (PT-SP) sobre a Lei Geral da Copa sofreu uma alteração antes da apresentação nesta terça-feira (13) em uma comissão da Câmara, permitindo a venda de bebidas alcoólicas apenas durante o período do Mundial. Antes, o texto propunha a mudança do Estatuto do Torcedor e tornava permanente a autorização. A reunião foi suspensa pelo menos até a próxima quinta-feira (15).

Além da mudança para as bebidas alcoólicas, Cândido retirou os idosos do grupo que poderá comprar ingressos mais baratos, na faixa de R$ 50. Apenas estudantes, indígenas e beneficiários de programas de distribuição de renda poderão comprar os cerca de 300 mil ingressos por um preço menor que a média. A expectativa dos parlamentares é de que as alterações sejam definidas pela comissão na manhã de quinta-feira para o texto ser votado no plenário à tarde.

Cândido afirmou que as mudanças se deram “por questões de discussão democrática”, mesmo sendo ele o autor de uma lei em São Paulo para permitir a venda de bebidas em estádios. Se aprovado, o texto desagradará ao Corinthians, que esperava a autorização de bebidas para criar uma estrutura para estimular o consumo na sua futura casa.

A Fifa exige a permissão de venda de bebidas alcoólicas em estádios da Copa do Mundo, uma vez que tem marcas cervejeiras entre seus principais patrocinadores. Cândido propôs em seu texto a mudança do calendário escolar para 2014, permitindo que os alunos comecem o ano letivo mais cedo e ampliem as férias de julho – período durante o qual se realizará o Mundial. (Fonte: Uol Esporte).

sábado, 17 de dezembro de 2011

REVEILLON DO ABREU


Liete e Ronaldo Abreu

Balcão do Abreu

Célio Alício e Bolachinha
Vai ser neste sábado, 17.11.11, o já tradicional Reveillon do bar do Abreu, na Avenida FAB. Ronaldo e Liéte prometem muitas atrações para o evento. Bolachinha de novo? Nããããão! Pelamordedeus... Brincadeirinha, Bolacha. Seu show é nota 10.

Zunidor - JULIELE

Será no dia 23.12.11 o lançamento do CD “Balé de Luz” da cantora Juliele, no Teatro das Bacabeiras, com um grande show a partir das 20h00. A cantora redimensionou sua carreira e repertório, mais livre, leve e solto que o do primeiro CD, lançado em 2008.


Inderê! Volto zunindo depois do Natal.

Zunidor - CARLA E ALCINÉA

As poetas (ou poetisas como eram chamadas até há algum tempo atrás)  Carla Nobre e Alcinéa Cavalcante narraram suas experiências na divulgação da poesia pelos quatro cantos da cidade, através dos seus grupos poéticos Abeporá das Palavras e Boca da Noite, respectivamente. Reclamaram da ausência do Estado nas atividades literárias e a grande falta de incentivo à atividade que também tem cunho social. Alcinéia narrou dois casos de adolescentes que foram assistir as apresentações com finalidade criminosa e que depois se deixaram enlevar pela mágica da poesia, abandonando a intenção inicial (de assaltar e se drogar). Carla falou de sua luta como professora de literatura nas escolas públicas do Estado e mandou bala na falta de uma política para o segmento.

Zunidor - EDITAL DE|LITERATURA

O secretário de Cultura Zé Miguel anunciou no Seminário do Programa de Literatura do Amapá que o primeiro Edital a sair em 2012 pela SECULT será para este segmento.  Ele pretende com isso atender as reivindicações dos escritores, estes que nunca tiveram incentivo cultural para produção e publicação. Agora é preciso que não fique só na história de publicar. Isso não é nenhum favor para os escritores: é dever do Estado. Tem que haver uma política cultural que promova a nossa literatura nas escolas e entre as diversas classes de leitores, e que ultrapasse as fronteiras do Estado.

Zunidor - GEÓLOGA AMAPAENSE

Íria , Santa e Fernando Leite

Após longo período sem vir à Macapá, encontrei a geóloga Santa, que atualmente reside na Austrália. A Drª Santa, laguinense, irmã do Joca, do Carlos e do Nazaré, foi a primeira profissional dessa área a se formar na região amazônica e veio à Macapá para rever amigos e familiares. Estava em companhia dos seus amigos Fernando Leite e Íria Brasiliense, curtindo a cantata de natal.

Zunidor - ROSTAN

Rostan Martins e Heraldo Almeida

 O professor Rostan Martins, que faz seu doutorado na UNICAMP, está de volta à Macapá. Esteve presente na cantata de Natal da CT. Rostan vai ser jurado do carnaval em São Paulo, após ser aprovado em concurso público para tal finalidade.

ZUNIDOR - CANTATA NATALINA


Patricia Bastos e Amadeu Cavalcante
Juliele
Oneide Bastos, Brenda Melo e Patricia Bastos
Tenor Mauro Ferreira e Pe. Aldenor
Juliele e Carlos Lobato
 Nesse período de natal a cidade se enfeitou de luzes e cores e entoou cânticos por todas as partes. Dentre todas as cantatas assisti a da Confraria Tucuju, que brindou seu público fiel na quinta-feira passada com um espetáculo muito bonito. Corais bem afinados de crianças e adultos, shows de belas vozes como as de Brenda Melo, Patrícia Bastos, Amadeu Cavalcante, tenor Mauro Ferreira e Juliele ecoaram noite adentro no Largo dos Inocentes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PROGRAMA DE LITERATURA

prog literatura prog literatua2

Com a presença de escritores, educadores, autoridades estaduais e pessoas ligadas ao segmento literário, ocorreu no auditório da Escola de Administração Pública o Seminário “Construindo o Programa de Literatura do Amapá”. O evento teve o objetivo de “dialogar e trocar experiência com o público envolvido, a fim de subsidiar a elaboração de um programa que venha fortalecer e garantir visibilidade para as ações de cultura literária desenvolvidas no Estado”.

A programação incluiu a discussão e apresentação de propostas para atender os quatro eixos norteadores do Plano Nacional do Livro e Leitura, definidos pelo Ministério da Cultura e Ministério da Educação, que são: democratização do acesso à leitura; fomento à literatura e à formação de mediadores; valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico e o desenvolvimento da economia do livro.

Na abertura foi ministrada uma palestra pela contadora de história Benita Prieto, que também dialogou com os participantes sobre assuntos levantados pelos poetas ali presentes.

Segundo consta, foi a primeira vez que o Governo Estadual fez esse tipo de seminário voltado para a questão literária, um segmento sempre desprezado pelos setores culturais.

VALEU ZUMBI

Raul tabajara – raul.silva@ibge.gov.br

Com essas duas palavras, Martinho da Vila inicia o samba da sua Vila Izabel em 1988, com o enredo Kizomba : A festa da Raça, que ganhou o carnaval carioca no centenário da abolição da escravatura. Nesses últimos dias de novembro, quando se comemora a dia da consciência negra em homenagem ao grande ZUMBI DOS PALMARES, assistimos a grande movimentação no centro de cultura negra do Amapá, onde instituições, governos e o público mais uma vez se reuniram para essa grande festa já tradicional na nossa cidade.

Hoje, verificamos que o movimento afrodescendente em Macapá, com suas diversas comunidades quilombolas, é um dos municípios brasileiros onde essa movimentação cultural da raça negra é mais intensa. Estão na mídia o ano todo de uma forma ou outra, exercendo pressão pela implementação de politicas visando a melhoria da qualidade de vida dos negros, principalmente os mais necessitados do Estado do Amapá. Isso ocorre devido alguns grupos já terem alcançado um certo grau de organização e de reconhecimento de sua identidade e ligação com a Mãe Africa.

Em decorrência dessas atuações, observamos nas ultimas pesquisas oficiais que os indicadores socioeconômicos têm melhorado com uma taxa acima da média nacional para esse grupo populacional e isso é em decorrência de politicas publicas implementadas nos últimos anos pelos Governos Federal, Estadual e Municipal. E como diz Caetano, uns mais, uns menos.

Um dos fatos mais marcantes observado nessa década, é que no ano de 2000, quase 5,0 % da população amapaense se declarou negra e agora em 2010 esse numero saltou para quase 9,0%, representando quase 90% no aumento do numero de pessoas que se declaram negra, fruto do reconhecimento de sua identidade e aumento da autoestima.

Outro indicador que no Amapá se diferencia é a renda. No Amapá a renda média das pessoas que se declararam negra foi de R$ 1.088,00 enquanto a média nacional foi de R$ 834,00. Essa renda média dos negros no Amapá é também maior que a renda dos pardos amapaense que foi de R$ 1.072.

Sabemos que a média não é um indicador ideal para verificarmos a situação de uma população por ser influenciado pelos extremos, porem, é sim algo que aponta para uma tendência.

Temos observado que algumas pessoas somam os negros e pardos como afrodescendentes. Essa visão não é válida para a Amazônia e principalmente para o Amapá, onde, algo em torno de 60 % dos pardos não são afrodescendentes e sim descendentes de índios e caboclos amazônicos. Isso justificaria o porquê a renda média dos negros está maior que a dos pardos, pois um número significativo de índios e caboclos se declararam pardos.

Isso aponta para uma necessidade de politicas voltada para os índios, caboclos e seus descendentes pardos e, também, para a promoção de uma maior organização desses setores, como fizeram os negros no Amapá. Quem observa de fora, fica a nítida impressão que é mais interessante deixar os índios selvagens e os caboclos nas palafitas.

FESTIVAL CULTURA AÇAÍ‏

A Federação das Indústrias do Estado Amapá (FIEAP) em parceria com a Associação de Beneficiadores de Açaí e Prefeitura Municipal de Santana, realizam entre os dias 17 e 18 de dezembro o projeto “Festival Cultura Açaí”, o evento será realizado, na feira dos remédios, no município de Santana.

Durante dois dias, a população contará com uma vasta programação entre elas: a escolha da rainha do açaí 2011, apresentação de dança, teatro, exposição e vendas de artesanatos feitos da matéria prima do Açaí,
realização de torneios esportivos, entre outros.

O objetivo do evento é valorizar e difundir a cultura do açaí, uma vez que o fruto é rico em proteínas, gordura vegetal, vitaminas B1, C e E, minerais, como ferro, fósforo, cálcio, potássio. Em razão dos seus nutrientes, o açaí proporciona os seguintes benefícios à saúde: combate os radicais livres, facilita o trânsito intestinal, favorece a circulação sanguínea. Segundo especialistas, os benefícios são maiores quando a fruta é consumida pura do que em forma de polpa, como a utilizada no preparo de açaí na tigela.(Fonte:COMUNICAÇÃO SISTEMA FIEAP 3084-8826).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

III COLÓQUIO INTERNACIONAL POÉTICAS DO IMAGINÁRIO

AMAZÔNIA: LITERATURA E CULTURA

Manaus-AM 16, 17 e 18 de maio de 2012

Eixos temáticos, convidados confirmados, formas de participação.

A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), através da Cátedra Amazonense de Estudos Literários (CAEL), em parceria com a Universidad de Buenos Aires (UBA), Universidade Ain Shams (Egito) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM), tem o prazer de comunicar a realização do III Colóquio Internacional Poéticas do Imaginário, cujo tema será Amazônia: literatura e cultura.

Eixos temáticos:

1. Amazônia: literatura, história, identidades.

2. Representações de culturas imigrantes.

3. Cultura, imaterialidade, oralidade.

4. Viagens das ideias: encontros e conflitos.

5. Culturas urbanas da Amazônia.

Professores/Pesquisadores convidados: Devair Fiorotti (UERR), Francisco Foot Hardman (Unicamp), Gabriel Albuquerque (UFAM), Gleidys Maia (UEA), Josebel Fares (UEPA/UNAMA), Juciane Cavalheiro (UEA), Karen Macknow Lisboa (UNIFESP), Luciana Marino (UFAC), Luis Heleno Montoril Del Castilho (UFPA), Luíza Garnelo (FioCruz), Maged El Gebaly (Universidade Ain Shams), Mauricio Matos (UEA), Michele Brasil (UFRJ/UFAM), Nicia Zucolo (UFAM), Otávio Rios (UEA), Roberto Ferro (UBA), Willi Bole (USP), Yurgel Pantoja (UNIFAP).

Escritores convidados: Astrid Cabral, Vicente Franz Cecim.

Formas de participação:

1. Conferência e palestra (para convidados);

2. Com apresentação de trabalho:

2.1 comunicação oral em sessão coordenada proposta com até 3 trabalhos (professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação);

2.2 comunicação oral individual (professores, pesquisadores, graduados, estudantes de graduação e de pós);

2.3 apresentação de banner (graduados e estudantes de graduação).

3. Como ouvinte.

Obs.:

1. Os textos completos provenientes das comunicações orais serão publicados em CD-ROM, como publicação indexada.

2. Os resumos dos trabalhos serão publicados em caderno impresso e indexado

3. A inscrição, em qualquer modalidade, dá direito a assistir a um minicurso de 4 horas, a ser indicado pelo participante no preenchimento da ficha de inscrição.

4. Há reserva de 10% das vagas de ouvinte para professores das redes pública municipal de Manaus e estadual do Amazonas.

Submissão de resumos

1. Formatação:

-Fonte Times New Roman, 11;

         -Espaço entre linhas: simples;

         -Número de palavras: entre 100 e 200;

         -Indicar, na primeira linha à direita, a que eixo temático a proposta se vincula. 

         -Segunda linha: título centralizado, em maiúsculas.

         -Terceira linha: nome do autor, com as iniciais em maiúscula, alinhado à direita, seguido da sigla de sua instituição entre   parênteses.  

-Intervalo de uma linha;

         -A partir da quinta linha: texto do resumo;

         -Duas linhas após o resumo, as palavras-chave (até 5);

         -Propostas em espanhol também serão consideradas.

No caso das sessões coordenadas, o coordenador enviará, em anexo, junto com sua ficha de inscrição, o resumo da sessão (100 a 200 palavras), contendo o título desta, os títulos das comunicações que a compõem e os nomes de seus respectivos expositores.

2. Endereço para envio do resumo: cael.uea@gmail.com , com cópia para allisonleao@yahoo.com.br. Assunto: “resumo”.

3. Observação importante: o proponente deve aguardar que a comissão organizadora comunique o resultado da avaliação de sua proposta para efetivar o pagamento de inscrição na categoria pretendida. Em caso de parecer negativo da comissão organizadora a uma proposta cujo pagamento de inscrição o proponente tenha efetuado antes de ter sido comunicado sobre o resultado, a organização se reserva o direito de não devolver valores, bem como de automaticamente inscrever o proponente como ouvinte, comunicando-o quanto a isso.

Últimas observações:

A ficha de inscrição estará disponível a partir do dia 05 de janeiro, nos

seguintes endereços:

http://www.pos.uea.edu.br/catedra/ 

http://poeticasdoimaginario.blogspot.com/

Seminário

Classe Literária está convidada para participar de seminário sobre a construção do Programa de Literatura do Amapá

proler O Governo do Amapá, por meio da Escola de Administração Pública (EAP), realiza nesta sexta-feira, 16, em horário integral no auditório da Escola, o seminário "Construindo o Programa de Literatura do Amapá". O encontro com representantes da classe literária tem como objetivo criar uma unidade que integre as ações literárias do Estado.
Atualmente, o Estado não possui um centro de registro cultural nesse contexto, com diálogo e troca de experiência, os participantes irão construir propostas para fortalecer o Programa. As propostas serão desenvolvidas pelos grupos de trabalho, com base nos quatro eixos do Plano Nacional do Livro e Literatura (PNLL), conforme diretriz do Ministério da Cultura e Ministério da Educação.
A literatura desenvolvida no Estado acontece de forma pulverizada, cada artista trabalha suas obras de forma isolada. A diretora da EAP, Izabel Cambraia, destaca que a iniciativa do governo do Estado surge da necessidade de integrar e dar visibilidade às ações literárias: "O Amapá não faz parte do calendário nacional dos grandes eventos literários e nossos artistas merecem ser conhecidos e reconhecidos".
Eixos de ação
No período da tarde, os grupos de trabalho terão a missão de apresentar propostas para os quatro eixos do PNLL: Democratização ao acesso; Fomento à leitura e à formação de mediadores; Valorização institucional da leitura e Desenvolvimento da economia do livro.

Programação:

Manhã: 8h às 12h

Mesa de Abertura

Apresentação Artística

Palestra Magna: Benita Prieto (Contadora de História - Fundação da Biblioteca Nacional)

Tarde: 14h às 18h

Grupos de Trabalho: Apresentação de proposta para eixos:

GT1 - Democratizando o acesso;

GT2 - Fomento à Leitura e à Formação de mediadores;

GT3 - Valorização institucional da leitura e incremento de seu valor simbólico;

GT4 - Desenvolvimento da economia do livro


Assesossoria de Imprensa /EAP
Crisler Samara

91188839 / 3312 1950

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Zunidor - Ana Martel no Rod’s

A cantora Ana Martel é a atração da noite da sexta-feira (09/12) na Tenda Cultural do Rod’s Bar, na orla do Araxá.
O espaço, que se revelou neste ano de 2011 uma vitrine privilegiada para a apresentação de músicos do Amapá, inicia o último mês do ano com o show de Ana Martel. Este show é um balanço do trabalho realizado pela artista em 2011, e apresenta um mix de bossa nova, samba em suas mais variadas vertentes, MPB, além do repertório do CD “Sou Ana”.
Ana Martel que se prepara para produção de seu segundo CD, tem uma carreira artística sólida e, em 2009 lançou seu primeiro disco, o CD, “Sou Ana”, com composições de sua autoria, Paulinho Moura, Marcelo Siroteau, Biratan Porto, Sérgio Souto, Enrico Di Miceli, Joãozinho Gomes, Val Milhomem, Zé Miguel, e outros.
Músicos de alto nível acompanham a artista:Iian Moreira (Contrabaixo), Fabinho (guitarra), Valério de Lucca (bateria e percussão) e Jeffrey Redig (teclados).

Serviço:
Show Musical Ana Martel
Local: Rod’s Bar
Endereço: Orla do Araxá
Data: 09/12/2011
Hora: 23:00h / Couvert: 4,00

INDERÊ! Volto zunindo na semana que vem.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Zunidor - LEONAI

leonai garcia O Amapá perdeu um grande médico, jornalista e escritor. Leonai Garcia nos deixou no dia 05.12.11 em Belém. A coluna expressa aos seus familiares um grande pesar.

Zunidor – Obras na Unifap

TAVARES_UNIFAP O Câmpus Marco Zero está com obras físicas por todos os lados. O Reitor Tavares passa sorridente.

ZUNIDOR - INTERVENÇÃO

unifap_rest Bacana os desenhos grafitados que os estudantes de artes visuais fizeram no paredão do Restaurante Universitário do campus Marco Zero. É um grande painel colorido que será inaugurado nesta quarta-feira, dia 07. Também é parte de um projeto ambicioso que os alunos querem levar para as escolas públicas.

Zunidor – Walfredo e Telma Costa

walfredo_telma O baterista dos Cometas não perde um evento musical a da CT. Na foto com a presidente Telma Costa.

Zunidor - NOVOS LIVROS

O Conselho Editorial da Editora Universitária reuniu-se para ultimar o processo de edição dos quinze livros que serão publicados no decorrer do ano de 2012, conforme a inscrição no Programa de Edição de Livros de Autores da UNIFAP, feito através de edital.

Zunidor - BANHA

banha_cristina Recuperadíssimo de um problema de saúde que assustou os amigos, Luís banha e a esposa Cristina foram ver o show do Osmar Júnior e Senzalas no último sarau do ano da Confraria Tucuju.

Zunidor - AMIGOS

marilene_romero Marilene Dias e Romero em encontro no Largo dos Inocentes.

Zunidor - BOLACHINHA

bolachinha Bolachinha e os Vitrollas se apresentaram na última sexta-feira no Bar do Abreu com muito sucesso. Toda a galera foi lá para ver o talento dos meninos. Dulce Rosa, Fátima Guedes, Chico e Zezinho foram prestigiar o cantor.

03122011427

ZUNIDOR - PELAES

luis tadeu O Tadeu só anda em devaneio, sem perceber o equilíbrio de uma cor.

ZUNIDOR - SOCIÓLOGOS

CLAUDIA CHELALA ra luiz alberto guedes

   O Sindicato dos Sociólogos do Estado do Amapá realiza o III Fórum de Debates, com o tema “Desenvolvimento Socioambiental e Políticas Públicas no Estado do Amapá”, em comemoração aos dois anos de fundação do SINDSEAP e ao Dia do Sociólogo. O evento começa às 18h00 e vai até às 22h00 com lançamento de livro. Os palestrantes são: Profª Drª Cláudia Chelala, da UNIFAP; prof. Dr. Adalberto Ribeiro, coordenador do mestrado em Direito Ambiental e Políticas Públicas da UNIFAP e o sociólogo e professor Luiz Alberto Guedes, mestrando em Gestão Pública e Privada pela Lusófona-Portugal.

ZUNIDOR - SINFONIA

images (6) A orquestra dos meninos do IMMES se apresenta no domingo, dia 11, no Centro de Convenções João Batista Picanço, a partir das 20h00, com entrada franca. Quem convida é o regente Elias Sampaio.

RALFE BRAGA, ARTISTA AMAPAENSE, ABRE EXPOSIÇÃO EM BRASÍLIA

images (5) A geometria do sentimento.

Natural de Macapá-AP, formado em Educação Artística pela Faculdade de Artes de Brasília, Ralfe Braga é artista plástico, ilustrador, designer gráfico e diretor de arte há mais de 30 anos. Possui um invejável
currículo na publicidade, no design e nas artes plásticas. Mas, como disse o escritor Jorge Luis Borges: “... não falemos de fatos. Os fatos já não têm importância para ninguém. São meros pontos de partida para o pensamento e a invenção”. Eis o que interessa na obra desse grande artista que é, sem
dúvida, um expoente da arte contemporânea brasileira: o pensamento e a
invenção.

Ralfe Braga, como convém aos verdadeiros criadores, reinventa o universo, apropriando-se da realidade para criar um discurso próprio, original e único, com cores e formas diante das quais só nos resta o espanto, ou, quase sempre, o deslumbramento. De fato, estamos diante de uma obra que reúne raro apuro técnico, lucidez e sensibilidade à flor da pele.

De 8/12/2011 a 30/12/2011, Espaço Cultural Banco BVA,
Galeria Fundação Universa - SGAN 609, L2 Norte - Brasília/DF

Ferreira Gullar é o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011

images (4) Alteração no regulamento evitou repetição da polêmica da edição de 2010

SÃO PAULO - O poeta Ferreira Gullar, de 81 anos, foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011 na categoria ficção com o livro Em Alguma Parte Alguma, lançado pela editora José Olympio, do grupo Record, em 2010. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira, 30, na Sala São Paulo. Laurentino Gomes, autor de 1922, faturou o prêmio de não-ficção por 1922. Ambos vão levar para casa R$ 30 mil.

Ferreira disse que o premio não é um incentivo para continuar a profissão: "O sentido da vida é outro. Quando a gente recebe um premio é, na verdade, o outro quem está dizendo que vale a pena continuar", revelou.

O poeta teve como concorrentes Desgracida, de Dalton Trevisan (contos e crônicas), Ribamar, de José Castello (romance), Obax, de André Neves (infantil), e Antes de Virar Gigante e Outras Histórias, de Marina Colasanti (juvenil).

Polêmica. Considerado o premio literário mais importante do Brasil, o Jabuti alterou seu regulamento depois das polêmicas envolvendo o escritor e compositor Chico Buarque no ano passado. Segundo colocado na categoria "romance", o autor de Leite Derramado (Companhia das Letras) venceu o prêmio de livro do ano. Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), de Edney Silvestre, obteve a primeira colocação entre os romances, mas perdeu o troféu principal.

Sendo assim, somente os primeiros lugares agora concorrem aos grandes prêmios de ficção e de não-ficção.

Fonte: www.estadao.com

MOSTRA DE DANÇA

SESI promove XV edição da mostra de dança com o espetáculo “Castelo Encantado” e com a presença do casal de bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Priscilla Mota e Cíncero Gomes.

O Serviço Social da Indústria (SESI) entidade vinculada a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP) realizam neste sábado, 10 de dezembro de 2011, ás 20h, no Teatro das Bacabeiras, a XV edição da

Mostra de Dança do SESI, com o espetáculo “Castelo Encantado” e a presença ilustre do casal de bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Rachel Ribeiro e Ronaldo Martins.

O objetivo é apresentar através de espetáculo todo o processo evolutivo adquirido pelas alunas de balett do SESI ao longo do ano de 2011, que poderá ser apreciado pelo público presente.

Neste ano o SESI comemora duas datas importantes nesse segmento, os 18 anos de atividades da Escola de Ballet SESI Amapá e 15 edições de Mostras de Dança, um momento impar que merece ser comemorado e difundido perante a sociedade amapaense, comprovação de um trabalho realizado com competência, dicação, compromisso e amor a arte da dança no Estado do Amapá.

A XV edição da mostra de dança do SESI que tem como tema “Castelo Encantado”, contará a história de um belo reino muito conhecido pelo seu lindo castelo, o Reino de Arda, diz a lenda, que o local onde fora erguido o Reino de Arda era encantado, pois no passado naquele lugar, desapareceram dezenas de jovens que por ali passavam. Estas moças ficaram conhecidas como encantadas.

A escola de balett do SESI foi criada em 1993 e desenvolve um trabalho dedicado à arte da dança no estado do Amapá. O evento contará com a participação de 150 alunas, Baby – class, iniciantes e iniciados, que irão demonstrar por meio da dança a bela história do “Castelo Encantado”.

Os ingressos estão sendo vendidos na tesouraria do SESI ao preço de R$ 30,00 inteira e 15,00 a meia, que fica localizado no Centro de Atividades Homero Charles Platon, na Rua Leopoldo Machado, N° 2947. Bairro: Trem

COMUNICAÇÃO SISTEMA FIEAP

FONE: 3084-8826

UMA NOVA CRÔNICA DE RUBEN BEMERGUY

Ruben_ Fazia um tempão que o Ruben não mandava um texto para o Canto da Amazônia. Bisexto assumido, o escritor traz mais uma produção eivada de metáforas e molhada de poesia, um jeito de escever que assinala sua obra e lhe dá um estilo próprio. Ensimesmado, sabe como um mestre retirar do fundo do fundo o sentido da palavra que alude e a torna tácita pelo trato poético (F.C.).

MEDOS

Ruben Bemerguy (*)

Minha história tem muitas gravuras. Algumas verídicas. Outras, nitidamente imaginárias. É inútil ensaiar separá-las. Elas se equivalem a toda hora. Elas também se amiúdam aos gritos e em silêncio. Eu as ouço e daí tudo se passa dentro de mim. Tenho medo de minhas gravuras. Tamanho é meu medo que, se bem sei, é ele a ilustração mais presente em minha vida.

Mesmo de coisas simples, tenho medo. Medo de poesia, eu tenho. Por isso, pouco a visito. Se me arrisco percorrer seus monumentos, a lua logo influencia meus movimentos e aí torno público o que trago de mais oculto. Sofro com isso. Sempre desejei alguns instantes de paz com a poesia. Poderia ela, não fosse meu medo, ter-me no colo. A pé, passear vagarosamente comigo. Soletrar-me. Despir-me e depois me deitar em seu casulo. Beijar meus olhos. Ah! Poesia, minha feiticeira. Só isso já me bastaria.

Também tenho medo dos que voam. Não pela preamar dos voos. Tenho medo do pouso. É um risco, por exemplo, pousar em um coração. Se ele é moço e se ainda não crê nos loucos, pobre pouso. Se já maduro, e se se crê exausto e em desuso, pobre pouso. Tenho muitos hábitos de defesa ao menor sinal de um pouso. Pernoito muito por isso desviando-me dos pousos. Não fosse esse medo, faria de mim um pássaro. Não para voar, mas só para pousar. Pousaria preguiçoso no corpo dele. Destruiria todos os muros. Juntos, içaríamos um ao outro. Indo e vindo. Não fosse meu medo, só isso me bastaria.

Tenho tantos e diferente s medos e, ainda assim, desguarneço-me. Contra essa desatenção ensaio todos os meus ódios. Há muito, pus meu exército de prontidão e às suas baionetas e foices descrevo minuciosamente cada poesia, cada possibilidade de pouso. Armo cadafalsos nos lugares mais altos. Secretamente, destruo cidades e dos escombros escuros que sobram desenho nomes. Sobre eles deito para me certificar que premeditadamente os aniquilei. Vou adiante. Alvejo a lua das sextas-feiras. Firo e confiro cada gota de lua derramando. Descanso ao perceber que não existem mais noites de sexta-feira. Também incursiono sobre os sábados e domingos. Inverto suas existências. Sábado é segunda-feira e domingo é terça-feira. Isso, só para proibir e escravizar. Faço tudo sem qualquer piedade. Ao fim, atiro o corpo dele a última estrela do universo. Cansado, volto. Rio do meu exército. Rio da lua gotejando e dos dias da semana que castrei para me proteger dos medos. Sozinho, choro. Choro muito de mim.

(*) Ruben também é advogado

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Zunidor - Cabuçu perdido

Nilson Borges

Olha um cabuçu perdido em Fortaleza.

Inderê! Volto zunindo qualquer dia desses. 

Zunidor - Cadê o pargo?

Comi um pargo em Fortaleza. Esse peixe é pescado aqui no litoral amapaense, mas ninguém vê a cara dele por aqui. Só de Belém para lá, abaixo da linha do equador. Olha aí um vendedor de pargo no Ceará.

Zunidor - Voto de Louvor

Vereador Marcelo Dias




Quero externar nossos agradecimentos ao vereador Marcelo Dias que entregou ao Grupo Pilão um diploma com o “Voto de Louvor”, em Sessão Solene na Câmara Municipal, no dia do Músico. Muitos artistas foram homenageados e alguns até cantaram. Valeu, Marcelo.

Zunidor - Carnaval

A cidade do samba parece que sai este ano, antes do carnaval. Os trabalhos estão de vento em popa. Tá ficando bacana.

Zunidor - É Natal!

Reitoria da UNIFAP
Teatro das Bacabeiras
Reitoria da UNIFAP já está iluminada para o Natal, assim como o Teatro Bacabeiras, no centro da cidade.

Zunidor - Mauro Guilherme

Escritor e compositor Mauro Guilherme


Está previsto para depois do carnaval o lançamento do livro do escritor Mauro Guilherme “Histórias de Desamor”, com cem contos curtos. Vale a pena ler.

Zunidor -Encontro Literário

Colégios Estaduais de Macapá começam a prestigiar a literatura local com palestras e debates sobre o assunto, junto com escritores, professores e alunos. Participei de dois encontros: o do Colégio Gabriel de Almeida café e do Lucimar Amoras Del Castillo.

Zunidor – Encontro dos Tambores (8)

Fátima Guedes em pose para a coluna no Encontro dos Tambores. 

Zunidor – Encontro dos Tambores (7)

Olhaí a dona Ondina e sua cunhada Dona Chiquinha do Bolão, dandodo uma trégua no Encontro dos Tambores. Elas que lutaram bravamente para que fosse construído o Centro de Cultura Negra, em 1997/8.
Lucinha Alcantara e neta no Encontro dos Tambores.


Zunidor – Encontro dos Tambores (6)

comunidade do mata fomeGostei muito da apresentação da comunidade de Mata Fome. Meninas afinadas que só.

Zunidor – Encontro dos Tambores (5)

manduca_fernandoOutro que apareceu foi o Manduca, ex-representante da Prefeitura de Macapá na região da Pedreira. Disse que coordenava 09 (nove) comunidades que se apresentaram dançando. Eita, Manduca velho!