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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

CIDADES EFICIENTES: SEMINÁRIO VAI CAPACITAR GESTORES

 

Senador Randolfe junto com a Caixa e a AMEAP convidaram os gestores municipais para mostrar os caminhos para acessar os recursos federais

O seminário “Cidades Eficientes: como captar recursos e desenvolver cidades” é uma iniciativa do mandato do Senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) em parceira com a Caixa Econômica Federal e apoio da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (AMEAP). Acontece na próxima sexta-feira (01), às 14h, no auditório da Caixa, na Av. Pedro Lazarino, no Buritizal. A palestra principal será ministrada pelo Secretário de Relações Institucionais Sub-chefe Adjunto da Presidência da República, Olmo Xavier. Todos os prefeitos, secretários e técnicos dos 16 municípios do Estado foram convidados. A ideia é estimular que todas as prefeituras estejam aptas a receber os recursos federais e orientar os caminhos de como podem ser acessados estes recursos, valores que podem ser aplicados em diversas áreas, como saúde e educação, por exemplo. “Só ciente de sua responsabilidade, o gestor municipal pode organizar a máquina pública para atender às demandas da população, tornando-se um agente comprometido e promotor de políticas públicas”, afirma o senador Randolfe.

O seminário vai contar com uma palestra dos técnicos da Caixa, com o tema: Como desenvolver cidades e a apresentação do Subchefe Adjunto da Presidência da República, Olmo Xavier sobre o tema: “Como captar recursos federais”. Após será aberto o momento dos questionamentos e debate.

Também será distribuída aos participantes a cartilha “Encontro Nacional com novos prefeitos e prefeitas”, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Serviço:

- Palestra: Como captar recursos federais - Olmo Xavier - Subchefe Adjunto -  SAF/SRI - Presidência da República

- Palestra - Técnicos da Caixa – Tema: Como desenvolver cidades

- Debate

HORA: 14h às 19h30

DATA: Sexta-feira (01)

LOCAL: Auditório da Caixa Econômica Federal (Av. Pedro Lazarino – Buritizal)

PÚBLICO: Exclusivo para prefeitos, secretários e técnicos (Fonte: Carla Ferreira)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CLÉCIO LUIS REÚNE COM BANCADA AMAPAENSE DE SENADORES EM BRASÍLIA‏

clip_image001Por Márcia Corrêa

Parque Zoobotânico na pauta de Clécio com senadores em Brasília

O prefeito eleito em Macapá, Clécio Luis (PSOL), deu continuidade em Brasília ao cronograma de reuniões para definir as prioridades da prefeitura municipal de Macapá após sua posse, marcada para o dia 1º de janeiro. Clécio, que no começo desta semana foi recebido em Macapá pelo atual prefeito, Roberto Góes, e pelo governador do Estado, Camilo Capiberibe, reuniu-se nesta terça-feira (06) com os senadores do estado, em Brasília.

No encontro com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL), eles elencaram ações estratégicas para melhorar a vida da população de Macapá em áreas como a saúde, educação e cultura, além das emendas ao orçamento da União que poderão auxiliar a melhoria dos índices do município nessas áreas. Outro ponto abordado na reunião foi a necessidade de garantir a liberação das emendas já definidas no orçamento de 2012. “Nossa gestão não quer perder um centavo que possa ser utilizado em benefício do povo”, enfatizou Clécio Luis.

Ele lembrou a emenda no valor de R$ 15 milhões, destinada à revitalização do Parque Zoobotânico de Macapá. Esses recursos estão no orçamento de 2012 e podem perder a validade assim que for aberto o orçamento do próximo ano. O Parque, com mais de 100 hectares (um hectare equivale a medida de um campo de futebol), que abriga amostras de ecossistemas do Amapá como floresta, cerrado e ressaca, está fechado há mais de 10 anos por péssimas condições dos logradouros e por não oferecer segurança aos visitantes.

Acompanhado do senador Randolfe, Clécio se reuniu com o Senador João Capiberibe (PSB) e com senador José Sarney (PMDB), parlamentar pelo estado do Amapá e presidente do Senado. Na conversa eles expuseram todas essas situações e pediram aos senadores o apoio para resgatarem esses recursos e planejarem a destinação de novas emendas para o orçamento de 2013. 

“O Amapá enfrenta uma crise urbana, mas também uma crise moral. O novo prefeito eleito precisará de todo o apoio para vencer o desafio que será fazer Macapá voltar a receber recursos da União”, destacou Randolfe.

Ministros: A agenda do novo prefeito de Macapá em Brasília prossegue até o final dessa semana. Nesta quarta-feira (07) ele e Randolfe serão recebidos pela ministra da Cultura, Marta Suplicy, pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e pelo ministro da Educação, Aloízio Mercadante.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O JUIZ E O JOGO POLÍTICO

Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 21/02/10

grego Pensando nas eleições deste ano no Brasil, e especialmente no Amapá, resolvi falar um pouco da cultura grega clássica, dos homens e mulheres que viveram entre os séculos V e VI a.C. na cidade grega de Atenas, chamada por Platão de Sophia. Essa palavra grega significa um tipo especial de sabedoria que une a teoria à prática, pois eles eram pessoas que filosofavam e praticavam o que pensavam, de acordo com a jornalista Ana Beatriz Magno.

Os gregos encenavam tragédias, discursavam sobre a educação e tinham escolas para onde mandavam os meninos e praticavam a democracia com convicção. Magno informa que a cada doze meses sorteavam um quinto dos 40 mil cidadãos de Atenas para ocupar os principais cargos públicos. O sorteio acontecia na Ágora, um misto de praça, mercado e assembleia. Os mandatos eram renovados anualmente e ninguém podia permanecer no mesmo cargo. Segundo a autora, se você era juiz num momento, no outro podia ser soldado. As decisões importantes eram tomadas em grandes assembleias, realizadas mensalmente com a participação de todos os cidadãos. Todos em termos, diz a autora, pois a mesma Grécia clássica e heroica excluía mulheres e escravizava estrangeiros. Só os machos, adultos e livres podiam ser considerados cidadãos. Mas, apesar dos preconceitos, não se pode apagar o valor de um dos períodos mais férteis da humanidade. Eles também inventaram todo um cotidiano de práticas e prazeres, tais como as padarias, teatros, termas e os jogos olímpicos, estes sempre em homenagem a Zeus, em Atenas. E nunca em tempos de guerra. Os atletas competiam nus e qualquer pessoa podia assistir - menos as mulheres casadas. As desobedientes pagavam com a vida, jogadas do alto de uma rocha. Conta-se que só uma mulher rebelde, chamada Calipatira, foi perdoada, pois corajosamente invadiu a arena para abraçar o filho vitorioso.

Por ser o clima muito seco e quente no verão e frio e úmido no inverno, Aristóteles, que foi discípulo de Platão e mestre de Alexandre, o Grande, sugere em um dos seus mais eruditos textos, “Os Meteorológicos”, que a ascensão e a queda de grupos políticos e militares da Grécia eram determinadas pelas mudanças do clima.

Mas embora saibamos que o determinismo geográfico é uma teoria etnocêntrica, sentimos no ar um clima variante e sempre cheio de factóides e verdades na Sophia amapaense. O mercúrio fica dilatando e retraindo em todos os termômetros políticos; partidos e candidatos dançam a valsa dessa oscilação; o povo anda ofegante, na expectativa das decisões.

gov waldezÉ que vão começar as olimpíadas da política amapaense. Porém, quem apitará o primeiro jogo é o governador. Ele é o dono do apito e do cronômetro. Tudo depende de sua decisão, mas ainda não levantou o braço, apenas adverte os jogadores, dizendo que eles poderão ser penalizados se transgredirem as regras. A tensão é muito grande. Até as torcidas, na Ágora, reclamam, ainda que curiosamente não ofendam o árbitro. Os nossos atletas também estão nus, por enquanto despidos de suas vaidades. São gregos, troianos e bárbaros, ávidos para iniciar seus esforços. Mas não dá. O árbitro não apita, apenas olha o cronômetro.

Mulheres, velhos e adolescentes levantam-se em “ola” na torcida. Parecem mais aborrecidos quando o locutor anuncia que haverá um “minuto de silêncio”. Então protestam. Ora, todos são cidadãos, não mais como na democracia grega.

Finalmente parece que vai começar. Mas um relâmpago anuncia a trovoada, que vem seguida de um toró amazônico sem igual. O clima fica meio frio, a água alagou o campo. Todos vão embora junto com a luz, pois o sistema elétrico do local ficou danificado.

No campo, entre a iluminação dos relâmpagos e raios, ficam os jogadores e o juiz, congelados, até o recomeço do jogo no dia seguinte. Mas só o juiz sabe que depois do jogo não poderá mais permanecer no mesmo cargo. Será um soldado ou um general nessa partida da cidadania.