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terça-feira, 2 de outubro de 2012

CD COMPLETA 30 ANOS

cdPor Rafaela Pozzebon

O primeiro CD (sigla de Compact Disc, em inglês), começou a ser comercializado a 30 anos atrás, tendo o seu lançamento  no dia 1º de outubro de 1982. O hoje popular CD surgiu após a parceria entre a Philips e a Sony ao qual, no mesmo dia, também lançou o CD player, o Sony CPD-101.

A confecção do CD começou bem antes de seu lançamento, em 1974. Na época, a Philips estava interessada em desenvolver um disco ótico de áudio com som muito melhor que o então vinil. Após três anos, a companhia disponibilizou um laboratório exclusivo para a confecção dos CDs. O nome, até hoje conhecido, deve-se ao fato de uma linha da Philips, a “compact cassette”.

A Sony, por sua vez, estava trabalhando também na tecnologia, focando para a codificação e também leitura. Assim, no ano de 1979, quando as duas companhias resolverem unir forças para desenvolver o projeto, ele se tornou real.

A versão final do CD acabou ficando com 12 centímetros conhecidos até hoje.  Em decorrência do grande sucesso do CD, após dois anos de lançamento, a Sony lançou o lendário “Discman”. No ano de 1986 foi registrada uma venda de 45 milhões de unidades; em 1992, o número passou a 300 milhões.

Da mesma forma que o CD inovou o meio tecnológico, hoje em dia os usuários estão dando preferência a outros tipos de mídias, em geral àquelas que contam com maior capacidade de armazenamento. (Fonte: Oficina da Net).

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

DALVA LIBERA R$ 400 MIL PARA AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS

Já está na conta do Governo do Estado do Amapá o recurso de emenda parlamentar da coordenadora da Bancada Federal, Dalva Figueiredo (PT), no valor de R$400 mil que beneficiará comunidades quilombolas do Estado. Com o recurso, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes – SEAFRO promoverá atividades de capacitação através de cinco oficinas de fabricação de instrumentos de percussão, dança, canto e penteados para 36 comunidades.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

DESFILES NA AVENIDA FAB

Publicado no jornal "A Gazeta" de domingo, 12/09/2009

Banda de Música do GM - Ginásio de Macapá

Machado de Assis dizia: "há certas memórias que são como pedaços da gente, em que não podemos tocar sem algum gozo e dor, misturas de que se fazem saudades". Então saudade é uma lembrança boa, algo que queremos apalpá-lo para provar que vivemos, é desejo legítimo de recordar cenas episódicas, reviver aqueles instantes mesmo sabendo que o filme acaba.

Mas se um acaba outros começam. E essa legitimidade de penetrar no passado por certo suscita o intangível e apura a virtualidade do sonho. Os olhos riem de satisfação quando os rostos suados dos adolescentes enfrentavam o sol da manhã de verões duros que o vento do Amazonas amenizava. A fome, a sede, qualquer pendência se resolveria depois do desfile. O importante era o garbo e o compromisso de passar na frente do palanque da Avenida FAB, onde cabiam as autoridades e suas famílias. Mal sabíamos, na nossa santa ingenuidade, que da cabeça daqueles homens não só irradiava o sentimento de amor pela Pátria, mas também a satisfação de verem milhares de pessoas reunidas ali para apreciarem suas mãos de poderosos. E entre galardões e medalhas, sob o pálio, davam o circo ao povo.

Acordar às cinco da manhã para tomar café, vestir a farda de mescla azul (engomada cuidadosamente pela mãe na noite anterior), luvas e polainas, sempre dava nervoso. Afinal, um desfile era uma estréia, e valia pontos na eterna disputa intercolegial. Nós do Ginásio de Macapá levávamos certa vantagem porque tínhamos a banda do Mestre Oscar Santos que interpretava hinos patrióticos magnificamente, inclusive dobrados de compositores locais, como "O Artífice" do saxofonista Cícero Melo. Ao chegar ao ginásio mais um reforço de café, pão e o famoso leite "peidão". A caminhada para a concentração, o constante corre-corre dos inspetores e professores, que entre apitos estressantes e gritos de ordem tentavam organizar os pelotões. Mas só depois das oito, quando se encerravam as solenidades de hasteamento do Pavilhão Nacional na Praça da Bandeira é que o desfile iniciava. Não sei quem passava por primeiro, se os militares ou os colegiais, pois a gente, os mais altinhos da "turma da graxa" só queria mesmo mostrar que havíamos ensaiado bem e que nosso uniforme era impecável, bem como o garbo que caracterizava os estudantes do GM. É certo que vez por outra um aluno perdia o casquete azul na marcha contra o vento, mas jamais perdia a pose. Depois vinha a compensação pelo belo desfile: um refrigerante com a família, uma conversa com colegas de turma, uma volta pela praça no rescaldo dos acontecimentos e, quem sabe, um encontro tímido com a linda morena de olhos graúdos do colégio rival. Os olhos abaixados, porém cheios de paixão, corriam furtivos sob o sol do equador, num quase equinócio de desejo pela moça. Os rostos vermelhos de calor e agonia, a vontade de tocar naquelas mãos de anjo e a realidade da presença dos pais e irmãos que a conduziam para casa. Um último olhar para trás, todavia, parecia o convite para um encontro que se realizaria, talvez, num domingo qualquer na segunda sessão da tarde do cine João XXIII, ou em frente ao velho Macapá Hotel.

As paradas de Macapá dos anos de Território Federal trazem mesmo essas lembranças tão férteis como o solo que adubamos para fazer nascer o que queremos plantar. Mesmo com o amor por esta terra "pegando de galho", como foi meu caso, o passado das manhãs de setembro não é feito de fotografias guardadas num álbum confeccionado na Imprensa Oficial pelo Sabá Ataíde. Continua sendo um filme de moto perpétuo, que apanho sempre na locadora da vida quando quero espantar a tristeza e reencontrar um mundo tão bom que eu nem sabia.

Ora, o mesmo Machado também diz com sabedoria que saudade não é nada mais que uma ironia do tempo e da fortuna. Para mim, nessa ironia cabe a sorte de vivermos as alegrias e os perigos da memória posto que relembrar com saudade só é saudável se valeu à pena não nos arrependermos de nossas ações.