sábado, 24 de outubro de 2009

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

FESTA DO TRANCA-RUA

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Exu Tranca-Rua. Foto: Decleoma Lobato

Pai Salvino, que é Pata de Inkice (linha de Angola) informa à coluna que realizará no dia 07 de novembro uma festa ao Exu Tranca-Rua, ali no seu terreiro na Vila dos Oliveiras. O Babalorixá afirma que a festa será inesquecível, pois o orixá festejado é uma das mais importantes entidades das religiões de origem africana no Brasil.

BATATAVIA PARA CICLISTAS

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Beira Rio: Ciclovias interrompidas.

A gente fica até desiludido em pensar que a possibilidade de Macapá se tornar uma cidade sustentável está cada vez mais distante. Autoridades vão para a imprensa, falam dos seus planos e o quadro continua o mesmo. Acidentes de trânsito aumentam por vários fatores, mas principalmente porque a mobilidade urbana se reduz mais; obriga o pedestre a andar pela rua e o ciclista na contramão. Ora vejam só: a ciclovia da Beira-rio tem até território marcado com tinta no chão pelos batateiros que empestam o local de lixo, vendem batata-frita em óleo vencido e poluem visualmente a frente da cidade. Dizem que os donos desses espaços são quase todos da mesma família. Nada contra as batatas, mas liberem a ciclovia para os ciclistas.

CADA CANDIDATO...

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Domingo de jogo no Bar do Abreu.

Domingo. Pleno jogo do Flamengo, no balcão do Abreu. Entre gritos e risadas, nego contando vantagem, fogos explodindo lá fora. Muito barulho. Um caramala, pretenso candidato a deputado, veio atrapalhar o meu jogo na TV:

- Quero o teu apoio.

- Já tenho compromisso.

- Eu vou ser eleito, eu.

- Ok.

- Eu tenho um nome forte, eu. Eu sou “da Silva”, eu.

- Bacana.

- Eu sou presidente da Associação Estadual dos Cabos Eleitorais, eu.

- Pô! Legal.

- Eles vão tudo votar em mim. Eu tô eleito, eu.

- Legal, mas deixa eu ver o jogo, eu. Pô!

O mala foi embora no intervalo e aí entra o Ronaldo, que a tudo escuta, e me diz com sarcasmo: - Tu arranjas cada candidato!

ANIVERSÁRIO DE DONA TEREZA

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Foto 1: Filhas do Louro. Foto 2: Francisco Lino

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Foto1: Maia e Mainha, neto e bisneto de D. Tereza. Foto 2: Louro, do Bar Baré

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Foto 1: Pedro Ramos e Mario Correa Foto 2: Nilson Estilizados e Cabecinha

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Pedro Ramos, o homem do repique dos Piratinhas.

O aniversário de D. Tereza do Curiaú foi muito prestigiado no sábado passado, apesar dela ter comparecido apenas no início, às 18h00. Tinha que se recolher, afinal completar 104 anos não é para qualquer um. Rolou muito samba e conversa fora na churrascada patrocinada pelo Mário Corrêa, no bar do seu “Louro”, no coração do Laguinho. Mário é incentivador cultural e tem muitos projetos nessa área para o bairro. Entre os presentes estavam o meu amigo Pedro Ramos, “Quati”, conhecido hoje por “Zezinho Macapá”, carnavalesco Ângelo do Cavaco, Alexandre, Nilson “Estilizados”, advogado Maurício Corrêa, as filhas e filhos do “Louro”, além do Maia e do Mainha, neto e bisneto da aniversariante.

JAIME COLECIONADOR

jaime

Carlos, Jaime Nunes, Mauricio Correa e Zezinho Macapá.

Pouca gente sabe, mas Jaime Nunes é um grande colecionador de obras de arte produzidas pelos artistas plásticos da terra. Seu acervo particular é composto por cerca de cinquenta telas e esculturas significativas, feitas pelos mais expressivos artistas amapaenses. Em conversa com o colunista Jaime disse que desconfia que há mesmo, certo marasmo na produção local, posto que quase não se vê exposições agitando o calendário cultural da cidade nesse sentido. Realmente, a ausência de movimentação nas artes plásticas é sentida. Parece não haver nenhum interesse da classe ou de parte de quem gerencia a política oficial de cultura em mudar esse quadro, creio eu.

O “MERENGUE” E OS SANTOS

falar_tucuju Casa de dança, gafieira; música de ritmo caribenho. O “Merengue’ era uma casa de dança bastante famosa nas décadas de 50 e 60. Inicialmente era localizada na Favela, depois se mudou para o bairro da CEA, na “ilharga” onde hoje está localizado o Hospital São Camilo e São Luiz e, por último, próximo ao quartel do 3º BEF. Uma história engraçada ocorreu quando construíram o hospital. Na fachada desenharam em alto relevo os dois santos que deram nome ao prédio, e de propósito ou não, de frente para o “Merengue”. O São Camilo está de mãos postas e São Luiz de braços abertos. Após muita pressão dos padres e das autoridades o “Merengue” teve que se mudar. Aí o povo começou a gozação. No dia seguinte à mudança, percebendo o maior silêncio na zona, São Camilo perguntou: - São Luiz, onde está o “Merengue”? E São Luiz, de braços abertos respondeu: - Não sei. (Extraído do livro “Falar Tucuju - Desde o Tempo do Ronca”, de João Nobre Lamarão. Sebrae, 2006).

ZUNIDOR

dia de chuva

Primeiras chuvas sobre Macapá, após longa estiagem, também trazem os primeiros espirros da temporada.

Muito bonita a procissão do recírio realizada na segunda-feira. A Santa foi homenageada pela bateria “Pororoca” dos Boêmios do Laguinho na esquina do Centro de Cultura Negra e pela dos Estilizados na chegada à Catedral, à noite.

Até dia 30.10.09 estão abertas as inscrições para o VIII Congresso Norte-Nordeste de educação em ciências e matemática, que se realiza junto com a IV semana de ciência e tecnologia e a XVIII Feira de Ciências de Roraima. Sites: www.uerr.edu.br  ou www.ifrr.edu.br.

Está em Macapá o carnavalesco Rodrigo. Veio apresentar os modelos de fantasia do carnaval 2010 dos Boêmios do Laguinho. O tema é “Índio que te quero lindo”.

O processo seletivo para o curso de Medicina da UNIFAP deve bater o recorde de inscrições: mais de 70 para cada uma das 20 vagas. Será no dia 04, no Teatro das Bacabeiras o lançamento da coletânea de poetas amapaenses.

Vem aí “Os Adoradores do Sol”.

Inderê! Volto zunindo na sexta.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Crermemorial

Memória,

Espécie de tecido, manta que se instala como roupa cheia de bolsos onde encontro o que guardei sem perceber.

Deslembro, entretanto, o que não quero. Rápido fecho o bolso.

Velcro-imã-botão-zíper.                         

Circula somente o melhor perfume. Ativo e desativo o arquivo - lembrança antiga - por uma ação ou imagem qualquer que os sentidos capturam.

Abs(traio) sentimentos de pedra: ouro e prata sobre um prato de veneno; a ambição, o rumo às saídas loucas, o plano perfeito, a morte - condicional, na imaginação.

Creio formatar a construção/desconstrução desses puzzles diários; enrugar lembranças desconexas e construir castelos sobre vulcões imaginários. Ora, veja só: surto em linha reta a cada quadrado perfeito que desenho na mente na relação com o passado.

E assim conta o amor, o osso-ruro-de-doer: tutano das estranhas a escorrer na tarde de um dia inominado. O buco-osso-gordo-de-rorer, como o amor feito do brilho de platina refletida na lama; o ossobrusco.         

Romance de um livro sem palavras.

Memória,

superfície plana à espera do vento no deserto.

Memória-calma-como-o-mar-após-a-tempestade

Memória/luz/                                 

Congelada ao sol do meu poente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

É BIG! É BIG!

joaozinho_gomes Joãozinho Gomes

fruta_rachada_menor

Encarte do LP “Fruta Rachada”, uma das primeiras obras fonográficas do poeta e compositor.

Hoje é dia do aniversário de um dos mais expressivos poetas da Amazônia.

Hoje aniversaria meu amigo Joãozinho Gomes, cuja obra poética e musical cobre a floresta e encanta os seres viventes.

Parabéns, Joãozinho. Que o Supremo Ser do Universo te dê sempre luz, liberdade e laços, assim, meio paradoxal, para que estejas sempre próximo de nós com a tua poesia.

É o que desejamos. Sônia e Fernando.

P.S: Só faltam os Gomes & Bebes numa BLT.

domingo, 18 de outubro de 2009

OS VELHOS E “O VELHO”, DE RUI GUILHERME

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O livro “O Velho” (Scortecci. S. Paulo, 2009), de Rui Guilherme, traz à tona um problema que atinge alguns milhões de brasileiros, com suas mazelas pessoais e o drama do abandono, no conto que dá título à obra.

O autor toca num ponto crucial ao falar das doenças da velhice e dos episódios de saudade que o principal personagem sofre no contexto ficcional, desenvolvido em flash back. Aliás, o verbo lembrar, recorrente no texto, demonstra sempre situações de relações sociais “do tempo do velho”, como os divertimentos e lazeres e formas meio puritanas de falar: um certo estado de pureza, mormente quando a paixão retraída fazia do velho “um menino com um coração de poeta”, diz o autor.

A trágica situação psicológica vivida pelo personagem, como veremos adiante, remete à situação de que o mundo está envelhecendo rapidamente devido a diversos fatores. Dados do IBGE (PNAD:2003) demonstraram que a população brasileira, a partir de 60 anos ou mais representava 9,6% da população total. As projeções demográficas para 2020 sugerem que o Brasil terá 32 milhões de idosos, ou seja, 15% de seu contingente. Com isso, atualmente se desenvolvem inúmeros processos que fazem da velhice um quadro estonteante.

A mídia, por exemplo, lança o estereótipo de que o idoso é um sujeito emancipado e com o espírito jovem. Daí o cuidado com o corpo se torna a principal preocupação dos indivíduos, que por isso vão buscar uma “aparência mais aceitável”. Assim, se concebe a idéia de que a velhice não é mais uma condição física, biológica e psicológica, mas uma questão de escolha, coisa que pode ser evitada a todo custo.

Para Santos, Moreira e Moreira (Unisuam:2008) a nova relação com o corpo propicia uma nova significação com o envelhecimento e, consequentemente, com a longevidade. Há, segundo esses autores, um intenso movimento de “retorno à jovialidade”, que assume um papel central nessa nova identificação para o idoso. Esses “jovens velhos” ganham perante a sociedade uma nova representação que difere explicitamente daquela elaborada em décadas anteriores.

Não é o caso do personagem do conto de Rui Guilherme que, aborrecido com o mundo, joga os exames geriátricos no lixo e quebra o cartão do plano de saúde. A realidade, hoje, é que os consultórios médicos do mundo inteiro estão repletos de idosos que procuram não só a medicina terapêutica, mas também soluções estéticas. É crescente o número de idosos que se submetem às cirurgias plásticas guindados pela mídia. Ela reforça o comportamento dos idosos ao relacionar beleza, juventude e vigor. E o capitalismo tomou essa parcela da população como um forte mercado consumidor, cuja demanda por produtos estéticos, sexuais e por novas maneiras de prolongar a vida é cada vez maior.

O velho, simples em seus hábitos, convivia com fantasmas. Desprezava os sonhos míticos da humanidade tais como a imortalidade e a eterna juventude, ao passo que os idosos atuais vivem num período em que a expectativa de vida cresceu e que a longevidade está relacionada a condições de vida saudáveis, como as práticas de esporte, alimentação saudável, e de novas formas de lazer e entretenimento.

“O Velho”, de Rui Guilherme, talvez retrate uma faixa de pessoas que certamente abandonaram suas famílias, em vez de serem abandonadas por ela. É a história de um aposentado que queria a morte, pois achava que não valia mais a pena viver. É uma história do ponto de vista psicológico um tanto cruel, centrada num episódio fisiológico, traumático para o velho, que pode acontecer com qualquer um. Fato real, mas trágico. Daí a sacada do autor para enfatizar o aspecto mnemônico do personagem e com isso chamar a atenção para o tema da velhice.

Quase coloquial devido às falas e diálogos dos personagens, o texto é permeado por uma narrativa densa e rebuscada, mas que se comunica com o leitor e o leva a procurar saber o desfecho do drama. Os outros contos, tangentes à vida e aos sonhos do autor, também refletem/refratam as (des)memórias do cotidiano e as (i)realidades (im)possíveis. Leia. Faz bem. Você vai gostar.

sábado, 17 de outubro de 2009

CENAS DO LANÇAMENTO DO JORNAL “BAR DO ABREU”

Depois de muito mistério em torno do assunto, finalmente foi lançado o jornal comemorativo dos 27 anos do Bar do Abreu.
O evento foi realizado ontem, dia 16, ao meio de muita alegria e festa. Os fregueses habituais e eventuais não cansaram de elogiar o trabalho coordenado pelo jornalista (editor-chefe) Gabriel Penha.


Linha1: Ronaldo, Pedro Paulo e Fernando; Ronaldo e Pedro Paulo; Geni Frota; Andréia e Ceará.
Linha2: Roberval e Ronaldo; Jara Dias passa a "panela" a Ronaldo; Andréia Freitas e Palheta.
Linha3: Ronaldinho, Fernando Bedran, Ronaldo e Marquinho Abreu; Lincoln Américo; Jara Dias.
Linha4: Canela; Durval Melo e esposa; Gabriel Penha e Palheta.

TIROTEIO? AINDA BEM QUE NÃO HOUVE

Especial para o jornal "BAR DO ABREU", de 16/10/09

Há quem afirme que nunca aconteceu um tiroteio no Bar do Abreu, principalmente se esse afirmador for o próprio dono. Ele diz que já tentaram fazer de seu bar um antro de bandidos, mas que esses não sobreviveram para contar histórias que certamente seriam mentirosas.

Apesar das contradições, repito, há quem afirme que em uma bela tarde de domingo, durante um jogo importante do campeonato nacional uns caras esquisitos chegaram por aqui e Pôu! Começaram a se atirar sabe lá por quais motivos. As más línguas dizem que era nego se jogando embaixo das mesas, somente pelo gesto instintivo, já que elas não oferecem proteção alguma mesmo sendo feitas de ferro. Uns se trancaram no banheiro GLT e outros foram parar na cozinha e chegaram a se melar na moela. Diz-que o Paulinho Piloto ficou embaixo do balcão até as coisas se acalmarem, pois o dito odeia violência, diz-que. Diz-que! Como diria bem enfatizado o velho Biluca lá do Laguinho.

Pois bem, aproveitando o mote para um festival (que nunca houve) de músicas com a temática do bar, resolvi fazer uma letra sobre esse tal tiroteio de ficção, segundo o Ronaldo, mas de verdade, segundo umas testemunhas oculares, que agora usam óculos para ver melhor. Então chamei meu parceiro Nivito, que fez um belo samba de breque, pra ninguém botar defeito, como dizem os que repetem lugares-comuns. Verdade ou não, a música está aí. É só pedir para o Nivito tocar, já que o Ronaldo não pensa em gravar um CD com músicas do bar. Ainda.


TIROTEIO NO ABREU

Fernando Canto e Nivito

Um tira mirou seu 38 / Pra acertar um "otaro" no balcão

Só que a bala resvalou num esteio torto / Foi ao teto e três vezes foi ao chão

Fez a curva, varou a porta da terra / E acabou-se com os diabos no Japão

Foi num dia bem cheiroso, mês de maio / Do ano aziago de 2.000

Que uns malucos manés se agrediram / Disputando a herança dos avós

Tinha gente afirmando coisa besta / Como a morte que é certa e nunca dói

As pessoas correram para o lado / Procurando abrigo e segurança

Gente fina gritava apavorada / Com uma história pesada na balança

Uns fregueses olhavam pela fresta / Com medo da morte e da vingança

Esse papo de briga não convence / Ninguém quer por aqui mais um defunto

Os fregueses não querem essa algazarra / Um tapinha na cara quando muito

Senão vira um lugar organizado / Com a paz da cidade dos pés juntos

Vão-se à porra seus caras descuidados / Que é verdade esse som de bangue-bangue

Muito tira tem cara de bandido / Ou parece ser líder de uma gangue

Mas aqui neste bar vocês se cuidem / Pra que a gente não veja correr sangue

É preciso, amigo, ter coragem / Pra enfrentar o mau tempo sendo ateu

Pois uma bala que rompe pela sala / Provoca o sorriso do Abreu

E depois neste bar tem mais polícia / Que dinheiro em cofre de judeu

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

MINTEG ABRE INSCRIÇÕES

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Professores Arley e Marinalva, do MINTEG/UNIFAP

Já estão abertas as inscrições para o Mestrado Integrado em Desenvolvimento Regional - Minteg - da UNIFAP. O edital está no site www.unifap.br . Serão 25 vagas disponíveis para graduados em diversas áreas do conhecimento e o candidato poderá escolher tanto o inglês como o francês para a prova de proficiência em língua estrangeira.

A maratona vai até o dia 28 de dezembro com o resultado final das etapas classificatórias e eliminatórias.

Com um quadro multidisciplinar de vinte doutores e pós-doutores, o Minteg goza de excelente conceito entre os cursos sticto sensu da área e junto à Capes.

104 ANOS DE D. TEREZA

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Tela de Dekko denominada “A Água Benta e o Diabo” na qual D. Tereza está representada dançando Marabaixo em frente à igreja de São José de Macapá. (Acervo Fernando Canto)

Dona Tereza Rosa dos Santos, a Tia Tereza do Curiaú, completou ontem, dia 15, seus 104 anos de idade. Moradora do Laguinho, desde os tempos da criação do Território Federal, até hoje é presença marcante nas festas de Marabaixo do bairro e de outros eventos em que o som dos tambores ecoa.

Era ela quem lavava os uniformes do Guarany Atlético Clube. Por isso mesmo o Mário Corrêa vai homenageá-la amanhã em uma festa no Bar Baré, do seu “Louro”, ali na José Antônio Siqueira em frente à clínica Santa Rita, a partir da 18 horas. Na oportunidade também será comemorado o aniversário do seu neto, o tocador de caixa e compositor de “ladrões” Raimundo Maia, que fará 58 anos.

VIOLONISTAS DE TALENTO

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Bebeto Nandes coordena a Mostra de Música Sescanta.

O “Projeto Sonora Brasil – Violão Brasileiro” vai realizar sua quarta etapa no circuito amapaense com as apresentações dos violonistas Aluísio Laurindo, do Amapá, e Nicolas, do Rio Grande do Sul. Inicia no dia 1º de novembro no Sesc Ler de Laranjal do Jari e termina no dia 2 , às 20h00 no auditório da escola Sesc, na Jovino Dinoá, 4311, Bairro do Beirol.

Falando nisso estão abertas as inscrições para a Mostra de Música Sescanta Amapá 2009. Os interessados devem procurar o Bebeto na Casa da Cultura do Araxá. Podem participar músicos, compositores, cantores e grupos de todo o Estado, sendo ou não comerciários.

A música selecionada irá se apresentar em Maringá (PR) e, juntamente com as outras nove melhores, fará parte de um CD.

TOM D.C.

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Tom D.C. agora faz esculturas gigantes como este Obelisco em frente ao Zephir, em Caiena, Guiana Francesa (2000).

O conceituado artista plástico Tom D.C. inaugura uma escultura do Cristo Redentor de 2,50m na residência de uma cliente carioca, em Macapá.

Tom, que juntamente com Dekko e Gibran Santana construíram um monumento - um obelisco com inscrições indígenas do Oiapoque ao lado do Sephir, em Caiena no ano 2000, também foi convidado para fazer uma imagem de N.S. de Fátima para a Igreja homônima de Santana.

A escultura será feita de fibra de vidro e terá quase 7,00m de altura

O GAIATO DA DESFEITEIRA

helio_lindoval_peres Hélio Pennafort (D) registrou as danças populares da Costa Amapaense. Na foto contando uma história para o Eng° Lindoval Peres, no Reveillon do Bar Xodó. (Acervo Fernando Canto)

Diz o Hélio Pennafort em seu livro “Micro Reportagem” (GTFA:1980) que ao andar por Calçoene passou uma noite num aglomerado chamado Juncal, habitado por dezenas de lavradores. Ele conta que “{...} participamos de uma festa na casa do Inspetor de Quarteirão. Ele também fazia parte do “conjunto”, tocando com muita sensibilidade um violino pelo jeito adquirido há vários anos. Depois das valsas, sambas, xotes e baiões, começou a “desfeiteira”, dança que obriga o cavalheiro a parar e recitar uma quadrinha, quando avisado por toque no ombro pelo “mestre de cerimônias”, sob pena de a festa ser paralisada. Quase todos os versos falavam das qualidade anatômicas da damas participantes. Saíam coisas assim: “A minha dama parece/ uma flor neste juncal/ é uma princesa do mato/ rainha do Araparizal”. Mas como sempre aparece um gaiato nessas ocasiões, por pouco a festa não virou pancadaria. Aconteceu quando o mestre tocou o ombro de um nordestino que rodopiava agarrando à simpática baixinha. Lembrando sua origem e com aquele sotaque inconfundível do agreste, recitou sua quadrinha com um vozeirão que cobriu a sala toda: “Na cidade do Irará, no interior do Maranhão/ Existiu um velho sapeca, muito vivo e garanhão...”. Mas o nosso repórter só contava os outros versos finais para os amigos no bar.

ZUNIDOR

Parabenizo todos os meus antigos professores, do primário à Universidade, pela árdua tarefa de ensinar. Aliás, essa profissão deveria ser a melhor remunerada em todo o Brasil.

Estão abertas até 31 de outubro as inscrições para o 8º Concurso de Contos do IPDAE, de Porto Alegre. Abrange duas categorias: juvenil e adulto. Regulamento no site: www.ipdae.org.

irmãos_leoves_bolachinha É sempre um prazer ouvir os irmãos “gregos”, Márcio e Marcelo Leóvis cantando sucessos do passado, em inglês, com Bolachinha, no Bar do Abreu.

bibas_ Meu amigo Bibas não perde uma parada dessas.

Deu no O Dia Online: PNAD 2008 – IPEA: País precisará de 20 anos para erradicar analfabetismo. 10% da população em 2008, cerca de 14 milhões de pessoas têm inabilidade de ler e escrever um bilhete simples. A cifra é mais elevada que dos países sul-americanos como Chile e Argentina. A USP está oferecendo o Mestrado em Engenharia de Sistemas Logísticos até às 24h00 do dia 22.11.09. Site: www.sistemas.logisticos.poli.usp.br.

Foi fundada no dia 09 passado a Academia Amapaense de Medicina. A diretoria e os membros escolhidos tomarão posse em sessão solene no dia 11 de dezembro. O presidente provisório é o Dr. Raimundo Lopes.

A Universidade Federal do Tocantins abriu inscrições até o dia 06.11.09 para o Mestrado em Produção Vegetal. Site: www.uft.edu.br/producaovegetal.

Vem aí o livro “Adoradores do Sol”.

Inderê. Volto zunindo na sexta.

CIRIO DE NAZARÉ EM BELÉM



Imagens enviadas por Herialdo Monteiro e Zê, clicadas da janela do Museu de Artes Sacras do Pará às 5 horas da manhã de Domingo, 11/10.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

HOMENAGEM ESPECIAL

Professora Alba Cavalcante da Silva, minha sogra.

LIÇÃO DOS MESTRES E O NOME DAS ESCOLAS

Acima:Professora Aracy Mont'Alverne, Professoras Graça Redig e Graça Mont'Alverne e Professora Helena Mont'Alverne.
Abaixo: Professora Oriana Mont'Alverne, Professor Munhoz e Professora Cacilda Barreto.

Às vezes a gente passa despercebido de datas importantes. Datas, fatos, pessoas que marcaram a nossa vida, e que foram decisivas na nossa trajetória. No ano passado, andando na zona sul da cidade, fui me dar conta do nome das escolas daqueles bairros. Era Dia do Professor.

Vi nitidamente nessas escolas, as figuras de queridos mestres que tive desde o curso primário no Barão do Rio Branco. Lembrei da figura austera e terrível da professora Cecília Pinto de Azevedo Costa, jogando sem titubear a sua pesada régua de acapu nos alunos mal comportados e barulhentos, aqueles do final da sala. Lembro dos castigos aplicados a quem não cumprisse com as obrigações impostas. Esses, coitados, estavam condenados a escreverem cem vezes uma frase correspondente à infração ou a ficarem sozinhos até depois do meio dia com uma fome danada. Ela possuía a anuência dos pais e eles achavam aquele método de aprendizagem muito correto. Recordo que fui rebaixado da segunda para a primeira série primária, por não saber "de cor" as operações matemáticas, apesar de já ler e escrever bem melhor que meus colegas. Tive que enfrentá-la também na primeira série e no ano seguinte na segunda. Então aprendi os conteúdos dos programas e a respeitá-la pelo resto da vida.

Na Avenida Diógenes Silva está a escola estadual Professora Lenir, grande e ilustre mestra, de quem tive o prazer de ser aluno no Ginásio de Macapá. Era a maior amiga dos estudantes e profunda conhecedora da História, além de líder que brigava por qualquer um, impondo o seu espírito de justiça quando um aluno era suspenso ou cometia algo além das regras estabelecidas. Ela organizava as festas e atividades cívicas da escola e estava sempre pronta a ajudar quem precisasse. Uma professora inesquecível.

Passando pela Claudomiro de Moraes a gente encontra a escola "Mário Quirino", homenagem ao professor de português do curso de Contabilidade do Colégio Comercial do Amapá – CCA. Era o mais conservador dos professores que tive. Militarista escrachado e homem rígido no ensino da língua, não admitia jamais cometer um erro. Por isso cheguei a pagar caro ao lhe dizer que falara uma cacofonia, justamente quando ministrava assunto sobre vícios de linguagem. Por causa disso, e sabedor da minha detenção durante o caricato episódio do "Engasga-engasga" em maio de 1973, tentou me expulsar, mesmo sabendo que não poderia. Não havia prova de minha participação e eu estudava o último ano. Contornada a situação, após a intervenção dos professores Edson Correia e Elza Brandão, passei "arrastando". Mas nem por isso deixei de reverenciá-lo com um professor de qualidade.

O cientista Reinaldo Damasceno ensinava no Instituto de Educação do Amapá – IETA, quando ali fiz apenas o primeiro ano do curso pedagógico. Foi um dos mais homens mais cultos do seu tempo em Macapá. Era brincalhão, mas ensinava com seriedade e competência. Realizava suas pesquisas biológicas no Museu Costa Lima, que criou. Não tive o prazer de ter sido aluno da professora Aracy Mont'Alverne. Fui amigo e admirador da poetisa e cheguei a escrever o prefácio do seu livro "Luzes Para a Madrugada". A professora Aracy foi uma das mais proeminentes mestras amapaenses. Mais adiante, na Rua Claudomiro, está a justa homenagem ao professor Irineu da Gama Paes, um dos primeiros mestres da educação física do Território, que ministrava suas aulas na Praça do Barão.

E assim como tantas homenagens que fizeram a eles, fica também a minha, eivada de boas lembranças, essas que os tornaram arautos da boa educação do seu tempo e de inesquecíveis ensinamentos, úteis para a vida toda.

A LIRA LIGEIRA DO SÍLVIO LEOPOLDO

Silvio Leopoldo e eu em um de nossos muitos encontros em Belém-PA. Silvio faleceu no dia 12/10/2007.

Com a morte de Sílvio Leopoldo o Amapá perde mais um dos seus melhores poetas. A notícia chegou fulminante através do amigo Mário Corrêa em pleno sábado, 13 de outubro, dentro de um supermercado do Laguinho, bairro cantado aos quatro ventos pelo compositor que tinha verdadeira adoração pela Escola de Samba da Nação Negra, a Boêmios do Laguinho.

Eu havia escrito aqui neste espaço que já não achava mais tão difícil falar em morte, sobretudo a de meus amigos, que foram como garças voando "com as penas que Deus lhes deu", no dizer do ladrão de marabaixo lá de Mazagão. Portanto não posso deixar de comentar sobre um dos mais talentosos poetas com quem convivi em Macapá e depois em Belém.

Conheci o Silvio através de Manoel Sobral, em 1971, no III Festival Amapaense da Canção, quando ele conquistou o terceiro lugar com a música "Cantiga", interpretada por Graça Pennafort. Mas Sílvio Leopoldo já tinha uma história: foi o idealizador e realizador do I FAC, em 1968, e bem antes publicara o opúsculo "Primeiras Poesias", aos 14 anos de idade. Precoce como compositor e poeta Sílvio era uma promessa excepcional. Aos 17 publicou "Velas do meu Mar", que teve duas edições. Chegou a estudar no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, e fez o curso de Biblioteconomia na UFPA, onde também iniciou o curso de Direito, que logo abandonou. Em 1975, a pedido do Sobral, fiz os arranjos e acompanhei duas músicas de sua autoria, "Problemática" e "Água Benta", que ganharam o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, no V FAC, em detrimento até da música "Geofobia", de minha autoria e de Jorge Monteiro, que daria início à formação do Grupo Musical Pilão. Nesse ano Sobral foi o Melhor Intérprete.

No decorrer de sua carreira recebeu várias premiações na área da música e da poesia e em 1977 publicou o livro "Lira ligeira", quando morava na cidade de Altamira, no Pará. Figura em algumas antologias e muitas de suas composições foram gravadas por cantores regionais, inclusive por Manoel Sobral e pelo Grupo Pilão, com as músicas "Zanga dos Rios" e "Saga", única que chegamos a fazer em parceria. Em 1990 saiu editado pelo Governo do Estado do Amapá o livro "Era uma Vez Num Fundo de Gaveta", no qual reuniu poemas novos e outros já publicados. Em Belém fui convidado por ele para fazer a apresentação de sua obra no lançamento na biblioteca da Embrapa, onde trabalhava. Houve show do Pedrinho Cavalero e muitos canapés, do jeito que ele gostava.

Na última terça-feira, 09 de outubro ele lançou seu último livro "Evocação de Ajuruteua".

Dos seus poemas destaco "Evocação de Macapá", uma espécie de passeio ao seu tempo de adolescência, e "Acorda João", poema social muito bem elaborado. E é do fundo da gaveta, no poema "Holocausto II, Pesadelo", que o poeta tira os versos: "Todos os meus amigos partiram (...)./ Levaram consigo a terrível dúvida/ E o pálido receio. Levaram consigo a resignação/ Predestinada dos profetas./ Ainda ontem estavam comigo." Depois ele arremata num aniquilamento radical que "Todos os meus amigos partiram.../ Nunca mais os vi, nunca mais. Ouvi dizer que em algum lugar a terra se abriu/ com o sangue quente dos meus amigos./ Ouvi dizer que meus amigos/ Não tiveram nenhuma chance,/ e que na hora inexata da morte/ Ainda falavam da Grécia".

Leva, poeta, a tal resignação predestinada dos profetas, encontrada ao lume da leitura de Alcy, Cordeiro e Álvaro, na rebeldia de Isnard, Raimundevandro e Saulo, no cromatismo de Azarias, Aluísio e Arthur, e de tantos que se foram, como bem disseste, e que choraram pelas suas sinas de "Alimentar esperanças/ Entre as dores e os desenganos".

Texto publicado no "Jornal do Dia" de 21/10/2007

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Feliz Dia das Crianças

Muitas felicidades: Leléo, Yago, Gabriel, Ana Clara e Amanda.

RECORDAÇÕES DO ARRAIAL DE NAZARÉ

Publicado no jornal "A Gazeta", de domingo 11/10/2009

Igreja de São José - década de 40.

Não muito diferente de Belém do Pará, a festa de Nossa Senhora de Nazaré em Macapá, também traz suas histórias de fé e de religiosidade popular muito arraigada na memória do povo.

Desde que começou a ser praticada por aqui, há 75 anos, vem ganhando o respeito da população de forma que a cada ano o número de fiéis que dela participa se amplia impressionantemente. Indiscutivelmente o final ou início de cada século é motivo de medo apocalíptico, de confusões mentais provocadas por más leituras dos livros sagrados, de aparecimento de loucos, santos e falsos profetas, enfim quase tudo é motivo para que os crentes fiquem atentos aos acontecimentos e com isso queiram se proteger dos males.

O aumento do número de peregrinos a um santuário famoso é um sintoma dessa situação. Vejamos: Fátima, Lourdes, Aparecida e Belém do Pará, onde milhões de pessoas estão sempre presentes com os mais variados propósitos. Elas vão incondicionalmente a esses lugares em busca de cura para suas doenças; para pagar promessas; agradecer por graças alcançadas com a interveniência da Santa ou mesmo para louvá-la na condição de Mãe de Jesus Cristo.

É bem verdade que o lado profano existe em todas as festas religiosas. Em Belém, por exemplo, desde as procissões de translado da imagem ao círio e ao recírio, sempre estão os comerciantes de bebidas, para não irmos muito longe, os batedores de carteiras ou os vigaristas aplicando contos nos aparentemente ingênuos caboclos do interior. Há muitas histórias desse tipo contadas a rodo nas páginas policiais dos jornais locais.

Em Macapá a festa de Nossa Senhora de Nazaré traz recordações saborosas, quando o arraial para o acompanhamento da festa era instalado na Praça Veiga Cabral, onde hoje está o Teatro das Bacabeiras. Os pais levavam as crianças para andar de carrossel, roda gigante e outros brinquedos montados em pequenos parques onde também ficavam os balanços em forma de canoas. Pipoqueiros, vendedores de balões e brinquedos, como o reco-reco, o cata-vento e o ratinho violeta que se movia sob um carretel de corda, faziam o encanto da garotada, sem contar os doces e refrigerantes que até hoje parecem espocar suas espumas no nariz da gente. Nós, muitos irmãos de uma só família, íamos todos vestidos de "fatos" de um mesmo "corte" ou "fazenda", comprada, com certeza, nas Casas Pernambucanas e não nos importávamos com isso. Afinal éramos uma família.

O tempo deslizou pela rua e o arraial continuou o mesmo na sua estrutura e espaço. Adolescentes que iam para a praça jogar sal nos balões dos "meninos pimbudos" agora se transformaram em jovens caçadores de meninas, em busca de aprimoramento de suas experiências sexuais. Ali as primeiras, segundas e várias outras namoradas "de pegar na mão", incontidas, esperavam os namorados, muitas vezes de uniforme do colégio, numa flagrante mostra de gazeta de aula. Ali também rolavam outras possibilidades de integração social, de novos conhecimentos e da pura emoção que tomava conta daquela juventude saudável, porém ainda alienada em relação à situação política do país, mas que, como qualquer juventude em qualquer lugar do mundo, sonhava seus sonhos e tentava partir em busca de algo melhor para seu futuro. Mesmo sem saber exatamente o que era o futuro e se tudo poderia dar certo.

E o tempo deslizou mais uma vez. Agora correndo pelos rios e estradas desse país afora, em busca da realização de sonhos e do famoso "futuro"

Não obstante as agruras e rasteiras que pegamos pela vida, é doce lembrar um tempo em que "pão" era homem bonito e "gata" pornografia que dava processo por calúnia; significava prostituta. Esse tempo se mistura ao espaço como o profano se mescla à religião.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal "A Gazeta" de sexta-feira, 09/10/2009

FURTOS E DESMAIOS NO CÍRIO

Capa da programação do Círio, publicada pela Diocese de Macapá. Nossa Senhora de Nazaré e o povo do Marabaixo.

Quem quiser ter um bom Círio e acompanhar a procissão com tranqüilidade deve tomar certas precauções para não se arrepender depois e ter que pagar outras promessas.

Os especialistas em segurança recomendam não levar telefone celular, jóias e relógios. Deve-se ir bem alimentado, preferencialmente de sandálias e com roupas leves, devido ao calor excessivo.

No ano passado foram registrados 352 casos de furtos e 158 desmaios na procissão. Todo cuidado é pouco, pois os ladrões roubam até os promesseiros da corda durante o trajeto.

III FECAM


Nivito Guedes defendendo “Choro de Poeta” (Fernando Canto/Nivito Guedes). 3º lugar e Música Mais Popular, no II FECAMM, realizado no Monumento Marco Zero em 22/12/2007.

A Associação dos Músicos e Compositores do Amapá vai realizar no período de 17 a 19 de dezembro o III Festival da Canção. O evento será no Teatro das Bacabeiras, as inscrições já começaram e estão abertas para compositores de todo o Brasil.

Depois de um certo tempo sem ser realizado, os promotores do festival prometem organização e qualidade, além de ficarem na expectativa do surgimento de novas propostas e vertentes damúsica amazônica.

A premiação será de 7, 5 e 3 mil reais respectivamente e ainda serão premiadas as músicas com a melhor letra, melhor arranjo, melhor intérprete e mais popular.

SEMINÁRIO DE LETRAS

Anfiteatro da UNIFAP

O III Seminário de Letras que ocorrerá no anfiteatro da UNIFAP no período de 04 a 06 denovembro traz como tema "Língua, Linguagem e Literatura: suas Dimensões Sociocontemporâneas.

Na programação constam duas palestras: "O Curso de Letras e suas Dimensões Profissionais", com a participação da jornalista Bernadeth Farias, do prefeito de Santana Antonio Nogueira, do professor Diego Morpheu e do escritor Paulo Tarso Barros; e "Os Novos Rumos do Ensino da Língua Materna", com a profª Drª Irandé Nunes, da Universidade Estadual do Ceará.

Informações pelos fones 8125-5333 e 3312-1763.

PROGRAMAÇÃO DA EXPOFEIRA

A Expofeira deste ano será realizada entre 23 de outubro a 1º de novembro no parque de exposições de Fazendinha. É considerado o maior evento do Estado e por isso as secretarias de governo estão caprichando.

Responsável pela programação cultural, a Secult está fechando a programação, quantificando as atrações locais da música, do teatro, circo, dança, exposições de artes plásticas e de outrossegmentos.

Na pauta das apresentações estão fechadas as dos cantores VÍtor e Leo, Solteirões do Forró e Padre João Maria.

MEDO QUE O CÉU CAIA

Seção de pintura coletiva dos índios Wajãpi. (Foto: Dominique Gallois, publicada no livro Dossiê IPHAN 2 – Expressão Gráfica e Oralidade entre os Wajãpi do Amapá. IPHAN/MINC,2002)

Origem mítica da diferença entre animais e humanos. Cobra Crande (Anaconda ou Moju), cujos dejetos coloridos deram origem à variedade de pássaros. (Ilustração: Professor Makarato, 2000, idem)

Renato Sztutman, no seu texto Sobre a Ação Xamânica (in "Rede de Relações nas Guianas", organizado por Dominique Gallois, Humanitas, S.Paulo, 2005), conta que "nas sociedades amazônicas, o xamanismo, ao lado de uma série de rituais coletivos, assume o lugar central sobre o mundo atual. Os Wajãpi, por exemplo, acreditam na iminência da queda do céu e, por isso, lançam mão de certos rituais para impedi-la. Dominique Gallois (1988) afirma que a dança com bastões de ritmos (ywyra'i) serve para manter o céu e a terra apartados, pois quando da irregularidade dos ritmos das estações há o perigo de a abóbada celeste cair sobre a terra, que passaria a viver na escuridão. Esses ritos que contam com um arsenal diferenciados de cantos intervêm sobre o eixo fundamental da cosmologia Wajãpi em que se encontram superpostas as plataformas subterrânea, terrestre e celeste. Contrariamente aos ritos do "Turé", que manifestam ao heroi criador a necessidade de continuidade da humanidade no tempo, os ritos acima expressam a necessária separação das duas categorias de humanos – vivos e mortos - no espaço.

ZUNIDOR

Bom Círio para todos./ Que sejam felizes todas as crianças deste país!



A AMCAP oferece coquetel aos compositores pelo seu dia, hoje, no Sesc Centro.

Na foto, Cleverson Baia, Presidente da AMCAP, no dia de sua posse, 30/01/09.

A Universidade Estadual de Mato Grosso está oferecendo o curso de Mestrado em Linguística. São 12 vagas ofertadas. Área de concentração: estudo das relações entre língua, história e instituições. Inscrições até 16/10/09. Informações www.unemat.br/prppg/linguistica.



Dia 13, terça-feira, será o lançamento do CD da Mostra de Músicas Sescanta Amapá no Projeto Botequim. Haverá a participação especial da banda Amazon Music. Na foto, Finéias, lider da Banda Amazon Music.



O esperado informativo do Bar do Abreu que deveria sair no aniversário do bar sairá hoje com a reportagem sobre o evento. Segundo o editor Gabriel Penha houve dificuldade na hora da impressão na gráfica, daí o adiamento. O Tavares diz que não aguenta mais "essa imprensa falada, escutada e remediada daqui". O Tatá só confia no bicho. É isso aí, bicho. (Foto: Tavares aborrecido)




Na terça-feira passada, no projeto Botequim do SESC, foi cantado o "parabéns pra vc" para a cantora Dulce Rosa. Todo o sucesso do mundo para a querida Dulce./ Hoje tem Rony Moraes e banda no projeto "Canto de Casa". Na foto, Dulce Rosa no palco. (Fonte: orkut)


Iniciam-se no Oiapoque as comemorações da festa do Turé entre os índios.

Amanhã será o lançamento do 2º CD "Stereovitrola" – no espaço líquido, na Seinf, próximo à Famap. Participação especial de SPS12/ Godzilla.




O "Sonora Brasil" – violão brasileiro - apresenta O Violão das Regiões Norte e Sul, com Salomão Habib (PA) e Fabrício Mattos (PR) no auditório da Escola Sesc, na Jovino Dinoá, às 20h00.




Secretário Maneca está otimista com a vinda do ministro Edson Santos, da SEPPIR. Participou da reunião técnica no Setentrião para apresentar o "Programa Amapá Afro", em busca de recursos federais. Deve conseguir.


Vem aí o livro "Adoradores do Sol".

Inderê. Volto zunindo na Sexta.

domingo, 4 de outubro de 2009

Laguinho em festa!

Meu São José ganhou "de virada" do Ypiranga. 2 a1. Sem foto porque um esperto afanou meu celular.

GRACIAS A LA VIDA, MERCEDES

Mercedes Sosa faleceu hoje aos 74 anos de idade, em Buenos Aires, Argentina.

Com a voz forte de Mercedes Sosa aprendi a gostar das músicas latinas e, sobretudo, a entender o processo revolucionário que corria nas veias dessa argentina forte, de aparência indígena.
Em uma época de ditaduras militares as quais muitos países latino-americanos estavam submetidos, a voz de Mercedes ecoava em forma de milongas e guarânias. Atravessava os pampas, cerrados, florestas e praias contando histórias de dor e amor, de tragédias e de esperança em melhores tempos para o continente, para o Universo.
Compositores como Victor Jara, que os militares chilenos cortaram as mãos, Violeta Parra e Ataualpha Yupanqui, estavam sempre presentes no repertório da cantora.
Tive o privilégio de assistir a um show de Mercedes Sosa no final da década de 70, no Ginásio de Educação Física em Belém, quando estudante universitário. Foi assim que pude "volver a los 17". É inesquecível a sua figura cantando e tocando o tambor do folclore de seu país. Sua importância para a música mundial é inquestionável.
Vai em paz, Mercedes, pois "Soy feliz, soy um hombre feliz/Y quiero que me perdonem/Por esto día/Los muertos de mi felicidad."

NOVA LUZ PARA O MARABAIXO NO CÍRIO DE NAZARÉ

Publicado no jornal "A Gazeta" de domingo, 04/10/2009

Círio de Nazaré completa 75 anos em Macapá. Este ano a Igreja reaproximou-se do Marabaixo e traz outras novidades no aspecto cultural. (Foto do Círio de 2008). Acervo: Fernando Canto
Dom Aristides Pirovanno, primeiro bispo de Macapá, por
volta de 1980. O eclesiástico fazia grande trabalho social com os hansenianos da
Colônia do Prata-PA. (Acervo: Fernando Canto)

Macapá se prepara para fazer um Círio de Nazaré que vai fazer a diferença.
Sob o slogan "Maria, Mãe da Justiça e da Paz", a festa da padroeira da Amazônia traz em suas peças publicitárias homens e mulheres afrodescendentes dançando Marabaixo em volta da imagem da Virgem. Uma atitude que até há pouco tempo seria impossível, devido a uma antiga antipatia que o catolicismo local nutria em relação aos fiéis da Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo.
As manifestações religiosas populares sempre foram mal vistas pelos missionários estrangeiros. Eram consideradas profanas, pois ao lado dos seus rituais "celebrados" pelos agentes laicos do sagrado, havia sempre algo que desvirtuava aquela celebração de homenagem aos santos. E ainda hoje ocorrem eventos paralelos que lhes dão as significações culturais mais importantes, como a dança e a música.
Evidentemente que uma festa de santo não se realiza apenas para louvação ou pagamento de promessa, mas marca um território de comercializações, de relações sociais que se legitimam principalmente entre homens e mulheres, pela diversão e lazer, como ainda acontece nas festas tradicionais das comunidades ribeirinhas. Entretanto, esses eventos internos à festa eram vistos como degeneração, por causa da liberação da cachaça, das libações, do erotismo das danças e pela intensidade dos batuques, cujos tambores provocariam incorporações – uma lembrança religiosa das etnias africanas, mas, aos olhos ocidentais, coisa do diabo.
Muito já se falou sobre isso e inclusive até bem pouco tempo o pároco da igreja de São Benedito, do Laguinho, um dos bairros onde o Marabaixo se realiza, provocou uma celeuma com os realizadores da festa deste ano. O fato foi parar nos meios de comunicação e ganhou grande e negativa repercussão para a Igreja.
A presença do padre Aldenor Benjamim no "meio de campo" fez com que as coisas se revertessem sobremaneira. Como é nativo daqui, compreende que valorizar a cultura também é uma forma de evangelizar. E essa cultura católica já está há séculos incorporada pelo povo, graças à evangelização dos missionários do tempo da Colônia e do Império. Não é para menos que a grande maioria dos "ladrões" antigos do Marabaixo traz sempre reverência aos santos, incluindo nos "dobrados" (parte mais rápida da dança). E não dá para confundir Marabaixo com Umbanda (ou com Macumba), como querem alguns desavisados. Umbanda é religião afrodescendente e não ritual folclórico. E seus deuses são deuses como os de qualquer religião. Ninguém pode condenar suas práticas ritualísticas irresponsavelmente.
Tanto o slogan como o sentido da festa deste ano trazem a Paz como referência. Por isso mesmo que se há de pregar a tolerância como ação desafiadora dos novos tempos, assim como vi o padre Paulo Roberto pregar em seu sermão para servidores da UNIFAP. Ele quis dizer que seria ótimo se pensássemos em enxugar conceitos que resistem em nós como cascas irremovíveis; se escutássemos a voz do coração para atentar aos nossos gestos intolerantes que inconscientemente fazemos no trânsito, no trabalho e em casa. Um humílimo gesto de indulgência mudaria muita coisa e contribuiria para a paz universal.
A atitude da Igreja em reconhecer a cultura popular como elemento que caracteriza a identidade amapaense, não significa que seja uma remissão histórica, simples retratação ou resgate cultural. Nem é um "mea culpa". A meu ver é uma incorporação consciente de valores populares locais, já que há quase um século esse mesmo povo foi afastado oficialmente da Igreja num processo aparentemente discriminador na história do catolicismo no Amapá. E é sempre boa a volta do rebanho.
Consta da programação oficial a apresentação da bateria de escolas de samba nas procissões, e de grupos de Marabaixo, a caráter, dentro da Catedral. Um novo CD ciriano foi gravado com ritmos do folclore amapaense e, além disso, o manto da Santa está sendo confeccionado com ornamentos da iconografia Maracá-Cunani.
Um avanço! Coisa que só mesmo a Mãe da Justiça e da Paz pode realizar dentro do coração dos homens.

sábado, 3 de outubro de 2009

É Big! É Big!


Aniversário do meu amigo e parceiro Nivito Guedes (04/10). Muitas felicidades e muito sucesso.

Reproduzo a letra de uma de nossas tantas parcerias:

MISÉRIA HUMANA

Fernando Canto / Nivito Guedes

Virada da noite

No meio do mundo

Um dedo em riste

Aponta num bar

Soa uma voz de gralha poedeira

Mas o artista que vaga

Sabe que a nódoa e a violência

Não fazem parte a essência

É necessário pra vida o ar

Não adianta a amizade do rei

Mas o artista não cai no vazio

Vai nos cantos da noite e sorri

Vagando o cosmo e os espaços

Vive um universo em negros buracos

Que absorvem o medo

Sugam a luz

E nem ligam pra miséria humana

Vil

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal "A Gazeta", de sexta-feira 02/10/09
CONSTERNAÇÃO
Nivito, Nazareno, Emanoel Oliveira e Fernando Canto.
Foto: Acervo de Emanoel Oliveira

Nazareno Silva, admirável agitador cultural de Belém, faleceu na segunda-feira passada. Artista muito querido da capital paraense, ele pertencia ao famoso boi-bumbá "Malhadinho" da Rua Pedreirinha, do bairro Guamá.

Seu corpo foi velado na sede da Escola de Samba Bole Bole, que ajudou a fundar na década de 1980. Em 1986 estivemos juntos para ver os trabalhos de confecção de barricas e a ornamentação do "Boi de Ouro", que o Emanuel Oliveira trouxe para cá. Nazareno também era um dos fundadores do boi "Pavulagem", que até hoje faz arrastão cultural em Belém, levando milhares de pessoas às ruas, num verdadeiro cordão de cores e muita alegria na época do Círio.

KAROL ECLÉTICA

Logo mais, depois das 22h00 a cantora Karol Carvalho estréia show musical no badalado bar F-1, ali na esquina da Tiradentes com a Mendonça Furtado.

A cantora vem com um repertório que abrange MPB, pop rock e música internacional, e já vem preparando seu disco a ser divulgado no início do próximo ano com músicas de sua autoria e de outros compositores locais. Será "um disco eclético", disse ela.

A iniciativa é do empresário Alcides Moura, novo proprietário do bar, que pensa em preencher a lacuna da falta de música ao vivo na noite macapaense e está com um monte de idéias boas para realizar.

CICLO DE ARTES VISUAIS

Nos dias 08, 09 e 10 de outubro a Coordenação de Artes Visuais, juntamente com a PROEAC, da UNIFAP, realizarão o "1º Ciclo de Experiências e Mediações em Arte, Ciência e Educação: Apre(e)ndendo a Realidade da Realidade".

O Ciclo tem por objetivo o compartilhamento de temas transversais sugeridos pelos Parâmetros

Curriculares Nacionais – PCNs – que constam na Lei de Diretrizes e bases da Educação.

Na ocasião haverá palestras, mini-cursos, pôsteres, imagem e ensino na contemporaneidade, currículo pós-estruturalista, vídeos de prática de ensino, música regional e obras de arte.

O simpósio acadêmico terá 30 horas e as inscrições terão um custo de R$5,00 para estudantes e R$10,00 para professores.

MAESTRO MANOEL

Consta do livro de Vicente Salles "Música e Músicos do Pará" (Secult: 2007) o verbete abaixo: "Cordeiro, Manoel Fernandes. Violonista, compositor, produtor. Ponta de Pedras/PA. Mudou-se ainda criança para Macapá, onde iniciou aos 15 anos as atividades musicais. Aprendeu a tocar violão com o pai. No início dos anos 70 chegou a Belém e começou a tocar na orquestra de Ely Farias, na qual ficou por três anos.

Em 1976 tornou-se funcionário do Banco do Brasil, desenvolvendo, paralelamente o trabalho de arranjador. Nessa qualidade seu nome aparece em mais de 250 discos. Por volta de 1986 voltou às atividades de músico da noite, tocando na banda Realce e posteriormente no Esquema Central, que se transformou em Banda Biss. Em 1983 montou sua própria equipe de gravação, cuja base era a banda Warilou, que o acompanha até hoje (1986). Em 1991 gravou na fábrica Continental com a banda Warilou seu primeiro CD, Socca, Zouck e Cacicó (ritmos do Caribe). Em 1997 lançou o quinto CD, Todos os Ritmos, com o repertório típico da Warilou: ritmos diversos como socca, zouck, cacicó, merengue, lambada e forró".

O maestro encontra-se em Macapá e seu currículo ampliou muito depois disso.

MÃE DOS CARANGUEJOS

Dona Domingas, personagem do livro "Uma Aventura no Bailique", de Decleoma Lobato Pereira, conta que aconteceu o seguinte com sua sobrinha: "logo depois que ela menstruou pela primeira vez, começou a aparentar sintomas de gravidez. Sentia muitas dores. Os pais diziam que ela estava grávida. Ela chorava e jurava que não. Falava que ainda era virgem. Os pais não acreditavam. Aí ela foi para Macapá. Os médicos disseram que não iriam operá-la porque não se responsabilizariam pela vida dela. Então ela disse: "Bem, já que eu não tenho o apoio dos meus pais e já estou para morrer mesmo, pode fazer a minha operação". Aí, operaram-na e o que encontraram dentro foram dois caranguejos! Um pesou dois quilos e meio e o outro pesou um quilo. Se ela não faz essa operação, por coragem própria, ela tinha morrido porque faltava isso assim para as unhas dos caranguejos encontrarem umas com as outras no espinhaço dela".

ZUNIDOR

Amanhã tem festa no Curiaú. É o aniversário do Pedro Bolão./ É amanhã também a festa de aniversário do bar do Abreu, na FAB./ Jorginho do Cavaco estréia o "Samba de Jorge", a partir da 16h00 deste sábado no Terraçu's Bar, na Diógenes c/ Jovino Dinoá./ Ocorrerá brevemente o I Congresso de Ciências Sociais do Amapá, com o tema "História e Sociedade da Amazônia". As informações podem ser obtidas no site http://www.pracs.com.br/. Inscrições na Coordenação de Ciências Sociais da UNIFAP e o prazo para recebimento de trabalhos é até dia 10/10./ Estava previsto para chegar ontem o novo CD de Patrícia Bastos. Segundo o Rogério ela viria trazendo os exemplares na mala, já que a gravadora ainda não tinha mandado pelo correio./ Vem aí o livro "Adoradores do Sol"./ A excelente quadrilha "Tradição", do bairro do Laguinho vai homenagear o Grupo Pilão no Concurso de Quadrilhas promovido pelo Governo do Estado no ano que vem. O tema é: "Pilão, a Força do Canto Tucuju"./ Hoje tem o projeto "Canto de Casa" da AMCAP, no SESC Centro. Amadeu Cavalcante se apresenta com a filha, a partir da 21h00./ Será amanhã, na ASEEL, a posse da nova diretoria do SINDUFAP./Inderê. Volto zunindo na sexta-feira.