quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ZUNIDOR - SINFONIA

images (6) A orquestra dos meninos do IMMES se apresenta no domingo, dia 11, no Centro de Convenções João Batista Picanço, a partir das 20h00, com entrada franca. Quem convida é o regente Elias Sampaio.

RALFE BRAGA, ARTISTA AMAPAENSE, ABRE EXPOSIÇÃO EM BRASÍLIA

images (5) A geometria do sentimento.

Natural de Macapá-AP, formado em Educação Artística pela Faculdade de Artes de Brasília, Ralfe Braga é artista plástico, ilustrador, designer gráfico e diretor de arte há mais de 30 anos. Possui um invejável
currículo na publicidade, no design e nas artes plásticas. Mas, como disse o escritor Jorge Luis Borges: “... não falemos de fatos. Os fatos já não têm importância para ninguém. São meros pontos de partida para o pensamento e a invenção”. Eis o que interessa na obra desse grande artista que é, sem
dúvida, um expoente da arte contemporânea brasileira: o pensamento e a
invenção.

Ralfe Braga, como convém aos verdadeiros criadores, reinventa o universo, apropriando-se da realidade para criar um discurso próprio, original e único, com cores e formas diante das quais só nos resta o espanto, ou, quase sempre, o deslumbramento. De fato, estamos diante de uma obra que reúne raro apuro técnico, lucidez e sensibilidade à flor da pele.

De 8/12/2011 a 30/12/2011, Espaço Cultural Banco BVA,
Galeria Fundação Universa - SGAN 609, L2 Norte - Brasília/DF

Ferreira Gullar é o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011

images (4) Alteração no regulamento evitou repetição da polêmica da edição de 2010

SÃO PAULO - O poeta Ferreira Gullar, de 81 anos, foi o grande vencedor do Prêmio Jabuti 2011 na categoria ficção com o livro Em Alguma Parte Alguma, lançado pela editora José Olympio, do grupo Record, em 2010. O anúncio foi feito na noite desta quarta-feira, 30, na Sala São Paulo. Laurentino Gomes, autor de 1922, faturou o prêmio de não-ficção por 1922. Ambos vão levar para casa R$ 30 mil.

Ferreira disse que o premio não é um incentivo para continuar a profissão: "O sentido da vida é outro. Quando a gente recebe um premio é, na verdade, o outro quem está dizendo que vale a pena continuar", revelou.

O poeta teve como concorrentes Desgracida, de Dalton Trevisan (contos e crônicas), Ribamar, de José Castello (romance), Obax, de André Neves (infantil), e Antes de Virar Gigante e Outras Histórias, de Marina Colasanti (juvenil).

Polêmica. Considerado o premio literário mais importante do Brasil, o Jabuti alterou seu regulamento depois das polêmicas envolvendo o escritor e compositor Chico Buarque no ano passado. Segundo colocado na categoria "romance", o autor de Leite Derramado (Companhia das Letras) venceu o prêmio de livro do ano. Se Eu Fechar os Olhos Agora (Record), de Edney Silvestre, obteve a primeira colocação entre os romances, mas perdeu o troféu principal.

Sendo assim, somente os primeiros lugares agora concorrem aos grandes prêmios de ficção e de não-ficção.

Fonte: www.estadao.com

MOSTRA DE DANÇA

SESI promove XV edição da mostra de dança com o espetáculo “Castelo Encantado” e com a presença do casal de bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Priscilla Mota e Cíncero Gomes.

O Serviço Social da Indústria (SESI) entidade vinculada a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP) realizam neste sábado, 10 de dezembro de 2011, ás 20h, no Teatro das Bacabeiras, a XV edição da

Mostra de Dança do SESI, com o espetáculo “Castelo Encantado” e a presença ilustre do casal de bailarinos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Rachel Ribeiro e Ronaldo Martins.

O objetivo é apresentar através de espetáculo todo o processo evolutivo adquirido pelas alunas de balett do SESI ao longo do ano de 2011, que poderá ser apreciado pelo público presente.

Neste ano o SESI comemora duas datas importantes nesse segmento, os 18 anos de atividades da Escola de Ballet SESI Amapá e 15 edições de Mostras de Dança, um momento impar que merece ser comemorado e difundido perante a sociedade amapaense, comprovação de um trabalho realizado com competência, dicação, compromisso e amor a arte da dança no Estado do Amapá.

A XV edição da mostra de dança do SESI que tem como tema “Castelo Encantado”, contará a história de um belo reino muito conhecido pelo seu lindo castelo, o Reino de Arda, diz a lenda, que o local onde fora erguido o Reino de Arda era encantado, pois no passado naquele lugar, desapareceram dezenas de jovens que por ali passavam. Estas moças ficaram conhecidas como encantadas.

A escola de balett do SESI foi criada em 1993 e desenvolve um trabalho dedicado à arte da dança no estado do Amapá. O evento contará com a participação de 150 alunas, Baby – class, iniciantes e iniciados, que irão demonstrar por meio da dança a bela história do “Castelo Encantado”.

Os ingressos estão sendo vendidos na tesouraria do SESI ao preço de R$ 30,00 inteira e 15,00 a meia, que fica localizado no Centro de Atividades Homero Charles Platon, na Rua Leopoldo Machado, N° 2947. Bairro: Trem

COMUNICAÇÃO SISTEMA FIEAP

FONE: 3084-8826

UMA NOVA CRÔNICA DE RUBEN BEMERGUY

Ruben_ Fazia um tempão que o Ruben não mandava um texto para o Canto da Amazônia. Bisexto assumido, o escritor traz mais uma produção eivada de metáforas e molhada de poesia, um jeito de escever que assinala sua obra e lhe dá um estilo próprio. Ensimesmado, sabe como um mestre retirar do fundo do fundo o sentido da palavra que alude e a torna tácita pelo trato poético (F.C.).

MEDOS

Ruben Bemerguy (*)

Minha história tem muitas gravuras. Algumas verídicas. Outras, nitidamente imaginárias. É inútil ensaiar separá-las. Elas se equivalem a toda hora. Elas também se amiúdam aos gritos e em silêncio. Eu as ouço e daí tudo se passa dentro de mim. Tenho medo de minhas gravuras. Tamanho é meu medo que, se bem sei, é ele a ilustração mais presente em minha vida.

Mesmo de coisas simples, tenho medo. Medo de poesia, eu tenho. Por isso, pouco a visito. Se me arrisco percorrer seus monumentos, a lua logo influencia meus movimentos e aí torno público o que trago de mais oculto. Sofro com isso. Sempre desejei alguns instantes de paz com a poesia. Poderia ela, não fosse meu medo, ter-me no colo. A pé, passear vagarosamente comigo. Soletrar-me. Despir-me e depois me deitar em seu casulo. Beijar meus olhos. Ah! Poesia, minha feiticeira. Só isso já me bastaria.

Também tenho medo dos que voam. Não pela preamar dos voos. Tenho medo do pouso. É um risco, por exemplo, pousar em um coração. Se ele é moço e se ainda não crê nos loucos, pobre pouso. Se já maduro, e se se crê exausto e em desuso, pobre pouso. Tenho muitos hábitos de defesa ao menor sinal de um pouso. Pernoito muito por isso desviando-me dos pousos. Não fosse esse medo, faria de mim um pássaro. Não para voar, mas só para pousar. Pousaria preguiçoso no corpo dele. Destruiria todos os muros. Juntos, içaríamos um ao outro. Indo e vindo. Não fosse meu medo, só isso me bastaria.

Tenho tantos e diferente s medos e, ainda assim, desguarneço-me. Contra essa desatenção ensaio todos os meus ódios. Há muito, pus meu exército de prontidão e às suas baionetas e foices descrevo minuciosamente cada poesia, cada possibilidade de pouso. Armo cadafalsos nos lugares mais altos. Secretamente, destruo cidades e dos escombros escuros que sobram desenho nomes. Sobre eles deito para me certificar que premeditadamente os aniquilei. Vou adiante. Alvejo a lua das sextas-feiras. Firo e confiro cada gota de lua derramando. Descanso ao perceber que não existem mais noites de sexta-feira. Também incursiono sobre os sábados e domingos. Inverto suas existências. Sábado é segunda-feira e domingo é terça-feira. Isso, só para proibir e escravizar. Faço tudo sem qualquer piedade. Ao fim, atiro o corpo dele a última estrela do universo. Cansado, volto. Rio do meu exército. Rio da lua gotejando e dos dias da semana que castrei para me proteger dos medos. Sozinho, choro. Choro muito de mim.

(*) Ruben também é advogado

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Zunidor - Cabuçu perdido

Nilson Borges

Olha um cabuçu perdido em Fortaleza.

Inderê! Volto zunindo qualquer dia desses. 

Zunidor - Cadê o pargo?

Comi um pargo em Fortaleza. Esse peixe é pescado aqui no litoral amapaense, mas ninguém vê a cara dele por aqui. Só de Belém para lá, abaixo da linha do equador. Olha aí um vendedor de pargo no Ceará.

Zunidor - Voto de Louvor

Vereador Marcelo Dias




Quero externar nossos agradecimentos ao vereador Marcelo Dias que entregou ao Grupo Pilão um diploma com o “Voto de Louvor”, em Sessão Solene na Câmara Municipal, no dia do Músico. Muitos artistas foram homenageados e alguns até cantaram. Valeu, Marcelo.

Zunidor - Carnaval

A cidade do samba parece que sai este ano, antes do carnaval. Os trabalhos estão de vento em popa. Tá ficando bacana.

Zunidor - É Natal!

Reitoria da UNIFAP
Teatro das Bacabeiras
Reitoria da UNIFAP já está iluminada para o Natal, assim como o Teatro Bacabeiras, no centro da cidade.

Zunidor - Mauro Guilherme

Escritor e compositor Mauro Guilherme


Está previsto para depois do carnaval o lançamento do livro do escritor Mauro Guilherme “Histórias de Desamor”, com cem contos curtos. Vale a pena ler.

Zunidor -Encontro Literário

Colégios Estaduais de Macapá começam a prestigiar a literatura local com palestras e debates sobre o assunto, junto com escritores, professores e alunos. Participei de dois encontros: o do Colégio Gabriel de Almeida café e do Lucimar Amoras Del Castillo.

Zunidor – Encontro dos Tambores (8)

Fátima Guedes em pose para a coluna no Encontro dos Tambores. 

Zunidor – Encontro dos Tambores (7)

Olhaí a dona Ondina e sua cunhada Dona Chiquinha do Bolão, dandodo uma trégua no Encontro dos Tambores. Elas que lutaram bravamente para que fosse construído o Centro de Cultura Negra, em 1997/8.
Lucinha Alcantara e neta no Encontro dos Tambores.


Zunidor – Encontro dos Tambores (6)

comunidade do mata fomeGostei muito da apresentação da comunidade de Mata Fome. Meninas afinadas que só.

Zunidor – Encontro dos Tambores (5)

manduca_fernandoOutro que apareceu foi o Manduca, ex-representante da Prefeitura de Macapá na região da Pedreira. Disse que coordenava 09 (nove) comunidades que se apresentaram dançando. Eita, Manduca velho!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Zunidor – Encontro dos Tambores (4)

otacilio_fernandoQuem é vivo sempre aparece: na foto, Otacílio do Carmo e eu. O (agora) velho inspetor do IETA e do Barão do Rio Branco, que corria atrás do moleques gazeteiros de aula, mora em Campina Grande, no KM 21 da BR-156.

Zunidor – Encontro dos Tambores (3)

daniela ramosDaniela Ramos apresentou-se com o grupo de marabaixo do bairro do Laguinho, da casa da tia Biló.

Zunidor – Encontro dos Tambores (2)

fernando_claudionorO delegado Claudionor não perdeu uma noite do Encontro dos Tambores.

Zunidor – Encontro dos Tambores (1)

Mais de 30 shows ocorreram por conta do povo dos quilombos que vieram do interior mostrar suas artes, principalmente o marabaixo e o batuque.

Obteve grande sucesso a apresentação do Grupo Pilão, que apesar de ser do Laguinho e divulgar por 36 anos o folclore amapaense, realizando um verdadeiro mapeamento cultural do Estado, nunca havia sido convidado para tocar nesse evento.

O Pilão abriu o concurso da “Negra mais Bela” e tocou para milhares de pessoas que prestigiaram o evento.

Zunidor – Encontro dos Tambores

27112011364As apresentações das comunidades quilombolas no Centro de Cultura Negra marcaram a “Semana de Consciência Negra” e o “Encontro dos Tambores”, promovidos pelo Governo do Estado.

Zunidor – Obdias Araujo

obidias araujoCoraçãozense de coração, o poeta Obdias Araújo ainda vai se refugiar na vila do Porto do Céu, às margens do rio Matapi, quando tem tempo.

ZUNIDOR – Assembleia Legislativa

musicos_assembleiaA Assembleia já entendeu que deve promover a cultura local e integrar os produtores culturais à política. Tudo começou depois do sucesso do festival de música promovido por ela. Parabéns.

ZUNIDOR

lançamento livro cesar bernardoMuita gente compareceu no vernissage do artista plástico Herivelto Maciel e no lançamento do livro “Mestre Açaizeiro”, do escritor César Bernardo, ocorrido na segunda-feira, no hall da Assembléia Legislativa do Estado.

zeider_consola_munhozEntre os convidados estavam o professor Munhoz, Consolação, é claro! Bonfim Salgado, Zeider Valente, o escritor e cantor Mauro Guilherme, Tadeu Pelaes, Manoel Bispo, Nivito Guedes.

BANDA AFRO-BRASIL LANÇA DVD EM SHOW DE MARABAIXO E BATUQUE ESTILIZADOS

CANTORES DA AFRO-BRASIL (1)O contagiante som dos tambores aliado às cordas e outros instrumentos musicais da Banda Afro-Brasil sugerem o tempo de festejar Zumbi dos Palmares. Ela vem do Quilombo do Curiaú trazendo o ritmo que marca nossos mais tradicionais festejos, batuque e marabaixo, no lançamento do DVD “Uma Canção Para o Amapá”. Adelson Preto é o mentor da ousada proposta de trazer para estas festas pessoas de qualquer idade, principalmente jovens, para conhecer o que tem de mais forte na cultura amapaense. Nascido e criado entre o bairro Laguinho e o Curiaú, como a maioria dos 15 integrantes da banda, Adelson mostra no show a parte lúdica da história do negro no Amapá.

As músicas misturam os tradicionais “ladrões”, som do marabaixo, e o “bandaio”, do batuque, com seus tambores e caixas, à instrumentos pouco usados entre os antigos tocadores, mas necessários para o propósito de inovar para atrair público. As composições não fogem das raízes, são referências ao dia-a-dia do negro amapaense, com suas lidas, amores e fé. Criado por Adelson, mas com a interferência direta de quem vive a realidade do Laguinho e Curiaú, o repertório tem poesia e melodia que influenciam e chamam para a dança transformando o show em uma festa onde ninguém fica parado.

DE ONDE VENS, RAPAZ? - O berço onde, literalmente, tudo começou não poderia ser outro. Foi no Quilombo do Curiaú, no grande terreiro onde mora a Tia Chiquinha e sua imensa família formada por filhos, noras, genros, sobrinhos, netos, bisnetos e agregados, que nasceu a ideia de transformar em atração o que nada mais era que o cotidiano da maioria dos que vivem no quilombo do Curiaú. O batuque e o marabaixo, a confecção de caixas, pandeiros, tambores, de saias e lenços floridos, calças brancas e adornos para a cabeça e pescoço, tudo o que já era motivo de festa, foi usado para manter a tradição, atrair curiosos e um modo de ganhar a vida fazendo o que se gosta.

“Nossa vida sempre foi essa, pobre de dinheiro, mas cheia de música, liberdade e talento que veio no sangue, sempre abrimos nossa casa para receber devotos de nossos santos, amigos e pessoas interessadas em conhecer nossa cultura, de turistas a estudantes. Nosso dia é sempre assim, de muito trabalho com os animais que criamos, com a música, com nossas festas e produção de instrumentos. Então resolvi criar uma alternativa para manter viva a nossa tradição e garantir o sustento de nossa família, a aceitação foi sucesso e agora lançamos nosso primeiro registro”, disse Adelson Preto.

PRA ONDE TU VAIS? - Antes o grupo servia de base para outras bandas que buscavam a excelência em percussão, mas foi ganhando vida própria Em 2004, no Dia de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro, foi lançada oficialmente a banda Afro-Brasil durante o Encontro dos Tambores. Ainda hoje eles são a base da Missa dos Quilombos e convidados para muitos shows que reforçam nossa cultura. O DVD foi resultado da gravação do I Festival de Ladrão de Marabaixo, realizado pela Confraria Tucuju em abril deste ano e mostra a apresentação da Banda que traz e essência de nossas raízes para o palco no mês da Consciência Negra e quando completam sete anos de contribuição para que a cultura do Amapá não seja somente contada, e sim vivida. (Fonte: Mariléia Maciel)

Foto: www.jeitotucuju.blogspot.com

O VOO DA LUZ

RAY CUNHA (*)

Talvez o maior objetivo da moda da roupa seja o da sensualidade, tanto na confecção de tecidos quanto na indumentária. Uma mulher vestida de modo a realçar a beleza física terá sempre os homens dominados pela loucura, pois nós jogamos fora todo o nosso verniz, toda a nossa racionalidade, toda a nossa liberdade, para nos aprisionarmos à passagem de uma potra vestida em seda; relinchamos, esmagados pelo perfume das virgens ruivas, fugaz como o gemer do acme.

A visão de nádegas se movendo sob seda, de blusas que mal encobrem mamilos grandes como jambo, de barriguinhas que surgem e desaparecem como fontes aos olhos sedentos e ao desmaio, são pedras preciosas que cravejam as ruas das grandes cidades e, assim, de Brasília também. Barriguinhas, sejam tipo tábua, ou renascentistas, levam, sempre, às avenidas da imaginação.

É da natureza feminina a ambiguidade. Elas querem, mas juram que não. Nem Freud explica. E a barriguinha é uma prova cabal disso. Elas puxam a blusinha para encobrir a barriga, ou as calças para tornarem o mistério de suas virilhas ainda mais agudo, e, no entanto, sabem que tudo isso é inútil, e que nossos corações disparam e, assim, nos matam, embora permaneçamos vivos.

A elas, só a beleza importa. São como as rosas que vicejam no jardim de casa. Minhas rosas são delicadas, perfumadas, lindas como mulher nua, e evanescentes, e me ignoram. Só querem saber de luz, que, afinal, as tornam ainda mais esplendorosas. Resigno-me, pois me basta que nasçam no jardim de casa. Sua presença é, simplesmente, o triunfo.

Quando as mulheres puxam, inutilmente, a blusinha para encobrir a barriga, elas nos insinuam um abismo de rosas, choramos em silêncio, e fechamos os olhos para não morrermos no voo da luz.

(*) Ray Cunha é escritor e jornalista sediado em Brasília - DF

UNIFAP INICIA CONSTRUÇÃO DO LABORATÓRIO DE ARQUEOLOGIA

imageUma rápida cerimônia ocorrida na manhã do dia 17 marcou o lançamento da pedra fundamental do Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). A obra tem previsão de término para junho de 2012 e está orçada em R$ 224.433,00. O prédio surgiu da necessidade de um espaço específico para estudos arqueológicos dentro da instituição a partir das descobertas de urnas funerárias na área da Unifap.

O representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Djalma Santiago, avaliou que o laboratório será um importante instrumento para o estímulo à pesquisa, estudo e preservação do patrimônio da cultura material amapaense. "Há tempos a Unifap desempenha um papel capital no cuidado e manutenção das peças descobertas", avaliou. Para Santiago, um lugar equipado para exames mais detalhados do material escavado significa melhores condições de trabalho para os pesquisadores.

O vice-reitor, Antônio Filocreão, ressaltou que as recentes descobertas na área da Unifap ratificam a criação de mecanismos para aperfeiçoar o trabalho de pesquisas sobre as civilizações que viveram na pré-história da Amazônia. "É necessário consolidar as teorias e compreender a ocupação humana nesse território", afirmou. O reitor José Carlos Tavares lembrou que brevemente haverá um curso de especialização na universidade voltado para o campo arqueológico. "A implantação deste curso, bem como a construção do laboratório, serão marcos delimitadores nos estudos em arqueologia no Amapá", avaliou.

José Tavares também externou a vontade da construção posterior de um espaço para expor e difundir, dentro e fora do Estado do Amapá, a origem da cultura material amapaense. Um museu nas dependências da Unifap pode vir a ser materializado para que o material descoberto e estudado seja apreciado pela população local, nacional e internacional.

A Unifap já possuí um centro para estudos arqueológicos desde 2004. O centro funciona no bloco de salas de aula do curso de história e é vinculado a este. Contudo, atividades de pesquisa são realizadas conjuntamente com outros cursos, de forma interdisciplinar. A construção do laboratório de arqueologia vai possibilitar aos profissionais e alunos que trabalham no Centro maior agilidade e precisão nas pesquisas a partir do ano que vem.    

CONCHAS DEITADAS NA AREIA (*)

Josyanne Franco

images (1) Recolho conchas que o mar deposita sobre a areia. Nem aves nem cães. Lembrança de infância, curiosidade de adulto. Desparceiradas, as conchas repousam seu sono eterno e sem conteúdo vestidas de branco, cinza, rosa ou lilás, muitas vezes com variante dégradé na mesma apresentação. Madrepérola discreta vai conferindo importância aos lisos fragmentos, à pálida e silenciosa existência... Algumas têm vincos profundos, diversos, perfeitamente alinhados, capricho natural. Outras ainda se encontram coladas, aderidas sem sucesso: o tempo e o vento as separarão. O fluxo contínuo da maré expele seu produto calcário sem alma, a casa sem vida de um molusco, invertebrado ser que se quedou aos caprichos do chão salgado que vive marés. Examino e olho o mar: desatino de beleza, imensidade azulada escondendo vida e morte que não precisam ser sabidas, mas são descobertas pelas cascas frágeis e ocas que se deitam na areia. Uma faixa inteira se estende pela praia, como sendo muro colorido e modesto, aglutinado cemitério de sepulcros vazios. Fina garoa começa a cair, esfriando o ar, levando para longe os poucos caminhantes da praia deserta. Um suspiro de alívio e incredulidade escapa de meus pulmões: banha os meus pés a água salgada do mar, desce sobre mim a água doce do céu... E o medo de se molhar que parece não fazer sentido quando se está cercado de água por todos os lados provoca correria. Árvores nativas servem de abrigo a três outros viventes enquanto a chuva desce pesada e sem trégua. Penso no que a vida tem de doce e de sal, ofertando, no tempo certo, o que precisamos provar. Percebo que minha casca humana quer se deitar na areia, quer se banhar no mar... Minha alma precisa de mergulhos para querer a superfície! Meu corpo vertebrado será devolvido ao solo firme numa golfada única que me empurrará para fora e eu sairei trôpega e salgada daquele abraço morno e fluido até a praia, esperando que a chuva escorra um pouco do sal aderido à minha pele. Concluo que o desafio nas ondas é semelhante ao que encontro pelos caminhos, onde me apresento por vezes fechada tal e qual uma concha, ora sem o lado que a completa, ora em fragmentos coloridos que inventam alegria, mas nunca vazia. As ondas da vida têm gigantescos braços e um dia me expulsarão de seus domínios, quando enfim eu deitar sobre a terra no repouso final. Restarão montanhas, nuvens, mar e chuva na exuberante paisagem. Sobrarão marés a levar conchas sem moluscos para a areia, renovando o ciclo selvagem. Continuarão existindo indagações, pensamentos e surpresas em qualquer alma sensível que caminhe sem pressa nem pretensão ao longo de uma praia deserta nalgum dia de chuva...

(*) Editorial do Jornal Caju. Edição nº 30. Novembro/ 2011

SEBRAE APRESENTA PRÊMIO DE JORNALISMO À IMPRENSA

O prêmio reconhece as melhores matérias e reportagens sobre empreendedorismo de todo o país, inclui as redes sociais, e distribui R$ 96,5 mil nesta quarta edição

Apoiar e incentivar a produção de matérias e reportagens relativas ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas no Brasil. Essa é a proposta da quarta edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, que a instituição apresentou em sua sede, na sexta-feira, 18 de novembro, às 19h, aos profissionais de imprensa. Poderão concorrer pautas ligadas a empreendedorismo, cooperação, competitividade, inovação, inclusão produtiva, sustentabilidade e políticas públicas. A apresentação do prêmio conta com a participação promocional da Revista Imprensa.

Na ocasião, os dirigentes do Sebrae no Amapá, Alfeu Dantas Junior (presidente do Conselho Deliberativo), João Carlos Alvarenga (diretor superintendente), Waldeir Ribeiro (diretor financeiro) e Ana Dalva Ferreira (diretora técnica), oferecem aos jornalistas um kit imprensa personalizado contendo caixa, bloco, caneta e um pendrive de 4GB com informações referentes a participação no prêmio.

Inscrições

As inscrições vão até o dia 16 de janeiro de 2012. Poderão ser inscritas matérias/reportagens publicadas no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2011. Para saber mais sobre os formatos de entrega dos trabalhos, acesse o site www.portalimprensa.com.br/premiosebrae.

OAB RECOMENDA

Prezado amigo Fernando Canto. Estou te encaminhando para que noticies no teu blog acerca do PROJETO OAB RECOMENDA que tem por objeto aferir a qualidade dos cursos de direito do Brasil. Foram verificadas as qualidades de 1.200 cursos de Direito e de Ciências Jurídicas, dos quais apenas 90 obtiveram o SELO DE QUALIDADE OAB, como seja, foram considerados como de boa qualidade, os demais foram reprovados. Interessante que, dos vários cursos de direito que existem por aqui, apenas o da nossa UNIFAP recebeu o SELO DE QUALIDADE OAB. Abre o anexo.

Saudações CARLOS ORLANDO

“Programa OAB Recomenda – Selo OAB” — 4.ª Edição (2011)

I. Introdução

O Programa OAB Recomenda – Selo OAB é um projeto que visa a refletir a qualidade de instituições de ensino superior (IES) em seus cursos de Direito e Ciências Jurídicas, medida por diversas variáveis qualitativas e quantitativas.

Desde as edições anteriores, as principais variáveis quantitativas analisadas foram o desempenho no extinto Exame Nacional de Cursos (ENC — “Provão”), promovido até 2003 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), e os resultados nos Exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Tendo em vista que o Exame da Ordem era regional, passando a ser unificado somente a partir de 2010, a classificação das IES era feita por unidade federativa. A partir do 1.º Exame de 2010, a prova passou a ser unificada no Brasil, de forma que os desempenhos podem ser analisados em todo o conjunto das IES.

1. Universo considerado

Esta edição do Programa OAB Recomenda – Selo OAB utilizou informações de 1.210 cursos de IES de todos os estados do Brasil. Essas informações tratam-se dos resultados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), realizado pelo INEP trienalmente, e dos resultados nos três últimos Exames da OAB (2.º e 3.º de 2010 e 1.º de 2011, indicados respectivamente por 2010.2, 2010.3 e 2011.1).

Foram considerados os resultados do ENADE com lastro nas informações do Exame realizado em 2009, que foi o último a avaliar os cursos de Direito até o momento, oriundas do sítio eletrônico do INEP.

Nome da Instituição Campus UF ALAGOAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS A. C. Simões AL AMAZONAS UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS – UEA Manaus AM AMAPÁ UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ – UNIFAP Macapá AP BAHIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO SALVADOR - UCSAL Federação BA UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB Juazeiro BA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA – UEFS Feira de Santana BA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ – UESC Ilhéus BA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA – UESB Zona Rural BA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA – UFBA Graça - Salvador BA CEARÁ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO VALE DO ACARAÚ – UVA Sobral CE UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ Benfica CE UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA Crato CE DISTRITO FEDERAL CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA – UNICEUB Brasília DF

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UNB Brasília DF ESPÍRITO SANTO FACULDADES INTEGRADAS DE VITÓRIA Vitória ES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPIRÍTO SANTO Vitória ES GOIÁS UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS - UFG – GOIÂNIA Unidade Sede GO UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS - UFG – GOIÁS Campus Avançado de Goiás GO MARANHÃO UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DOM BOSCO Unidade Sede MA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – SÃO LUIS Campus do Bacanga MA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – IMPERATRIZ Campus Imperatriz MA MINAS GERAIS CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA Campus Carlos Luz MG FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS – FDMC Unidade Sede MG FACULDADES INTEGRADAS VIANNA JÚNIOR – FIVJ Juiz de Fora MG PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - PUC MINAS São Gabriel MG PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - PUC MINAS Coração Eucarístico MG UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS – UNIMONTES Montes Claros MG UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA – UFJF Cidade Universitária MG UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS – UFMG Belo Horizonte MG UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO – UFOP Ouro Preto MG UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA – UFU Uberlândia MG UNIVERSIDADE FUMEC – FUMEC Belo Horizonte MG MATO GROSSO DO SUL FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS Dourados MS UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL – DOURADOS Dourados MS PARÁ CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESTADO DO PARÁ Belém PA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Belém PA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ Marabá PA PARAÍBA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – GUARABIRA Guarabira PB UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA - UEPB - CAMPINA GRANDE Campina Grande PB UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - JOÃO PESSOA João Pessoa PB UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – UFCG Sousa PB PERNAMBUCO FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS E SOCIAIS DE PETROLINA - FACAPE Petrolina PE UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO – UNICAP Recife PE UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO – UFPE Recife PE PIAUÍ INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS PROFESSOR CAMILLO FILHO - ICF Teresina PI UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI Picos PI UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI Teresina PI UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI Parnaíba PI UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ Petrônio Portella PI PARANÁ CENTRO UNIVERSITÁRIO CURITIBA Curitiba PR

FACULDADE ESTADUAL DE DIREITO DO NORTE PIONEIRO - FUNDINOPI Jacarezinho PR PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ Prado Velho PR UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA Londrina PR UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ Maringá PR UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA Ponta Grossa PR UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ Francisco Beltrão PR UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ Centro Curitiba PR RIO DE JANEIRO ESCOLA DE DIREITO DO RIO DE JANEIRO - DIREITO RIO Rio de Janeiro RJ UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UERJ Rio de Janeiro RJ UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – UNIRIO Rio de Janeiro RJ UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ Faculdade de Direito RJ UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE – UFF Niterói RJ RIO GRANDE DO NORTE FACULDADE NATALENSE PARA O DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE DO NORTE Natal RN UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – MOSSORÓ Mossoró RN UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – NATAL Natal RN RONDÔNIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – CACOAL Cacoal RO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – PORTO VELHO Porto Velho RO RORAIMA UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA – UFRR Boa Vista RR RIO GRANDE DO SUL CENTRO UNIVERSITÁRIO FRANCISCANO – UNIFRA Santa Maria RS FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE Rio Grande RS UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS – UFPEL Pelotas RS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA – UFSM Santa Maria RS UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL - UFRGS (CIÊNCIAS JURÍDICAS) Av. João Pessoa RS SANTA CATARINA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA – UFSC Trindade SC SERGIPE UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE – UFS São Cristóvão SE SÃO PAULO CENTRO UNIVERSITÁRIO DO INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR COC Ribeirão Preto SP ESCOLA DE DIREITO DE SÃO PAULO - DIREITO GV São Paulo SP FACULDADE DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS – FACAMP Campinas SP FACULDADE DE DIREITO DE FRANCA – FDF Franca SP FACULDADE DE DIREITO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO - FDSBC São Bernardo do Campo SP FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA – FADI Unidade SEDE SP FACULDADE DE DIREITO PROFESSOR DAMÁSIO DE JESUS - FDDJ São Paulo SP FACULDADES INTEGRADAS ANTÔNIO EUFRÁSIO DE TOLEDO DE PRESIDENTE PRUDENTE Presidente Prudente SP PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS - PUC-CAMPINAS Campinas SP PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO - PUCSP São Paulo SP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP Ribeirão Preto SP UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – USP Unidade - sede SP UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO - UNESP Franca SP UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE - MACKENZIE Consolação SP

TOCANTINS UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS Palmas TO

Comissão Especial para Elaboração do Selo OAB

Rodolfo Hans Geller (Presidente)

Ademar Pereira (Membro)

Álvaro Melo Filho (Membro)

Manoel Bonfim Furtado Correia (Membro)

Walter de Agra Júnior (Membro)

Daniel Klug Nogueira (Consultor Matemático)

PROFESSORA LANÇA LIVRO SOBRE A VILA DE SÃO JOSÉ DE MACAPÁ

Dia 08 de Dezembro ocorrerá no Centro de Cultura Franco Brasileiro às 19h o lançamento do livro da docente Verônica Xavier Luna, intitulado Entre o Porteaou e Volante: africacos redesenhando a vila são José de Macapá. A professora Verônica é docente da UNIFAP e faz parte do Colegiado de História, que convida a comunidade acadêmica para prestigiar o referido evento.

O trabalho tem como propósito pensar a dinâmica histórica da vila de São José de Macapá no sentido de entender em que circunstâncias os trabalhadores africanos chegaram a essa localidade e como passaram a compor o espaço social da vila São José de Macapá. Utilizando-se de um recorte temporal delimitado, 1840 a 1856, a autora indaga sobre as experiências africanas realizadas nesse espaço territorial. Desse modo, aprofunda o alargamento da formação social destes trabalhadores na vila de Macapá como sujeitos sociais co-responsáveis pela formação social e histórica em suas diferentes dimensões, e assim, colocam para o debate acadêmico a história da vila de Macapá.

COLÓQUIO SOBRE A BELLE ÈPOQUE

O professor Yurgel Caldas, da UNIFAP, esteve em Coimbra para participar do "Colóquio Internacional sobre a Belle Epoque Brasileira". Apresentou uma comunicação intitulada "Doce Decadência da cidade em Belém do Grão-Pará, de Dalcídio Jurandir", no dia 23/11, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. O evento foi muito interessante, tendo começado em Lisboa e continuado em Coimbra e no Porto, com encerramento na França. O anfiteatro estava lotado, com alunos da graduação e alguns da pós.
Participaram da mesa os professores Gilberto Araújo (UERJ), Maria Aparecida Ribeiro (FLUC - Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Lúcia Maria Paschoal Guimarães (UERJ) e Yurgel Caldas (UNIFAP).

MOÇAMBICANO CALANE DA SILVA VENCE PRÉMIO JOSÉ CRAVEIRINHA

Da bibliografia de Calane da Silva constam obras como "Lírica do Imponderável", "Xicandarinha na lenha do mundo", "Dos Meninos da Malanga", "Olhar Moçambique", entre outros.

Maputo - O escritor moçambicano Calane da Silva venceu o Prémio José Craveirinha, a maior distinção literária do país, que homenageia a sua carreira na literatura e no ensaio, foi anunciado nesta terça-feira (22).

O Prémio José Craveirinha, instituído pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), tem um valor pecuniário de 700 mil meticais, equivalente a cerca de 19.500 euros.

Da bibliografia de Calane da Silva constam obras como "Lírica do Imponderável", "Xicandarinha na lenha do mundo", "Dos Meninos da Malanga", "Olhar Moçambique", entre outros.

Ex-jornalista, docente universitário e antigo responsável pelo Centro Cultural do Brasil em Maputo, Calane da Silva, 66 anos, sucede a escritores como Mia Couto, João Paulo Borges Coelho, Paulina Chiziane e Ungulani Ba Ka Khosa (Fonte: Portugal Digital).

DALVA LIBERA R$ 400 MIL PARA AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Já está na conta do Governo do Estado do Amapá o recurso de emenda parlamentar da coordenadora da Bancada Federal, Dalva Figueiredo (PT), no valor de R$400 mil que beneficiará comunidades quilombolas do Estado. Com o recurso, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes – SEAFRO promoverá atividades de capacitação através de cinco oficinas de fabricação de instrumentos de percussão, dança, canto e penteados para 36 comunidades.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Censo 2010: Mais da metade dos emigrantes amapaenses são mulheres

images Segundo os resultados do Censo Demográfico, 2.310 emigrantes amapaenses residiam em  outros países, sendo a maioria  mulheres (58,61%). O principal destino dos emigrantes foi a Guiana Francesa, 47,32%. Macapá era a principal origem dos emigrantes .

É a primeira vez que o IBGE investiga essa informação, que permite detectar a origem, o destino e o perfil etário e por sexo dos emigrantes.

O Censo 2010 detectou, ainda, que, embora muitos indicadores tenham melhorado em dez anos, as maiores desigualdades permanecem entre as áreas urbanas e rurais. O rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento, ficou em R$ 1.168. Na área rural, o valor representou pouco mais da metade (R$ 638) daquele da zona urbana (R$ 1.212). O rendimento das mulheres (R$ 1.048) alcançou cerca de 83% do valor dos homens (R$ 1.268), percentual que maior que a média nacional.

A taxa de analfabetismo, que foi de 8,4% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, caiu em relação a 2000 (12,1%). Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 13,1%, ao passo que na classe que vivia com 5 ou mais salários mínimos foi de apenas 0,6%.

Cerca de 158.749 amapaenses tinham alguma deficiência (visual, auditiva, motora, mental/intelectual), sendo que desses, 64,7% eram pessoas que apresentavam deficiência visual (de moderada a total).
Em 2010, viviam no Amapá 211.259 pessoas que tinham nascido em outro estado ou país. Sendo que 458.264 ou 68,4% eram naturais do Amapá.

241.328 pessoas viviam em união conjugal no Amapá, segundo o Censo 2010, dessas, a união consensual correspondia 63,6%. Apenas 17,1% eram casados (civil ou religioso).

95,9% das crianças de 7 a 14 anos frequentavam creche ou escola em 2010. Esse percentual era 93,4% em 2000.

Essas e outras informações estão nos resultados do Censo Demográfico nos links abaixo:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/default.shtm

http://www.ibge.gov.br/estadosat/temas.php?sigla=ap&tema=resultprelamostra_censo2010
Observação: alguns dados são do Universo e outros da Amostra.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Amapá.
9117 6375 / 3082 2710

terça-feira, 15 de novembro de 2011

É BIG! É BIG! Sônia Canto

Há muito a dizer, sim, para esta mulher que me acompanha há um tempão. PARABÉNS, Sônia/Ainôs. De dentro e de fora pelo avesso e pelo espelho no horizonte. Reproduzo aqui, este texto que escrevi em sua homenagem.

 

CRÔNICA AMOROSA DA CASA DE PRAIA

Fernando Canto

Aquele feriado prolongado caiu como uma cerveja gelada num dia quente.

Iríamos novamente, eu e ela, para a nossa casa de praia curtir a um pouco de calma, já que os filhos e os netos resolveram conhecer outros lugares. A ausência deles doía, pois estávamos tão acostumados que era difícil acreditar que estivéssemos a sós. Vez por outra uma paisagem, uma ponte ou os animais que pastavam ao lado da estrada geravam uma lembrança e um comentário sobre eles. Então fizemos um “acordo” para evitar falar neles, algo meio difícil para nós, tão apegados aos netos.

Chegamos cedo. E após a festa do cachorro e as reclamações habituais do caseiro, fomos à praia, aonde encontramos velhos amigos, para contar novamente antigas e esquecidas piadas e para ouvir as mesmas risadas, agora mais discretas. Foi um dia bom, cheio de novidades positivas e felizes.

De manhã o sol bateu forte na vidraça da janela e se intensificou no quarto. Levantei e não a vi. Depois a encontrei no jardim cuidando das plantas, seu trabalho predileto em nossa casa. Ela estava de chapéu, botas e luvas, com aquelas pazinhas, garfinhos e tesouras alaranjadas, plantado, podando e trocando a terra de uns vasos. E dissecava palavras carinhosas sobre as plantinhas. E me explicava com paciência que a rosa vermelha estava produzindo poucas flores, que a rosa-rosa e a rosa branca precisavam de adubo, que as frutas do pomar estavam esturricadas devido ao calor e outras coisas mais. Falou-me que deveríamos dar mais valor às plantas mágicas da nossa região porque elas protegem a casa e as pessoas dos males dos homens e dos maus espíritos. E discorreu sobre as propriedades místicas do tambatajá, dos tajás rio negro, rio verde, boto e onça, de outros tantos e, principalmente, do comigo-ninguém-pode, que é uma espécie de aninga, explicava.

Não tive mais nenhuma dúvida. Peguei a camionete e fui comprar adubo e terra preta na vila. Ela aproveitou para adquirir novos pés de plantas, que eu até ignorava que existissem. Trabalhamos pesado o dia todo. Eu e o pobre do caseiro que sempre descuidava do jardim da patroa. Consertamos cercas, fizemos leiras, limpamos as varandas, a área de lazer e a piscina, colocamos os colchões de mola para desumidificar ao sol, consertamos móveis antigos e polimos a enorme e pesada mesa de mogno onde toda a família e os amigos se reuniam para almoçar. Depois de tudo limpo e no seu devido lugar fomos jantar. Então ela falou que tinha algo muito importante a me dizer. Enquanto eu imaginava o que fosse ficou no ar o cheiro encorpado de ovo frito quando ela o tirou da frigideira para me servir. O prato de porcelana inglesa - herança dos seus pais – era antigo como o sino da igrejinha da vila. Parecia um gigantesco tacho de comida aos meus olhos, tanta era a fome que eu sentia. Educadamente me contive até ela pôr o prato sobre a mesa. Percebi que no seu olhar sobre meus gestos havia admiração e certa censura. Aquilo foi me encabulando aos poucos, não consegui terminar de comer a omelete, que, aliás, era a única coisa que cozinhava bem. Ela percebeu e me disse: - Coma devagar. Não vou ficar aqui te olhando. E saiu da cozinha.

Na rede da varanda a gente olhava a lua imensurável aos nossos olhos, em silêncio. Até que ela falou: - Obrigada, amor, foi um dia puxado, mas recompensador. Lembra-se disto? Disse-me mostrando um anel de ouro e brilhante, envelhecido. - Encontrei-o ao trocar a terra de um vaso quando meditava sobre o que tem sido a minha vida ao seu lado. Eu agradecia a Deus por ela ser tão cheia de desafios, de vitórias e de superações e por ser prenhe de amor e de perdão, justamente quando arranquei um pé de quebra-pedra e esmaguei a terra de suas raízes. Eu estava sem as luvas de borracha, pois tem hora que elas incomodam, e de repente aquele anel sujo parecia querer se alojar novamente no meu dedo. Foi um dia feliz porque recuperei um objeto que faz parte da nossa história, meu anel de noivado, que você me deu e que eu havia perdido durante a construção desta casa, lembra? Ah, eu tinha chorado tanto e agora ele volta para o meu dedo assim... Tão simples.

Eu a deixei chorar de alegria, um aparente gesto de fragilidade no rosto de uma mulher tão forte e corajosa. Apesar de estarmos cansados, conversamos abraçados a noite inteira, falando da vida, das coisas que vão e que voltam mesmo quando nem imaginamos e, claro, dos netos e filhos, tão inteligentes e bonitos. Então o sol chegou como um imenso anel de brilhante para iluminar nossa história de amor e os sonhos que sonhamos para quem amamos, nos embalando na rede da varanda da nossa casa de praia.

Zunidor - Eventos Acadêmicos

 

Apontando para cima2º Congresso Amapaense de Iniciação Científica da UNIFAP, UEAP, IEPA e Embrapa-AP e 6ª Mostra de TCC’s e 2ª Exposição de Pesquisa Científica. De 22 a 25 de novembro de 2011. Inscrições no Departamento de Pesquisa da UNIFAP. Valor: R$ 5,00.

Apontando para cimaIV Ciclo de Defesa de TCC/UNIFAP do curso de Ciências Sociais. 29, 30 de novembro e 01 de dezembro de 20112, no auditório da reitoria.

Apontando para cimaDia 17 de novembro no Teatro das Bacabeiras ocorre a palestra “As bases neuropsicológicas da aprendizagem”, com o prof. dr. Geraldo Peçanha de Almeida. Contato: 9163-9932.

Apontando para cimaNos dias 01 e 02 de dezembro acontece o 3º Seminário sobre formação de professores: trabalho docente, educação superior e cultura digital, pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Informações: www.uftm.edu.br/seforprof .

Apontando para cimaEstão abertas as inscrições ao 4º Prêmio Instituto 3M para estudantes universitários, até 05 de dezembro/2011. Informações: facebook.com/Instituto3M .


 

Inderê! Volto zunindo na semana que vem.

Zunidor - Seminário Estadual sobre Plano Nacional de Educação (2010-2011)

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Data: 21 de nov 2011 ás 18:30
Local: Camara dos Vereadores del Macapa
Debatedores: Clécio Luis (Vereador e Suplente do Senador Randolfe Rodrigues)
Fernando Poeta (CSP Conlutas)
... Marinalva Oliveira (SINDUFAP/Seçao sindical do ANDES-SN)
Venham discutir o novo PNE!
Comitê Amapaense pelos 10% do PIB para a Educação Pública, Já!

Zunidor–J. Ney

j neyVai um Inderê para o radialista J. Ney, que sempre valoriza nos seus programas matinais a música popular produzida pelos amapaenses. Foto: Acervo Confraria Tucuju.

Zunidor–Bela Negra

No dia 19 de novembro será realizado no Centro de Cultura Negra, no Laguinho, o concurso “A Mais Bela Negra”, evento introduzido há alguns anos que já faz parte da programação da Semana de Consciência Negra, que começa no próximo fim-de-semana. É a valorização da beleza afrodescendente.

Zunidor–Pagode da Tia Biló

pagode tia biloA casa da Tia Biló agora tem pagode todo final de semana. O Laguinho é só samba, com a participação de muitos artistas e dançarinos eméritos do bairro.

Zunidor–Banho de Rio

01012008222No domingo fui visitar o terreno do advogado Roberval Lima no rio Matapi. Uma beleza de rio.

Zunidor–Juracy Siqueira e Walcyr Monteiro, em Macapá

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É incrível a semelhança física do Ceará da Cuíca com o Juracy Siqueira. Parecem gêmeos. A historiadora Decleoma Lobato acompanhou os escritores ao Araxá. Na foto com o cantor Manoel Sobral.

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No show da Élida, revi velhos amigos como os escritores Antonio Juracy Siqueira e Walcyr Monteiro, que conheço desde 1987, de Belém. Foi só um passo para o encontro no outro dia. O Mercado Central e o Norte das Águas foram o cenário desse bate-papo literário.

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No Mercado Central o filósofo e escritor Juracy Siqueira mostrou o talho que trabalhou quando açougueiro em Macapá, antes de ir definitivamente para Belém.

Zunidor – Élida

élidaO show de Élida Lima na casa de Chorinho do Ceará da Cuíca foi 10. Muita gente apareceu e a casa (Nem precisa dizer) estava “lotadona”. Participei do evento lendo a crônica “Nostalgia e Luz”. Alguns convidados não pareceram. Por que será?

Zunidor–Juliele

Juliele está ultimando a gravação do seu novo CD “Balé de Luz” no Rio de janeiro. O lançamento está previsto para antes do fim do ano em Macapá. Sucesso, minha amiga.

Zunidor–Quartas Pedagógicas

sarau unifap_alcinea_carla_munhozMuito legal as “Quartas Pedagógicas” da UNIFAP, organizadas pelo professor Adalberto Ribeiro. Na semana passada realizaram um sarau de poesia com a participação do grupo Boca da Noite, liderado pela poeta Alcinéa Cavalcante; Carla Nobre e mais dezenas de aficionados, entre os quais os professores Maneca e Antônio Munhoz Lopes . Muitos declamadores mostraram seus poemas. Ressalto a performance da bailarina Veg Andrade (Curso de Letras) que interpretou um solo sob a música “Lume” (Zé Miguel/Fernando Canto).

Zunidor–Jorginho do Império

jorginho1Dia 11 de dezembro tem show do Jorginho do Império (Serrano), que vem à Macapá para as comemorações de aniversário da Escola de Samba Maracatu da Favela. Vai ser na área do Macapá Hotel, na beira-rio, com muita feijoada, banho de piscina, samba e chuva. A informação foi passada pelo delegado Claudionor, um favelense de carteirinha. A coluna deseja sucesso aos organizadores.