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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

É BIG! Isadora Canto

A coluna registra e parabeniza Isadora Canto, a Dorinha, pelo seu aniversário. Felicidades.

 

 

Inderê! Volto zunindo na semana que vem, ou antes.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ANTES QUE EXPULSEM DA SALA A MEMÓRIA DA GRATIDÃO

Professor Munhoz em encontro na casa do escritor Cesar Bernardo.
 Por Benedito de Queiroz Alcântara

CARÍSSIMO PROFESSOR MUNHOZ,

Antes que minha memória seja abduzida para um poço sem fim
Antes que meu coração seja empedrado pelas fúteis vaidades
Antes que minha língua endureça num silêncio forjado
Antes que revisem minha trajetória existencial
Antes que meus olhos não possam mais te identificar
Antes que arranquem meus braços, minhas mãos, meu sorriso.

                Antes que não possas mais caminhar silenciosamente pelas ruas de Macapá
                Antes que não possas mais adentrar nas liturgias da Catedral de S. José
                Antes que não possas mais proclamar as crônicas das tuas andanças
                Antes que não possas mais comentar e questionar a vida humana
                Antes que não possas mais explodir em   saborosas  gargalhadas
                Antes que não possas mais banquetear-se  com nossas comidas típicas.

                                               Antes que te expulsem de qualquer sala
                                               Antes que te esqueçam  hipocritamente em uma solenidade
                                               Antes que te forcem a voltar para a terra  paraoara
                                               Antes que tirem da lista de convidados de uma formatura
                                               Antes que te olvidem dos eventos culturais
                                               Antes que te chamem de ultrapassado e fora de moda.

Antes que...
Antes de tudo isso...

Permita professor querido, proclamar ao mundo, deixar registrado, como testemunho sincero de um ex-aluno do tempo do Colégio Amapaense, anos 1977-1978-1979, hoje um ser calejado, com filhos e trajetórias, professor de cada dia, agradecer  imensamente porque Deus permitiu que um anjo seu viesse em nosso auxílio, deixar indeléveis marcas em nosso caráter, em nossa formação, em nossa visão de mundo e sociedade.

Quero testemunhar que, se hoje estou em sala, foi por causa sim de sua impetuosidade em nos ensinar a Língua Portuguesa e Literatura, como uma verdadeira viagem pelos quatro cantos do mundo, levando-me, imberbe jovem, a optar pela cátedra de história, com o sonho de trilhar as veredas dos lugares e adentrar nas facetas humanas de cada paragem.

Terno Mestre, não tinha como faltar às suas aulas, não tinha como não aproveitar cada minuto, não tinha como estudar por estudar, pois nos atiçavas para abraçar as  aventuras da vida  que a maturidade nos reservava.

No tosco espaço da sala de aula, ciceroneaste nossa curiosidade pelos diversos países, seduzindo-nos para os continentes, os povos e seus costumes, tudo aquilo que de mais belo e singelo o ser humano é capaz de construir.

Enfim, lá fomos nós para o chamado nível superior, sem cursinhos ou meros desafios, apenas com o que comemos e bebemos contigo e outros mestres. Era hora de partir, deixar a terrinha, deixar a família, adentrar nos mares nunca dantes navegados (por nós), não mais como expectadores e sim como atores principais.

Atravessei o Brasil, para o Sul distante e diferente. Depois para o Rio de Janeiro, dantesco e acolhedor. Mais tarde para a América Central, na Nicarágua querida. Até que, com a morte do meu pai Leandro, lá estava em missão por El Salvador e Guatemala, entre os fuzis e helicópteros da guerra maldita, larguei tudo e voltei para os meus,  mais precisamente para ficar com minha mãezinha Maria até os seus últimos dias.

E por aqui fiquei, casei, vieram os filhos, sempre estudando, sempre peregrinando  em sala de aula, envolvido em tantas atividades. E com o privilégio de te encontrar, na maioria das vezes, em nossas ruas e avenidas. E lá ficávamos a conversar, com o tempo parando para nós e correndo para quem nos acompanhava.

Assim vamos atravessando os sertões de nossas existências, eu também já trazendo meus cabelos brancos, que um dia espero que fiquem como os  seus : cálidos e misteriosos.

Permaneço com a  tenacidade de a cada dia adentrar nas salas de aula, desde a 5ª série até o  Ensino Superior. E sempre, sempre, a cada ano, a cada período letivo, citar teu nome para os que hoje me chamam de professor. Recordando cada aula, cada narrativa de suas viagens, cada comentário, que se alojaram dentro de meu coração e que lá permanecerão ad aeternum.

Professor querido, em nome de toda a minha família de irmãos e irmãs que também foram teus alunos, em nome de todos os colegas de todas as turmas do “Colégio Padrão”, quero externar nosso sincero e singelo agradecimento por teres adentrado em nossa formação, em nossas vidas.

Professor querido, valeu  e vale demais saber que tu vieste e permaneceste no meio de nós, desde ontem e para sempre, franciscanamente  único-total-puro-universal. Tão absorto em suas meditações, tão generoso em suas reflexões, tão de tantos rostos e lugares e, maravilhosamente, tão nosso !

Neste dia, dedicado ao professor, antes que tudo desapareça ou desabe, ou que tudo possa ser mudado e esquecido, que eu possa registrar  e proclamar, ao Mestre, com carinho, ao querido Professor Antônio Munhoz Lopes : VALEU !

 Macapá, 15 de Outubro de 2008.




ANIVERSÁRIO DO PROFESSOR MUNHOZ: 80 ANOS DE IDADE E 800 MIL KM DE ANDANÇAS NO PLANETA TERRA

Eu e o Professor Munhoz no Teatro das Bacabeiras, em 2004

Chegada em Caiena, com parte da delegação
Em Caiena, momento do Festival


Em Caiena
 Aniversaria neste dia 10 de fevereiro o ilustre professor Antônio Munhoz Lopes. Com tanta jovialidade na cabeça parece não fazer 80 anos, mas uns 800 mil quilômetros de andanças sem se cansar. Munhoz é quase onipresente na cultura amapaense. Graças a ele muitos talentos artísticos foram revelados, sem contar os políticos e profissionais que passaram por sua mão, pelos seus ensinamentos. Ele costumava despertar o encanto em seus alunos quando revelava detalhes das visitas que fazia anualmente aos museus e cidades de todo o mundo.

O professor de quatro ou cinco gerações jamais se cansou de ensinar. Mesmo nas rodas de conversas fiadas sempre ele achava um jeito de instruir as pessoas com aquela sua conversa que inevitavelmente terminava na expressão do lente mais exigente: “- Tás ouvindo?” Pura-quase-puxada-de-orelha, nunca uma advertência, talvez um costume linguístico. Deixava claro que ensinava até sem querer. Depois vinha aquela risada gostosa que se espraiava e contaminava os demais com seu humor profuso.

Fui conhecê-lo melhor quando fomos do Conselho Territorial de Cultura, lá pelos anos 80, membros das Câmaras de Meio Ambiente e de Letras Artes. Com ele reforçou em mim a ânsia e a vontade de assistir mais filmes, ler mais livros, produzir e crescer mais e ganhar as estradas do mundo, nessa barca incessante que passa à nossa frente carregada de conhecimento.

Crítico de arte ferrenho, quando gostava de trabalhos artísticos, fossem eles pictóricos, literários, musicais ou teatrais, falava entusiasticamente. Quando não, entrava em um mutismo escondido num sorriso para que o artista percebesse as razões da sua própria mediocridade. Mas sempre foi um incentivador de talentos. Isso ele ainda é.

Não fui seu aluno na rede pública, mas assisti a suas aulas em cursos exclusivos de História da Arte que ele ministrava eventualmente na escola de Arte Cândido Portinari, da qual fui diretor. Em 1986 participamos juntos do “Festival du Plateau des Guyannes”, que reuniu todos os países do norte da América do Sul, em Caiena, com manifestações artísticas e culturais de uma diversidade e riqueza inesquecíveis. Sônia e eu apreciamos o seu conhecimento gastronômico e a sua simplicidade em provar e comer comidas exóticas e estranhas ao nosso paladar. Ele representava ali, a expressão intelectual do Amapá. E muito nos orgulhamos, pois falava fluentemente o francês e o espanhol, entendia o holandês e o inglês e assim nos ajudava na comunicação.

O professor Munhoz é um homem consciente de sua condição. É um defensor das causas amapaenses, um tucuju sem flechas, pois não ataca ninguém. É um homem de diálogo franco, um ser humano iluminado e sensível, tolerante até com aqueles que tiveram a desenobrecida atitude de um dia lhe tratarem mal. Por isso, neste dia 10 de 2012, queremos homenageá-lo mais uma vez e agradecê-lo pelos ensinamentos e conversas agradáveis que tivemos ao longo do tempo que dura a nossa amizade. Eu e Sônia. E toda a nossa família. “- Tás ouvindo, Munhoz?”

Presentes de Munhoz - Telas de Fúlvio Giuliano, em crayon.
 P.S. Dentre as qualidades do professor Munhoz note-se a sua grande generosidade. Daqui eu gostaria de reiterar meus profundos agradecimentos pelas duas telas em crayon que dele recebi de presente, de autoria do padre-pintor Fúlvio Giuliano, feitas na década de 1960. Esses trabalhos certamente enriqueceram meu acervo pictórico.
Foto do Acervo cedido por Ronaldo Bandeira.
P.S. 2. Quando fechava estes textos, um amigo, ex-estudante do CA me contou que certa vez o professor Munhoz dera a um aluno pouco estudioso de sua disciplina (Português) uma nota baixa. O aluno reclamou e o professor ficou de rever a prova, dizendo que se não encontrasse nada para alterar, manteria a nota. No dia seguinte, andando pelo corredor e na presença de vários estudantes, Munhoz ouviu do aluno a pergunta: - Professor, o senhor “manteu” a nota. Munhoz respondeu: - “Manti”. E todo mundo caiu na risada.

EPIGRAMA PARA ANTÔNIO MUNHOZ


Em Viana, Portugal
SÍLVIO LEOPOLDO (*)


Portugal teu avozinho...
O que te deu Portugal?
Apenas recordações?
Prevejo que seja mal..
Viver de recordações
É como viver perdido,
Fritado em azeite da Guarda
Como posta de bacalhau.
E feito infante embarcado
Do Tejo a mares além...
Se transformar em sardinha
Virar pastel de Belém.

Portugal teu avozinho...
- O que te deu Portugal?
Decerto não apenas vinhos
Embriagando os horizontes,
Lá do Minho, Alto Douro,
Amarante, Trás-os-montes.
Viver de recordações...
De fados, viras. Coimbra,
Torre do Tombo, azulejos.
Não fará ninguém feliz.
Mas Antônio Munhoz Lopes
Cercado por seus alunos
Faz do Asteroide uma Quinta
- Nem sabem do que do que se trata...
Mas pelo arroubo do mestre
Comem pedaços de giz.

(*) Poeta amapaense e ex- aluno de Munhoz

MUNHOZ ABANDONOU O BACHARELADO (*)


Carlos Cordeiro Gomes (**)

O professor Antônio Munhoz se destaca no meio da plebe urbana pelas suas andanças pelo mundo.
Nessas visitas tem armazenado um conhecimento digno de uma enciclopédia ambulante
Possui um conhecimento “de visu” de tudo que possa representar um maior aprendizado de História Universal.
Não sei por onde ele ainda não andou!
Foi um frequentador assíduo de Museus e Bibliotecas espalhados pelo mundo.
Fala com propriedade dos costumes de povos que vivem além-mar e até mesmo de regiões que somente a sua curiosidade de historiador poderia justificar.
No Oriente Médio, defrontou com populações que o fanatismo religioso está acima do bom senso e compreensão humanos.
Conheci Antônio Munhoz como delegado de polícia e na própria policia.
Como boêmio não poderia ser em outro local.
Mas, como delegado de polícia, não titubeou quando lhe foi dado o direito de escolher e mesmo com prejuízo dos seus vencimentos, optou pelo Magistério.
Nunca mais olhou para o seu Diploma de Bacharel, que conseguiu em estudos de Direitos para atender ao desejo dos seus pais.
Este certificado serve hoje às traças!
Revogando o bacharelado, passou a dar aulas no Colégio Amapaense, como professor nas disciplinas de História, Português e Literatura.
E dando aulas, fazendo o que sempre desejou na vida, envelheceu.
Os seus cabelos brancos, que para alguns representam respingos de serenata, para o professor Munhoz são as marcas de uma lida dedicada ao ensino de gerações de amapaenses.
Participou fora das salas de aula, de todos os eventos de reivindicações estudantis.
Na rádio Difusora de Macapá fazia um programa de músicas eruditas e no Jornal do Amapá mantinha uma coluna social, rica em conhecimentos gerais sobre o Amapá, o Brasil e o mundo.
As suas viagens de férias eram mais para se certificar dos monumentos históricos que embalaram os seus sonhos infantis e, mais tarde, a sua juventude.
Entre esses sonhos estavam as Pirâmides do Egito; países do Velho Mundo com visitas às igrejas e museus; Israel, especialmente Jerusalém.
As suas excursões não são dispendiosas, como as pessoas poderiam pensar.
Antes de chegar numa cidade já conta com todas as informações.
Aí incluindo custo da estadia de cada local que pretende visitar.
Foi assim, renunciando bens materiais que lhe poderiam proporcionar um maior conforto em sua vida cotidiana, que o professor Antônio Munhoz conseguiu conhecer o mundo.
E, se alguém perguntar se Munhoz é feliz, garanto que sim, porque mais vale um gosto do que quatro vinténs.
(*) Publicado no Diário do Amapá em 06 de fevereiro de 1997
(**) Jornalista e escritor

CARTAS DO PROFESSOR ANTONIO MUNHOZ LOPES 3


Macapá, 28 de setembro de 2011
Fernando:
Duas cidades em Portugal pelas quais já fui apaixonado: Évora, a “Ebora Cerealis”, dos romanos, com seu Templo de Diana, hoje em ruínas, edificado no ponto dominante da acrópole no início do século III, e onde voltei recentemente para ver a exposição do amigo Rouslan Botiev, tendo por tema Fernando Pessoa. A outra, chamada de Vila das Rainhas de Portugal, é Óbidos, cujo topônimo, dentro de suas muralhas.

Infelizmente, até hoje, embora tenha feito todo o possível, não consegui hospedar-me no seu castelo, convertido em pousada. Mas a cidade toda é um museu, além de pura História, tendo sido no século XII que passou do domínio muçulmano à posse cristã, sendo D. Sancho I o rei que ordenou a igreja de Santiago do Castelo. Bem conservada através de restauros, das seis portas e postigos abertos na cintura das muralhas, merece atenção a chamada porta da Vila, em sua capela-oratório, varandim e o revestimento de azulejos azuis e brancos do século XVIII, como se pode ver na foto tirada na manhã de 09 de junho de 1967, onde estou com Lúcia Silva, na minha primeira viagem de Velho Mundo.

A Rua Direita leva à Praça de Santa Maria, onde um pelourinho manuelino tem como decoração uma rede de pesca, emblema de dona Leonor, mulher de João II. O emblema é em honra dos pescadores que tentaram salvar seu filho do afogamento. A Igreja foi cenário do casamento do futuro Afonso V com sua prima Isabel em 1441. Ele tinha 10 anos e ela 8. No coro da igreja, um retábulo de Josefa de Óbidos representa o Casamento Místico de Santa Catarina. Segundo José Hermano Saraiva, existiu em Óbidos uma povoação romana, tendo as suas ruínas surgidas há alguns anos, quando se trabalhava nas obras da autoestrada. Foi a rainha Santa Isabel, com tantas realizações aquela que mais foi privilegiada pela memória da cidade, embora não sendo esquecidas também D. Inês de Castro, D. Leonor Teles, D. Leonor, fundadora das Misericórdias e D. Catarina, que pagou o aqueduto. Óbidos vale visitas que depois se tornam inesquecíveis.
Antônio Munhoz Lopes

CARTAS DO PROFESSOR ANTONIO MUNHOZ LOPES 2


Foto:Tito Dominguez Nunez

Macapá, 02 de dezembro de 2011
Sônia, prezada Amiga:
Parece incrível, somente ontem na Confraria Tucuju, tomei conhecimento da homenagem que me fizeste no dia 10 de fevereiro deste ano, quando completei 79 anos.
Gostei do que disseste a meu respeito, num texto evocativo, recordando meus 20 anos ininterruptos no Colégio Amapaense, onde também fui diretor (segue a portaria de 17 de abril de 1961, assinada pelo governador José Francisco de Moura Cavalcanti).


Quando te referes a meus “passos curtos e apressados”, lembrei de um aluno que, certa vez, me perguntou se eu andava apressado, correndo da vida. E respondi que, ao contrário, corria para não perder um minuto sequer do espetáculo da vida. E a minha filosofia de vida continua a mesma: viver a vida até a última gota, valorizando todos os minutos da existência.


Enfim, continuo amando a vida. Além do texto limpo, Sônia, gostei imensamente do mosaico com as 26 fotos, mostrando o Munhoz de sempre, com algumas modificações, que o tempo, implacável, não perdoa. E com a descoberta da tua bela homenagem, chegou ontem mesmo de Valparaíso de Goiás uma carta onde a missivista diz: “Fiquei impressionada como os amigos e ex-alunos. São carinhosos e gratos pelo professor Munhoz”.
Se os amigos sempre tiveram papel importante na minha vida, hoje meus maiores amigos são quase todos ex-alunos. E, como lembrança, uma foto que mostro pela primeira vez: eu com cinco anos em Belém do Pará, no dia 10 de fevereiro de 1937. Exatamente no dia do meu aniversário. Será que eu mudei muito? Vai com esta um artigo do Cordeiro Gomes, onde ele diz: “Os seus cabelos brancos, que para alguns representam respingos de serenata, para o professor Munhoz são as marcas de um lida dedicada ao ensino de gerações de amapaenses”.
E a respeito de minhas viagens, afirma: “Quase todos os anos, o professor Munhoz cai no mundo”. Uma falha é quando afirma: “Foi um frequentador assíduo de museus e bibliotecas espalhados pelo mundo”. Foi, não, pois contínuo descobrindo museus, como em julho deste ano. Em Madri, descobri um museu extraordinário: o Museu Cerrallo, magnífico palácio de dom Enrique de Aguilera y Gamboa, XVII Marquês de Cerrallo (1848-1922) em 28.000 peças incluindo pintura, escultura, numismática, relógios, desenhos, armaduras, etc. e em Cascais, Portugal, estive no novo Museu Paula Rego, admirando “O ORATÓRIO”, de grande força artística, onde os santos são substítuidos por crianças. Um novo Museu de Madri em um acervo extraordinário é o Thyssen – Bornemisza, que pertenceu ao barão suíço Hans Heirich com Thyssen – Bornemisza de Kaszon, dono da maior fortuna indivídual do seu país e uma das maiores da Europa. O que se vê hoje é o maior e mais completo acervo particular do mundo.
E quando Macapá terá um Museu de Belas-Artes? Tenho 52 anos de Amapá. Acho que vou morrer sem vê-lo. Outra foto que te mando: Eu, no Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, na manhã de 12 de setembro de 2010, em foto de Tito Dominguez Núñez. Obrigado por tudo.
Antônio Munhoz Lopes

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Zunidor -NONATO

27122011705 Nonato_famíla Vai um É BIG! Para o meu amigo Nonato Monteiro, que comemorou esta semana o seu ingresso na casa dos SEXagenários. Na foto com a família.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

É BIG! É BIG! Sônia Canto

Há muito a dizer, sim, para esta mulher que me acompanha há um tempão. PARABÉNS, Sônia/Ainôs. De dentro e de fora pelo avesso e pelo espelho no horizonte. Reproduzo aqui, este texto que escrevi em sua homenagem.

 

CRÔNICA AMOROSA DA CASA DE PRAIA

Fernando Canto

Aquele feriado prolongado caiu como uma cerveja gelada num dia quente.

Iríamos novamente, eu e ela, para a nossa casa de praia curtir a um pouco de calma, já que os filhos e os netos resolveram conhecer outros lugares. A ausência deles doía, pois estávamos tão acostumados que era difícil acreditar que estivéssemos a sós. Vez por outra uma paisagem, uma ponte ou os animais que pastavam ao lado da estrada geravam uma lembrança e um comentário sobre eles. Então fizemos um “acordo” para evitar falar neles, algo meio difícil para nós, tão apegados aos netos.

Chegamos cedo. E após a festa do cachorro e as reclamações habituais do caseiro, fomos à praia, aonde encontramos velhos amigos, para contar novamente antigas e esquecidas piadas e para ouvir as mesmas risadas, agora mais discretas. Foi um dia bom, cheio de novidades positivas e felizes.

De manhã o sol bateu forte na vidraça da janela e se intensificou no quarto. Levantei e não a vi. Depois a encontrei no jardim cuidando das plantas, seu trabalho predileto em nossa casa. Ela estava de chapéu, botas e luvas, com aquelas pazinhas, garfinhos e tesouras alaranjadas, plantado, podando e trocando a terra de uns vasos. E dissecava palavras carinhosas sobre as plantinhas. E me explicava com paciência que a rosa vermelha estava produzindo poucas flores, que a rosa-rosa e a rosa branca precisavam de adubo, que as frutas do pomar estavam esturricadas devido ao calor e outras coisas mais. Falou-me que deveríamos dar mais valor às plantas mágicas da nossa região porque elas protegem a casa e as pessoas dos males dos homens e dos maus espíritos. E discorreu sobre as propriedades místicas do tambatajá, dos tajás rio negro, rio verde, boto e onça, de outros tantos e, principalmente, do comigo-ninguém-pode, que é uma espécie de aninga, explicava.

Não tive mais nenhuma dúvida. Peguei a camionete e fui comprar adubo e terra preta na vila. Ela aproveitou para adquirir novos pés de plantas, que eu até ignorava que existissem. Trabalhamos pesado o dia todo. Eu e o pobre do caseiro que sempre descuidava do jardim da patroa. Consertamos cercas, fizemos leiras, limpamos as varandas, a área de lazer e a piscina, colocamos os colchões de mola para desumidificar ao sol, consertamos móveis antigos e polimos a enorme e pesada mesa de mogno onde toda a família e os amigos se reuniam para almoçar. Depois de tudo limpo e no seu devido lugar fomos jantar. Então ela falou que tinha algo muito importante a me dizer. Enquanto eu imaginava o que fosse ficou no ar o cheiro encorpado de ovo frito quando ela o tirou da frigideira para me servir. O prato de porcelana inglesa - herança dos seus pais – era antigo como o sino da igrejinha da vila. Parecia um gigantesco tacho de comida aos meus olhos, tanta era a fome que eu sentia. Educadamente me contive até ela pôr o prato sobre a mesa. Percebi que no seu olhar sobre meus gestos havia admiração e certa censura. Aquilo foi me encabulando aos poucos, não consegui terminar de comer a omelete, que, aliás, era a única coisa que cozinhava bem. Ela percebeu e me disse: - Coma devagar. Não vou ficar aqui te olhando. E saiu da cozinha.

Na rede da varanda a gente olhava a lua imensurável aos nossos olhos, em silêncio. Até que ela falou: - Obrigada, amor, foi um dia puxado, mas recompensador. Lembra-se disto? Disse-me mostrando um anel de ouro e brilhante, envelhecido. - Encontrei-o ao trocar a terra de um vaso quando meditava sobre o que tem sido a minha vida ao seu lado. Eu agradecia a Deus por ela ser tão cheia de desafios, de vitórias e de superações e por ser prenhe de amor e de perdão, justamente quando arranquei um pé de quebra-pedra e esmaguei a terra de suas raízes. Eu estava sem as luvas de borracha, pois tem hora que elas incomodam, e de repente aquele anel sujo parecia querer se alojar novamente no meu dedo. Foi um dia feliz porque recuperei um objeto que faz parte da nossa história, meu anel de noivado, que você me deu e que eu havia perdido durante a construção desta casa, lembra? Ah, eu tinha chorado tanto e agora ele volta para o meu dedo assim... Tão simples.

Eu a deixei chorar de alegria, um aparente gesto de fragilidade no rosto de uma mulher tão forte e corajosa. Apesar de estarmos cansados, conversamos abraçados a noite inteira, falando da vida, das coisas que vão e que voltam mesmo quando nem imaginamos e, claro, dos netos e filhos, tão inteligentes e bonitos. Então o sol chegou como um imenso anel de brilhante para iluminar nossa história de amor e os sonhos que sonhamos para quem amamos, nos embalando na rede da varanda da nossa casa de praia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

É BIG! É BIG! Reginaldo Leite

Vai um É Big! Meio atrasado para o meu amigo Reginaldo Leite, originário do Curiaú, filho de Zacarias e Guíta, competente funcionário da Suframa. Na foto com o Ronaldo Abreu e o Jacsom Gomes.

É BIG! É BIG! Mayra Loreanne


Vão os cumprimentos da coluna para a Mayra Loreanne, que completou 11 anos no dia 27.10. Ela é filha de Mário Corrêa e Enir, cura a 5ª série no Centro de Ensino Podium, é torcedora do Guarany Atlético Clube e destaque da Escola de Samba Piratas Estilizados.  Loreanne adora a cultura amapaense e é fã dos nossos músicos e compositores. Seu pai (Mário Corrêa) ensaiou uma poesia para ela:
“A Orgulhosa Metamorfose Morena”
Tu que tens
A leveza da brisa
Do rio-mar.
Na meiguice do teu olhar
A ternura da cor morena
Do teu lugar
Sopro de vida
Orgulho de tgeus pais
Radiante sorriso de teus avós.
Hoje menina
Para amanhã
Despertar morena mulher.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

É BIG! É BIG!

paulo_silva Hoje, apesar de sexta-feira santa, os periquitos amanheceram cantando para o jornalista Paulo Silva que completa mais uma risonha primavera. Vida longa! (Ah, o carnê social da “velha boa” RDM…)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

É BIG! é BIG!

anaclara acordando

Ana Clara acordando hoje.anaclaraAna Clara hoje pela manhã.

Parabéns e muitas felicidades para Ana Clara, minha neta. São 2 anos de muitos momentos de alegria. Que ela seja muito abençoada por Deus. A família inteira comemora.