terça-feira, 10 de maio de 2011

CANÇÃO DO FILHO AGRADECIDO

Saúde Canto Minha mãe está ali, do outro lado da rua ao lado de minha irmã, me olhando. Mas eu não posso atravessar porque muitos veículos passam constantemente em alta velocidade. A alegria de reencontrá-las é grande e o coração palpita na possibilidade de abraçá-las, afinal faz tempo que eu não as vejo. Elas estão lá e esboçam sorrisos de ternura, como que convidando para uma conversa longa ao redor da mesa onde um café fumegante feito em casa, saindo do coador, explode em seu odor característico. Os carros não param. Não há semáforos nesse cruzamento. Elas percebem meu desespero e espalmam as mãos pedindo calma, porque é perigosa a travessia e eu devo esperar o movimento dos veículos para poder passar. Fico agoniado e não tiro os olhos delas. Mas os carros dão lugar à manadas de animais em estouro, e quando a poeira passa, um trem se segue em seu lugar. É grande o movimento. E agora uma chuva fina molha os caminhões em comboio veloz no meio da rua, ensopando o som de suas buzinas barulhentas. Do outro lado da rua duas figuras diáfanas desaparecem progressivamente, indiferentes ao meu chamado, enquanto os obstáculos móveis pouco a pouco somem da minha vista.

Então eu acordo com os batimentos cardíacos fora do normal e uma imensa saudade rompe abruptamente os globos dos meus olhos embotados, formando milhares de gotículas cristalizadas no chão. É um dia de sol e chuva, mas de luz intensa varando os vapores no céu azul equatorial.

Sobra um espanto materializado na parede do quarto. Fecham-se as cortinas...

Restou-me a sensação do nada, um vazio cheio de alguma coisa, o sentido da ausência, não da falta, pois “não há falta na ausência”, diria Drummond inventando exclamações alegres por aí. Ficou ainda a lembrança das criaturas que desafiaram a vida e puseram filhos no mundo, predispostas que estavam a romper círculos enfadonhos e mesmices tentaculares que enredam a normalidade do ciclo vital.

E no interlúdio do sonho e da memória, do nascimento e da morte, do dia e da noite, uma canção renova-se mergulhada na saudade da planta e da flor. Uma canção encarna a melodia magnificamente soprada pelas ruas, onde só a escuta quem tem o ouvido treinado para ouvir sob o barulho dos carros da cidade. Dentro dessa canção se pronuncia o amor, palavra-escritura indecifrável para alguns ou guardada nos bolsos de outros. É uma canção que se inscreve em mosaicos, que venta e fustiga esconderijos de metal e é tecida com agulhas de ouro. Quem assobiá-la será feliz e descansará em macias almofadas de seda do oriente, recheadas de penas de ganso.

Por garantir essa promessa é que me alardeio proprietário de palavras inventadas, de músicas compostas em nome do amor e da memória. Eu narro essa façanha improvisada de fazer-me condutor do lume da saudade, a fim de vê-lo sempre aceso dentro do coração.

Inominada rutilância és tu, Mãe. Anjo astral, iluminadora. Grato eu sou pela concessão da espada nesta onírica epopéia inacabada em que me encontro e venço diariamente. Agradecido fico pelo indisfarçado crescimento das abelhas que colhem o pólen das hortênsias, dos jasmins e das papoulas que ainda florescem em teu jardim. Aqui teu filho lavra a terra, planta e separa o trigo onde lhe salpicam o joio. Aqui teu filho ainda pule a pedra bruta posta ao meio do caminho. Aqui ele canta a canção que lhe ensinaste para limpar os obstáculos e carregar os fardos inevitáveis que surgem nas ruas por onde passa.

Inefável rutilância tu és, Mãe. Fulcro lírico, bálsamo dos dias funestos, porto necessário ao barco sem destino. Grato eu sou pelos rios que atravesso nas pontes que me ensinaste a desenhar e transpor. Agradecido fico pelas metáforas da vida que Deus mandou-me e que eu, por ti, pude interpretar. (Fernando Canto)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

dIA DO jORNALISTA

Convite - Sindjor-AP Dia do Jornalista será celebrado com programação em dois momentos no Amapá

Nesta quinta-feira, 7 de abril, é o Dia do Jornalista. No Amapá, a data será celebrada com programação em dois dias.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Amapá – Sindjor/AP –, e parceiros, oferecem jantar, na Tok Grill Churrascaria, a partir das 20h30 desta quinta-feira, para reunir os profissionais da imprensa. A idéia é celebrar a data, buscar a conscientização e a união da categoria pela valorização da profissão.

Na sexta-feira, 8, os jornalistas serão homenageados, durante jantar, oferecido pelo governador do Estado, Camilo Capiberibe, na residência oficial. O evento acontece a partir das 21 horas.

Para o presidente do Sindjor Amapá, Volney Oliveira, na verdade, o jornalista não tem muito o que comemorar, a não ser a garra e a ousadia dos profissionais que continuam tentando fazer um bom jornalismo. “Temos problemas sérios e graves demais para resolver. Precisamos estar unidos para vencer a crise que se abateu sobre a nossa profissão”, observou.

Além disso, o sindicalista acredita que é preciso lutar muito para reconquistar direitos, postos de trabalhos e garantir salários dignos. Segundo ele, os desafios da profissão são muitos, mas que a tarefa de repensar o jornalismo é de toda sociedade.

Em nome da Fenaj e do Sindicato do Amapá, Volney Oliveira parabeniza todos os jornalistas amapaenses, professores e acadêmicos de jornalismo. “Vamos celebrar o nosso dia, mas vamos também fazer uma reflexão sobre o papel social desempenhado pelos jornalistas e a luta constante pela liberdade de imprensa e pela democracia na comunicação. Precisamos nos mobilizar para a campanha salarial e definir de uma vez por todas o nosso piso.”, concluiu.

Por que dia 7 de abril é o Dia do Jornalista?

7 de abril é a data oficial dedicada ao jornalista e comemorada pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj – e seus 31 sindicatos. O dia foi instituído pela Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, em homenagem a João Batista Líbero Badaró, médico e jornalista, que morreu assassinado por inimigos políticos, em São Paulo, em 22 de novembro de 1830.

O movimento popular gerado pela morte do jornalista levou à abdicação de D. Pedro I, no dia 7 de abril de 1831. Um século depois, em 1931, em homenagem a esse acontecimento, a data foi escolhida como o “Dia do Jornalista”.

ASCOM/SINDJOR

3224-2864

segunda-feira, 4 de abril de 2011

“Branca no Samba” na Casa de Choro Ceará da Cuíca

Ana Martel É nesta sexta-feira (08), a terceira edição do show “Branca no Samba”, com Ana Martel.

O repertório é mesclado de composições de sambistas renomados da música brasileira (Paulo Cesar Pinheiro, Paulinho da Viola, Arlindo Cruz, entre outros) e promete o mesmo sucesso dos dois shows anteriores.

Quem não viu, vai ver que nunca levou fé”, canta Ana Martel na música que dá nome ao show, uma composição de Biratan Porto, Paulo Moura e Marcelo Sirotheau.

Para completar a performance, a banda-base é formada pelos músicos Huan Moreria (percussão) Ian Moreira (contrabaixo) Higo Moreira (cavaquinho) Valério de Lucca (bateria), Mexicano (violão) e Juninho (Teclado).

Ana Martel é amapaense, começou sua carreira cantando em bares de Macapá e Belém acompanhando outros músicos ou em apresentações individuais, e neste show revela-se uma intérprete madura e antenada com o que há de novo no samba brasileiro.

Serviço:

Local

Casa do Chorinho Ceará da Cuíca

Data: 08/04/11  Hora: 22h30

Mesa: 60,00

Contatos:

Sonia Canto: 8138-9690 / 9149-9536 / 8803-8348

Alyne Kaiser: 9111-1916 / 84030400 / 81110400

Viver ou lembrar?

benedito nunesPor Vôduga Corleone

Recentemente a história paraense teve uma grande perda, Benedito Nunes, o Bené, deixou nossa literatura mais triste, porém sabiamente enriquecida.
Passos, sobre passos, assim caminha a humanidade e sobre os passos de Bené trilhamos um grande e belo caminho.
Caminho este regado de lirismo, onomatopéias, eufemismos... descobrir o que de fato um autor procura expressar em suas letras negras, azuis, vermelhas ou verdes é simplesmente um desafio.
Seus rabiscos são arte pura, reflexos dos rompantes de ideias que surgem como tsunamis avassaladores, que simplesmente inundam nossa imaginação e para tentar não deixar nada escapar, vale tudo para aquele momento lembrar.
E naquele íntimo, somente ele, o Autor, é capaz de sentir e compreender o que está acontecendo em sua narrativa ou com seu personagem.
Existem aqueles que dizem que somos aquilo o que as pessoas percebem, ora metidos, ora humildes, ora vilões ou simplesmente mocinhos.
Tentar capturar a essência de um autor, ainda mais quando falamos de Bené é algo que passa a transcender o lógico e o racional, tentar compreender sua essência é como olhar para um livro em braille sem saber ler uma letra sequer e mesmo assim, tentar entender.
Pode parecer engraçado, mas geralmente valorizamos e exaltamos alguém após sua perda, mas não com Bené, ainda em vida e durante muitos anos desta, ele foi reconhecido e homenageado por sua contribuição à nossa língua mãe, assim como para a literatura Brasileira.
Simplesmente chamar de imortal pode ser exuberante, prefiro me referir ao imortal ao lembrar de suas caminhadas todas as tardes, por vezes até o famoso e glorioso bosque Rodrigues Alves, ou por vezes apenas no quarteirão de sua casa na Mauriti.
Benedito nos ensinou a olhar a vida e as perspectivas por meios curiosos, nos fez perceber que existem barreiras e fronteiras além do certo e do errado, do sim e do não, compreendê-lo é tarefa árdua e tenho no meu íntimo leve pressentimento que somente na confidência do quarto ele poderia de fato se fazer entender.
Sofremos todos por falta de memória, esquecemos daqueles que fizeram no passado o suficiente para que tenhamos esse presente, não adianta querermos lembrar, precisamos fazer algo para de fato não esquecer.
Muitos contribuíram para a formação de várias gerações, inclusive a minha, e a pergunta que a cada dia se torna mais gritante é, o que vamos deixar de contribuição para os filhos, netos e sobrinhos que hoje compartilham de nosso amor? Precisamos e devemos de fato fazer algo por nós, enquanto sociedade, para que o futuro não seja apenas uma lembrança do que temos no presente.
Bené, com maestria fez sua parte. E tento, em poucas e singelas palavras, contribuir um pouquinho para que todos nós possamos um dia entender você.
Não vou terminar agradecendo, isso já o fiz e para minha alegria pessoalmente, vou terminar dizendo, o que de fato é mais  importante, viver ou lembrar?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Video apresentado na dissertação.

“O vate" ou "Uma homenagem esdrúxula para Fernando Canto

Por Renivaldo Costa (Jornalista, professor, sociólogo e escritor
E-mail: tgmafra@gmail.com)

Fernando Canto é nosso maior poeta. E como tal, merece uma homenagem fora das convenções, como esta abaixo.
"O Poeta, este fantasma-hermético do Sonho, mestre em delatar a Hipocrisia, o Canalha e a Beleza. Falando, eloqüente; vagante em brumas cuja polpa tem gosto de loucura...
O Poeta, este médium-estrambótico; inato-capaz de vislumbrar o Doce e a Fealdade, o Sonho e a Rea-lidade, respectivamente. Falando, eloqüente, numa psicografia-talentosa do Ser; mastigando as cordas de aço do amor: esse sentimento tão explorado pelas mentes-incapazes de não seguirem os pulsões do inconsciente-selvagem & Belo. 
A Arte, suas imagens-tênues, outras, às vezes, suas figuras-fortes, ícones da Tragédia da Existência; fetiches do cômico-existir, gravuras-talhadas com o dedo do amor ao Livre, a Liberdade e a Emoção das criaturas. 
O Poeta nos diz seus pesadelos e sonhos com cores tão belas, que até nos persuade e convence a também querer ter sonhos e pesadelos como os dele, a querer ser como ele, que é como Raul. 
O Poeta, muitas vezes, chama-nos ao Suicídio; esse ato-natural dos corpos que em nascimento, já começam a morrer... corpos-suicidas; escondidos e ofuscados... perdidos sob a moita "acolhedora" do tempo, da efemeridade, do famoso-fugaz devir a ser. 
O Poeta, anunciador de feelings ditos em palavras-conjugadas em frases, máximas, orações... como em uma espécie d'alquimia-divina e monstruosa: semelhante à cozinheira que faz dos mais azedos-frutos, ácidos-licores e sórdidos-alimentos - faz-los iguaria d'onerosa-cor, divino-aroma e palada-r-altivo. 
A Grande-Obra poética de Fernando Canto? Equi Cio. ¿É o nirvana do Vate? ...A verve, o insight-transubstanciado em vinho-santo; a contemplação do Cosmos, do Caos; o vislumbrar tudo-isso belamente: o Grande-Mundo, o Hermético-Universo, com poéticos-olhos-nus - estes potentes-telescópios... miúdos-caleidoscópios-carnais; inato-óculos-nato e lúcidos - colorida-retina d'Altivez, Grandeza - Sublimidade.
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Publicado no jornal Diário do Amapá, de 01/04/11

Discursos a Fio no Curso do Rio

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Uma platéia atenta, assistiu à apresentação. DSC02654

Banca Examinadora: Prof. Dra. Rosa Acevedo, Prof. Dr. Yurgel Caldas e Prof. Dr. José Alberto Tostes.

Ultrapassados todos os percalços de infraestrutura, consegui finalmente submeter à Banca Examinadora minha dissertação ao mestrado em Desenvolvimento Regional.

Agradeço aos professores doutores Rosa Acevedo Marín, José Alberto Tostes e Yurgel Pantoja Caldas (meu orientador), pelos comentários, pelo incentivo, enfim, pela apreciação de um trabalho que foi eivado de sentimentos que me levaram ao confronto com as memórias sobre a Fortaleza.

A seguir publico o resumo do trabalho:

RESUMO

Todo o processo de construção da Fortaleza de São Jose de Macapá foi documentado por meio de cartas e relatórios dos seus construtores, no século XVIII. Este trabalho analisa os diferentes gêneros discursivos e literários nos documentos pesquisados, que são elementos de um romance não-escrito. A pesquisa também reflete sobre a história e a dinâmica do espaço urbano da fortificação, procurando contribuir para a compreensão da identidade local, a partir da apropriação da imagem da Fortaleza pelas instituições públicas e privadas, que fica implícita nos diversos discursos que permeiam a relação entre ela e a cidade, entre o seu topos e a sociedade. O rio Amazonas simboliza o tempo dessa relação. E a Fortaleza – gênese da cidade e sua representação simbólica – está presente nas diversas manifestações discursivas realizadas por poetas, escritores, artistas, comunicadores e políticos contemporâneos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Égua, não. Olha!

Trovoada_1 “Tomo um banho de alho misturado com sal grosso,rezo pros meus guias…” (Verso de Tajá, de minha autoria)

Ainda não foi hoje que eu consegui defender minha dissertação ao mestrado. Desta vez foi a energia elétrica que comprometeu os trabalhos.

Foi adiada pra amanhã, 31/03, às 09h00, no Auditório da Reitoria da UNIFAP.

Que Ianejar, o deus mítico dos waiãpi, resolva parar o dilúvio do tempo de Mairi.

Imagem disponível em: www.alegacaofinal.blogspot.com

terça-feira, 29 de março de 2011

Defesa da Dissertação do Prof. Manoel Azevedo

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Maneca e Ione
SARAMINDA

Será amanhã, (30), às 15h00, no auditório da Reitoria da UNIFAP,  a defesa da dissertação de mestrado do Professor Manoel Azevedo, o Maneca.

O título é Relações Interculturais entre o Amapá e a Guiana Francesa na Região do Contestado Franco-brasileiro: um Olhar sobre o Romance “Saraminda”, de José Sarney.

Maneca foi orientado pelo prof. dr. Yurgel Caldas.

Agora é pra valer.

BANNER DISSERTAÇÃOConfirmada a defesa de minha dissertação “Discursos a Fio no Curso do Rio”

Amanhã, QUARTA-FEIRA 30/03/11  Hora: 09h00

Local: Reitoria da UNIFAP.

Tem “Branca no Samba” na Casa de Choro Ceará da Cuíca

Pra quem gostou da segunda edição e esperava mais, a volta de Ana Martel com o show musical “Branca no Samba”, já tem data marcada. Acontece no dia 08 de abril, a partir de 22h30, na Casa de Choro Ceará da Cuíca.

O repertório é mesclado de composições de sambistas renomados da música brasileira e promete o mesmo sucesso dos dois shows anteriores.

Quem não viu, vai ver que nunca levou fé”, canta Ana Martel na música que dá nome ao show, uma composição de Biratan Porto, Paulo Moura e Marcelo Sirotheau.

Para completar a performance, a banda-base é formada pelos músicos Huan Moreria (percussão) Ian Moreira (contrabaixo) Higo Moreira (cavaquinho) Valério de Lucca (bateria), Mexicano (violão) e Juninho (Teclado).

Ana Martel é amapaense, começou sua carreira cantando em bares de Macapá e Belém acompanhando outros músicos ou em apresentações individuais, e neste show revela-se uma intérprete madura e antenada com o que há de novo no samba brasileiro.

Serviço:

Local: Casa de Chorinho Ceará da Cuíca

Data: 08/04/11   Hora: 22h30

Mesa: 60,00 / Ingressos na portaria: 15,00

Contatos:

Sonia Canto: 8138-9690 / 9149-9536 / 8803-8348

Assessoria de Comunicação

Alyne Kaiser: 9111-1916 / 84030400 / 81110400

domingo, 27 de março de 2011

Deu zebra!

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Fui avisado, agora à noite, que a defesa de minha dissertação foi adiada. Assim que souber a nova data, aviso a todos. :-(

sábado, 26 de março de 2011

Discursos a Fio no Curso do Rio.

BANNER DISSERTAÇÃO

É na segunda-feira (28), a partir de 09h00, no Auditório da Reitoria da UNIFAP. É um evento público. Aguardo meus amigos neste momento especial.

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

GLOBO UNIVERSIDADE

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Hoje às 07h00 o programa Globo Universidade, da rede Globo de Televisão, apresenta os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pela Universidade Federal do Amapá sobre a Educação Indígena, realizados no Oiapoque.

Vai enfocar também os resultados das pesquisas feitos pelo Grupo de Arquitetura e Urbanismo na Amazônia, que já vem trabalhando há alguns anos nos municípios amapaenses, inclusive com a confecção de planos Diretores com participação popular. O grupo é formado por vários acadêmicos (professores e alunos), e é liderado pelo professor José Alberto Tostes, ex-vice-reitor daquela instituição.

ACADEMIA DE MEDICINA

O Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço abrigou na semana passada a instalação oficial da Academia Amapaense de Medicina, com a posse dos seus membros. Vaz Tavares, Acelino de Leão, Diógenes Silva e Alberto Lima são alguns dos patronos que engrandeceram a medicina amapaense

O Amapá era a única unidade federada a não possuir até então uma academia médica. E foi graças aos esforços coletivos que virou realidade, tendo à frente o incansável Dr. Raimundo Lopes, merecidamente o seu primeiro presidente. Lopes goza de excelente conceito entre seus pares e é um dos decanos da medicina no Estado. Também é presidente da Academia Maçônica de Letras do Estado do Amapá.

COOPERAÇÃO CULTURAL

A Universidade Federal do Amapá e a Secretaria de Estado de Cultura preparam um Termo de Cooperação Técnica, pois pretendem trabalhar conjuntamente em várias áreas do conhecimento, sobretudo nos segmentos histórico, museológico, arqueológico e de artes visuais.

De acordo com o professor João Batista Oliveira, “o estado vai utilizar equipamentos e professores da UNIFAP, visando contribuir para o desenvolvimento do Amapá na área cultural”. O acordo vai ser assinado nos próximos dias entre o reitor José Carlos Tavares e o secretário-cantor Zé Miguel.

DANIEL DE ANDRADE

cacique uaiuai - waiãpi foto daniel de andrade simões

O fotógrafo Daniel de Andrade Simões mandou à coluna outra foto do cacique Waiwai, tirada por ele em 1991, quando morou em Macapá. Nela, o premiado artista da imagem diz que o velho cacique “não mais nos segue com os olhos, pois voltou para as terras dos Waiãpis”. Certamente Waiwai tem com encontro na floresta com seu heroi mítico Ianejar, que foi cantado por milhares de pessoas no desfile vencedor da Beija-Flor, em 2008, quando a escola homenageou no carnaval do Rio de janeiro Macapá nos seus 250 anos. Daniel morou no Chile, Moçambique e na Europa, antes de voltar ao Brasil, após o fim da ditadura. A sua foto do cacique incomoda bastante, pois o fotografado em sua alma tem um olhar olhaivo, zâimbo, olhorridente. Parece uma entidade lançando raios e ao mesmo tempo magnetizando o olhar dos olhares olhizainos, olhizarcos.

COOPERAÇÃO ACADÊMICA

O professor Manoel Pinto, que faz pós-doutorado na Universidade da Guiana Francesa, manda dizer que no dia 14 de abril haverá uma defesa de dissertação e duas qualificações do mestrado em Desenvolvimento Regional no campus do Oiapoque, com professores do IRD, CNRS e UAG, que comporão as bancas.

Os trabalhos se referem à fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa. Para Pinto, agora se pode dizer que a cooperação acadêmica entre França e Brasil (na fronteira) saiu do papel e da política.

ZUNIDOR

O Marabaixo dos negros amapaenses só começa dia 24 de abril, no Domingo da Páscoa ou da Aleluia, mas já se ouvem os tambores lá pelo Laguinho.

 
olivar cunha

No dia 31 quem troca de couro e de idade é o pintor e amigo Olivar Cunha, que tem um invejável currículo nas artes plásticas pelo Brasil afora. O. Cunha mora na grande Vitória-ES, onde atua como artista e restaurador de igrejas e de imagens sacras. Vida longa, brother.

 

No dia 31 também se comemorava a “revolução de 64”, o golpe dos militares que se prolongou na obscura ditadura de 21 anos.

 

O Museu Universitário vai ser criado e será interligado com o Centro de Arqueologia da UNIFAP, atualmente coordenado pelo professor Edinaldo Nunes.

 

Dia 21 foi o dia internacional da síndrome de Down.

 

Começa a movimentação para a eleição da Liesa. Vicente Cruz, dos Boêmios, pretende disputar a presidência. Será que haverá desfile das escolas de samba no ano que vem? - KKKKKKKKK, já se esbaldava São Tomé, no meio do deserto.

 

Fiquei sabendo há poucos dias, pelo Toninho “Cerezzo”, do falecimento do meu amigo Chico Paes Barreto, que morava em Laranjal do Jari, onde seu pai, Orlando, foi um poderoso exportador de castanha-do-pará. Chico foi um dos caras mais legais que conheci em Belém, quando cursava a UFPA, na década de 70. Meus pêsames à família.

 

Depois de um mês enclausurado, aporrinhado porque não teve o desfile das escolas de samba, Zé ramos apareceu no bar Calçadão e foi logo apelidado de “Governo”. Os gozadores laguinenses explicaram que ele estava “transparente, quase invisível”.

 

Segunda-feira será minha defesa de dissertação de mestrado, que fala em discursos sobre a Fortaleza de São José de Macapá, a partir das cartas dos construtores até a literatura, a arte e mídia contemporânea. Espero mandar bem.

Inderê! Volto zunindo no sábado.

domingo, 20 de março de 2011

Os Olhos do Cacique aos Olhos de Daniel no Lago dos Leões

cacique waiãpi Cacique Waiãpi (Foto: Daniel Andrade/Gaia, 1991)

Os olhos do cacique Waiwai me incomodam, amiúde, ali naquela parede. São olhos fixos de uma entidade captada por outra por meio de uma máquina enfeitiçada; olhos brilhantes, às vezes zâimbos, olizarcos, quando não olhorridentes que me fitam e que me sondam, cobrando uma atitude incompreensível, considerando a hipótese de eu ter em mim um certo percentual de sangue indígena.

Eles me acompanham ao movimento fugitivo desta sala. Olham-me nos olhos - olhiagudos – e, olhizainos, se voltam ao nicho dimensional desse retrato.

Eu absorvo a tese de que um olho é uma voz silente/ que traz o ralho do mundo./ Astro cintilante/ caverna que abriga enchentes./ Enchente só de quebranto/ memória de um rio de gente./ Imagine a hora do click,/ quando o tempo parou no próprio tempo,/ mas não capturou só a alma do vivente./ Trouxe imagem, forma e jeito/ que desmonta o mundo.

O homem arrebatou-lhe a alma e a encarcerou num caroço de tucumã, onde vivem os males do mundo; prendeu-a na caixa pandemônica - pandoriana morada de palavras e de imagens nascituras. Ah, ali o índio envidraçado se revolta e pede uma saída para a quarta dimensão: largura, altura, densidade e espaço/tempo indissolúvel do andar da Via – Láctea. O cacique encarcerado sabe as voltas do tempo em espiral, de sua história circular no tempo mítico.

Mas seu apelo morre no franzir da testa.

De onde vem, então, essa intenção anormal;/ obscuro intento de raptar dentro de dentro;/ maligno destino planejado há séculos,/ quando a ordem formal era obedecer a lei?/ De onde vem a lida da vindita/ escrita pelas mãos dos homens?/ Olho por olho, armas compulsórias de luta atrozes?/ De onde se origina a captação da alma pura?

De um cemitério de imagens, talvez, tu me respondes. De um sufoco de calor – brasa nos pés, fornalha babilônica sete vezes mais ardente, onde três caldeus renitentes condenados cantam. E os servos do rei alimentam o forno com a mais grossa veia do betume, com estopa, pez e feixes de videira. E a labareda se levanta quarenta e nove côvados acima da casa de fogo insólito. E já entre nós, dizem os três homens incólumes, não há príncipe, nem há capitão, nem profeta, nem holocausto, nem oblação, nem incenso, nem lugar em que te ofereçamos nossas primícias (Quem narra é testemunha aflita do tempo de Nabucodonosor).

Mas de onde se origina a retenção da alma pura?

De um sonho interpretado, talvez, eu te respondo. Em uma cova de um lago povoado por leões, selado pelas pedras e por anéis de poderosos, onde por duas vezes as feras não te atacam. E ali tu te alimentas do pão inesperado. E vês nascer em ti a visão das quatro bestas, a imagem das alimárias do destino apocalíptico, dois mil anos antes de João, dois mil depois de João (E é a tua biografia que conta).

Um olhar me sonda. Mira-me em certeiro alvo: os olhos meus. Oulhar/aolhar/Oolhar. Ourolhar. Cercado de tranças e colares sobre a pele rija, aureolado de diadema de penas coloridas, imagino eu, no meu delírio em preto-e-branco. E o índio ali. Fixo. Olhar atônito. Envidraçado na parede da sala.

Waiwai é o próprio Ianejar a caminho das estrelas contando sua viagem para além da borda do final do mundo, onde mora acompanhando as borboletas, panãs desfalecidas em seus casulos.

Waiwai é quase um herói, um deus como Ianejar, que se desespera e pede a Ianejar os cataclismas. Novamente o fogo se espalha na floresta. É uma fornalha viva fora da grande casa de barro - Mairi. Olhem, olhem: quarenta e nove mil côvados de altura para além das maiores samaumeiras, as labaredas.

Depois vem o dilúvio lavar as cinzas dos desejos, do medo e da mudança. E Mairi, a casa de argila, sobrevive ao fogo e ao frio e aporta sobre as águas caudalosas do Grande Paraná, onde os ancestrais dos waiãpi se salvam para contemplar um novo e espiralado tempo. Tempo que virá. De novo.

Ah, mas os olhos do cacique ainda me sondam. Fitam-me de fato. Eivados de líquidos diluvianos e de cataclismáticas centelhas de um dia, que por serem opostos se respeitam, se atraem e se anulam, se amam e se desprezam;fugazes-duradouros / descartáveis-necessários/; olhinegros/olhialvos. Olhos envidraçados, quintessenciados na imagem como os leões da cova do lago aos olhos de Daniel. (Texto de Fernando Canto)

É BIG! É BIG Valério de Lucca e Paulinho Queiroga

valério e paulinho Parabéns aos percussionistas Valério  de Lucca e Paulinho Queiroga que aniversariam em 19 de março, junto com a Fortaleza de Macapá.

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 19.03.11

229 ANOS DA FORTALEZA

fortaleza A Fortaleza de São José de Macapá completa hoje 229 anos de fundação, fato ocorrido com a presença do governador da província Fernando da Costa de Athayde Teive, em 1764

Uma grande programação constituída de palestras e exposições vai acontecer no período das comemorações no local.

O monumento representa a gênese da cidade de Macapá e foi por sua causa que ela conseguiu sobreviver, em que pese a igreja de São José ser o mais antigo prédio (hoje completamente modificado) que ainda resiste.

FERIADOS NA COPA DO MUNDO

A Lei Geral da Copa, atualmente em discussão no Ministério do Esporte, pode permitir que a União decrete feriados exclusivos para a Copa do Mundo de 2014. A medida ainda passa por ajustes para então ser enviada ao Congresso Nacional. Caso aprovada, a permissão valerá também para os Estados e municípios que serão sedes de partidas do próximo Mundial.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, o texto da Lei Geral da Copa destaca ainda que o Brasil terá de assegurar visto de graça e em caráter prioritário para visitantes estrangeiros que já tenham ingressos ou confirmação de compra de bilhetes dos jogos da Copa no momento da solicitação de entrada no país.

TRANSMISSÃO DAS IMAGENS DA COPA

O Executivo Federal negocia uma série de regras novas para a realização do Mundial no Brasil, dando superpoderes à Fifa, dona do evento. As negociações em torno da medida provisória só não foram concluídas ainda porque o Ministério do Esporte tenta convencer a Fifa a flexibilizar os critérios de transmissão das imagens das partidas da Copa do Mundo.

A ideia é permitir que as emissoras que não comprarem os direitos de veiculação da Copa possam mostrar até 3% do tempo total dos jogos em programas jornalísticos. De acordo com a Folha de S. Paulo, um encontro está marcado para o fim deste mês para debater pontos sobre os direitos de transmissão do evento. A TV Globo já comprou da federação essa exclusividade (Fonte: Uol esportes).

RAMBOLDE 30 ANOS DE CARREIRA

ramboldecampos O cantor e compositor Rambolde Campos vai comemorar seus 30 anos de carreira artística em alto estilo. Brindará seus fãs com um álbum duplo com 30 músicas que marcaram suas atividades musicais e mais dez músicas do novo CD.

Entre elas os sucessos Arraial do Quero Mais, Andaluzia, Me dê Um Cheiro, Dentre Todas Capitais e Nos Passa a Vida. Todas de sua autoria ou feitas em parceria com importantes compositores locais e nacionais, como Osmar Jr., Sivuca e Sabino do Acordeom.

PINGARILHO

Com um orçamento de um pouco mais de 4 milhões e duzentos mil reais a SEDEL já o tem quase todo comprometido e vai continuar com dificuldade até a suplementação orçamentária, no segundo semestre.

Ao secretário Luís Pingarilho resta agora buscar novas alternativas, como se voltar para projetos a serem realizados através da Lei de Incentivo ao Esporte. Pode parecer estranho, mas no dia 06 de abril o secretário comunista (PC do B) reúne com os empresários locais para mostrar as vantagens do capitalismo nessa área. Ele diz que vai usar todos os meios para dinamizar o esporte.

CENTRO OLÍMPICO

Amigo do ministro do esporte Orlando Silva, Pingarilho informa que o mesmo vem à Macapá em abril para inaugurar o projeto “Segundo Tempo”, que objetiva promover aqui na capital o esporte com crianças e adolescentes na área do estádio Zerão, que já atende 400 crianças.

Sem perder tempo Pingarilho já se articulou com a UNIFAP para que a mesma viabilize, em conjunto com a Secretaria, a criação de um fórum de discussão sobre a realidade esportiva local e suas necessidades; capacitação técnica para seus professores e estágio para alunos do curso de Educação Física. Além disso, foi pensado um ambicioso Centro Olímpico na área física da UNIFAP, para que possa atender 12 mil crianças e adolescentes da área periférica à Universidade.

ZUNIDOR

sebastião montalverne Hoje, dia de São José, é aniversário do José Sebastião Mont’Alverne. Grande instrumentista, que tocou nos “Cometas” e acompanhou inúmeros ídolos da música popular brasileira que passaram por Macapá. Parabéns ao nosso Zeca.

Hoje também tem Clube de Cinema, às 18h30 no auditório do MIS e “Cinemando na Amazônia” às 19h no Centro de Convivência do Nova Esperança. Mais informações: www.fimdecinema.blogspot.com.

Dona Nilza, antiga funcionária do Campus Marco Zero está inconsolável. A carrocinha da PMM foi lá e levou todos os cães que há anos ela alimentava.

Peço formalmente minhas sinceras desculpas ao colegiado do curso de mestrado em Desenvolvimento Regional da UNIFAP por ter colocado nesta coluna em edição passada, um informe em que usei o termo “os professores orientadores”, como se todos fossem farinha do mesmo saco. Não são. Todos os professores que ali tive são excelentes, e me ensinaram a ter uma nova visão sobre a ciência e sobre a Amazônia. Agradeço a todos eles eternamente.

Associação Cultural Amigos do Laguinho promove o Pagode Vip, dias 02 de abril, na UNA, com o grupo Sensação do Samba e Vaguinho e Banda./Inscrições abertas até 05 de abril para a I Semana de Zoologia de Ciências Biológicas da UNIFAP- caminhos para a conservação da biodiversidade. Inf: sezoo.unifap@hotmail.com .

Inderê! Volto zunindo no sábado.

terça-feira, 15 de março de 2011

Branca no Samba, no Ceará da Cuíca

ana_dvd amcap[4]Ana Martel apresenta a terceira edição do show musical “Branca no Samba”, no dia 08/04/11, a partir de 22:30h, na Casa do Chorinho Ceará da Cuíca.

segunda-feira, 14 de março de 2011

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 12.03.11

MOVIMENTO EM AÇÃO

O radialista Heraldo Almeida anuncia que o seu badalado programa “Movimento em Ação” está de volta, agora pelas ondas da Rádio Diário FM, entre 16 e 18h00 de segunda à sexta-feira.

O programa vinha sendo apresentado até meados de setembro do ano passado quando saiu do ar por motivos até hoje não esclarecido satisfatoriamente. Sabe-se, porém, que era um combativo baluarte da cultura amapaense, principalmente na divulgação da música e do carnaval. Agora o radialista anda feliz da vida e promete retomar a sua missão cultural e ao estilo próprio de fazer rádio que já conta até com imitadores dos seus jargões.

FORUM DE LICENCIATURAS

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UNIFAP está organizando o Fórum de Licenciaturas para os dias 29 e 30 de março. O objetivo do projeto é fazer a discussão e de um projeto único na formação de professores, que será aberto a todas as Instituições de Ensino Superior que têm licenciaturas

De acordo com o pró-reitor, professor Oto Petry, esta é uma preocupação nacional que vem sendo deflagrada em vários estados da federação, inicialmente com licenciaturas, visando um Fórum permanente. O próximo passo será os bacharelados.

MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO

O professor Oto também informou que a SUFRAMA já sinalizou à UNIFAP o repasse de recursos de um milhão de reais para aplicar em três ações básicas na área da educação.

A primeira delas será a expansão do CPV, antigo CPV Negros - Curso Pré-Vestibular para negros e pessoas carentes - para outras áreas da cidade como o bairro Central e o Santa Rita. Os alunos que entram na Universidade depois de fazerem o CPV jamais desistem do curso que escolhem, e isso é uma vantagem para a instituição. A segunda é a Escola da Música (para alunos da comunidade amapaense) e a terceira ação é a da Inclusão Digital.

IRREVERÊNCIA

Depois de muitos anos sem ganhar o carnaval, finalmente o Bloco Kubalança do Morro do Sapo – bairro do Laguinho ganhou uma. E ocorreu em um período de mudanças na diretoria do bloco e da Liga dos Blocos, a LIBA.

O enredo foi o desfile temático dos 25 anos de fundação do Kubalança, ocorrido em 1986, após o Brasil perder a Copa, acho que do México. A galera desfilou pelas ruas do bairro tocando instrumentos de percussão e cantando a marchinha em que o “Brasil vai lançar foguete/ Cuba também vai lançar”.

IRREVERÊNCIA 2

Após a apuração no sambódromo o bloco foi comemorar na sede provisória na casa do presidente Badi, na Rua São José, onde os brincantes organizaram uma passeata pelo bairro.

O Kubalança é o único bloco que homenageia os habitantes mais expressivos da cidade pelas suas histórias engraçadas, mas com uma pitada a mais de irreverência, cantada nas marchas e frevos que caracterizam a entidade. Este ano levou para a Avenida Ivaldo Veras o Astronauta do Laguinho, o Plãplãplã, o Psiu, o Mirraiguei, a Marrie Piçarrê, o Cabeça de Martelo, a Nega Buluca e a Mansuda, entre outras personagens que já fizeram a alegria do carnaval da cidade. A marchinha é de autoria de Jorginho do Cavaco e Heraldo Almeida.

ZUNIDOR

A Confraria Tucujú vai realizar o I Festival de Ladrão de Marabaixo. Comunidades quilombolas se preparam para fazer novas músicas. O repertório folclórico precisa ser renovado.

Professora Socorro Santos, nova diretora do Instituto de Música Walkíria Lima, encontrou o órgão totalmente sucateado. Todos os instrumentos precisam ser trocados ou consertados. O prédio da escola da Praça da Bandeira está com as obras paralisadas há mais de dois anos.

Anda circulando na Internet um texto de um engenheiro chamado Ricardo A. Antas acusando a Herbalife de fazer “lavagem cerebral” com seus clientes e representantes. O e-mail diz que um site americano anti-herbalife a define muito bem como “armadilha emocional e financeira”

Este fim de semana o Teatro das Bacabeiras comemora os seus 21 anos de inauguração com vasta programação cultural desde ontem. Estão agendadas palestras, projeção de filmes e debates, além de outras atividades.

Há uma tendência nacional para que 100% das vagas ofertadas para 2013 sejam preenchidas pelos alunos do ENEM.

O cantor e compositor Osmar Júnior, que está na expectativa da chegada do DVD “Piratuba, a cantoria no lago”, exibe toda sexta-feira no canal 24, às 15h00, o programa “Coisas Tucujus”, onde faz entrevistas com músicos da terra. Ontem foi a vez do cantor Val Milhomem, que anda meio desaparecido dos palcos.

Alô, alô, Carolina Flor, perdi seu endereço eletrônico. Por favor, mande-me de novo. Terei satisfação em responder suas perguntas.

A festa de carnaval dos meus netos foi muito legal.

Vai um É Big! Para a Cristiana Mont’Alverne, mina nora, que aniversariou semana passada.

Parece que o carnaval de Santana afetou os promotores do carnaval de Macapá. O sucesso de lá bateu no fracasso daqui? A economia do carnaval que é da ordem de quase 9 milhões foi afetada. Essa grana deixou de circular pela ausência do desfile das escolas de samba, segundo economistas tucujus.

Inderê! Volto zunindo no sábado.

sábado, 12 de março de 2011

Tsunami no Pacífico

Nasa divulga primeira imagem do Japão após terremoto e tsunami

Imagem do satélite de observação da Terra, da Nasa / Foto: Reuters

A Nasa (agência espacial americana) divulgou neste sábado a primeira imagem do Japão após o país ter sido atingido por um terremoto e uma tsunami. A fotografia feita pelo satélite de observação da Terra mostra a região de Sendai inundada e devastada pela onda gigante que destruiu a costa japonesa na sexta-feira.

Abaixo, duas imagens capturadas pela Nasa mostram a região de Sendai antes e depois do terremoto. A primeira foi feita ainda no dia 11 de março e, a segunda, neste sábado.

Foto: Reuters

A tsunami foi provocada por um terremoto com magnitude de 8,9 graus na escala Richter, o maior registrado na história do país. O epicentro do tremor foi localizado a mais de 20 quilômetros de profundidade e a 130 quilômetros a leste da cidade de Sendai. Abaixo, mais uma imagem do Japão capturada antes da tsunami.

Foto: Reuters