sábado, 8 de janeiro de 2011

Aniversário do Boemios

Preparação da Festa da Canção – 02/01

DSC01400 Caricaturas na sede da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Leitura dramática da peça “A mulher do fundo do rio”, de Fernando Canto

leitura1 A primeira leitura dramática da peça “A mulher do fundo do rio”, do escritor Fernando Canto vai ser apresentada no dia 06/01 (quinta-feira), no Ponto de Cultura Estaleiro, do Grupo Teatral Marco Zero.

Com direção de Thomé Azevedo, o elenco foi selecionado exclusivamente para a peça.

A peça aborda de forma poética e dramática situações que ocorrem no interior de uma embarcação que enfrenta um naufrágio e pretende levar o público à reflexão sobre as grandes tragédias que ocorrem nos rios da Amazônia e no mundo.

Para a criação da peça, o autor tomou como exemplo a maior tragédia fluvial ocorrida no Amapá, o naufrágio do barco Novo Amapá que vitimou mais de 600 pessoas no dia 06/01/81.

A ideia do grupo é promover a leitura da peça em um circuito que percorrerá as universidades e as escolas públicas para que a encenação ocorra em janeiro de 2012. Pretende também, estimular a leitura dramática de autores, tanto amapaenses, quanto consagrados nacional e mundialmente.

Serviço:

Local: Ponto de Cultura Estaleiro - Av. Rio Negro, 71 – Bairro Perpétuo Socorro

Data: 06/01/11 Hora: 20:00h

Entrada franca

Elenco:

Kelly Maia / Ana Vidigal / Janice Carvalho / Jaqueline Rodrigues / Dércio Damasceno

As crianças Dughan, Marcela, Diego, Bárbara e Kesia

Sonoplastia: Erivaldo Santos

Direção: Thomé Azevedo

Produção Executiva: Sonia Canto Produções

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 31.12.10

ANO NOVO

scrapsweb_ano_novo-494939 Antes de fecharmos os olhos para o ano que se foi e pisarmos no chão de luzes respingadas pelos fogos do presente, vamos abrir o coração e dar uma chance à memória.

Afinal, a palavra memória tem origem no verbo recordar, que vem de cordis, coração para os latinos. Pensemos no futuro, mas não nos esqueçamos dos temporais e suas conseqüências. Feliz ano novo a tod@s.

MITOS E LENDAS DE VITÓRIA DO JARI

Recebi e agradeço o simpático livrinho com quatro histórias do sul do Estado, aonde a meninada vem resgatando o seu próprio imaginário coletivo. Os trabalhos são: “O Mapinguari, “Porcina, a cobra grande do Jari”, “O Canela” e “Justin, o botinho garanhão”.

Os autores são alunos da turma 821 da E.E. Teotônio Vilela que expuseram na feira de Arte e Cultura sob a orientação dos professores Elton Nascimento (Arte) e Márcia Andréia Colares (Língua Portuguesa). Os textos demonstram criatividade e emoção.

LIXO NA ORLA

Depois de acharem quase 100 pneus de carro jogados na área da feirinha do açaí, próximo ao Araxá, expressivos artistas plásticos amapaenses fizeram outra intervenção artística com mais lixo na frente da cidade.

Chamaram a atenção para o descaso, ausência de urbanidade e a irresponsabilidade de “cidadãos” que detestam a nossa cidade e poluem o rio Amazonas. Como não há quem fiscalize só resta esperar a denúncia dos moradores que amam Macapá.

YEMANJÁ NO ARAXÁ

Na quinta feira passada foi realizado o 11º Réveillon dos Cultos Afros na concha acústica do Araxá. O evento foi coordenado pelo Pai Cláudio de Oxóssi, coadjuvado por babalorixás e pais de santos dos diversos terreiros da capital.

Centenas de pessoas ligadas a esses cultos compareceram ao local para render homenagens a Yemanjá e renovar sua fé e seus pedidos

NOVO AMAPÁ

Dia o6 de janeiro vai fazer 30 anos do maior desastre fluvial já ocorrido na Amazônia, quando o barco “Novo Amapá”, tombou no rio Jari matando centenas de pessoas e deixando enlutadas outras centenas de famílias. O ocorrido pode até ter servido de lição, mas não diminuiu a ganância de inescrupulosos donos de embarcações.

Para que ninguém se esqueça dessa tragédia amazônica, o diretor Thomé Azevedo e atores do Grupo Teatral Marco Zero, vão realizar a leitura dramática da peça “A Mulher do Fundo do Rio”, de minha autoria, no teatro de Daniel e Tina Rocha, no Igarapé das Mulheres.

ZUNIDOR

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281220105802 O escritor e jornalista Ray Cunha, que esteve em Macapá para rever familiares e amigos, vem trabalhando em Brasília para inaugurar brevemente um canal de TV Web e um de rádio Web. Comunicação do presente e do futuro.

A empresa Bertillon, prestadora de serviços de limpeza e vigilância da UNIFAP está em negociação com a instituição para a repactuação do contrato. Pode sair até o fim do ano. Ou não.

261220105787 A festa do Banco da Amizade muito prestigiada por laguinenses que já há muito mudaram do bairro. (Na foto, eu e José Alberto Colares)

Final de ano sem luzes, sem grandes festas, mas com otimismo pairando sobre as cabeças. Por isso os Boêmios do Laguinho já preparam a festa de 57 anos de fundação da mais antiga escola de samba do Amapá, no dia 02 de janeiro.

O bloco Kubalança tem nova diretoria. No comando está o advogado Badi Costa.

A gravadora do Ivo Canutti reteve, por falta de pagamento, a gravação dos sambas de enredo das escolas.

Inderê. Volto zunindo no sábado.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É BIG! É BIG! Clarice

1 anofotos Minha neta Clarice completou 1 ano no dia 24/12. Ela é linda! Vejam sua evolução em fotos desde o nascimento…

‘‘Estudantes Pedem Passagens’’

logo pre bienal Estudantes amapaenses continuam na luta para chegar ao Rio de Janeiro

Estudantes do Estado continuam na luta para chegar ao Rio de Janeiro, o 13º CONEB (Conselho Nacional de Entidades de Base.) e a 7ª bienal de artes, ciência e cultura da une estão cada vez mais próximos, os eventos produzidos há onze anos pela União Nacional dos Estudantes prevêem mobilizar mais de 25 mil pessoas entre estudantes, artistas, cientistas e comunidade em geral. Mas os estudantes amapaenses têm dificuldades: “para nós, amapaenses, sempre é mais difícil sair de nosso estado, pois encaramos uma viagem muito longa e temos que pegar no mínimo dois transportes, no nosso caso um navio (24h) e um ônibus (48h), além de sair muito caro e não termos condições nem patrocínio para chegarmos ao Rio, mas sempre quando conseguimos ir representamos bem o Amapá levando a nossa cultura e debatendo a educação brasileira com as nossas peculiaridades.” diz Nathan Zahlouth Diretor da UNE no Amapá, e por isso faz um apelo a sociedade amapaense.

Visando arrecadar fundos os estudantes fazem toda segunda feira um evento cultural no restaurante do carioca (fica no complexo Araxá, ao lado direito da concha acústica) com shows ao vivo e exposições artísticas, tendo confirmado nesta segunda dia 27.12.10 Rebeca Braga, Aline Coelho, Yan Fernando, entre outros cantores amapaenses “convidamos toda a sociedade amapaense para prestigiar a própria cultura do nosso Estado e ajudar os estudantes a chegar a esses grandes eventos (CONEB e Bienal da UNE), que se tornaram nos últimos anos a maior mobilização da America Latina de estudantes” diz Hayam Chandra assessora de cultura da UNE. Nesta semana que antecede o fim de ano os estudantes também promovem o Revellion da UNE

A importância dos acadêmicos participarem desse congresso (13º CONEB) se dá para traçar os novos rumos da educação tendo como experiência o que deu certo na última gestão da presidência e discutindo melhorias para a educação superior, além de debater os instrumentos que estão sendo reformulado no cenário nacional, como o Plano Nacional de
Educação e Reforma Universitária proposta pela UNE. E, posteriormente, a 7ª Bienal da UNE que é uma mostra cultural, artística e cientifica que vai trocar experiências da cultura de todo o Brasil “temos que representar a cultura amapaense em um grande evento, pois somos esquecidos pelo resto do Brasil”

Desse modo, os estudantes pedem a contribuição da sociedade amapaense, pedem que os empresários, políticos e sociedade contribuam com as passagens de 60 pessoas, entre acadêmicos, artistas e secundaristas. Para qualquer informação entre em contato com Nathan Zahlouth (Diretor da UNE) pelo numero 9148-8293 ou email nathanaelz@gmail.com ou entrem no blog www.uneap.blogspot.com

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A MORTE DO PIRULITEIRO

poço 01_ Perto de casa havia uma família de pessoas muito pobrezinhas. Três molequinhos saiam todas as tardes para vender pirulitos que a mãe deles, uma jovem viúva, fazia com capricho. Retornavam ao entardecer com luz suficiente para baterem uma bola na rua, pois nela nunca passava carro a essa hora.

Deviam ter oito, sete e seis anos quando os conheci. Eram branquinhos e tinham os cabelos louros e espetados, cortados do jeito militar. Pareciam ter vindo de bem distante, talvez do Maranhão ou do Ceará. Todos estudavam na mesma escola que eu, um grupo escolar público no centro da cidade, para onde íamos, nas manhãs, bem cedinho, descendo a ladeira com nossos macacões cáquis, o uniforme escolar que o governo do então Território Federal fornecia a todos, indiscriminadamente. Voltávamos às onze horas, quando a sirene da Olaria Territorial apitava exatamente na mesma hora que a campa da escola batia. Eu ficava admirado com aquilo. E vinha com eles, ávido para chegar em casa e almoçar, enquanto que eles não sabiam se iam comer alguma coisa, apesar de terem merendado. Só tinham a certeza de uma jornada de trabalho à tarde, quando iriam se dividir para vender os pirulitos lá pelas bandas da Doca da Fortaleza, na beira do rio. Depois jogariam uma pelada na rua e dormiriam cedo, pois nessa época não havia luz elétrica no bairro e nem se sonhava com televisão.

Um dia o mais novo deles desapareceu. Era inverno, a chuva fustigava a cidade alagando os terrenos baixos. O menino não chegara em casa e o alarme foi dado. Procuraram a noite inteira sem êxito. Seu corpo foi achado no dia seguinte, engatado no bueiro do meio da ladeira da nossa rua, uma tubulação que ligava um grande lago natural do bairro onde morávamos ao rio Amazonas. O vendedor de plantas notara uma camisa verde no acostamento da rua e adiante um tabuleiro de pirulitos vazio. Era véspera de Natal e foi grande a consternação das pessoas ao saberem do fato. A criança deve ter parado para tomar banho no pequeno igarapé, mas não conhecia a força da correnteza quando a maré baixava no tempo das chuvas, e se afogou.

Todos os moradores se entristeceram, pois o menino lourinho era muito estimado. – Um pequeno trabalhador que ajudava sua família. Coitadinho, diziam. Lembro que quase todo mundo foi ao enterro a pé. Na Missa do Galo o padre rezou por ele de novo e muita gente chorou de emoção, pois o comparou ao Menino Jesus, que ajudava o pai no ofício de carpinteiro.

Foi um Natal muito triste para mim. Achava um absurdo a morte daquele menino esperto que já lidava com dinheiro na sua pré-profissão de vendedor/piruliteiro, apesar de nem sonhar grandes sonhos ainda, pois não tinha estímulos em casa.

Ao visitar a casa de meus pais, onde moram meus irmãos, ontem, passei pelo bueiro no meio da ladeira. Parei o carro adiante e fui olhar o igarapé correndo no mesmo sentido, do lago para o rio. Alguns matupiris e carás-barbelos dançavam na água clara que margeia o fluxo das águas em velocidade, corrente que passa atravessando o terreno do seu Gama, até pegar o Igarapé das Mulheres e chegar finalmente ao Amazonas. Os peixes nadavam estranhamente, como a desenhar a figura sorridente do piruliteirinho louro no fundo do córrego. Veio-me, abrupto, um gosto de açúcar queimado na boca. Então me lembrei que o lago do Poço do Mato, de onde as águas vinham é um lugar de caruanas, habitantes/protetores do fundo das águas, que também são loirinhos como o piruliteiro que morreu num dia como o de hoje, às vésperas do Natal.

Imagem: Acervo pessoal - 1978

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 25.12.10

HIP HOP

O pessoal do hip hop foi contemplado com cinco projetos junto ao Ministério da Cultura. Todos os premiados são da Federação Amapaense de Hip Hop.

As categorias de premiação e projetos são: Correria – Batalha Amapá; Escola de Rua – Resistência hip hop; Conhecimento – Hip Hop invade a Universidade; Conexão – Afro-ritmos, e Personalidade – Poca.

JORNADA

Um alento para os artistas que ainda podem ganhar um cachezinho do Governo é o projeto “Jornada Cultural”, produzido pela Secult e Amcap com emenda parlamentar do deputado Evandro Milhomen.

Encerra em 26 de fevereiro com realização de shows musicais, dança e teatro, às quintas-feiras no Sesc Centro e às sextas no Mercado Central e Largo dos Inocentes.

UNITV

Vai ao ar neste fim de semana, na Rede Vida, o programa piloto UNITV, que vem sendo preparado por professores do curso de Comunicação da UNIFAP.

Segundo Aldenor Benjamim, coordenador do curso, o projeto irá ao ar regularmente a partir de janeiro. Visa dar informações e maior visibilidade sobre as atividades da instituição. Será apresentado por professores da área, tendo a professora Roberta Sheibe como âncora.

TAPÃO

No carnaval de 2002 o jornalista Humberto Moreira não gostou de um policial que queria dar uma “carteirada” para entrar na Caverna do Piratão, e questionou o cara. Dias depois, no sambódromo, o policial barrado deu um tapão no Humberto, que rodopiou e caiu no chão todo mijado.

No dia seguinte a jornalista Tica Temos foi contar ao Paulo Silva, na Rádio Difusora, o acontecido. Aí o Paulão disse: - Também, não? Com aquela monstra cara, como é que alguém vai errar um tapa?

FESTA NO LAGUINHO

O Banco da Amizade já prepara festa dos seus 39 anos para amanhã, no bairro do Laguinho.

A programação constará, como sempre, de alvorada festiva, música, apresentações folclóricas, churrasco, caldo, vinho e muita gengibirra, para nego nenhum botar defeito. Vai de 06h00 à meia-noite.

Os fundadores Sacaca e Rato não vão estar presentes, mas certamente serão lembrados pelo povo laguinense.

ZUNIDOR

Dia 30 tem o réveillon do Bar Rodapé, na Favela, e do Bar Du Pedro, no Mercado Central.

Comentário maldoso no balcão do Abreu: - Ainda faltam algumas impressões digitais na “Calçada da Fama” do bairro do Trem.

Esteve em Macapá fazendo consultoria a uma multinacional o economista Lino Dias, o Nolasco, que aos 75 anos de idade tem uma memória fabulosa sobre o Marabaixo de Macapá.

Padre Aldenor agiliza os preparativos para as comemorações dos 250 anos da igreja de São José, a 06 de março de 2011.

Quem chegou à cidade para rever familiares no Natal é o escritor e jornalista Ray Cunha. O professor e ator Marlúcio Mareco também.

Foi na quinta, 23, a apresentação da peça “O Menestrel à Procura da Estrela”, pelo novo ano consecutivo, com o Grupo Teatral Marco Zero. A peça é de minha autoria, com a direção de Daniel de Rocha.

Hoje e amanha passa no programa do Olímpio Guarany, na Band, o clip do show “Encantaria”, do Grupo Pilão.

Muito legal o show de lançamento do CD Instrumental das MPA.

Feliz Natal a todos. Inderê! Volto zunindo no sábado.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense em17.12.10

ESTREIA

A partir de hoje estarei com a coluna “Canto da Amazônia” aqui na Tribuna, a convite do jornalista Carlos Lobato. Mais uma experiência nessa labuta em jornais que já dura quase trinta anos, desde que comecei na revista “Observador Amazônico”, de Belém, escrevendo sobre o acidente do barco “Novo Amapá”, e depois no “Jornal do Povo”, do saudoso Haroldo Franco, em Macapá.

Continuarei a relatar notícias e fatos sobre Cultura e Arte, além de levar aos leitores informações semanais sobre a Academia, seus cursos e eventos, e também sobre o que for relevante historicamente para sociedade amapaense.

SINDUFAP REIVINDICA

No último dia 15 ocorreu a reunião coletiva do Sindicato dos Professores com a administração da UNIFAP. Nela foi apresentada uma pauta de reivindicações da classe, inclusive alguns itens emergenciais.

O Sindufap diz que saiu vitorioso da reunião porque a administração da IFES os recebeu e os ouviu. Além disso, houve um número bastante expressivo de alunos e professores participado.

SINDUFAP REIVINDICA 2

Dos itens emergenciais (eleição para diretor de departamento, professor voluntário, termo de ocorrência e segurança no campus), a administração afirmou que a partir de 2011 não existira mais professor voluntário na instituição, serão recolhidos os termos de ocorrência e a Pró-Reitoria de Administração já está providenciando novas medidas para a segurança do campus.

O único impasse se deu em função das eleições para diretores de departamentos, que a administração defende para o prazo de um ano, enquanto o sindicato quer para já. Por entender que nada justifica a figura do diretor pró-tempore.

DETENTOS NO ENEM

Cerca de setenta detentos do IAPEN participaram do Exame nacional do Ensino Médio (ENEM), específico para o sistema prisional do país. As provas foram aplicadas na Escola São José, que funciona dentro da penitenciária, nos dias 15 e 16 ( quarta e quinta-feira).

O exame aumenta a possibilidade dos apenados de concorrerem a vagas disponibilizadas na UNIFAP. Para a diretora da Escola São José, Ana Paula Lima, a participação dos detentos no ENEM demonstra o quanto eles estão dispostos a se ressocializar. Dois deles passaram na primeira fase do processo seletivo da UEAP e aguardam o resultado final.

ÚLTIMO PAGODE

Acontece amanhã na sede do Centro de Cultura Negra o último Pagode Vip do ano, sua 11ª edição, que é sempre realizada por membros da Associação Amigos do Laguinho.

O evento tem a finalidade de auxiliar moradores carentes do Poço do Mato, uma área de invasão em pleno coração do bairro do Laguinho. Nesse dia três grupos vão fazer a diferença: Sentimento Puro, Tirando Onda e Atitude, considerados alguns do melhores grupos de pagode da cidade. Durante o evento será gravado um CD e um DVD. E quem quiser entrar pode comprar o abadá e levar um quilo de alimento não perecível.

FESTIVAL UNIVERSITÁRIO

Depois de seis anos sem ser realizado vai acontecer em maio/2011 o Festival Universitário da Canção feito pela UNIFAP.

As primeiras reuniões da Rádio Universitária (que coordenará o festival) com representantes do DCE e da Associação dos Músicos e Compositores do Amapá, dão conta de um grande entusiasmo para reviver grandes festivais que marcaram a vida de muitos jovens, e que revelaram uma plêiade de novos artistas.

É voz corrente que a proposta é a de buscar a valorização dos músicos, intérpretes, compositores e letristas do meio universitário, bem como de toda a sociedade amapaense e da Amazônia, pois as inscrições estarão abertas a todos que nela residam.

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Os festivais de música sempre foram eventos reveladores de talentos emergentes, mas que, sem continuidade, fatalmente deixam a cultura abissal, e sem elo com as novas vertentes musicais que surgem no resto do país.

Creio que um evento dessa natureza e envergadura realiza a relação da UNIFAP com a sociedade de forma salutar e durável, pois é de responsabilidade dela promover o conhecimento e a cultura, inalienáveis que são para o desenvolvimento social. Além disso, já era hora de fazer um “mega agito” no campus, para a alegria da juventude que quer mostrar sua arte e ser reconhecida por isso.

ZUNIDOR

A escritora Simei Natércia convida para a noite de autógrafos do seu livro “Resíduos da Alma”, que será lançado hoje, no Centro Cultural Franco Amapaense, ao lado da Escola Danielle Mitterrand.

juliele  Vai ser na quarta-feira, dia 22, na Casa do Chorinho do Ceará da Cuíca o show da cantora Juliele, que está gravando novo CD com os arranjos do maestro Manoel Cordeiro. Inclusive já está tocando nas rádios a música “Balé de Luz”, o carro-chefe do disco, de nossa autoria (Fernando Canto e Manoel Cordeiro), magnificamente interpretada por ela.

Será amanhã o grande Reveillon do Bar do Abreu, tradicional empreendimento etílico-comercial da Avenida FAB. Frequentadores já estão ouriçados, inclusive o Tavares já mandou colorir os cabelos para não fazer feio no dia. Ronaldinho, da GMM, informa que a Tica Lemos deverá fazer um avant première do que vai apresentar no desfile do carnaval, quando sairá nos Piratas Estilizados homenageando o Bar. Ronaldos, tremei!

Tica Lemos Parabéns da coluna a Tica Lemos, pelo seu aniversário.

Ontem a SECULT e a AMCAP ofereceram um coquetel no SESC Centro para apresentar o projeto “Jornada Cultural”.

Inderê! Volto zunindo na sexta.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

CENA DE MACAPÁ

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É BIG! É BIG!- Nathália Uchoa

 Nathalia Nathália Uchôa, filha do meu amigo Tadeu Pelaes, aniversaria hoje. Alem do aniversário, Nathália, que está no 9º semestre da Faculdade, comemora a aprovação no Exame da OAB. Muitos parabéns para esta menina de ouro.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Alguns dias após o show

Escritor Osvaldo Simões Do blog Oswaldo Simôes (www.o-siomoes.blogspot.com)

Show Musical Encantaria – Grupo Pilão - dia 07\12
Ainda pairam sobre minha cabeça as imagens. Nos ouvidos o som dos tambores: carimbó, batuque, marabaixo e bois. Os sons vieram através de um pilão, alias, não de um pilão acessório de cozinha, instrumento de pilar, mas, de um grupo intitulado de pilão.
O grupo comemorou seus 35 anos de vida musical. Parece até que foi hoje, quando os três rapazes do morro do sapo (Fernando, Bi e Juvenal), se apresentaram no palco extinto da radio difusora em um festival da canção, onde defenderam a composição Geofobia (Fernando Canto e J. Monteiro).
A cantiga não foi à vencedora do júri oficial, mas, os piquenos do morro tiveram seus nomes assentados no coração e nas cabeças dos amantes da boa composição. Como se isso não bastasse, na ocasião os meninos utilizaram como instrumento de percussão um pilão. Pediam a todos que socassem paçoca pra gente comer, desembuchando o medo com cachaça “vê se acha cachaça pra gente beber”.
O medo da terra ficou em algumas cabeças. Nas cabeças dos meninos ficou a certeza que poderiam descortinar novos horizontes amapaenses, quando das suas manhas nubladas. Assim cresceram os meninos, que dos campos do America, Azevedo Costa chegaram dia 07\12 ao centro da UMA, e lá soltaram o canto construído em 35 anos através de um grupo já denominado\consagrado Pilão.
O grupo cantou musicas que embalaram outrora sonhos de crianças, as quais hoje adultas dançaram em pé com pés nos campos do laguinho. Falo porque vi filhos de integrantes (ia esquecendo os integrantes hoje são seis) no show dançando e, tenho conhecimentos que muitos (integrantes) ensaiaram suas gargantas nos punhos da rede de quando acalantavam seus rebentos...
Mas fiquei impressionado com cantar do grupo Pilão. Trouxeram roupas de negros antigos-saco-de-açucar como túnicas e um pedaço de pano nos ombros, trouxeram na verdade toda a inspiração que carregam em seus corpos. Cantaram, encantaram matinta pereira, acordaram a cobra que dorme sobre tumucumac, dançaram o Cuatá, invocaram a catirina através do som do boi e dentre tanta e por não satisfeitos cantaram e rezaram a folia de São Raimundo do São Pedro dos Bois...
Os piquenos do Pilão são danados. Não se acomodam em lugar nenhum. Vivem escarafunchando sons e fazeres de um povo que ainda clama por ser reconhecido em seus cantos e encantarias... Por isso, até agora ronda minha cabeça o som desse grupo. Parabéns a todos que foram ao centro de cultura negra... E a todos que fazem o Grupo Pilão.
Em tempo: o único pecado cometido foi o pequeno numero de musicas apresentadas. Em se tratando de show em comemoração aos 35 anos, deveriam cantar umas 40 musicas recortadas por causos vividos-contados. E o apresentador que pensei ser um maestro, mesmo assim a ele também parabéns!

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no Jornal “A Gazeta” de 10.12.10

NOVOS CURSOS PARA A UNIFAP

A Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, que tem como titular o professor Oto Petry, levou à Brasília a proposta de criação de 13 novos cursos para a UNIFAP.

Os cursos a serem ofertados atendem as expectativas da sociedade amapaense que há tempos reivindica um horizonte maior para a formação profissional dos seus jovens. Entre eles estão os de licenciatura em Música, em Dança e em Teatro.

ANTECIPAÇÃO DAS PASTORINHAS

A apresentação do Cordão das Pastorinhas, de Mazagão Velho, foi antecipada para o dia 16 de dezembro, em função do prazo para a diplomação dos candidatos vitoriosos no último pleito político.

O auto das Pastorinhas é uma das inúmeras tradições de cunho religioso que ocorrem em Mazagão Velho, a exemplo das festas de São Tiago (julho),da Piedade (julho), e do Divino Espírito Santo (agosto).

PIZZA LITERÁRIA

Convite2010 Será lançado no próximo dia 155, na pinacoteca da Associação Paulista de Medicina, a coletânea “A Pizza Literária – Décima primeira Fornada”, da Sociedade Brasileira de Escritores Médicos, Regional de São Paulo, uma edição da Sobramedes-SP e a da Rumo Editorial.

Recebi por e-mail o convite feito pela escritora amapaense Josyanne Rita de Arruda Franco, que juntamente com o poeta Luiz Jorge Ferreira, fazem parte da coletânea.

Josyanne é filha do saudoso jornalista Haroldo Franco, superintendente do extinto “Jornal do Povo”.

MITERRAND ABRE INSCRIÇÕES

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Centro de Língua e Cultura Francesa Danielle Miterrand. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo site www.dmiterrand.ap.gov.br . O prazo para a inscrição é até 20 de dezembro.

Serão oferecidas 480 vagas para o primeiro nível do curso gratuito em francês. Os aprovados serão divididos em 24 turmas nos turnos da manhã, tarde e noite. Portadores de deficiência participarão do processo seletivo em igualdade de condições com os demais candidatos.

ENCANTARIA

DSC00759 O show “Encantaria”, do Grupo Pilão, realizado na terça-feira no Centro de Cultura Negra foi um sucesso. Centenas de pessoas compareceram ao evento para prestigiar o grupo, que não fazia show próprio há alguns anos, mas se apresentava esporadicamente.

A festa foi para comemorar os seus 35 anos de atividades musicais, que se iniciaram a partir o III Festival Amapaense da Canção, ocorrido no auditório da Radio Difusora de Macapá, em setembro de 1975.

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DSC00769 Com a produção artística de Sônia Canto Produções, a direção musical e arranjos do maestro Manoel Cordeiro e a cozinha bem estruturada dos músicos Alan Gomes (baixo), Bibi (flauta e saxofone), Fabinho (guitarra), Paulo Queiroga (bateria), Juninho (teclado) e Nena (percussão) o grupo tocou 20 músicas, das quais 11 são inéditas e deverão fazer parte do CD/DVD gravado ao vivo pela produtora Olímpio Guarani. O grande evento teve a participação de Tomé Azevedo (Direção de palco), Tica Lemos (Figurinos), Cláudio Rogério (design) e a impecável apresentação de Heraldo Almeida.

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DSC00779 Foram realizadas algumas performances no palco com as dançarinas do grupo folclórico Raimundo Ladislau e com o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho. O Pilão recebeu vários convites para apresentações, incluindo uma no exterior (Miami –USA). O grupo composto por Eduardo Canto, Bi Trindade, Orivaldo Azevedo, Juvenal Canto, Leonardo Trindade e Fernando Canto, agora pretende levar o espetáculo para o Teatro das Bacabeiras, Casa do Chorinho do Ceará da Cuíca e para outros locais como Mazagão e Fortaleza (CE). A ideia é divulgar e popularizar a música aqui produzida.

UNIFAP NA GLOBO

Está agendado para fevereiro de 2011 o início das filmagens do programa Globo Universidade, do poderoso sistema globo de comunicação, que vem ao Amapá fazer a cobertura das atividades de pesquisa desenvolvidas pela UNIFAP.

A equipe do programa vai acompanhar pesquisadores sociais que realizam pesquisas no Jari, e também os trabalhos feitos em laboratórios, no campus Marco Zero, como é o caso dos fármacos.

NOVO BOI-BUMBÁ

O ator, poeta e membro do Conselho Estadual de Cultura do Amapá, E o também ator Cláudio Silva estão organizando um boi-bumbá para ser encenado nos próximos meses, a partir do aniversário da cidade. Vai ser feito da carcaça do antigo boi “Surubim”, comandado há alguns anos no Laguinho pelo professor Idê Lino da Silva, pai de Cláudio.

A peça popular está sendo reescrita por Osvaldo e deverá absorver novos personagens, como a figura do “Mortetaxista”. Será composta por artistas do entorno da escola Azevedo Costa e do Poço do Mato, que pretendem reacender a tradição perdida no tempo.

ZUNIDOR

É hoje a confraternização do Sindicato dos Jornalistas do Amapá – Sindjor. O presidente Volnei Oliveira diz que “Essa pauta é uma festa”.

joão milhomem O Grupo Pilão agradece imensamente à imprensa (programas de rádio, TV e jornais) pelo apoio na divulgação do show e da nossa música; a todos os patrocinadores e em especial à SECULT, na pessoa do secretário João Milhomem.

Vai até dia 19.12 o VII Festival Imagem-movimento, com exibição de filmes, palestras e oficinas. Informações no site www.imagemovimento.org .

Será no dia 17.12, no auditório da reitoria da UNIFAP, o lançamento do livro “Amazônia, a utilização dos seus recursos naturais e a sustentabilidade”com textos de vários autores de IFES regionais. Entre eles está o professor Sílvio Wigwan Mendes Pereira, da UNIFAP.

Será no dia 16 a palestra “Utilização dos Recursos Hídricos de bacias Hidrográficas Amazônicas, também no auditório da reitoria, com a profª Drª Odete Cardoso dos Santos, do curso de Geografia da UNIFAP.

zaide soledade Zaide Soledade, que é atriz de filmes publicitários, se revelou uma dançarina e tanto no show “Encantaria”.

Inderê! Volto zunindo na sexta.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O pente niquelado

Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 05/12/10

Nos tempos áureos do Morro do Sapo, no bairro do Laguinho, quando a sede do Sete de Setembro Esporte Clube disputava com a do América Futebol Clube para ver qual era a mais social, nem tudo era só tranqüilidade. Crimes ocorriam. Eventuais, sem grandes conseqüências, e outros violentos, envolvendo jovens que se perderam na cachaça. Alguns deles eram jogadores e freqüentadores desses clubes, que cumpriram suas penas no chamado "cajual", do Beirol.
Do pátio de casa acompanhei o movimento dos adultos, principalmente nas festas juninas realizadas no entorno da sede do Sete, com aquele arraial tão característico, onde o pau-de-sebo, o quebra-pote e a pescaria faziam a alegria da molecada. Vi, ali, "moças-donzelas" lindas que desfilavam nos concursos de "miss caipira" e que se tornariam moças casadoiras e objetos de desejo dos rapazes solteiros que já tinham uma "boa colocação" no Governo do Território.
Num desses domingos de festa eu soube da história do Rubens que virara desafeto de um sujeito do Igarapé das Mulheres por causa de uma jovem miss.
Por essa época a Rua São José era empiçarrada e cheio de capim alto nas suas margens, propícia para atos obscuros. Então, certo de que o Rubens viria para a festa, seu desafeto escondeu-se num capinzal da esquina com a Terceira Avenida do Laguinho, hoje General Osório, aonde iria surpreendê-lo. E assim foi: num átimo saltou sobre o Rubens e aplicou-lhe um golpe nas costas com um brilhante pente niquelado que parecia um canivete "Corneta", muito usado pelos brigões da época. Rubens caiu no chão, levantou-se em seguida, cambaleando e pedindo socorro aos passantes, dizendo que fora esfaqueado pelo fulano, para em seguida desmaiar. Formou-se aquele deus-nos-acuda, pensamentos de vingança, chama-a-polícia-e-o-delegado-Olavo, vai-de-bicicleta-chamar-a-ambulância-que-o-Jagunço-vem-com-beira, etc. E eis que o nosso herói, ainda atordoado pelo golpe covarde acordou sem nenhum sangue esvaindo, um arranhãozinho de nada na costa e um enorme susto, que lhe marcaria a vida como a facada que não houve.
Na central de polícia tiveram que soltar o agressor, que se derretia de rir, no dia seguinte, já que não houve vítima. Mas o pente niquelado ficou retido por muito tempo como uma possível arma branca.
Enquanto o Sete de Setembro disputava o campeonato da segunda divisão no campo do América Futebol Clube (hoje Praça Chico Noé), o presidente Otacílio do Carmo, com suas eternas roupas de linho branco dançava por horas seguidas sobre o assoalho encerado do clube com as moças de saias plissadas. Era um verdadeiro pé-de-valsa, imbatível na dança de boleros e merengues. Quando todos dançavam a molecada mais taludinha ia para embaixo do assoalho realizar suas primeiras experiências sexuais, olhando a paisagem pelas frestas.
Muitas histórias aconteceram ali naquela sede. Coisas que marcaram as testemunhas ainda crianças de uma cidade em evolução, nos meados da década de 1960. É inesquecível, para mim, o movimento de uma briga que durou mais de uma hora entre dois jovens e fortes atletas Ela ocorreu após uma partida de futebol entre o Sete de Setembro e o Tijuca Futebol Clube, do Igarapé das Mulheres. Fora a conseqüência do resultado de uma partida entre os rivais Saci, atacante do Sete, e Macaco, do Tijuca, que explodiu na frente da sede do Sete até os dois cansarem e alguém considerar a briga empate. A história ficou famosa, pois nem a polícia se meteu.
Às vezes fico pensando nessas coisas incríveis do meu tempo de moleque. Incríveis mesmo, como o rosto brilhoso de suor do Otacílio, alcunhado de "Urubu Balado" por causa do seu jeito malandro de andar e de segurar a mulher para dançar; esta história da facada que não houve e da vítima desmaiada; da briga que não acabava e os oponentes já desprovidos de energia, combalidos mas sorridentes e felizes com o resultado.
Do Sete só ficou mesmo a lembrança das cores e das coisas deslizando sobre o asfalto da Rua São José.

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal “A Gazeta” de 03.12.10

A LUZ FEZ A CURVA

O produtor e diretor cinematográfico paraense Moisés Magalhães, que tem um currículo invejável de produções de cinema na Amazônia, inclusive com premiação pela série “Lendas Amazônicas”, que fez para o Canal GNT, estreado por Dira Paz e Cacá de Carvalho, encontra-se em Macapá.

Agora Moisés foi convidado pelo Canal inglês Discovery para realizar o documentário de longa metragem em 16 mm, “1919 – 0 ano que a luz fez a curva”. Trata-se da história da comprovação da Lei da relatividade de Albert Einstein, através curvatura que a luz proporciona no eclipse solar. Será filmado no Brasil (Sobral, no Ceará) Greenwich, Inglaterra e Ilha de príncipe, na África.

LUTA CONTRA O CÂNCER

O encerramento da Semana Estadual da Luta Contra o Câncer na quadra da Igreja Jesus de Nazaré contou com a presença de vários músicos que abrilhantaram a festa. Entre eles Nivito, Grupo Pilão, Zé Miguel, Juliele, Natal Villar e Ozéas Júnior.

A iniciativa foi do IJOMA, que através de inúmeros voluntário vem promovendo a luta contra esse mal que afeta quase mil amapaenses só de Macapá, sem contar os doentes do interior. Está de parabéns a equipe do Padre Paulo, que, juntamente com a professora Raquel Capiberibe, Carla Nobre e Benedito Alcântara, vêm fazendo com muita competência esse ato humanitário, agindo onde o Estado não atua.

MOSTRA FOTOGRÁFICA

Será realizada amanhã, às 19h00, na Fortaleza de São José de Macapá, a 1ª Mostra do Núcleo de Fotografia Contemporânea – NUFOC/UNIFAP. É o primeiro resultado das pesquisas, trabalhos e discussões feitas pelo Núcleo, que é um grupo de pesquisa certificado pela Universidade federal com o apoio do CNPq.

Durante o evento haverá uma mesa-redonda com pessoas do grupo, formado por professores, acadêmicos e membros da comunidade. A Mostra também conta com o apoio institucional da F.S.J.M., P´ro-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e do curso de Artes Visuais da UNIFAP.

DILEAN

Dilean Monper, cantor e compositor amapaense, conhecido dos festivais que participa em Macapá, se encontra atualmente em Brasília, onde vai tentar a carreira artística.

Ele informa pelo Facebook tocou no palco do tradicional Clube do Choro, dando uma “canja” junto com famosos músicos Gilson Peranzetta e Mauro Senise. Tocou “A flor e o beija-flor”, de sua autoria.

Hoje ele participa do eliminatória do Festival Tom Jobim, do SESC do Distrito Federal, com a música “Mau contato”. A coluna lhe deseja boa sorte e que venha com um troféu.

PASTORINHAS DE MAZAGÃO VELHO

Rica em tradições e festas populares, a comunidade de Mazagão Velho apresenta no dia 17 de dezembro no Teatro das Bacabeiras o cordão natalino das pastorinhas.

A mazaganense Nell Pureza informa que os atores – todos de Mazagão Velho – já ensaiaram suas personagens e estão prontos para mostrar o espetáculo em 33 atos ao povo de Macapá.

PASTORINHAS 2

O cordão, segundo Nell, é similar às representações das peças pastoris, lapinhas e presépios vivos, introduzidos no Brasil pelos jesuítas no século XVI, que durante a catequização dos índios montavam peças teatrais de representação do nascimento de Jesus.

A peça foi trazida para Mazagão Velho pelas então jovens moradoras Ana Ayres Lopes e Dica Flexa, que assistiram aos ensaios de um grupo de alunas do colégio Santo Antonio, em Belém, em 1909. Depois a reproduziram no mesmo ano na vila, com suas canções e diálogos. O cordão tem forma de um auto de natal e vai, então fazer 101 anos, com destaque para suas personagens casal galego, Saloia e a Borboleta.

CANTATA DE NATAL

O Coral do SEBRAE se apresenta na Cantata de Natal no dia 19 de dezembro, às 19h00, no Teatro das Bacabeiras, a convite do Conselho de Pauta daquela casa de espetáculos.

Formado por colaboradores da instituição, o coral foi criado em 2007 com o objetivo de estimular novos talentos musicais e para promover a melhoria da qualidade de vida dos profissionais que atuam no órgão. A regência será de Willianms Legues Sol. Vale conferir.

SAMBAS & TAMBORES

Dia 02 de dezembro se comemora o Dia do Samba. Aqui no Amapá foi instituído em 2009 pela Assembleia Legislativa através da Lei 0143.

Desde ontem se ouvem os tamborins tocando em vários pontos da cidade por grupos de sambistas como o Perfil do Samba, que há sete anos se dedica à ampliação desse ritmo tão nosso. Hoje, amanhã e depois a cidade dança com os sambistas em uma programação que vai da rua aos bares. Das rádios aas agremiações carnavalescas. Em nome do Francisco Lino a coluna parabeniza todos os sambistas.

ZUNIDOR

Imperdível o esperado show “Encantaria” do Grupo Pilão no dia 07, terça-feira, véspera do feriado de N.S. da Conceição. Vai ser no Centro de Cultura Negra, no Laguinho. Afinal são 35 anos de música.

Dia 19 de dezembro a direção do Teatro das Bacabeiras faz o lançamento da Orquestra Sinfônica do Teatro.

O dia do Laudo Suiço não é mais comemorado no Amapá. Passa em branco a data que outrora falava da gratidão de um povo ao grande barão do Rio Branco, que ganhou a “Questão do Amapá” em Berna, no dia 1º de dezembro de 1900.

Recebi, com prazer, o bonito Relatório de Gestão do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Amapá (“Além do Horizonte”), referente à gestão 2004-2010, encaminhado pelo presidente do Conselho Regional Ladislao Monte e pela Diretora do Sesc/AP, Heloíva Távora.

Segundo o arquiteto Daniel Souza o produto turístico mais conhecido do Amapá fora daqui é a pororoca e não a Fortaleza de São José ou o Marco Zero, ou mesmo a floresta que temos. A droga é falta da infra-estrutura para se chegar lá onde ela ocorre, em Cutias do Araguari.

Inderê! Volto zunindo na sexta.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O RASGADOR DE LETRAS

letras-book Por RUBEN BEMERGUY (rubenbemerguy@terra.com.br)

Sou o único destinatário das coisas que escrevo e também das que não escrevo. As que escrevo, não leio. As que não escrevo, dedico tempo juntando letras imaginárias aqui e acolá, até ter ideia clara das cores predominantes em cada uma delas. Depois as rasgo. Elas gotejam, como padecessem de desmedida dor moral. Sinto que elas – as letras – não perdoam minha inclemência, mas é assim que me omito de mim e sofro um pouco menos exatamente por não me conhecer, gravado ou não em papel.

Ignoro-me não por pesar, mas por amor. Meu grau de proximidade comigo, um certo sentimento de tolerância mesmo, está na precisa distância que de mim estabeleço. Não sei de meus olhos ou do revestimento de minha pele. Acuso apenas a noção de minhas unhas. Delas, não posso prescindir. Não só por ser rasgador de letras, mas também pela necessidade de laminar frequentemente grande porção da vida.

Assim, dela, - da vida -, obstinadamente, dilacero de um tudo. De mim, sobra pouco. Esse resto trago empilhado na zona mais afiada das unhas, como se prestes a feri-lo ao mais tímido indício de remorso de ainda conservar algo de mim.

Nessa escuridão permanece o que de tenra idade ainda tenho: uma ginjeira uma rabiola, um bem-te-vi, a primeira sessão de domingo no cine Macapá, um pedaço de menta, uma revista do Tio Patinhas e outra do Mandrake, um conga azul e um vulcabrás preto, um gol perdido, uma monareta, o Seu Banha e um avião cruzeiro do sul, um pouco de extrato de alfazema, dois vinis: um Long Play e um Compact disc, um rabino distante e uma prece, alguns quebrantos, meio retrato onde não mais me pareço e um segredo. Isso é tudo que ainda me acompanha.

Compareço ao meu encontro a cada segundo. Arrumo e desarrumo na prateleira do vento isso tudo e depois, freneticamente, torno ao arquivo morto. Em seguida, volto ao ponto de partida. Sou assim.

Só não toco no segredo. Tenho medo. Ele, a ninguém deve ser dito. Muito menos a mim. Fico a imaginar se o descubro descalço e se seus pés decidem percorrer meu tronco em tênue intensidade?. Se o descubro sem túnica e se seu corpo é bordado e se me põe em cerco militar e se minha infantaria a ele adere e se ele me escraviza?. Se o descubro a articular outros segredos em meus ouvidos pastos?. Se o descubro Cacique e se ele em círculos me canta e se seu arco arremessa uma flecha e se a flecha me vaza e se, por um lapso, eu gozar?. Não. Nesse segredo eu não toco. Tenho medo.

O medo sincero é a mais gentil e sublime virtude de qualquer rasgador de letras. Mas não basta ter medo. É preciso também falar baixo. Bem baixinho, pra não excitar o segredo. Em mim, ele – o segredo - dorme, mas tem sono leve e isso é um risco permanente. Minha melhor porção o embala e o vigia, sem tréguas.

Sob o ângulo da vida, pareço louco. Ela – a vida – teima em nunca resignar-se a arquitetura dos que laceram letras. Dai, me quer em holocausto. Contra mim, imputa falsamente versos que nunca fiz, músicas que jamais ouvi, danças que nunca passei, beijos que não guardei.

Eu, na quietude da mais serena convicção, nada faço. Se o segredo dorme, me basta. À vida, apenas digo: não me doce, nem me salgue. Me alme.

Imagem disponível em: www.uhmporaki.blogspot.com

Governo, empresas e ONGs querem transformar Marajó em reserva global

ilha-do-marajo Por Daniela Chiaretti

O arquipélago do Marajó tem área maior que Santa Catarina ou o Rio de Janeiro e paisagens belíssimas de rio e floresta.  Por ali passam 25% da água doce do planeta e a região produz metade do açaí do mundo, que já foi vendido a R$ 18 o litro em Belém e enriquece empresas dentro e fora do país.

Mas algo deu errado no estuário do Amazonas.  Mais de 70% dos quase 500 mil marajoaras vivem na faixa da pobreza e 80% não têm água encanada.  A economia está em colapso, 80% da população adulta é analfabeta e as unidades de conservação não protegem as águas fluviais.  Agora há um esforço de governo, ONGs e empresas para reverter o quadro e fazer com que o arquipélago ganhe o selo de reserva mundial da biosfera, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

A ideia é dar visibilidade à região - que tem na ilha de Marajó sua estrela mais famosa - e perspectiva de um futuro sustentável ao arquipélago e seus moradores.  Existem mais de 560 reservas da biosfera no mundo - a ilha de Lanzarote, onde viveu o escritor José Saramago, é um destes lugares.

O Brasil tem seis reservas do gênero - a Mata Atlântica foi a primeira.  É uma maneira de proteger, promover o turismo sustentável, conservar e dar perspectiva econômica aos habitantes, acredita João Meirelles, um dos fundadores da SOS Mata Atlântica e hoje diretor-geral do Instituto Peabiru, que trabalha como facilitador entre os marajoaras e os interessados em implementar o programa Viva Marajó.

Marajó, famosa no passado pelos búfalos que herdou de um acidente com um barco que vinha da Guiana Francesa, perdeu metade do seu rebanho.  Há alguns anos, o Ibama fechou todas as serrarias de lá, todas ilegais, inclusive grupos americanos e japoneses, mas 5 mil pessoas ficaram sem trabalho.

A região tem 16 municípios, área maior que oito Estados brasileiros e riquezas únicas no planeta: é o estuário do Amazonas e do Tocantins, o que significa que por ali passa ¼ de toda a água doce superficial do mundo.  Tem alta biodiversidade (é a única região do mundo onde convivem o peixe-boi marinho e o amazônico, por exemplo), um dos patrimônios arqueológicos mais importantes do país, ruínas do período colonial, forte identidade cultural, belas paisagens.  Mas vive uma realidade social crítica.

Marajó importa, por exemplo, mais da metade da mandioca que consome.  Cerâmicas marajoaras são contrabandeadas sem nenhuma fiscalização.  O IDH é muito baixo e a insegurança fundiária, alta.  Quase 80% da população não tem acesso a água limpa, e metade não tem energia elétrica.  O rebanho bovino caiu pela metade, o turismo não tem expressão econômica e as unidades de conservação são frágeis.  Não há nenhuma área de preservação permanente entre elas.

"O Marajó ficou esquecido do poder público, é uma região abandonada", diz Meirelles, que está conduzindo uma enquete com a população para rastrear suas dificuldades e desejos, financiada pelo Fundo Vale.  Ele cita alguns números: Marajó responde por pífios 2,7% da economia do Pará, tem um PIB de R$ 950 milhões.  "É menos do que o empresário Eike Batista pagou de imposto no ano passado", disse Meirelles, durante seminário sobre os desafios para o desenvolvimento da Amazônia na próxima década, promovido pelo Fórum Amazônia Sustentável.  A renda média diária é de R$ 5, um terço da renda média do paraense.  Por sua vez, a renda média diária do paraense é menos da metade da média do brasileiro.

A candidatura ao Programa Homem e Biosfera da Unesco, para transformar a região em reserva da Biosfera Amazônia-Marajó, é uma iniciativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e tem apoio do ministério.  Uma das tarefas, agora, é fazer com que 5% da área da região seja de preservação permanente, um requisito do programa da Unesco.  "Temos que pensar a Amazônia em termos de identidade", diz Meirelles.  "E trazer urgentemente a agenda social para o Marajó, além da ambiental.  Aqui se vive uma situação social crítica."

Uma das vertentes importantes, acredita, é o açaí.  "A região do estuário do Amazonas é o maior produtor do mundo de açaí, Marajó responde pela metade disso, mas não se beneficia", diz Meirelles.  Segundo ele, há 80 empresas no Pará que beneficiam o açaí, três delas grandes.  "O açaí poderia acumular mais renda, virar um modelo mais democrático de distribuição de benefícios."  Outro ponto a ser explorado é o ecoturismo e o turismo cultural.  O arquipélago tem sítios arqueológicos únicos que não estão protegidos.

A jornalista viajou a Belém a convite do Fórum Amazônia Sustentável

Fonte: Valor Econômico

Link: http://www.valoronline.com.br/

Imagem disponível em: www.paratur.com.br

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

HISTÓRIAS DE MIGRANTES

portinari_retirantes Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 29/11/10

Sempre respeitei muito os migrantes que vão para determinado lugar em busca de oportunidade que a sua terra nunca lhes deu. Hoje, normalmente as pessoas se mudam com o propósito de vencerem na vida em novas fronteiras, em locais que possam lhes oferecer empregos com bons salários e qualidade de vida.

Até hoje as imagens das telas da série “Os Retirantes” de Portinari mexem comigo de forma indescritível, pois a paisagem do sol inclemente nos rostos desfigurados das personagens faz clamar o pedido de ajuda contra o flagelo da fome e da sede, numa caminhada interminável em busca da sobrevivência. Já devo ter lido umas três vezes o clássico “Vidas Secas” de Graciliano Ramos e junto a ele acompanhado o sofrimento de todos aqueles nordestinos que fogem da seca do sertão, inclusive o da cadela “Baleia”.

Muito de perto também vejo o preconceito de gente recém-estabelecida em Macapá contra os que aqui chegam em busca de dias melhores para o sustento de suas famílias. Embora a cidade e o Estado não atraiam ainda grandes investidores nacionais e internacionais para implementar outras atividades econômicas, sabe-se que o fluxo migratório para cá é um dos maiores do Brasil. E todos os dias centenas de pessoas aportam em Santana e na capital para participarem de concursos públicos, e outras oportunidades de emprego que são oferecidos. Mas o preconceito não é só dos que já enriqueceram e se fixaram. Os chamados autóctones também lamentam a presença desses milhares de trabalhadores e suas famílias que aqui vêm concorrer com eles e seus filhos, no que fazem ser uma disputa discriminatória e injusta com esses brasileiros que também vivem sob o sol. A maioria dos migrantes são paraenses oriundos das ilhas circunvizinhas e em segundo lugar maranhenses, depois piauienses e cearenses. Todos estão respaldados pelo direito constitucional de ir e vir.

Quando da transformação do Amapá em Território, Macapá tinha menos de dois mil moradores e uma miséria que dava dó. No dizer de Álvaro da Cunha os habitantes tinham um ceticismo crônico e desanimador para com as autoridades e entravavam qualquer cooperação. Observavam o governador com ares de suspeita e temor. Interrogavam com medo: - O que esse capitão vai “fazê?” E procuravam antecipar qual seria a primeira atitude do governo “contra eles”. Só depois de muito trabalho começou, então, o desenvolvimento do Território, com a participação dos filhos dos moradores locais. Em pouco tempo o universo escolar de 7 escolas e 392 alunos de 1944 passou a 9.012 alunos e 105 escolas primárias, sendo 92 delas na área rural. E mais 615 alunos em outros cursos. Janary tinha como base de seu governo o trinômio “Sanear, educar e povoar”, objetos tangíveis que promoveram a colonização episódica do Território. Uma colônia agrícola modelar fixou 100 famílias de agricultores nordestinos e 30 famílias de japoneses. E deveria receber em, 1954, a primeira “leva” de agricultores italianos. Segundo o autor acima citado “Em Mazagão realiza-se uma experiência revolucionária de agricultura socializada, com o trabalho de 200 famílias de agricultores nordestinos, a maior parte delas procedente do chamado polígono das secas do nordeste brasileiro”. (Relações Públicas Governamentais no Amapá. I.O., Macapá,1954)

Coloco aqui estes dados por achar que a educação foi e continua sendo a fonte principal do pensamento para que haja melhores perspectivas de vida para todos. No meio disso dizer também que foram os migrantes que construíram esta terra, vindo de todos os estados deste país e que aqui deram o suor do seu trabalho para que tivéssemos o estado que temos hoje.

Imagem disponível em www.proa.org

Carteira de Estudante – Tadeu Pelaes

Tadeu Pelaes_cart estudante Prometo e cumpro! Eis ai a Carteira de Estudante do Tadeu Pelaes no Colégio Amapaense.

sábado, 27 de novembro de 2010

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS - zoth

zoth Alcy Filho, o Zoth, foi prestigiar o show de Osmar Jr. no Ceará da Cuíca.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS

mancha negra Charles Pereira, o Mancha, já prepara seu bloco “Mancha Negra” para o carnaval, mas vai desfilar no Piratinhas para homenagear o Bar do Abreu.