quarta-feira, 12 de junho de 2013

NO AR

Texto de Fernando Canto
Luz do Rio Amazonas - Foto de Juvenal Canto.
 

Ao homem é dado o fado

De sepultar segredos

De enterrar memórias

E de segregar vontades.

 
No ar em que circula o pó

Da angústia

Está toda a tragédia

E o rol das incertezas

Das ações humanas.

 
Ao homem não se nega

A face dos mortos perigosos

A dádiva de santos enlevados

Nem o dom de diluir a arte

Em volúpias e intemperanças.

 
O homem não sonega

 O sonho plantado à bruma da manhã

Hora em que dissipa o verbo

 E surge o espanto em turbilhão letal.

O que é aquecimento global?

Autor: Rafaela Pozzebon 

Não é de hoje que estudos são realizados e "teorias" criadas sobre o aquecimento da terra, camada de ozônio e derretimento das geleiras. As discussões entram pela escola, passam pela faculdade e acabam em rodas de bar entre amigos. Mas o que é o aquecimento global?
Ao longo dos últimos anos muito se fala em aquecimento global, mas o que realmente significa este termo? O planeta está mesmo sofrendo com isto? Estas e outras são algumas perguntas que elucidaremos neste texto.
O que é aquecimento global?

Para início de conversa, o aquecimento global é proveniente das alterações climáticas que ocorrem no nosso planeta, ou seja, é o aumento das temperaturas no planeta. Tal aumento é gerado principalmente pela alta concentração de gases do efeito estufa, fruto das atividades humanas, como a queima de combustíveis e o alto índice de desmatamento.
Imagem clássica quando se fala em aquecimento global

De acordo com os cientistas do Painel Intergovernamental em Mudança do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o século XX é considerado o mais quente dos últimos cinco séculos, registrando aumento de temperatura média entre 0,3°C e 0,6°C.
Quais são as causas do aquecimento no planeta?

As verdadeiras causas do aquecimento global são bastante discutidas e estudadas. Muitos cientistas atribuem a um processo natural, afirmando que o nosso planeta está passando por uma transição natural, saindo da era glacial para a interglacial.

No entanto, grande parte dos estudiosos acredita que o aquecimento no planeta é consequência das atividades do próprio homem. O efeito estufa, grande vilão para o planeta, está sendo intensificado pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão mineral, petróleo e também o gás natural.  A queima de tais combustíveis produz gases como o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), que acabam retendo o calor das radiações solares, funcionando com uma estufa, assim, aumentando a temperatura. Outro fator importante para esse efeito é o desmatando, cada vez mais acentuado. Veja como funciona uma usina nuclear.

Emissão de CO² no meio industrial
Quais as consequências do aquecimento na Terra?

O aquecimento no planeta pode ocasionar vários desastres ambientais, atingindo toda biodiversidade, inclusive o homem. Umas das consequências muito discutidas e que geram bastante preocupação é o degelo. De acordo com especialistas, o oceano Ártico é o mais afetado. Estudos comprovam que nos últimos anos a camada de gelo do oceano ficou 40% mais fina e área teve redução de 15%. Não somente o oceano sofre com o aumento da temperatura, as principais cordilheiras do mundo também estão perdendo massa de gelo.
A partir do degelo dos oceanos, muitas cidades costeiras correm o risco de desaparecer. Algumas delas já registraram elevação do mar nos últimos anos.

No entanto, alguns cientistas climáticos vão ainda mais além, eles alertam que as consequências do aquecimento global trará prejuízos gravíssimos ao homem, como a falta de água potável, alterações nas condições de produção de alimentos e ainda um grande aumento do número de mortes causadas por catástrofes (inundações, calor, secas, etc). Com o aumento do nível do mar, os cientistas preveem a extinção de várias espécies de animais e também vegetais.
O que podemos fazer para evitar o aquecimento global?

O aquecimento global é um problema mundial, ou seja, de todos. Obviamente, países com um poderio industrial maior acabam poluindo mais o meio ambiente, uma das causas do aquecimento no planeta. Especialistas defendem que para diminuir a extensão do problema seria necessário uma verdadeira revolução industrial. Porém, cada indivíduo também possui um papel determinante na sociedade e no planeta, assim, cada um de nós também é responsável por degradar o meio ambiente e como consequência, interferir na temperatura do planeta.

Que tal tomar como padrão algumas dicas para amenizar esse efeito no nosso planeta?

·         Reduzir o consumo de energia;

·         Separar o lixo doméstico;

·         Usar menos aquecedores e ar condicionado;

·         Preferir o transporte público a carros particulares;

·         Substituir lâmpadas comuns por fluorescentes;

·         Não jogar o lixo em lugares inapropriados;

·         Plantar árvores.


Alternativas para evitar o aquecimento global

Mas e se todo este assunto não passasse de uma hipótese e possivelmente uma mentira?

O crescimento das pessoas, humanidade, ciência, inteligência, se dá com o choque entre opiniões, diversidades de conhecimento, pesquisas e estudos aprofundados sobre todos os assuntos. Com relação ao aquecimento global não foi diferente. Há muito tempo se fala em aquecimento global, deposita-se a culpa para certas catastrofes em cima deste aquecimento que descongela a antártida, sobe o nível do mar, e cria tempestades enormes e devastadoras. Mas até onde isto tudo é verdade?

Especialistas apontam que não há teorias sobre o aquecimento global, há apenas hipóteses, ideias a respeito que pode ter mudado na humanidade durante os últimos 1000 anos. Segundo eles, nem a camada de ozônio existe, as mudanças climáticas ocorrem em ciclos de centenas de anos, portanto já houve tempos em que as temperaturas na terra eram maiores que hoje e na época não se criava nem 10% do CO² emitidos nos dias de hoje. Dentre os mais conhecidos defensores da "farsa" do aquecimento global, está Luiz Carlos Molion, PhD em Metereologia e pós-doutor em Hidrologias de Florestas (Você pode ver um vídeo de uma entrevista do professor Molion neste link), e o Professor da USP, Dr. Ricardo Augusto Felicio, que ficou muito conhecido por uma polêmica entrevista no programa de Jô Soares no ano passado. Na ocasião, Felicio afirmou com todas as letras, que o aquecimento global não existe. Você pode conferir a primeira parte da entrevista dele no Jô, através vídeo abaixo.

Para colocar ainda mais lenha nesta fogueira, no último dia 22 de maio, o site Naturalnews publicou uma matéria informando que a NASA divulgou um relatório que onde concluiu que o Dióxido de Carbono na verdade esfria a terra, e não esquenta como estamos acostumados à ouvir.

A decisão de crer ou não no aquecimento global é sua, mas vale lembrar mais uma vez, que as dicas citadas anteriormente auxiliam também numa melhor convivência com nossos semelhantes e não somente para que o sol não nos frite dentro de alguns anos.

FORTIFICAÇÕES CLASSIFICAÇÃO DE ELVAS COMO PATRIMÓNIO MUNDIAL DISPARA TURISMO

A classificação das fortificações de Elvas como Património da Humanidade, pela UNESCO, provocou um aumento vertiginoso do setor do turismo, passando a cidade a acolher turistas de todo o mundo, quando antes era dominada pelos visitantes espanhóis.

O presidente da Câmara de Elvas, Rondão de Almeida, revelou à agência Lusa que, após a classificação pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a 30 de junho de 2012, o turismo aumentou em 320% na cidade, que passou a ser procurada por visitantes de vários países do mundo.

"Houve um aumento de 320% em relação ao número de turistas entrados na nossa cidade. E só estes números é que nos dizem que valeu a pena este esforço de dar a conhecer ao mundo o excelente património que temos", congratulou-se o presidente do município de Elvas, cidade raiana que este ano recebe as comemorações do Dia de Portugal.

Para o autarca, "valeu a pena" o "grande investimento" que o município tem vindo a realizar na recuperação do património e na sua reutilização, bem como as "largas centenas de milhares de euros" investidas em ações de promoção em estações de televisão da Europa e no Brasil.

"Um balanço extremamente positivo para nós, para a nossa restauração e para a nossa hotelaria", considerou.

No entanto, o autarca prometeu, no futuro, ainda "mais trabalho" em prol da proteção de todo o património histórico e da sua divulgação, pois, frisou, "esta corrida ainda não chegou à meta".

Um dos problemas que a autarquia espera resolver a curto prazo, disse, está relacionado com o Forte da Graça, monumento pertencente ao Ministério da Defesa e que foi também classificado pela UNESCO, mas que se encontra degradado.

Rondão de Almeida tem reivindicado, ao longo dos últimos anos, uma tomada de posição por parte do Estado sobre este processo, defendendo a passagem da propriedade para o município.

Agora, revelou, as duas entidades encontram-se em "negociações" relativamente ao Forte da Graça.

À margem deste problema, a classificação como Património da Humanidade foi bem recebida pelos comerciantes, que consideram a distinção como a "luz ao fundo do túnel" para superar os problemas financeiros com que se deparam no dia-a-dia.

"A crise está implantada a nível nacional e, quando recebemos há um ano a classificação, foi uma 'luz ao fundo do túnel'. Elvas necessitava disso", afiançou à Lusa o presidente da Associação Comercial de Elvas, Nelson Pestana.

O futuro de Elvas, defendeu, "passa pelo Património Mundial, passa pelo turismo e é aí que nós devemos criar pilares que sustentem toda essa economia ligada ao turismo, à restauração, à hotelaria e o próprio comércio tradicional".

No entanto, na opinião do responsável, Elvas tem de fazer um "trabalho de casa muito grande", nomeadamente na formação profissional dos trabalhadores da área turística para que aprendam a "saber receber e falar" com os turistas estrangeiros.

"Só passou um ano e o trabalho de casa ainda não está feito, ainda não temos bases sólidas que sustentem esse tipo de comércio dos turistas que nos visitam por sermos Património Mundial", disse.

É nesta área, continuou, que é preciso ir "lutando, a pouco e pouco", e "arranjar formas de dinamizar os negócios e outros produtos enquadrados nesse novo mercado".

A classificação das fortificações abaluartadas de Elvas como Património da Humanidade, na categoria de bens culturais, ocorreu na 36.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO.

O conjunto de fortificações de Elvas, cuja fundação remonta ao reinado de D. Sancho II, é o maior do mundo na tipologia de fortificações abaluartadas terrestres, possuindo um perímetro de oito a dez quilómetros e uma área de 300 hectares.

Fonte: Noticias ao minuto

quarta-feira, 5 de junho de 2013

DOIS POETAS AMAPAENSES QUE CONHECI E ADMIREI.

ISNARD BRANDÃO LIMA FILHO (*)


Chegou a Macapá em 1949; o primeiro poema apareceu aos 12 anos, no Amapá Jornal, através do poeta Alcy Araújo. Em 1968 publicou Rosa para a Madrugada, livro de estreia, que teve duas edições esgotadas em poucos dias. Descobriu, estimulou e abriu roteiro para muitos talentos artísticos da terra de Julião Ramos.

MÍSTICO

Estou feliz Senhor, no dia de hoje,
Alimentado, forrado, amanhecido...
Parece que estou feliz.

No meio do areal deixei a caravana,
E vim, trazendo no rosto a bruteza do Simum,
Nos olhos a secura dos viajores cansados,
Nas mãos o orvalho quente do deserto.

Não sou um peregrino a caminho da Meca:
O túmulo de Moisés foi profanado,
Levaram as urnas, as vestes
E o grão de ouro batido nunca existiu
(era esmeralda),
Mas terás dentro de mim, um servo, meu Senhor,
Há trigo, cevada e mirra.
Usarás como dono daquilo que é teu.

E se a porta não abrir no dia em que chegares
Sabe: minha resposta é pobre e sem valor o ato.
Saberás: estarei dormindo, embrionário ainda,
O sono das terríveis noites seculares,
À espera da Tua luz, do Teu amor, dos Cravos
E da Cruz...

ARTHUR NERY MARINHO (*)
Nasceu em Chaves, norte da Ilha do Marajó-PA, a 27 de setembro de 1923. Foi diretor da Imprensa Oficial do Território e do jornal “Amapá”. Escreveu em vários jornais e revistas que circulam na Amazônia. Figura na antologia “Modernos Poetas do Amapá” e nas enciclopédias “Brasil e Brasileiros de Hoje” e “Grande Enciclopédia da Amazônia”.

PRAÇA ANTIGA

Velha praça, velha praça
Tenho saudade de ti.
Não da bonita que estás
Mas da que eu conheci;

A praça do tio Joãozinho
E do seu Naftali.
O primeiro era Picanço
E o segundo Bermegui.

A praça do João Arthur,
Também a praça do Abraão
A praça que foi outrora
Da cidade o coração.

A praça que se jogava
Todo o dia o futebol,
Esporte que só findava
Quando já dormia o sol.

Parece que isso foi ontem,
Mas tanto tempo passou.
O que deixou de existir,
Minha saudade gravou.

Vejo a barraca da Santa,
Vejo ali o ABC.
Há muito já não existem,
Mas minha saudade os vê.

Da igreja o velho coreto
Eu avisto, neste ensejo.
Do mestre Oscar vejo a banda
E lá na banda eu me vejo.

Eu considero um castigo
Não apagar da lembrança
O que me foi alegria
E agora é desesperança.

Velha praça, velha praça,
Renovastes e linda estás.
Não tens, porém, a poesia
Do que ficou para trás.

(*) Extraído do Suplemento Cultural “Tipiti”/Diário Oficial do Estado do Amapá – Setembro de 1991 – Ano I, Nº I.

Moçambicano Mia Couto é o vencedor do Prêmio Camões de Literatura

O Prêmio Camões de Literatura 2013, o maior prêmio da literatura em língua portuguesa, foi atribuído ao escritor moçambicano Mia Couto.


A decisão foi anunciada pelo júri da 25.ª edição do prêmio, que esteve reunido no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro.
O prêmio Camões de Literatura 2013, o maior prêmio da literatura em língua portuguesa, foi atribuído ao escritor moçambicano Mia Couto. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (27) pelo júri da 25.ª edição do prêmio, que esteve reunido no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Mia Couto irá arrecadar 100 mil euros.
Fizeram parte do júri os escritores José Eduardo Agualusa e João Paulo Borges Coelho, o jornalista José Carlos Vasconcelos, a professora universitária Clara Crabbé Rocha, o crítico Alcir Pécora e o embaixador e membro da Academia Brasileira de Letras Alberto da Costa e Silva.
O Prémio Camões foi criado em 1988 por Portugal e pelo Brasil para distinguir um autor de língua portuguesa que, "pelo valor intrínseco da sua obra, tenha contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum".
Entre os distinguidos pelo prêmio Camões estão os escritores Dalton Trevisan (2012), Manuel António Pina (2011), Ferreira Gullar (2010), Arménio Vieira (2009), António Lobo Antunes (2007), José Luandino Vieira (recusou o prêmio), Sophia de Mello Breyner Andresen (1999), Pepetela (1997), José Saramago (1995), Jorge Amado (1994), e Miguel Torga.
Mia Couto, moçambicano, biólogo de formação, é um dos autores contemporâneos de língua portuguesa mais conhecidos no Brasil. O escritor é colunista da revista África21.

Fonte: Portugal Digital

POEMA DE KLEBER BRASIL

Kleber Brasil é paraense de Óbidos e reside em Manaus-AM.

Quantas vezes na vaga lua eu te busquei.
Num tempo que desejo não tinha nome, 
Nada contava, nada era meu, tudo era ...raro.
Por quantas luas fiquei imaginando a tua forma, teu sexo, teu calor,
Preenchendo a minha cama... na imensidão cinza do inverno.
Até que teu fogo, tingiu de luz as minhas noites.
E ardemos....
Na teia dos nossos desejos ardemos,
Selvagens, delicados, pudicos, devassos...
Nos desejamos, nos amamos, nos possuímos, nos consumimos...Nos
D E L I C I A M O S.
Extenuados, nossos sonhos se entrelaçaram... navegaram noite a dentro, lado a lado.
E dormi contigo a noite inteira,
Enquanto loucos, luas e boêmios vagam sem cessar.
De repente desperto,
A meia luz te vejo linda, serena...
Meu braço rodeia tua cintura, nossas pernas enroscadas, meu peito tatuando as tuas costas... tudo é paz.
Na singularidade desse momento conto-te como dádiva.

Duas vezes!

ROTEIRISTA DE SÉRIES DEVE FAZER NOVO BLADE RUNNER

Agência Estado

O roteirista Michael Green, de Heroes, Sex and the City e Smallville, além de O Lanterna Verde, está cotado para escrever a segunda parte de Blade Runner - O Caçador de Androides, de acordo com uma nota divulgada pelo Los Angeles Times. Ridley Scott ainda é o diretor. 

'NA FINLÂNDIA, A PROFISSÃO DE PROFESSOR É VALORIZADA'

No país que está entre os melhores em rankings de educação, docentes dão aula em só uma escola e têm liberdade de avaliar


Davi Lira - O Estado de S.Paulo

O salarial inicial do professor de ensino fundamental na Finlândia é de cerca R$ 7 mil por mês

Na análise de quaisquer que sejam os rankings de educação, é praticamente certo que a Finlândia - país nórdico de cerca de 5 milhões de habitantes (mesma quantidade de alunos da rede estadual de São Paulo) - esteja presente nas primeiras posições. Por ter um dos melhores sistemas de ensino do mundo, representantes do Ministério da Educação do país foram convidados a vir a São Paulo para detalhar o modelo que pode servir de inspiração ao Brasil. O evento foi promovido pelo Colégio Rio Branco e pela Embaixada da Finlândia.

Em entrevista ao Estado, Jaana Palojärvi, diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, disse que a principal "receita do sucesso" tem a ver com o trabalho do professor, cuja profissão é valorizada e muitos jovens querem segui-la.
A valorização da carreira dentro da própria sociedade foi observado pela educadora Esther Carvalho, diretora-geral do Colégio Rio Branco, que visitou o país em duas ocasiões. "Mesmo não sendo um dos mais altos salários pagos em comparação com outros países europeus, lá o professor tem um prestígio social. Isso é evidente", fala Esther.
Ao observar o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2009 - realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) -, o país ficou na 3ª melhor posição, entre mais de 65 países. O Brasil acumulou a 53º posição.
O que mais chama atenção no seu modelo educacional, é a descentralização administrativa das escolas - professor tem poder para remodelar o currículo de seu grupo de alunos -, há pouco dever de casa e as crianças não são expostas a quantidades excessivas de conteúdo. Uma realidade bastante distinta de países asiáticos como Coreia, líder do Pisa. O sistema coreano é reconhecido por exigir bastante dos alunos na escola e fora dela.
Na Finlândia, manter um ambiente propício à aprendizagem, tendo o professor como figura central desse processo é o principal foco do Estado, que financia completamente o ensino básico.

O Estado de S. Paulo - É fácil ser professor na Finlândia?
Jaana Palojärvi - É das profissões mais populares no país. Por isso, nos preocupamos em selecionar bem os profissionais. Apenas 10% dos candidatos que pretendem entrar na universidade para serem professores conseguem fazer o curso. E não se pode ser professor na Finlândia sem ter mestrado.
 No Brasil há déficit de professores de Química, Física e Matemática. Faltam esses profissionais na Finlândia?
Nossa situação é diferente. É fácil para nós termos professores, pela grande procura. Só em Matemática é um pouco mais difícil.
Professor em seu país dá aula em mais de uma escola?
Sabemos que os professores brasileiros fazem isso, mas não na Finlândia. Lá, o docente dá aula em apenas uma escola. Geralmente fica com o mesmo grupo de alunos, acompanhando-os por cerca de 6 anos.
Qual o salário médio dos docentes?
Eles não são nem mal pagos nem tão bem pagos. O salarial inicial de professor de ensino fundamental é de cerca de € 3.000 (R$ 7.860) por mês.
Qual é o tamanho da carga horária nas escolas finlandesas?
Temos uma das cargas horárias mais curtas do mundo. Nos anos iniciais do ensino fundamental, por exemplo, os estudantes ficam entre 3 e 4 horas na escola apenas.
Então, eles levam muito dever escolar para casa?
Nós não somos muito defensores da tarefa de casa. A quantidade que passamos para os nossos alunos é baixa. É um sistema diferente de países asiáticos, que passam muita tarefa.
Como são feitas as avaliações?
Na educação básica não temos uma avaliação nacional. Em cada sala, o professor é quem decide como avaliar seus alunos. Não acreditamos muito em testes e controle, focamos mais no aprendizado. Temos um sistema bem descentralizado.
No Brasil, o currículo do ensino médio está sendo repensado. A ideia é enxugar a quantidade de disciplinas que podem chegar a 13. Como é o currículo na Finlândia?
Atualmente estamos reformulando o nosso currículo para distribuir melhor os horários de aulas na educação básica. Estamos colocando especial atenção à disciplina de Artes. Queremos impulsionar cada vez mais a criatividade das nossas crianças.
Quem define o currículo?
À nível nacional, desenhamos apenas o esqueleto. É no nível da escola que são definidos as especificidades. Algumas escolas por exemplo, tem um perfi que dá mais destaque a aulas de música, por exemplo. As escolas podem incluir cursos extras à seu critério. 
E como a tecnologia é utilizada no aprendizado?
Existem escolas que trabalham bastante com a tecnologia aplicada à educação e outras que nem tanto. Mas no geral, as escolas finlandensas estão mais interessadas no processo não no meio. Não importa se os professores utilizam papel ou aparelhos tecnológicos. O mais importante é a qualidade do aprendizado.  
Com que idade os alunos finlandeses aprendem a ler?
Nós não esperamos que aprendam a ler antes dos 7 ou 8 anos. As crianças precisam ser crianças.
No Brasil, há críticas quanto a descontinuidade de políticas públicas. Esse problema é enfrentado pela Finlândia?
No início da década de 70 conluimos um intenso debate sobre mudanças no nosso sistema educacional. FOi uma revolução. Mas depois disso, não importa se o governo é de direita ou de esquerda, não foram modificadas até hoje as bases dessa mudança.
No País, existem professores queixam de excesso de alunos por sala. Algumas turmas chegam a ter mais de 40 alunos. Qual é a situação da Finlândia?
Temos menos de 20 estudantes por sala nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos outros níveis da educação básica o número não ultrapassa 25 estudante. Nós nos preocupamos bastante com classes com muitos alunos. Sempre incentivamos escolas localizadas em grandes cidades com grande quantidade de alunos a reduzirem o número de estudantes por sala.
Qual a grande mensagem que a Finlândia pode oferecer ao Brasil?

A qualidade e a equidade são os pontos mais importantes. Independentemente da cidade e do bairro em que estejam localizadas as escolas, elas devem oferecer uma boa educação para todos os alunos. Isso é fundamental.

"A ROSA DA PAZ", DE WILLIAM BUTLER YEATS (1865-1939)"

The Rose of Peace


IF Michael, leader of God’s host
When Heaven and Hell are met,
Looked down on you from Heaven’s door-post
He would his deeds forget.
Brooding no more upon God’ wars
In is Divine homestead,
He would go weave out of the stars
A chaplet for your head.
And all folk seeing him bow down,
And white stars tell your praise,
Would come at last to God’s great town,
Led on by gentle ways;
And God would bid His warfare cease.
Saying all things were well,
And softly make rosy peace
A peace of Heaven with Hell.

A Rosa da Paz

Se São Miguel, chefe do exército de Deus
Num encontro do Céu com o Inferno,
Com desdém te olhasse da ombreira Celestial,
Anular-se-iam seus feitos.
Meditando triste e com vagar sobre as guerras de Deus
Em seu Divino abrigo,
Das estrelas teceria
 
Uma grinalda na tua fronte .
E todos, vendo-o inclinar-se em reverência,
Louvando-te com níveas estrelas,
Para a grande cidade de Deus, enfim, dirigiram-se,
Por tamanha gentileza impulsionados.
Decretou Deus o fim das Suas guerras,
A harmonia total declarando
E de uma rosa fez suavemente a paz,
Uma paz entre o Céu e o Inferno.

                                                                                           (Trad. de Cunha e Silva Filho)

Brasileiros descobrem estrela parecida com o Sol

A estrela descoberta por cientistas brasileiros é 2 milhões de anos mais velha que o sol e vai possibilitar aos cientistas estudarem a evolução do sol.
Uma equipe de pesquisadores brasileiros anunciou a descoberta da estrela mais distante da nossa galáxia com características semelhantes ao Sol. A estrela fica a uma distância de pelo menos 2 mil anos-luz (cada ano-luz equivale a aproximadamente 9,46 trilhões de quilômetros) da Terra.
O anuncio é importante, porque, por ser mais antiga que o Sol em 2 milhões de anos, essa estrela servirá em estudos para determinar como ocorrerá a evolução solar nos próximos anos. “Esse é o aspecto principal da nossa descoberta”, define Jorge Meléndez, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), um dos autores da pesquisa.
Foto do sol

 O estudo foi desenvolvido em parceria entre cinco cientistas brasileiros da USP, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do professor japonês Yoichi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão.
Para as observações foi utilizado o telescópio japonês Subaru, localizado em Mauna Kea, no Havaí, Estados Unidos. “É uma das montanhas que tem uma das melhores condições de observação no mundo”, explica Meléndez. Nesse telescópio foram feitas duas observações, uma em outubro do ano passado e outra em março deste ano.
Além do telescópio, os cientistas usaram um satélite de 8 metros, o CoRot, que recebeu financiamento de vários países como França, Áustria, Bélgica, Alemanha, Brasil e Espanha. “Com a ajuda desse satélite, a gente selecionou estrelas com períodos similares ao Sol”, explicou.
O astrônomo disse que o problema da observação da Terra apenas pelo telescópio é que a atmosfera terrestre gera ruído quando se olha a luz das estrelas. Como o objetivo dos pesquisadores era justamente observar a rotação dessas estrelas, deduzida a partir das suas luzes emitidas, era necessário uma precisão muito alta dos instrumentos, algo impensável de se fazer estando na Terra.
“O satélite nos indicou quais as eram as estrelas com período de rotação similares ao Sol. Para confirmar se realmente são parecidas com o Sol ou não, a gente observou essas estrelas com o telescópio Subaru. Ao todo, foram observadas quatro e, dessas, uma era gêmea solar [que tem características semelhantes ao Sol]”.
Meléndez contou que os cientistas conseguiram determinar o período de rotação de uma estrela localizando onde ficam as suas manchas (semelhantes às manchas solares). O próximo passo na observação dos cientistas foi acompanhar o tempo de demora para que uma dessas manchas completasse uma volta.
Segundo Meléndez, essa foi a primeira gêmea solar descoberta pelo satélite CoRot e, por isso, a estrela ganhou o nome de CoRot Sol 1. “A gente acredita que vão ser descobertas mais gêmeas solares, mas não muito mais distantes [da Terra]. A gente está pleiteando tempo de observação no telescópio Subaru para tentar observar as outras estrelas candidatas”, disse ele.

Autora: Fernanda Cruz da Agência Brasil

sábado, 25 de maio de 2013

VICENTE DE SOUZA - TEXTOS SOBRE UM GRANDE ARTISTA AMAPAENSE

Perímetro com canas - 1987
A AMAPAENSEVIC
VICENTE DE SOUZA - CANACULTURA
Ensaio do crítico Vicente de Percia
 
 

Canacultura – Terra e cana
Nada mais coerente que o tempo para assimilar a produção artística. Legitimar do ponto de vista crítico de imediato é correr risco, principalmente no circuito das artes plásticas. Os apelos constantes do novo causam equívocos e com eles danos difíceis de serem corrigidos.

O indivíduo saturado de informações precisa repensar para não ser direcionado por uma dinâmica que pode levá-lo a desmobilização, envolvendo-o num clip de ritmo e pensamentos apressados.
Por outro lado, podemos dispor de dados para reavaliar períodos no tocante a essa aceleração, coletando informações precisas e com isso trazendo a tona conceitos e diferenças contidas na própria História.
Hoje é possível afirmar o posicionamento contrário da ARTE POP em função do subjetivismo e hermetismo moderno; a contra partida em denunciar nas artes, a vida farta de signos estéticos e massificados.
Dando ênfase à reflexão através de ciclos, assistimos que para alguns estudiosos o PÓS – MODERNO aparece quando a Bomba atômica é lançada em Hiroshima durante a II Grande Guerra Mundial em agosto de 1945. Outros atribuem seu nascimento a partir do termo usado pelo historiador Toynbee por volta de 1947.
Revisitando as artes plásticas no Brasil em particular nos anos 70, verificamos três artistas que trazem no bojo das suas obras a coerência temática: Antônio Henrique Amaral, bananacultura, São Paulo; Humberto Espindola, bovinocultura, Mato Grosso e Vicente de Souza, canacultura, Amapá.

Há nesses artistas a tarefa voltada para uma temática definida numa interpretação que não descarta o individual de cada um, liberando outros elos de relações especiais com distintos tipos de Culturas desenvolvidas no Brasil.

Diante de um mundo fragmentado surgem, através desses artistas, obras de artes voltadas para uma estética personalizada onde os afazeres do homem estão inseridos. São universos distintos que atendem a um objetivo calcado em raízes repletas de brasilidade e participativa de todos os mecanismos e informações atuantes na contemporaneidade da arte.
Aproveitando esse ciclo social revistamos a obra de Vicente de Souza que até em final dos anos 70, não usava a partícula de, na complementação da assinatura do seu nome em suas obras. Sobre o artista assassinado no início da década de 90, no Rio de Janeiro, comenta Rubem Valentim no Correio Brasiliense caderno 2 de 29 de setembro de 1977: É como artista plástico profundamente comprometido com a busca de uma linguagem Brasileira de Arte – no caso linguagem não verbal que sempre procuro falar, incentivando, sobre artistas mais jovens cujo trabalho se identifica com aspectos da realidade brasileira. A pintura de Vicente Souza chamou-me a atenção na época da realização do III encontro de artistas plásticos visuais do Distrito Federal pela temática cana de açúcar e pela boa qualidade especificamente plástica, que me fizeram, como um dos membros do júri de seleção, escolher esse artista para integrar a representação de Brasília na Bienal / 76 São Paulo. Vicente de Souza usa a cana de açúcar como elemento sigmático o qual transforma em símbolo, porque carregado de historicidade socioeconômica. Signo, acredito virá constituir-se um código que revelará na medida do trabalho seu fazer pessoal dentro da visualidade da arte brasileira.

O Grupo de Agricultores que trabalhavam no canavial, ignoravam que um menino, um pouco crescido para seus nove anos de idade, permanecia durante horas admirando o efeito do vento, produzindo uma ondulação nas folhagens das canas, que segundo ele mais parecia um imenso oceano verde. Não era tampouco um capataz, investigando o andamento dos trabalhos e nenhum compromisso profissional o prendia. Desde criança, sempre que podia estava rabiscando. Mais tarde foi enviado pelo Governo de seu estado, para estudar pintura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Ao passar dos tempos foi conquistando sua digital e consequentemente um lugar nas Artes Plásticas. Como artista plástico demonstrou ser possuidor de grande talento e dia a dia pôs à prova sua capacidade renovadora, na difícil tarefa de perpetuar o gesto criador.                                                                                                                      

A obra de Vicente de Souza, presente na exposição patrocinada pela Fundação Cultural do Distrito Federal e pelo Centro de Cooperação Cultural, Científico e Tecnológico — MRE, no início dos anos 70, impôs-se por suas realizações no campo da pintura, onde captava a existência em termos plásticos, exprimindo-as de forma genuína e personalizada.

Souza ou de Souza tinha como núcleo temático, a cana de açúcar em suas variadas dimensões ou seja, extrapolava seus limites e exibia através dos produtos derivados ou elementos ligados a sua industrialização novas propostas. Aparecia aos poucos em seus trabalhos esses detalhes, envolvendo-o , trazendo superfícies e signos evocadores de novas dimensões e espaços. Vicente jamais teve que se esforçar, sua vivência e a própria História, trouxeram contribuições cheias de curiosidades montando novos campos de explorações; trazendo para si, o que era para os outros apenas indicações fugitivas.
A “Canacultura” de Vicente de Souza, gradativamente sintetizava suas formas, resvalando para composições, também geometrizantes, com implicações construtivas. Isto nos faz lembrar as palavras de Goethe: — Na limitação se reconhece primeiro o mestre.

Vicente pertence à estirpe dos artistas inquietos que procuravam caracterizar sua época, assim, em cada exposição surgia uma nova face de idealização plástica. Dentro dessas retomadas, continuava na sua antiga trilha - propunha-se a um mergulho em profundidade no espírito do mundo sobre o qual desejava continuar trabalhando.
Com o aparecimento de novos elementos na obra, como o Alfenim, e referencias a cultura do Negro, que teve importante participação no ciclo da cana de açúcar. Vicente moveu-se com desembaraço, sem sublinhar contradições, procurando ao contrário, envolver-se nas combinações desses elementos. Creio que Vicente de Souza, nunca esteve na busca de uma nova modalidade de arte, persistia em simplificar sua estética pictórica e dar seu recado com uma linguagem própria, com perseverança, amor e obstinação.

Nota-se na pintura de Vicente de Souza, uma maneira especial de ordenar as formas da cana de açúcar, ora cortadas; ora juntando-se em ordem progressiva, isoladas, tomando toda a extensão do quadro; congregando outros elementos dentro de um espaço ou contra um espaço traçado com cuidado. Formas que podiam, ou não, encerrar qualidades comparáveis de sentido, gerando um tipo de magia poética, que permanece intencional. Embora, a obra de Vicente de Souza, nos mostre uma clara visão da abordagem do tema CANACULTURA, seu trabalho evidencia por intermédio de sua própria maneira de dizer plasticamente, uma mensagem que torna sua obra embrionária, através dos múltiplos significados que ela já assumiu na mente e transpassa para a o espectador.
A cana de açúcar, teve grande importância na formação econômica brasileira, desde os tempos de Brasil Colônia; e hoje, coloca-se entre as mais importantes fontes de divisa do país, portanto Vicente de Souza, faz do refinamento formal, uma ligação entre as coisas universais e as origens enraizadas no solo nacional.
Em uma de suas fases optou por um mundo de criação rigorosamente organizado, onde a lógica, a progressão, o ritmo, a regularidade como possibilidades de jogo, tornaram-se seus parâmetros. O artista plástico, trabalhava com frequência com os elementos pormenorizados, eficazes e autonomizados das coisas. Com esta concepção foi premio de viagem do Salão Nacional de Arte Moderna, com unanimidade do júri.

Na impressionante amplidão dos interesses do artista, que interpretava de modo pessoal e sensitivo a sua obra, procurava dar o máximo de si, para que seu trabalho atravessasse os tempos e as fronteiras. Inseria no seu fazer constante, uma amplitude das coisas que falassem de brasilidade e de sua formação cultural. Isto conseguiu plenamente na sua curta tragetória, onde referencias criticas positivas, tais como: Antonio Bento, Clarival do Prado Valadares, Flavio de Aquino, Valmir Ayala, Frederico de Morais, Bill Harpp, Reinaldo Roels, Roberto Pontual, Hugo Auler, Adaline Figueredo, José Vicente Salgueiro, Harry Laus, Andreé Locan, Simião Leal, entre outros.
Participou de memoráveis individuais na Galeria de Oscar Seraphico em Brasilia; Galeria Anna Maria Niemeyer e Galeira Bonino no Rio de Janeiro; Galeria Ruth Benzagar em Buenos Aires; Museo Sophia Imber em Caracas; e em varias mostras internacionais.
Vicente de Percia – RJ                                                                 http://www.galeriaaberta.net/forum/topics/vicente-de-souza-canacultura
Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais
Nascimento/Morte
1945 - Amapá
1987 - Rio de Janeiro RJ - 30 de dezembro
Formação
1971 - Rio de Janeiro RJ - Cursa a Escola de Belas Artes da UFRJ, com bolsa de estudo do
Governo do Amapá, estudando com Quirino Campofiorito, Abelardo Zaluar, Onofre
Penteado e Jordão de Oliveira
Cronologia
Pintor, desenhista
1960 - Macapá AP - Pinta um painel para a Escola Industrial de Macapá
1962 - Belém PA - Pinta o Batistério da Igreja Batista
1964 - Rio de Janeiro RJ - Viaja para estudar
1975 - Brasília DF - Vive nessa cidade
Exposições Individuais
1965 - Caiena (Guiana Francesa) - Individual
1970 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery
1971 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, na Galeria Rubbers
1972 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Galeria Founs
1977 - Brasília DF - Individual, na Galeria A da Fundação Cultural do Distrito Federal
1979 - Brasília DF - Individual, na Galeria A da Fundação Cultural do Distrito Federal
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte da Fundação Casa do Estudante do
Brasil
1980 - Brasília DF - Individual, na Galeria Oscar Seraphico
1981 - Brasília DF - Individual, na ECT Galeria de Arte
1981 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaugaleria
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Cimeira Galeria de Arte
Fontes de Pesquisa
CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos.
Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários
especializados, 5).
FIGUEREDO, Aline. Artes Plásticas no Centro-Oeste. Aline Figueredo. Cuiabá, UFMT,
MACP, 1979. Bibliografia.
PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação de Antônio
Houaiss. Textos de Mário Barata et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 4., 1981, Rio de Janeiro, RJ. IV Salão
Nacional de Artes Plásticas. Texto Mário Brochmann Machado. Rio de Janeiro: Funarte,
1981. 76 p.
SOUZA, Vicente de. Vicente de Souza: pinturas, têmpera. Sao Paulo: Oscar Seraphico
Galeria de Arte, 1980. , il. p&b.
SOUZA, Vicente de. Vicente de Souza. Brasília: ECT Galeria de Arte, 1981. , il. p&b color.
Exposições Coletivas
1965 - Belo Horizonte MG - 21º Salão de Arte Contemporânea
1967 - Petrópolis RJ - 1º Salão Nacional de Pintura Jovem, no Hotel Quitandinha
1968 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Desenho Humorístico - 1º prêmio
1969 - Curitiba PR - 26º Salão Paranaense, na Federação das Indústrias do Estado do Paraná
1969 - Rio de Janeiro RJ - Salão dos Transportes
1969 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão de Verão
1970 - Campinas SP - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC
1970 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1970 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1971 - Rio de Janeiro RJ - 24º Salão Fluminense de Belas Artes
1971 - Rio de Janeiro RJ - Salão Universitário da Faculdade de Arquitetura da UFRJ - 1º
prêmio em desenho
1974 - Rio de Janeiro RJ - 23º Salão Nacional de Arte Moderna
1976 - Brasília DF - 3º Encontro dos Artistas Plásticos de Brasília
1976 - São Paulo SP - Bienal Nacional 76, na Fundação Bienal
1977 - Goiânia GO - 3ª Caixego
1978 - Brasília DF - 1º Documento de Arte Contemporânea do Distrito Federal - prêmio
aquisição
1978 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MNBA
1979 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - prêmio de
viagem ao país
1979 - Brasília DF - 1º Salão de Gravura e Desenho do Centro-Oeste - prêmio em desenho
1980 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MNBA
1981 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1981 - 5ª Mostra de Belas Artes Brasil-Japão
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Recife PE - 36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, no Museu do Estado de
Pernambuco
Textos críticos
"(...) Vicente de Souza usa a cana-de-açúcar como elemento sígnico, o qual se transforma em símbolo, porque carregado de historicidade sócio-econômica. Signo, acredito, virá constituir-se um código que revelará, na medida do trabalho e consequente amadurecimento, seu fazer pessoal dentro da visualidade contemporânea brasileira. No momento atual em que o problema Arte Brasileira surge vivo e polêmico, com os equívocos inevitáveis de falsos e habilidosos buscadores de ´raízes´, é com satisfação que vejo na pintura de Vicente de Souza uma esperança de autenticidade. Sua seriedade, experiência e acúmulo de informações darão sua dimensão própria no futuro, que acredito, seja, juntamente com outros artistas com as mesmas motivações, a conquista de uma linguagem que caracteriza o sentir mestiço do povo brasileiro".
Rubem Valentim
 "Tanto quanto Antonio Henrique do Amaral na fase das bananas e Humberto Espíndola na Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuaisabordagem do tema da cultura do boi, Vicente de Souza alcança paulatinamente um nível crítico de reavaliação da pintura, tomando a cana-de-açúcar como referência. Pode-se detectar, na escolha do motivo, a aproximação do artista (nascido no Amapá e residente em Brasília) do filão, que dá sangue à possibilidade de uma arte nacional, oriunda das raízes regionais, e ampliada na conscientização das conquistas da arte contemporânea no mundo. Filão que tem entre nós, como mestre, o pintor Rubem Valentim, não por acaso também residente em Brasília. A visualidade organizada e a realidade jovem de Brasília como cidade servem de laboratório exato para o florescimento de tão oportunas pesquisas, sem a imposição folclórica e viciosa de outros centros mais curtidos de influência e interesses mercadológicos. Pesquisas de natureza signográfica, como as de Valentim e Vicente de Souza, encontram assim um espaço desobstruído para a evolução natural de suas propostas e projetam naturalmente, em seus respectivos planos históricos, o resultado de uma análise do real, mediante um fecundo distanciamento".
 
Walmir Ayala
VICENTE de Souza: pinturas, têmperas. Textos de Walmir Ayala e Antonio Bento. São Paulo: Oscar Seraphico Galeria de Arte, 1980.