sábado, 17 de setembro de 2011

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Junior Tumucumaque

 TUMUCUMAQUE (JUNIOR) Professor Junior Tumucumaque e seu filho curtindo o Bar Lokau.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Os Leal

vENILTON E nONATO LEAL040920111294

Velhos amigos, grandes músicos do Amapá, Venilton e Nonato Leal (filho e pai) em tarde agradável no Bar Calçadão, no Laguinho.

CENA MACAPAENSE

Pôr-do-sol procopio Rola

Por-do-sol na Avenida Procópio Rola, no Bairro Santa Rita. É Setembro!

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Mabel Tork

pROFESSORA MABEL TORK A professora Mabel esposa do Rui Tork, sempre muito amável no seu Motor’s Café.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Mini Box Lunar

fãs da banda Fãs da banda da Luana (Mini Box Lunar), na Choperia da Lagoa.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Elson e Popoca

Elson martins e Popoca Elson Martins e Fátima (Popoca) Guedes, no Largo dos Inocentes.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Ian Maciel

ian maciel no RU Ian no RU

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS Os Juvenal

DOIS jUVENAL, IRMÃO E TIOTem gente que me chama de Juvenal. Mas olhem aí, em dose dupla: meu irmão Juvenal Canto e meu tio Juvenal Canto.

PS. 171 é o número da casa do meu irmão Juvenal.

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Taco Show

cANTOR TACO FONSECA SOARES Encontrei o cantor Taco, depois de um longo inverno

ITINERÂNCIAS & ENCONTROADAS – Igreja S. José

Igreja São José com mato A velha igreja de São José precisa de reparos. Vejam a “floresta” em sua torre.

NOVAS ITINERÃNCIAS

Brenda Lima Cantora Brenda Lima autografa deu primeiro CD depois do Show no Araxá. Ao fundo o baterista Fábio Rato.

Coluna Canto da Amazônia - ZUNIDOR

ZECA CONCEIÇÃO

ZECA A coluna registra com pesar o falecimento ocorrido ontem (16.09.11), às 06h00, em Contagem-MG, do agrimensor, recentemente aposentado, José Conceição Silva dos Santos, o Zeca, ex-atleta do Guarani Atlético Clube. Zeca era irmão dos amigos Nazaré, Carlos e Joca, João e Santa (Geóloga que atualmente mora na Austrália). Zeca (61 anos) era casado com Wandira (filha do saudoso professor Waldir Lira) e deixou três filhos. Estava sendo esperado pela família em Macapá em outubro, ali no Laguinho, onde gozava de grande prestígio.

CONCERTOS DE VERÃO

mcord_fin_israel_bibi_msansi

Manoel Cordeiro, Fineias Nelluty, Israel, Bibi e Markinhos Sansi

Ocorreu ontem no Largo dos Inocentes, atrás da igreja velha de São José, o show instrumental da banda Amazon Music, capitaneada pelo multiinstrumentista e arranjador Finéias Nelluty. Faz parte da programação dos Concertos de Verão, projeto promovido pela Confraria Tucuju. Na sexta passada quem deu o ar da graça por estas plagas foi o maestro Manoel Cordeiro, que lá se apresentou e como sempre foi só show. Pensar que tocamos juntos no conjunto “Os Inimitáveis”... Depois ele foi arranjador das músicas dos CDs do Grupo Pilão.

GARAGEM UNIVERSITÁRIA

1315579465_baner Galera do “Garagem Universitária” (projeto Pró-Estudante Cultura) comemorou ontem, em frente ao Auditório Multiuso da UNIFAP o seu primeiro ano. Começaram a partir da 14h00 prometendo 12 horas de shows com as bandas Descalços, Beatle George, Slide, Gravidade Zero, In Prax, Mental Caos, Seu Madruga, Veste Preto, Velho Johnns, Nova Ordem, Delinquentes (Pa) e LBR. A atração maior foi a conhecida banda de rock Garotos Podres.

PÉ NA ESTRADA

caminhão Show de bola foi a execução do projeto “Pé na Estrada”, do pianista Arthur Moreira Lima, na quinta-feira, ao lado do Teatro das Bacabeiras. Um mundo de gente interessada acompanhou o projeto do artista mundialmente famoso. AML executou clássicos e peças famosas de Bach, Bethoven, Villa-Lobos, Radamés Gnatalli/Garoto e de Pixinguinha, entre outros. A sua carreta que já viajou por 24 estados, em mais de 4000 apresentações vai ainda para Amapá, Calçoene e Oiapoque. Depois fecha o Brasil se apresentando em Roraima e Amazonas. Até o Zoth Cavalcante apareceu por lá. Veio ver os amigos.

VISITA

lucas_leonardo Leleo e Lucas Mont’Alverne em visita às obras de sua nova casa.

AMANDA Amandinha também.

LIVRE, LEVE E SOLTO

Juliele e Luana Juliele e Luana (solista da banda Mini Box Lunar) no show “Livre, Leve e Solto”, na Chopperia da Lagoa.

Claudia e Charles Chelala Charles e Claudia Chelala sempre presentes nesses eventos, valorizando nossas coisas.

Doacy e esposa O casal Doacy Jardim, também esteve presente. Agora já sei porque o serviço de lá é tão ruim: fotografei todos os garçons (juntos) assistindo a cantora, sem dar a mínima para os clientes, mas a foto não ficou boa.

VISITA 2

Aroldo Marinho Está em Macapá o professor Aroldo Marinho, que realiza amanhã, sábado, junto aos amig@s um chá de bebê.

SOBRAL, 50 ANOS DE MÚSICA

SOBRAL E zENAIDE Foi um sucesso de público o show de 50 anos de música do intérprete Manoel Sobral, na semana passada, na Casa de Choro Ceará da Cuíca. Sobral reuniu os amigos cantores e ainda trouxe de lambuja o violonista sete cordas Chico Cara-de-Cachorrro e sua esposa Zenaide, que integravam o grupo Café com Leite, muito requisitado nos anos 70/80. Parabéns, Sobral.

ELSON MARTINS EM MACAPÁ

Elson Martins e eu Encontrei no Largo dos Inocentes, na sexta passada o jornalista acriano Elson Martins, que veio fazer uma visita em Macapá, onde trabalhou por muitos anos. Na foto comigo, que lhe presenteei meu livro “Adoradores do Sol”.

INAUGURAÇÃO DO RU

Dep. Dalva O reitor José Carlos Tavares inaugurou o Restaurante Universitário com a presença da minha ex-aluna (do curso de pedagogia do antigo Núcleo de Educação da UFPA, em Macapá, que depois virou UNIFAP), professora Dalva Figueiredo, deputada federal que fez as emendas para a construção e equipamentos do RU.

RU Erramos ao colocar o prédio do Ginásio de Esportes da UNIFAP em vez do RU. Pedimos desculpas aos nossos leitores.

Entreouvido de um diálogo antes do show do pianista Arthur Moreira Lima: - Ouvi falar que esse cara é especialista em Bach.

- Ora, eu também sou. Eu vivo no bar do Abreu.

Inderê! Volto zunindo na semana que vem.

Coluna Canto da Amazonia - QUINTA PRIMAVERA DOS MUSEUS

quinta_prima Vai ser no dia 19 (segunda-feira), a partir da 18h30 no Museu Fortaleza de São José de Macapá, a abertura da exposição de pintura denominada “Transposição”, pelo grupo de artistas plásticas Juçara. Na ocasião a galeria será denominada oficialmente Professora Nazaré Trindade, talentosa educadora de Artes Visuais que nos deixou prematuramente.

O Grupo Juçara, coletivo artístico composto por artistas mulheres (Carla Marinho, Cristiana Nogueira, Ghazia Brito, Irê Peixe, Jonáta Lacerda, Rosiani Olivia e Maria José Queiroga), comprometido em discutir questões estéticas, sociais, políticas, gênero e culturais através de diversificada expressividade e categorias artísticas das Artes Visuais, foi convidado pela gerência do Museu Fortaleza de São José de Macapá a compor o evento 5ª Primavera dos Museus. Dessa forma, a exposição “TRANSPOSIÇÃO” apresentará ao público questões, sobretudo a cerca do papel da mulher na sociedade e na contemporaneidade.

“A Quinta Primavera dos Museus (de acordo com folder explicativo do MFSJM) com seu tema Mulheres, Museus e Memórias, é um espaço de indagação sobre como o gênero, a mulher e o feminino estão sendo pensados na contemporaneidade. Com que memórias nossos museus individuais e coletivos estão sendo estruturados?” O período da exposição será de 19 a 30 de setembro

Coluna Canto da Amazônia - RELAÇÕES LUSO-BRASILEIRAS PARA A CULTURA EM 2012

Terreno fértil na aproximação entre Portugal e o Brasil, a cultura é palco de dezenas ou centenas de eventos todos os anos. Mas quem está a ganhar mais com isso?

Jorge Horta

Lisboa – A cultura será, provavelmente, uma das áreas mais férteis das relações luso-brasileiras. E, mais ainda do que no plano económico, os intercâmbios culturais têm evidenciado que a Independência do Brasil nunca se traduziu num afastamento de Portugal. De um lado e do outro do Atlântico o consumo de cultura do país irmão está a crescer. Mesmo que por vias diferenciadas.

A Lisboa chegaram nas últimas décadas os enredos das novelas brasileiras, inspirando o modo de se fazer e de se consumir entretenimento televisivo em Portugal. E todos os anos, não sendo tendência recente, passam pelos palcos portugueses dezenas de músicos brasileiros, dos mais bem sucedidos aos pequenos nomes de circuitos mais alternativos.

E se é um facto que a cultura brasileira tem encontrado mercado em Portugal (quer entre a comunidade emigrante, quer entre os próprios portugueses), não deixa de ser verdade que, nos tempos mais recentes, muitos escritores lusos têm gozado de algum prestígio no Brasil, ainda que nem todos cheguem ao grande público.

embaixadorbrasilmariovilalva-notMário Vilalva, embaixador do Brasil em Portugal, sublinhou em julho, numa entrevista à revista “O Brasileirinho”, a importância de descentralizar a cultura brasileira que chega ao mercado luso, e que tem tido como destinos principais Lisboa e Porto. “Acho muito importante descentralizar a atuação da Embaixada, com o apoio de nossos consulados em Lisboa, Porto e em Faro. Este último começará a funcionar em breve. Também gostaria de forjar parcerias na Madeira e nos Açores em termos de divulgação cultural”, afirmou o diplomata.

“Como Portugal não é um país geograficamente tão grande e possui boa estrutura de transportes, não fica difícil levar atracções culturais para outras cidades. Já há iniciativas em outras localidades, como em Santarém, onde Pedro Álvares Cabral morou, e Belmonte, onde ele nasceu. Essas cidades estão mais afastadas dos grandes centros e seriam excelentes palcos para eventos ligados ao Brasil”, acrescentou Mário Vilalva.

Por Lisboa e pelo Porto passam, quase todos os anos, nomes como os de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Maria Rita. Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Os meses quentes de junho a setembro, altura em que se concentram os maiores festivais musicais de Verão de Portugal, têm proporcionado aos nomes consagrados da música brasileira, mas também a novas promessas, oportunidades para se darem a conhecer perante públicos menos conhecedores.

O CASO DA MÚSICA

E ao contrário? A verdade é que a nova música portuguesa, se no mercado doméstico conquista dezenas de milhares de fãs, no Brasil parece ter mais dificuldade em vingar. Casos esporádicos de concertos em palcos brasileiros nos últimos anos incluíram músicos lusos como JP Simões, Mariza, Clã, The Gift, entre outros, mas nunca com a capacidade de assumir proporções de fenómenos no mercado brasileiro.

A expressão da música portuguesa no Brasil tem estado confinada aos pequenos espectáculos de fado para a comunidade da saudade, um público feito de emigrantes e seus descendentes à procura de pontos de contacto com um Portugal distante.

Ainda no passado mês de Julho, o novo ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, esteve em Brasília. A promoção da cultura portuguesa no Brasil praticamente ficou de fora da bagagem levada por Portas ao Brasil. “Sou muito focado em diplomacia económica. O essencial é construir uma excelente diplomacia económica e melhorar a percepção de Portugal no exterior”, afirmou na ocasião o governante português.

Mesmo assim, para 2012, o “Ano de Portugal no Brasil e do Brasil em Portugal “, as expectativas são altas. O ministro disse desejar que os eventos que vierem a ser realizados “tenham nível, sejam exigentes”. Mas, questionado sobre as dificuldades financeiras em que se encontra o Instituto Camões - organismo responsável pela promoção e divulgação da língua e da cultura portuguesa no exterior -, Paulo Portas foi, neste caso, parco nas palavras de resposta: “melhorar com menos”.

Com uma história de independência de 189 anos e agora a atravessar anos de significativo crescimento económico, com um mercado interno cada vez maior e uma diplomacia mais ágil, o Brasil é já uma referência global. Os agentes culturais portugueses, aparentemente, ainda não tiraram daí o proveito que poderiam ter, na partilha de uma língua comum. Já os artistas brasileiros têm em Portugal um ponto de passagem obrigatório nas suas agendas de espectáculos na Europa, onde talvez os cachets sejam até mais generosos.

O ano 2012 poderá trazer alguma mudança na relação de proximidade e interdependência da cultura dos dois países. Para tal será necessária uma dupla alavancagem: o capital brasileiro e a vontade portuguesa de fazer melhor do que o que existe hoje. (Fonte: Portugal Digital)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Coluna Canto da Amazônia - FESTA DO SAIRÉ EM ALTER-DO-CHÃO

image A festa religiosa tem seus momentos profanos, com danças, derrubada de mastro e Marabaixo

A mais antiga manifestação cultural da Amazônia, o Sairé, que acontece há mais de 300 anos, começou nesta quinta-feira (15), na vila de Alter-do-Chão, no município de Santarém, oeste do Pará. A festa une religião e cultura e expressões como rituais beatos, danças, músicas, culinária e teatro. O evento intriga, emociona e encanta turistas de diversas partes do mundo.

O Sairé acontece durante cinco dias. A programação de abertura começa às 8 horas, seguida de um café da manhã comunitário e show musical. No início da noite, é feita uma procissão pela praça de Alter-do-Chão com o símbolo do Sairé, levado por uma mulher chamada de saiapora até a “barraca do Sairé”, onde acontecem as ladainhas religiosas. Seguindo esse ritual, acontecem apresentações de danças folclóricas, shows musicais e degustação da culinária local.

Uma novidade no Sairé deste ano é o show Terruá Pará, promovido pelo governo do Estado, que aconteceu dia 15, no Sairódromo, a partir das 22 horas, reunindo 45 artistas paraenses de várias vertentes musicais, com entrada franca. Um dos destaques foi o violonista santareno Sebastião Tapajós. Outras atrações foram Gaby Amarantos, Edilson Moreno, Charme do Choro e Dona Onete, dentre outros.

Origem - O historiador Hélcio Amaral explica que a festa do Sairé surgiu da tentativa dos jesuítas de catequizar os indígenas, quando padres jesuítas prosseguiam com a missão evangelizadora pela bacia do rio Amazonas. “Os catequizadores tentaram fazer de uma forma ‘material’ com que os índios entendessem sobre a santíssima trindade”, explica.

image Daí vem a explicação para o símbolo do Sairé, que é constituído por um semicírculo e confeccionado com cipó torcido, algodão, flores e fitas coloridas. Uma cruz no topo do semicírculo e outras três cruzes ao centro completam o emblema, representando Deus no topo e o mistério da Santíssima Trindade. A essa manifestação, os índios acrescentaram uma programação festiva, com músicas, danças e gastronomia.

Com o passar dos anos, os moradores da vila, descendentes dos índios Borari, acrescentaram aos festejos outras manifestações, como as danças do curimbó, puxirum, lundu, camelu, desfeiteira, valsa da ponta do lenço, marambiré, quadrilha, cruzador tupi, macucauá, cecuiara, entre outros. “É a parte da festa do Sairé que as pessoas costumam caracterizar como profana”, diz Hélcio.

Disputa - Uma dessas atrações agregadas e ponto alto da festividade é a disputa dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, um espetáculo no qual duas associações da comunidade apresentam a lenda do homem boto, um jovem e belo rapaz de vestes brancas e chapéu na cabeça, que seduz a mais bela cabloca ou cunhâ – como são chamadas as moças da região. Todos os anos as associações escolhem uma temática para nortear a trama, que acontece no Sairódromo.

“Para deixar o Sairé ainda mais bonito para os turistas que chegam para a festa, fazemos a disputa das apresentações entre os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, mas a disputa se resume ao dia do espetáculo. Durante todo o ano, trabalhamos juntos para as apresentações e dos demais momentos da festa”, explica o presidente do Centro Comunitário da Vila, Mauro Vasconcelos, que coordena as últimas ações para o início da festa.

No último dia, uma segunda-feira, acontecem a “varrição da festa”, a derrubada dos mastros, o marabaixo, a quebra-macaxeira e um grande almoço de confraternização chamado de “cecuiara”. O encerramento da programação é à noite, com a festa dos barraqueiros. O Sairé já aconteceu em várias datas, mas atualmente é sempre na primeira quita-feira após o dia 7 de setembro, período em que as chuvas da região são reduzidas e formam- se as praias, outra atração turística da cidade. (Manuela Viana – Secom. Fonte: Agência Pará/ Site chupaoosso.com.br) )

Coluna Canto da Amazônia – SONORA BRASIL

SONORA BRASIL REALIZA TERCEIRA ETAPA EM MACAPÁ NESTA SEGUNDA‏

panfleto sonora congoNesta segunda-feira, dia 19 ocorrerá a terceira etapa do projeto Sonora Brasil, no auditório da Escola SESC, situada na rua Jovino Dinoá, bairro do Beirol, às 20h00.

O grupo que vai se apresentar será a “Banda de Congo e Panela”, do estado do Espírito Santo

A “Banda de Congo Panela de Barro” tem seu calendário iniciado no dia oito de dezembro, quando segue em procissão em direção à mata para a cerimônia da cortada do mastro, ato simbólico que é acompanhado pelos devotos. No dia 25 de dezembro, o grupo segue em procissão até a igreja católica local para a cerimônia da fincada do mastro. Junto com este, então decorado e com a bandeira de São Benedito, seguem o andor com a imagem do santo, o barco e a corda. Na igreja, o mastro recebe a benção e é fincado num local previamente escolhido, onde fica até o domingo de Páscoa, quando em nova cerimônia acontece a retirada do mastro. Em todas essas etapas são entoados cânticos de devoção ao santo e após cada cerimônia a população segue com a festa cantando dezenas de músicas tradicionais das bandas de congo, de caráter profano, que aludem a diversas situações do cotidiano. (Fonte: Nilson Melo da paixão/SESC)

Coluna Canto da Amazônia - A VOLTA DA BONEQUINHA DE PANO NO TB

24611bonequinha2 Sábado e domingo, dias 17 e 18 de setembro às 19:00 retorna ao palco do Teatro das Bacabeiras uma das maiores produções já idealizadas por uma companhia de artes genuinamente amapaense. Trata – se do espetáculo teatral Bonequinha de Pano, primeiro e único texto de Ziraldo escrito especialmente para ser encenado, é a mais recente produção do Ói Nóiz Aqui Traveiz. Capitaneando o espetáculo temos o encenador Claudio Silva, que na ocasião pôde contar com o talento a sensibilidade da atriz Sabrina Zahara, que vive dois personagens: a bonequinha Pitucha e sua dona, Leninha, narrando com humor e emoção, a trajetória da criança ao mundo adulto, com todas as suas alegrias, mas também com os seus momentos difíceis. Na equipe constam ainda as participações do cantor e compositor Cléverson Baía que assina a produção e direção musical, Bruno Nunes nos figurinos e adereços e o artista visual Agostinho Josaphat na cenografia.

A peça é dividida em dois atos. No primeiro, a bonequinha Pitucha, há muitos anos esquecida no sótão da casa da avó, relembra os momentos marcantes da vida da menina Leninha. No segundo ato, a menina, já adulta, reencontra sua antiga bonequinha, descobrindo que o espírito de criança ainda vive dentro dela. Neste reencontro as duas revivem as lembranças de grandes momentos da infância: as brincadeiras de criança, a separação dos pais e o primeiro beijo são apenas alguns dos acontecimentos da vida de Leninha, narrados pela boneca, que conta ainda o seu próprio nascimento, quando sua avó a fez.

Rica em imagens e conteúdos como deve ser uma peça infanto-juvenil, Ziraldo em sua obra trata temas importantes que geralmente são ensinados para as crianças de forma pejorativa, assim, a encenação valoriza todos estes temas abordados pelo autor a fim de garantir um espetáculo para o público de todas as idades.

Esta rodada de apresentações marca o inicio do programa de sustentabilidade do grupo, tendo em vista que o estado ignora a existência de uma demanda e de um mercado cultural, e faz vista grossa para a necessidade de consolidação de uma política publica de estado, não de governo, que permita a experimentação artística, a circulação de bens, produtos e serviços culturais, a formação de platéia e a profissionalização de nossos artistas e técnicos. Na ocasião, estará a disposição dos interessados: CD com a trilha sonora do espetáculos, bonecas de pano, imã de geladeira, bolsas e outros souvenires do grupo.

O Ói Nóiz Aqui Traveiz, passou por um processo de reformulação, e passará a partir do presente momento a ser denominado “Ói Nóiz Akí – AgitaçãoCultural”. Somos filiados ao Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Estado do Amapá - CAPTTA, à Rede Nacional de Teatro Infantil – RENAIN e à Rede Brasileira de Teatro de Rua – RBTR. (Fonte: Ascom Captta.) 

SERVIÇO

Peça Teatral Bonequinha de Pano

No Teatro das Bacabeiras / Dias 17 e 18 de Setembro / Às 19:00 Horas

Ingressos: R$ 20,00 (Inteira)

Imagem disponível em: http://www.correaneto.com.br

Coluna Canto da Amazônia – Controle da Mídia

PROJETO DE CONTROLE DA MÍDIA É CRITICADO NO SENADO

image Controle da mídia é inconstitucional, afirma senador Pedro Taques

A última convenção do Partido dos Trabalhadores, realizada no final de semana passado, trouxe à pauta a proposta de um novo marco regulatório da mídia. A legenda anunciou que pretende fazer uma “campanha forte” para aprovação do projeto no Congresso, entretanto, a possibilidade de controle sobre os veículos de comunicação recebeu críticas no parlamento.

Elaborado pelo ex-ministro da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, o projeto ainda está sendo analisado no Ministério das Comunicações e deve ser submetido este ano a apreciação da presidente Dilma Rousseff. O PT ressalta que o setor precisa de novas regras e que os principais itens do marco seriam a delimitação da propriedade cruzada dos veículos, a garantia do direito à opinião na imprensa e a proibição de que parlamentares sejam donos de emissoras.

Uma das preocupações de parlamentares como o senador Pedro Taques (PDT-MT) é com a intenção de impor censura aos meios de comunicação. Taques é contrário à proposta e defende que qualquer tentativa de restringir a liberdade de expressão afronta a Constituição. “É óbvio que liberdade rima com responsabilidade. Agora, não se pode falar em regulamentação da imprensa sob pena de violarmos a Constituição ”, disse, em plenário.

À Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Taques falou sobre a propriedade cruzada dos veículos e a legislação que regula o setor. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Qual a opinião do senhor sobre o marco regulatório da mídia?

Quando se fala em controle de conteúdo da mídia, com certeza, há um desrespeito à Constituição que garante o direito à liberdade de expressão, inclusive dos meios de comunicação. Acredito que a tentativa de controlar o trabalho dos veículos representa uma censura, o que é inaceitável. Aliás, qualquer tentativa de cerceamento à livre opinião é inconstitucional.

O senhor concorda com algum ponto da proposta do PT?

Em tese, a resolução do PT fala em proibir que senadores e deputados sejam proprietários de veículos de comunicação, o que é correto porque a prática ofende o processo democrático. O artigo 54 da Constituição deixa a questão explícita quando afirma que os parlamentares não poderão firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. O tópico, no entanto, em nenhum momento representaria uma interferência no papel da mídia.

É realmente necessário regulamentar a mídia?

O Brasil realmente não tem uma lei de imprensa para regular a atividade. Mas propor o controle do conteúdo não entraria nesta discussão. Imagino que algumas regras deveriam mudar, como maior agilidade em garantir o direito de respostas. Isso sim deveria ser discutido e não a tentativa de censurar ou de limitar a liberdade de expressão, que parece ser um dos principais pontos da moção do PT. (Fonte/Foto: José Cruz/Agência Senado
Assessoria de Comunicação da Abert)

Coluna Canto da Amazônia - ASSASSINATO DE JORNALISTA

252x336-images-stories-wanderley A Procuradoria-Geral do Ministério Público do Estado do Amazonas vai solicitar nesta sexta-feira (15) à 4ª Regional de Delegacia da Polícia Civil de Tabatinga informações sobre o assassinato do radialista Vanderley Canuto Leandro, ocorrido no último dia 1º. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a medida está relacionada a suposto envolvimento de políticos da cidade no crime.
Se confirmada a suspeita, a Procuradoria passará a investigar o caso. Por enquanto, a investigação está sob o comando do delegado da 4ª Regional, Jaime Lima. De acordo com ele, ainda não há pistas concretas sobre o mandante do crime.
Vanderlei Canuto Leandro comandava o programa "Sinal Verde", da rádio bilíngue Frontera, e havia procurado o Ministério Público para  denunciar ameaças recebidas. Ele foi assassinado com oito tiros, no município de Tabatinga, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. O crime foi executado por dois homens em uma moto. Ele costumava denunciar irregularidades na administração local.

Leandro é o quinto profissional de imprensa morto no país neste ano. Somente no primeiro semestre, foram assassinados Luciano Leitão Pedrosa (morto em Pernambuco, em abril), Valério Nascimento (interior do Rio, em maio), Edinaldo Filgueira (Rio Grande do Norte, em junho) e Auro Ida (Mato Grosso, em julho).

Fonte: Assessoria  de Comunicação da Abert.

Coluna Canto da Amazônia - Ildefonso Guimarães

FUNDAÇÃO TANCREDO NEVES LANÇA SELO E LIVRO DE ILDEFONSO GUIMARÃES

image Com o Auditório Pará, no HANGAR, totalmente lotado, aconteceu no sábado, dia11, em Belém do Pará, o lançamento do Selo Literário Ildefonso Guimarães e de seu livro “Crônicas de Rua: Memória de um Repórter de Polícia”.

Durante a cerimônia João de Jesus Paz Loureiro e Nilson Chaves falaram da importância do Selo para os escritores do Pará, da obra e da forma literária refinada que Ildefonso escreveu suas obras. Loureiro comentou: “A grande maioria dos escritores paraenses vem do interior, como Ildefonso, trazendo consigo a cultura interiorana que enriquecem ainda mais a literatura paraense”.

Tanto Nilson como Loureiro, mostraram-se contrários a divisão do Pará e Nilson Comentou: “Eu aprendi que a ação coletiva se dá pela união e não pela divisão e este Selo é uma forma de união e não de divisão do Pará.”

Seu filho, Ildefonso Guimarães Filho, falou da obra de seu pai, da sua dedicação à literatura, do tempo em que viveu em Óbidos, do reconhecimento que pai está recebendo dando nome ao Selo e agradeceu às pessoas que contribuíram para o lançamento do Livro.

O Selo

A Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves através do selo literário Ildefonso Guimarães, procura de estimular a leitura e produção literária, prestando homenagem a um dos maiores expoentes da literatura paraense.

O livro

image O livro “Crônicas de Rua” tem como ponto de partida fatos do cotidiano da cidade de Belém, no período que vai do final da década de 40 à década de 80, onde são resgatados fatos deste período.

Ildefonso Guimarães dá aos acontecimentos um lirismo sem igual, constituindo às crônicas curtas uma mistura de suspense, humor e lições de vida. Criando personagens a partir da realidade, dando aos tipos sociais vida plena, criticando valores, costumes e os mais diversos comportamentos.

Constrói um retrato de Belém de outros tempos, que nos remete a narrativa de Dalcídio Jurandir em “Belém do Grão Pará”, ou de Machado de Assis em seus “Contos Fluminenses” descrevendo o Rio de Janeiro, Jorge Amado a Bahia em seus romances. Não é nenhum exagero afirmar a competência em construir narrativas breves e de uma densidade profunda, preocupado no texto em deixar ao leitor sempre uma mensagem propositiva, apesar de narrar “crimes” dessa época.

Outro aspecto marcante na obra é o recurso usado pelo autor da intertextualidade. Ildefonso Guimarães faz uma retomada a grandes mestres da literatura, dando a sua obra um elo entre o regional e o universal, partindo de situações locais como o caso de um falso cristão que roubava as esmolas doadas à igreja, para refletir como o leitor a sua condição ética e moral.

Com uma capacidade ímpar no uso da linguagem, Ildefonso recria situações que estão presentes em sua memória de “repórter de polícia”, usando o fluxo da memória de forma alinear, constituindo narrativas em estruturas psicológicas, prendendo o leitor a cada parágrafo do texto, fazendo com que o mesmo não deixe de chagar ao seu final na espectativa do desfecho de cada história.

A modernidade se faz presente na obra de Ildefonso Guimarães, com uma temática do cotidiano de uma cidade em transformação, com uma linguagem criativa, passando por diversos níveis de elaboração, desde o erudito ao popular, conseguindo dar à temática regional, uma dimensão de valores universal, em qualquer lugar ou qualquer pessoa, de qualquer idade, se identificará com as “Crônicas de Rua”, com seus personagens, seus conflitos, seus dilemas e acima de tudo, com a felicidade das mensagens aprendidas em cada experiência de vida por todos aqueles que compõe estas crônicas, pois são na verdade parte de um todo que formamos e que somos, com nosso vícios e virtudes, em síntese, Ildefonso resume nesta obra a essência do comportamento humano, ou como ele escreve “isto é uma questão de idiossincrasia”.

image Ildefonso Guimarães

Por fim o lirismo, tão presente no gênero poético, aparece de forma maestral em um livro de crônicas, só um escritor com grande genialidade no uso da palavra, é capaz de transformar temas relacionado ao sofrimento como: a prisão, o delito, o desvio de comportamento, em algo lírico, belo e alentador no ato da leitura.

“Quem em seu senso próprio dirá que a vida não tem seus ires e vires”.

(Ildefonso Guimarães – Crônicas de Rua)

“Quando tudo é quietude e corre cinzento o senso da gente, embolorando a alma e pondo tentares sombrios na vida da pessoa”.

(Ildefonso Guimarães – Crônicas de Rua)

Sem dúvida esta obra ficará marcada na história da literatura do Pará. (Bella Pinto)

O Autor

Ildefonso Guimarães é natural de Santarém e passou a maior parte de sua vida em Óbidos, cidade que era a principal inspiração de suas crônicas, romances e contos. Trabalhou como jornalista, venceu vários concursos literários nacionais. Faleceu e 2004 aos 85 anos. (Informações e fotos de João Canto
www.chupaosso.com.br)

idelfonso guimarães

Idelfonso Guimarães e eu no lançamento do meu livro “O Bálsamo e outros contos insanos”, em 1995. Belém-PA