quarta-feira, 20 de junho de 2012

TRÊS POEMAS DE JORGE HERBERTH



 
(1)   A criação
de fazer arte
manha no dia-a-dia
possibilita
com suavidade
o Riso
por longo tempo
e as vezes
o gênio
se torna inesquecível.



(2)   Passou por mim

O olhar da rosa

Que desabrochou

Carregando teu sorriso

De girassol

Em bolhas

De sabão em pó.


(3)   No vitral dos teus olhos
A luz do sol
Ilumina
O cristal
Transparência
Fecunda
De teu coração
Embriagado
Pelas madrugadas
Dos sonhos luares
E rebenta
Em arco-íris
Um olhar
De águia
Vasculhando
O acalanto
Das manhãs
Até o encontro
Com a próxima estrela
B
    R
       I
         L
           H
              A    A
                 N
            R      T
     U                E
T
                        O
                   N

O PEIXE É PESCADO E A LITERATURA É COMIDA


            Crônica de Yurgel Caldas

De que a literatura, como expressão artística, serve como deleite, estamos certos, desde Aristóteles, ou melhor, desde Platão com seus vários banquetes onde se enfiavam muitos jovens interessados em aprender coisas referentes às artes, ao comportamento humano, enfim, ao conhecimento do mundo. Platão, já um senhor de idade, gozando de um prestígio ímpar na polis, conseguia arregimentar tudo quanto era tipo de menino disposto de entender de diversos assuntos – talvez aí esteja a origem do termo “entendido”, muito em voga nos dias de hoje não só nos salões de cabeleireiros e chás de madames que não têm muito o que fazer, como também em bares, programas de televisão e porta de escola. Os entendidos já existiam desde a mitologia, cujo próprio Platão – Plat para os íntimos e não eram poucos – trata de dar um refinamento necessário na narrativa sobre a concepção dos andróginos; mas não é exatamente sobre isso que gostaria de me debruçar, sob pena de ser confundido como um desses caras que se enfurnam nas cavernas...
O deleite como uma das funções da literatura retoma o termo latino delectare, que quer dizer “atrair”, “encantar”, por isso a literatura consegue causar um prazer tão íntimo que chega a se aproximar da sensação do gosto culinário, dos afazeres  da boa cozinha, portanto um bom livro pode equivaler  uma boa refeição, e “não deixa de não for”, como diria um fotógrafo distante. Por causar esse tipo de prazer, via tração que se confunde com desejo, a literatura também toca o que se refere ao gozo sexual, ou seja, aos prazeres da carne que passam a ser os do espírito sob o ponto de vista do leitor.
Um breve passeio pelas grandes obras pode nos fazer perceber o quanto essa profusão de sensações pode ser capaz de produzir, ou ainda, a partir dessas sensações, quais os caminhos traçados pelos prazeres da criação literária. A associação inevitável entre comida e literatura se faz presente desde as primeiras histórias do Ocidente, como é o caso das narrativas homéricas, em que o grande herói Odisseus (Ulisses) demora vários anos para retornar a sua terra-natal e cair de vez nos braços de sua amada Penélope. O que pouco ou nada se comenta é sobre os verdadeiros motivos que fizeram com que Ulisses ficasse longe: a guerra de Tróia já tinha terminado há muito tempo, então porque o nosso herói resolveu ficar zanzando por ali, evitando a amada? Bem, dizem que os reais motivos do afastamento de Ulisses foi o fato de ele ter encontrado em uma daquelas ilhas do Mediterrâneo uma escrava que cozinhava como ninguém. Ela fazia pratos nunca provados pelo herói, o que lhe encantou tanto ao ponto de quase esquecer sua amada – aliás, dizem, Penélope não sabia nem fritar um ovo de codorna, daí a recusa de Ulisses ter que tomar café, almoçar e jantar a cômoda feita pela Penélope. O resto da história todo mundo já conhece: Ulisses depois de um idílio gastronômico, retorna, enfim, doze quilos mais gordo, para os seios de sua companheira, não sem antes abrir uma conta no barzinho da esquina, onde o chef preparava um pernil de javali acompanhado de folhas de rúcula de dar água na boca.
Atrelar a literatura ao desejo de comer, com toda a polissemia dessa palavra e mais o que vier, juntamente com a formação do pensamento ocidental – a partir das ideias de Platão, que já são reformulação das de Sócrates, o qual por sua vez, pega alguma coisa também dos pré-socráticos - não é tão absurdo assim, já que hoje, nas grandes cidades brasileiras, voltou aquele hábito de as livrarias terem também um café como um estímulo para a compra e leituras de livros. Tudo em que esse hábito é do século passado, iniciado em Paris, mas em se tratando da nossa cidade, o século passado, nesse sentido, ainda não chegou por aqui. Continuamos famintos de um papel que alimenta corpo e espírito.

EQUINÓCIO


Crônica de J. Arthur Bogéa

Na minha geografia da infância Macapá era uma cidade noturna.
Passei muitas férias em Clevelândia e, frequentemente o voo Oiapoque-Belém, surpreendido pela noite, era obrigado a permanecer aqui. Não lembro a que horas da madrugada ou da manhã retornava às nuvens. Isso, talvez, tenha determinado o que tem sido sempre a minha certeza: aquele que chega, não aquele que parte. E, esta geografia lunar depois encontrei traduzida por um poeta: “cidade-noite”*.
Havia também uma magia no céu. As estrelas pareciam maiores do que em qualquer outro lugar, como nas pinturas de Van Gogh. Ao longe os postes exibiam fagulhas. Em frente ao hotel um trapiche tão comprido, onde as pessoas caminhavam contra o rumo da maré. E navegava nessa visão como nos versos que outro escreveu: “Igual ao barco ̸ tenho leme e vela”*.
O hotel não mais existe. Revejo o trapiche agora interditado e as gentes já não desafiam o avanço das ondas. E o poeta, insistente, reaviva lembranças: “Aporto-te de noite ̸ as pedras dessa fortaleza ̸ bebo o rio afoito” *.
É assim que desvio estas evanescências para retornar ao país da infância que Luly Rojanski Araújo esboçou em “Nina”. Com ela e o poeta como mestre embarco na “Ubá de (teus) sonhos”*.
*Versos de Fernando Canto in Os Periquitos Comem Manga na Avenida.

A CERÂMICA DO MARUANUM (*)



A cerâmica do Maruanum, representadas por louças de barro é produzida através de uma das técnicas mais primitivas de confecção de louças já detectadas no Estado do Amapá. Existindo desde a escravidão de negros no Brasil, sobrevive em pleno século XX, em meio a era do cimento, do ferro, do aço, do alumínio, da industrialização e da informática. E genuinamente artesanal, não envolvendo nenhum equipamento de produção em série, nem ao menos um torno tradicional de oleiro, sendo toda fabricada a mão, com a força dos braços, a segurança dos pulsos e a agilidade dos dedos.
O trabalho da extração do barro é organizado em mutirão e cumprido com muita descontração. Raras são as vezes eu os homens participam deste trabalho.
De canoa, cerca de 90 m para alcançar o barreiro local onde é extraído o barro, começa  o trabalho.
Selecionado o local adequado para cavar o buraco, retira-se o capim num círculo de mais ou menos 2 m de diâmetro. A veia do barro, como é chamada pelas louceiras, é bem profunda, e para alcançá-la é preciso primeiro remover a camada fértil, a camada arenosa e, só depois encontrada a argila própria para as louças.
O barro extraído é pré-amassado pelas louceiras que estão fora do buraco, colocando-o sobre as folhas de sororoca colhidas na mata e dispostas em forma de cruz, cujo caule serve para fechar a bola de barro já prontas para serem levadas à canoa. Enquanto umas cavam com cavador de pau e colocam a argila para fora, outras retiram a água que brota dos olhos d'água.
Quando concluída a extração, cada uma das louceiras faz um objeto (cinzeiro, prato, tigela, cachimbo etc), colocando-o no fundo do buraco, oferecendo-o a Mãe do Barro ou Vozinha. Em seguida tapam o buraco com terra não aproveitada para a louça, evitando quedas e afogamentos dos gados durante as cheias.
Feita a partilha, as bolas são levadas na cabeça até a canoa, e daí à residência das louceiras que passam a trabalhar individualmente. Cada extração de barro rende cerca de 50 bolas, com peso variado de 07 a 12 quilos. O barro é armazenado em área coberta fora das casas ou em locais disponíveis na cozinha, conservando a embalagem do transporte, de onde será removida na hora do beneficiamento para a mistura do caripé.
 Após a limpeza do barro e a sova da massa o barro é misturado com o caripé, elemento imprescindível para dar ao produto final a característica de refratabilidade. Depois de obtida a uniformidade da massa, são preparados os rolinhos (denominados charutinhos) que darão corpo a peça, que por sua vez é armada em cima de uma tábua, onde permanecerá até a secagem. Com o auxílio de uma cuia com água e um “cuiapel” (pedaço curvo da cuia que “solda” os charutos entre si e elimina o ar da massa que se, presente na mesma, se quebrará durante a queima), é dada a forma final da peça, cujos detalhes arredondados são facilitados com o uso do “urupel” (cogumelo que dá nas árvores, conhecido como “orelha de porco”). Armada a peça, são colocados seus complementos como: aba, bico, alça, etc., sendo que as tampas e demais acessórios são produzido separadamente. A iconografia utilizada é bastante original e primitiva, podendo ser considerada ímpar, pois não são usadas incisões, gravações ou traços geométricos. É utilizado um processo rústico marcando a borda das peças com as unhas ou penas de aves cortadas ou ainda talos de capim que contenham orifícios internos, que ao entrarem em contato com a massa ainda maleável produzem desenhos praticamente uniformes.
O ponto de secagem é o mais importante para a qualidade do brunimento e o sucesso da queima da peça, a fim de que ela adquira o brilho necessário para o acabamento externo e não espoque durante a queima.
O brunimento consiste no polimento da peça úmida com auxílio de esponja e acabamento final sendo dado com seixos redondos, cuidadosamente esfregados ao redor da peça, dando-lhes brilho e maciez próprios da técnica. A queima das louças é extremamente empírico, procedidos em fogueiras acessas ao ar livre, obedecendo as fases: esquentamento da peça, resinagem e resfriamento. O esquente é necessário para que haja dilatação da peça de forma gradativa e evitar que se quebre por ela receber calor exagerado. Quando o fogo diminui e a peça está quente, é acrescentado lenha na quantidade considerada suficiente para o número e o tamanho das peças que estão queimando. Com a peça ainda quente, uma vara preparada antecipadamente com a resina de jutaissica amarrada em sua ponta é testada a temperatura ideal para a resinagem, sem que o calor excessivo “emprete” a reina e assim a peça é revestida interiormente, tornando-a com brilho transparente. Externamente, durante a queima as peças adquirem um aspecto envelhecido provocado pela fumaça do esquente, propiciando-lhe uma beleza diferente e muito original. A resinagem serve para embelezar a peça e não “encharca” quando cheia d’água ou levada ao fogo.
Quando as panelas, terrinas e alguidares são usados pela primeira vez, é preciso escaldá-los a fim de eliminar o excesso da resina que pode transferir gosto indesejável ao alimento em preparação (Este é o único cuidado necessário).
Peças fabricadas: fogão para carvão, fogareiro, panelas, terrinas, potes, barricões etc.

TABUS E CRENÇAS 
  1. “Mulher grávida ou menstruada não vai ao barreiro porque o bicho da terra traz doença para a barriga dela”
  2. “Cavar buraco, só com cavador de pau. O de ferro acaba com a liga do barro”.
  3. “O homem não vai ao barreiro, porque a “Mãe do Barro” faz a veia do barreiro desaparecer”.
  4. “Não se pode tapar o barreiro antes de colocar dentro dele as oferendas para a Mãe do Barro, agradecendo e pedindo para sempre mostrar a veia do barro”.
  5. “Olha, Mãe do Barro, este (diz o nome do objeto, por exemplo: cachimbo) é para a senhora pitar quando estiver descansado. E obrigada pela ajuda de hoje”.
  6. “Só queima a louça na lua minguante para não quebrar”.
  7. “Fazer uma cruz no fundo da louça antes do esquente para não dar azar e queimar bem”.


(*) O presente texto foi encontrado em um prospecto. S.d. e s. a.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER(*)



  1. Se leio, conheço. Se conheço mais é porque leio sempre.
  2. Ler é descobrir, interpretar e ampliar a visão das coisas.
  3. Ler é conhecer, conhecer é ler.
  4. O ato de ler revela o mundo e dá novo sentido à vida.
  5. Ler é ter acesso ao conhecimento do mundo.
  6. A ação de ler é como a de alimentar-se. Corpo e alma precisam de nutrientes.
  7. Quem quer participar ou criticar precisa ler.
  8. Ler é lazer, é prazer, é necessidade.
  9. Quem lê interpreta seu próprio tempo.
  10. Toda cidadã ou cidadão participante é aquele que lê.
  11. Cidadã ou cidadão que lê sabe de seus direitos.
  12. Criança que lê sonha mais, pensa maior, tem mais imaginação.
  13. Ler não cansa, faz sonhar.
  14. A leitura é um ato necessário. Quem lê vive melhor e sabe mais.
  15. Quem quer progredir lê mais.
  16. Quem lê erra menos.
  17. Ler é libertar-se.
  18. Quem lê participa da emoção de quem escreve.


O PRINCÍPIO DA LIBERDADE ESTÁ EM DEMOCRATIZAR O ACESSO AO ATO DE LER.
(Fernando Canto)
(*) Texto publicado no informativo da Biblioteca Elcy Lacerda, s.d.

AIMORÉ HOMENAGEIA MESTRE OSCAR


       

Mestre dos Mestres Amapaenses‏

Tenho uma enorme gratidão que, com o passar dos tempos vem se acentuando mais e mais em minha vida. Fui, quando menino, nos anos 60, aluno do MESTRE OSCAR SANTOS e hoje reconheço o quanto contribuiu os seus ensinamentos à minha musicalidade, a qual adoto como ofício. O MESTRE OSCAR SANTOS, onde estiver, fiquem certas as pessoas que lhes descendem, amigos, conhecidos e ex-alunos, nos deixou um valioso legado no meio das artes. "MÚSICA NÃO É MATÉRIA COMPLEMENTAR. É A BASE DA EDUCAÇÃO E CULTURA." Os dirigentes e políticos amapaenses devem observar e reconhecer o quanto deve ser lembrado na nossa história a pessoa de MESTRE OSCAR SANTOS, e a sua contribuição na educação artística/musical em nosso Estado. Atentem pra isso.

ONU apresenta novo sistema para calcular 'PIB verde'‏

RIO - No primeiro passo para as Contas Ambientais, que incluem o impacto dos recursos naturais no cálculo do PIB, o Brasil seguirá o caminho de países como Holanda e Canadá: começará pela água e depois vai incorporar florestas e fontes de energia nos cálculos das contas nacionais. No futuro, as novas metodologias levarão à divulgação regular de um "PIB Verde" dos países, que contabiliza as perdas e a exaustão dos recursos do meio ambiente na produção de riqueza.

Para avançarem nas Contas Ambientais, o países seguirão os padrões metodológicos das Nações Unidas, reunidos na publicação Sistema de Contas Econômicas Ambientais (SEEA, na sigla em inglês), apresentada ontem por representantes de institutos de estatísticas de vários países, na sede do IBGE.

O representante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Sheng Fulai, criticou o uso do PIB como padrão de riqueza, por valorizar informações econômicas e não levar em conta dados ambientais e de sustentabilidade. "O PIB não é indicador de progresso", disse.

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, explicou que a opção por começar as contas ambientais pela água foi tomada pelo fato de haver mais informações disponíveis sobre o recurso natural. As Contas Econômicas Ambientais da Água vão levar em conta o volume de estoque de água doce no País e procurar uma valor monetário para o gasto em água na produção de bens e serviços e também no uso doméstico. Segundo Wasmália, México, Holanda e Canadá são, segundo técnicos do IBGE, os países mais desenvolvidos no impacto de recursos naturais no PIB, especialmente a água. (Fonte: Estadão)

Desmatamento na Amazônia Legal chega a 754,8 km²


Embora o ritmo de desmatamento da Amazônia Legal (área de 5,2 milhões de km², que vai além do bioma Amazônia e inclui uma parte do Cerrado) venha diminuindo ano a ano desde 2008, a perda de vegetação original chegou a 14,83% em 2011, segundo estimativa divulgada na IDS 2012, do IBGE.
Na pesquisa anterior, o índice estava em 14,6% em 2009. Em 1991, a devastação total da Amazônia Legal era de 8,38%. Entre 2009 e 2011, a área desmatada passou de 741,6 mil para 754,8 mil km². São 13,2 mil km² - mais que a cidade de Manaus - em vegetação nativa perdida.

Homem vai preso por postar que Deus não existe no Facebook


O Facebook é considerado um local democrático, certo? Pois bem, no nosso país até pode ser, mas não é em todos que funciona dessa forma. Na Indonésia, por exemplo, um homem acabou sendo preso por postar mensagens ateístas. O indonésio, além de ter que pagar uma multa de US$ 10 mil, foi também condenado a dois anos e meio de prisão.
O indonésio Alexander Aan declarou em um grupo ateu, que ele mesmo criou no Facebook, que “Deus não existe”. Além do mais, o rapaz postou algumas charges com o Profeta Maomé mantendo relações sexuais com uma serva.
De acordo com o site AOL, o homem foi condenado nesta última quinta-feira, dia 14, por “espalhar informações que incitam o ódio religioso e animosidade.” Além da sua prisão, Aan, na época em que expos seus comentários na rede social, acabou sendo espancado por populares na sua cidade natal, Pulau Pulung.
Muitas pessoas estão considerando a pena de Aan justa, para tanto, há quem o defenda, ativistas tanto do país, como também estrangeiros, estão enviando mensagens de apoio pelo Facebook, como também organizando um pedido de anulação da decisão da justiça.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

POEMITO PARA O DIA DOS NAMORADOS


Colagem de Geórgia Marques

fernandoCanto

Nenhum laço de amor
Me prende por prender
Nenhum olho de amor
Me laça por me ver
Eu sou
O teu amor
E a pregnância
No cerne
Do teu ser
Como és em mim
Mais que palatável
Essência dos manjares
Eu acordo/sonho/durmo/acordo
Pesadelo-me e me espanto
Ao teu silêncio guardião
Do símbolo de Chronos
Em nossas viagens estelares.

TÉCNICOS E DOCENTES DA UNIFAP FAZEM CARREATA E FORTALECEM MOVIMENTO DOS PROFESSORES ESTADUAIS


Dezenas de veículos participaram nesta terça-feira, 12, de uma carreata composta por professores e servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Amapá-UNIFAP, em greve. O percurso iniciou no câmpus Marco Zero e seguiu atravessando a cidade até a Praça da Bandeira, onde os grevistas se uniram aos professores estaduais, que estão há mais de 50 dias parados, reivindicando aumento salarial e melhores condições de trabalho. Os discursos das lideranças mostraram a unidade dos trabalhadores e adensaram o movimento, isento que pareciam de compromissos partidários. Tudo isso serviu para fortalecer a greve dos trabalhadores da educação, que em todas as regiões do Brasil vêm reivindicando as mesmas coisas.
De acordo com o prospecto distribuído pelo Comando Nacional de Greve, do Sindicato Nacional dos Docentes – ANDES, destinado a dirimir dúvidas e alertar a sociedade brasileira sobre os motivos da radicalização, “Os docentes federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira.”
“O governo vem usando seguidamente o discurso da crise financeira internacional como justificativa para cortes de verbas nas áreas sociais e para rejeitar as demandas feitas pelos servidores públicos federais por melhores condições de trabalho, remuneração e, consequentemente, qualidade no serviço público”.
A maioria (e as mais importantes) das universidades federais (55) estão em greve. Professores e servidores estão na luta, reivindicando o que lhes é direito, e paralelamente realizam ampla programação esportiva e sócio-cultural nos seus campi, enquanto durar a greve. Para saber mais acesse: www.andes.org.br .

BOÊMIOS NO JAPÃO

O engenheiro agrônomo Luiz Cabral passou 21 dias no Japão, na cidade de Kumamoto, juntamente com mais dois agrônomos do Rurap e do IEF, órgãos governamentais do estado do Amapá. Foram realizar treinamento através do programa de intercâmbio de cooperação técnica sobre agricultura natural da Secretaria de Desenvolvimento Rural –SDR-AP.
Luiz ficou admirado com o que viu por lá. Disse que: “Você não vê desigualdade social. Isso foi o que mais me impressionou”. Também saiu impressionado com a curiosidade dos japoneses sobre as coisas da Amazônia, especialmente sobre o Amapá.
No final do estágio foi comemorar com os anfitriões vestindo uma camisa da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho que tinha a estampa do último enredo (Laguinho África Minha: Cantos e Revoadas de Dois Poetas Geniais/2012). Percebeu, então, que um executivo não tirava os olhos dela. Não teve jeito: tirou a camisa e a ofereceu ao executivo que quase morre de satisfação ao receber o presente. Esse é o Luiz Cabral, divulgando as coisas boas do Amapá no outro lado do mundo.

DOMINGO DO SENHOR ENCERRA CICLO DO MARABAIXO


           O Último Marabaixo do ciclo anual aconteceu neste domingo, chamado pelos praticantes do folclore amapaense de Domingo do Senhor. (Vejam as fotos). Foi uma festa e tanto, que começou com a Derrubada dos Mastros e a escolha dos próximos festeiros, às 18h00 em ponto, com muita dança de rua, sons de caixas (inclusive com o ritmo do dobrado), explosão de fogos de artifício e a participação de diversos grupos folclóricos e da população.
            No bairro do Laguinho ocorreu na casa da Dona Biló (única filha viva do Mestre Julião) e na Casa do Pavão. Na Favela foi na casa da Elísia (filha da Dona Dica Congó) e na casa de Dona Natalina.
            Estudiosos da cultura popular, compositores, intérpretes do cancioneiro regional, jornalistas e políticos marcaram presença no evento. 














 






sábado, 9 de junho de 2012

O pássaro com duas cabeças


Por Dom Pedro José Conti, Bispo de Macapá

Certa vez, num lugar deste mundo, nasceu um pássaro com duas cabeças e um corpo só. A cabeça direita era sempre faminta, muito esperta em encontrar comida e devorava tudo o que encontrava com uma velocidade extraordinária. A cabeça esquerda era também faminta, na mesma proporção da outra, mas era desajeitada nos movimentos e, na hora de comer, chegava atrasada. Dificilmente sobrava alguma coisa para ela. Desse jeito, a cabeça direita conseguia sempre satisfazer a sua fome; a esquerda, nunca, por isso morria de inveja e cansou de ficar para trás, assim elaborou uma estratégia assassina. Um dia falou à cabeça direita:
- Conheço, aqui por perto, um lugar onde existe uma grama muito gostosa; não queria experimentar?
Na realidade, a cabeça esquerda tinha feito uma pesquisa detalhada para ter  certeza de que aquela grama era venenosa e mortal. Assim a cabeça direita logo que viu as verdes plantinhas caiu sobre elas e, como sempre, comeu rapidamente e à vontade. A cabeça esquerda não teve tempo de ver as consequências da sua jogada, porque o único corpo morreu, poucos minutos depois, junto com as duas inseparáveis cabeças.
            Bem sabemos que as palavras e as atitudes de Jesus deixavam incomodados muitos daqueles que não aceitavam ser questionados sobre a própria religião e a maneira de vivê-la. Em lugar de fazerem um autojulgamento, era muito mais fácil, para eles, acusar aquele pregador, que vinha de fora, de ser “possuído por um espírito mau”, por Belzebu, “o príncipe dos demônios”. Sendo assim, nada de bom podia vir de Jesus, tudo o que ele fazia e dizia era obra do “diabo” e, por consequência, errado, “mau”. Jesus respondeu com a comparação de um reino dividido. Inevitavelmente, divisões e disputas internas são causa de fraqueza e de derrota. As palavras dele devolveram a acusação: onde estava o “espírito mau”? Nos acusadores ou nos gestos dele, que libertavam e curavam as pessoas? Se o que Jesus fazia era um bem, não podia ser obra do “príncipe dos demônios”, somente podia ser obra de Deus, mas isso significava admitir e reconhecer que o próprio Deus estava agindo nele! Então Jesus era “possuído” pelo Espírito de Deus, não pelo demônio.
            A nossa reflexão, porém, não pode parar por aqui. Se é verdade que toda cura, que seja ou não extraordinária, é algo de bom e desejável – e, portanto, devemos agradecer ao Senhor pela sua bondade quando as curas acontecem – não podemos deixar de lembrar que Jesus não quis ser um simples curandeiro ou milagreiro. Os gestos dele são sinais para nos apontar algo que está além e que é mais precioso. Não devemos procurar o Senhor somente pelas curas físicas ou psicológicas, para que ele preencha as nossas carências emocionais ou afetivas. A grande doença da qual Jesus quer nos curar é o pecado, o mal que cega os nossos olhos e o nosso coração. A busca individual do nosso bem-estar e do nosso sucesso pessoal é a causa de tantos males, mesmo quando não queremos admiti-lo, porque enxergamos somente o que nos interessa.
A oração que Jesus nos ensinou é sempre e toda no plural. O Pai é “nosso”, não “meu”. O Reino é para todos nós. O pão de cada dia, também, é “nosso”, porque todos precisamos nos alimentar. Por fim, o perdão ao irmão é o fruto do perdão de Deus oferecido a todos. O demônio nos conduz a pensar no “meu” de cada um. Assim nascem os conflitos e as disputas. Assim Caim matou Abel. O Filho que o Pai enviou nos quer  irmãos, porque todos somos amados e podemos aprender a amar. A fé que Jesus praticou e ensinou foi a de amar a Deus amando também o próximo. Com a sua vida doada nos curou da doença mortal do não amor. Quem sabe amar o seu próximo ama o Pai, cumpre a sua vontade e entra a fazer parte da nova “família” de Jesus. 
Ela não tinha tempo nem para comer. A cabeça comilona não deixava nada para a outra. Assim nasceu a inveja que levou as duas à morte. O “milagre” da partilha teria salvado o corpo inteiro.

'Você não sabia, mas já existe' revela segredos de frutas da Amazônia


Márcio Gomes foi ao Pará e descobriu o poder de vitamina, que há escondido nas frutas, e foi revelado agora pela ciência.
A coluna "Você não sabia, mas já existe" está de volta com um assunto que interessa a todos nós: saúde. Márcio Gomes descobriu novas pesquisas sobre as vitaminas – um segredo é esse que antes ficava só na cozinha dos brasileiros.
É uma preocupação de muita gente ter uma alimentação saudável para enfrentar um novo dia de trabalho, um dia de estudo. Tudo começa no café da manhã.
Um pão com manteiga, uma fruta, um café com leite. É um cardápio simples, que você pode ter em casa ou em um dos muitos restaurantes populares e bandejões que existem hoje no Brasil.
Em um restaurante popular da Zona Norte do Rio são feitas cerca de cinco mil refeições diárias, entre almoço e café da manhã. Sempre com uma preocupação: uma refeição nutritiva, balanceada e com um bom peso nas frutas.
O poder das frutas é o tema da coluna "Você Não Sabia, Mas Já Existe" desta quarta-feira (14). A equipe foi até o Pará conhecer uma pesquisa da Universidade Federal do Pará com as frutas da Amazônia. Elas são misteriosas para muita gente e estão tendo o poder de vitamina conhecido agora pela ciência.
A movimentação começa cedo no mercado do Ver-o-Peso, em Belém. Na grande tenda das frutas, basta um passeio para se perder em meio à variedade.
A famosa castanha do Pará nasce de um ouriço. A gente tem que abrir o ouriço e, dentro, tem cerca de 20 castanhazinhas. Para a gente consumir, é aquele processo de descascar na base do facão. Até ficar prontinha para consumo.
Mas aos olhos da ciência o atrativo é outro. “Aqui a gente tem um celeiro de medidas preventivas para doenças futuras", diz a nutricionista Carolina Vieira Bezerra.
E mais importante: as pesquisas estão mostrando que as frutas da região têm uma explosão de vitaminas e benefícios se comparadas a outros alimentos. “A pupunha tem uma capacidade antioxidante e é muito boa para os olhos. Ela tem dez vezes mais retinol que a cenoura”, revela a nutricionista.
"Outro exemplo é o camu-camu, que, em relação ao limão, tem cerca de dez vezes mais vitamina C", explica Cecília Vilhena, mestranda da UFPA.
Olha que potência: metade de um tucumã tem tanta vitamina quanto seis cenouras pequenas. E só metade de uma pupunha é igual a uma abóbora inteira.
O que a ciência quer conhecer melhor, moradores de uma pequena comunidade sabem por instinto.
Cruzamos o Rio Guajará-Miirim em uma grande balsa para chegar até o município de Colares, que fica em uma ilha. Lá dentro, o nosso destino final: uma pequena comunidade chamada Ariri.
Quando a gente chega na comunidade do Ariri, a gente logo percebe que a principal atividade econômica da região é a pesca. Os barcos ficam em um pequeno cais, logo na entrada da comunidade.
Além da riqueza das águas, eles também têm uma natureza vegetal riquíssima e a gente vai conhecer isso agora. Frutas boas para a saúde e que ainda estão sendo descobertas pelos pesquisadores.
Entramos na mata com o seu Potoca, 54 anos, nosso guia e chefe da colheita. O seu Potoca levou a nossa equipe para ver um cupuaçuzeiro - uma plantação de cupuaçu.
O mais interessante é que o cupuaçu só pode ser colhido quando a fruta está no chão. E se a gente pegar no pé e puxar? “Aí vai estragar”, explica seu Potoca.
Você pode ver como a natureza é pródiga na região. A gente só andou um pouquinho mais em uma estrada e chegamos a uma outra plantação. Dessa vez, de uma frutinha conhecida como buriti ou mereti, como eles chamam na comunidade do Ariri. Árvore é o buritizeiro. Mas, exatamente como o cupuaçu, você tem que esperar a fruta cair no chão e aí fazer a colheita e começar a trabalhar com o material.
Em algumas frutas amazônicas, como o buriti, foram descobertos vários tipos de uma substância chamada carotenóide, que dá cor aos alimentos e se converte em muita vitamina. “Comparado à cenoura e a outras fontes que já eram conhecidas, o buriti tem cerca de dez vezes mais vitamina A”, revela Cecília Vilhena.
Saúde a qualquer hora do dia. Vamos tomar um suco de cupuaçu? “É natural mesmo, da terra. Não tem nada de química”, conta uma moradora. Ela conta que as crianças da região tomam esse suco todo dia. “Ficam fortes. É muito difícil adoecerem”, diz.
Uma outra riqueza dessas frutas está nas sementes, geralmente jogadas fora. Mas no cupuaçu, a situação é bem diferente.
"A semente do cupuaçu, de onde se extrai a gordura é um dos exemplos de que a semente é interessante. Inclusive, hoje, a gente não consegue mais ganhar a semente doadas. Elas já têm um valor comercial", explica a professora Luisa.
E os moradores do Ariri ganham com isso. Eles vendem, para a indústria de cosméticos. É matéria-prima para a fabricação de cremes e produtos exportados para diversos países. Uma riqueza que o Brasil já chegou a perder.
“Os japoneses registraram a patente do cupuaçu, por exemplo. Mas o Brasil fez o seu papel, exerceu o seu direito e muitas coisas já voltaram ao nosso domínio”, conta o extrativista Arnoldo Luchtenberg.
Para que isso não aconteça de novo, o caminho é o conhecimento. Valorizando o que surge nos laboratórios. E o que passa de geração a geração na floresta.
Seu Potoca diz que sua energia para fazer a colheita vai durar bastante. “Até uns 60 anos ou 70 anos ainda tenho esperança de ter aquela força”, diz.
 Fonte: www.globo.com/bomdiabrasil

Globo amplia "domínio" sobre a Copa-2014 e vira responsável pelos produtos oficiais do Mundial

As empresas do grupo detêm o direito de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, produziram o vídeo do slogan oficial do torneio e organizaram grandes eventos da entidade máxima do futebol no país.
Isso, porém, ainda não é tudo. A partir de agora, a Globo Marcas será a empresa responsável por todo o licenciamento de produtos com a marca do Mundial de 2014.
O acordo entre a Fifa e a Globo Marcas foi anunciado na quarta-feira, junto com a tabela da Copa das Confederações de 2013. No evento, estavam presentes o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o membro do Comitê Organizador Local da Copa (COL), Bebeto. Além deles, o diretor de Marketing da Fifa, Thierry Weil, e o diretor de licenciamento da Globo Marcas, José Luiz Bartolo. Ambos comemoram o contrato entre as entidades.
"Com a nossa experiência e conhecimento do mercado brasileiro, a integração de qualidade com a Fifa e a TV Globo, estamos certos de que juntos marcaremos muitos gols nesta importante iniciativa", disse Bartolo, lembrando que a TV Globo também é parceria da Fifa na Copa do Mundo de 2014.
A Globo Marcas já licencia produtos ligados à TV Globo. A empresa vende DVDs de séries, CDs de trilhas de novelas e outros artigos vinculados a programas de TV. Além disso, também vende produtos ligados a Stock Car e ao Novo Basquete Brasil (NBB).
Após o acordo com a Fifa, a empresa também passa a ter direito exclusivo de fornecimento e distribuição de todos os produtos oficiais da Copa do Mundo de 2014 em território nacional. Será a Globo Marcas também quem vai administrar as lojas oficiais do torneio o Brasil de 2014 e fará a venda dos produtos oficiais via internet.
O valor do contrato entre Fifa e Globo Marcas não foi divulgado. Também não se sabe quanto o grupo investiu para adquirir os diretos de transmissão da Copa ou ganhou pela produção do vídeo oficial do slogan do torneio e pela ajuda na realização da festa do sorteio preliminar da Copa do Mundo de 2014, no ano passado.
COPA DAS CONFEDERAÇÕES DE 2013
Na ocasião do sorteio, a Geo Eventos, que pertence à Globo, foi contratada para encontrar patrocinadores para a festa. Conseguiu dois: o governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura do Rio de Janeiro, que investiram R$ 30 milhões para expor seus emblemas na cerimônia.
Além do acordo com a Globo Marcas, a Fifa anunciou na quarta-feira que a escola de línguas Wise Up será patrocinadora da Copa do Mundo de 2014. Além de ter sua marca vinculada ao evento, a escola vai auxiliar na formação de voluntários para o Mundial. Esses voluntários devem receber aulas de inglês da empresa.
A Fifa informou, contudo, que ainda busca patrocinadores para a Copa do Mundo de 2014 e para a Copa das Confederações de 2013. De acordo com a entidade, dois patrocinadores nacionais ainda são procurados. Até agora, quatro empresas ocupam esse espaço: Itaú, Liberty Seguros e Nescau, além da Wise Up.
Fonte: Uol Esportes