segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Belém, meu amor

Por Ray Cunha

belem (1) Nem os ratos - que se dedicaram a te assaltar, a te depredar, a te estuprar, que te morderam os seios - conspurcaram tua beleza, nem reduziram tua eternidade, Belém. Parabéns, querida, pelos teus 395 anos, que completaste em 12 de janeiro deste 2011.

Conforme a Breve história da Amazônia, de Márcio Souza (Agir, Rio de Janeiro, 2001, 239 páginas), naquela data, em 1616, os portugueses, comandados por Francisco Caldeira Castelo Branco, desembarcaram numa enseada na foz do rio Guamá e começaram a construir uma fortaleza, a que chamaram Forte do Presépio, e à cidade que foi surgindo em torno do forte chamaram de Santa Maria de Belém.

Os tupinambás, que lá moravam, não deram descanso aos invasores. Mas, além de armas de fogo, “os portugueses eram superiores em proselitismo religioso e em doenças letais” – como diz Márcio Souza. E em 1626, assumiu o governo do forte Bento Maciel Parente. Se os colonizadores portugueses eram brutais, pareciam gentis diante da loucura de Bento Maciel Parente, que mandava amarrar os membros dos índios em cavalos ou em canoas até que fossem rasgados, vivos. Pelo menos 2 milhões de índios foram assassinados na Amazônia, escravizados em nome de Jesus Cristo, atingidos por letais doenças europeias, degolados, esquartejados ou fuzilados.

No começo do século XX, a exportação de borracha tornou Belém e Manaus, sua vizinha nas distâncias amazônicas, as cidades mais ricas do país. Em 1910, os ingleses começaram a plantar seringueiras no sudeste asiático, causando a débâcle da borracha na Amazônia. Aí começou o declínio de Belém. Hoje, Belém é uma cidade sucateada, inchada, violenta, infestada de bandoleiros e ratazanas, com suas ruas emporcalhadas de esgoto minando do meio-fio, cidadela corrompida por alcaides parasitários, e, nos últimos quatro anos (2007-2010), também por um governo letal como câncer metastático.

Contudo, Belém é bela como mangueiras em dezembro, carregadas de mangas, doces como seios, como mulher na rede, mulher amada. É assim que Belém vive no meu coração. Quando chegamos a Belém, ao amanhecer, pela baía do Guajará, nós, que a amamos, vemo-la se despir, aos poucos, da névoa, até emergir, nua. Se chegamos de avião e é noite as luzes na península, como miríade na noite que desaba sobre a baía, anunciam-se como ovnis, até pousarmos no bolsão de sol noturno de Val-de-Cães. À tarde, o céu sangra de tão azul.

Já não controlo meu coração. Faço desjejum no Ver-O-Peso, café recém-coado, com tapioquinha amanteigada, e depois vou apreciar os peixes enfileirados nos balcões de mármore do mercado - os pirarucus são, talvez, os mais bonitos, os filhotes são enormes e os meros, imensos, há sempre piramutaba, pescada, tucunaré, curimatã, tamuatá, gurijuba, mapará, camarão e toda sorte de frutos do mar. Almoço no Ver-O-Peso, dourada com pirão de açaí, ou filhote no Restaurante Remada, ou dourada com vinagrete e farofa na Vila Sorriso, ou pirarucu ao molho de castanha-do-pará no Mangal das Garças. À tarde, vagabundeio, tomo tacacá na banca do Colégio Nazaré e sorvete de tapioca na Cairu, e, à noite, janto caldeirada de filhote no Remada e bebo Cerpinha no banheiro do hotel, enquanto me arrumo para o encontro com a madrugada. Assim, os dias se sucedem com cheiro de maresia, mulheres caminhando, merengue, bebedeiras, o rio.

Belém é a catedral da Virgem, rosas para a madrugada, lembranças guardadas numa prece, como as mulheres mais bonitas do mundo, que exalam perfume das virgens ruivas, espargem um rastro de devaneio, que só podemos sentir com o coração. Ungido pelos deuses, entrei neste santuário e dele estou grávido para sempre. Belém, como as mulheres muito bonitas, inesgotáveis de tão intensas, desencadeia, na minha memória, um cataclismo de rosas colombianas, o Concerto Para Piano e Orquestra, em Ré Menor, de Mozart, jasmineiros chorando em noite tórrida, o céu de julho, na Amazônia, que sangra um jorro de giz azul nas tardes de risos.

Ouço o riso das mulheres mais bonitas do mundo, trotando nos calçadões, sentadas, tomando tacacá naquele momento em que a noite cai lentamente, se acamando, até as luzes da noite tremeluzirem como composição de Debussy, e sentirmos sabor de leite da mulher amada, lábios de pétalas de rosas vermelhas, esmigalhadas, Chanel Número Cinco, Dom Perignon e maresia. Acomodado numa cadeira de palinha, na Estação das Docas, observo o rio e a tarde. Um iate parte. Talvez vá para Macapá, ou para Trinidad e Tobago. Talvez vá para Caiena. Ou para Mosqueiro. Ou Salinas. De qualquer forma, haverá de ir para um lugar lindo, pois a tarde é povoada de mulheres em vestidos de seda. Vindo de algum lugar, remoto, penso ouvir merengue. Concentro-me numa prece. O mundo gira. Sinto a mesma vertigem de missa na catedral. Tenho certeza, então, de que estou em Belém.

Caminho nas tuas ruas rumo aos segredos que só eu conheço, como ouvir o anoitecer na Estação das Docas, ver passar as mulheres mais bonitas do mundo enquanto tomo tacacá defronte ao Colégio Nazaré, ouvir o rio. O mundo nos quebra, mas tudo o que amamos permanece intacto no relicário do coração: o mundo a girar ao perfume de gim inglês no Cosa Nostra; a alegria das mulheres no Kalamazoo, ao som de merengue e da madrugada; uma declaração de amor desesperado.

Imagem disponível em: www.herculano-coisasdobrasil.blogspot.com

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 15.01.11

BANDA PLACA

carlitão alvaro gomes

  Carlitão, Álvaro e a Banda Placa realizam novo projeto: estão gravando o depoimento de músicos antigos de Macapá, em vídeo, com o objetivo de registrarem a história da música local.

Segundo eles há uma lacuna muito grande nessa história e muita gente se achando o pai da música amapaense. Há, inclusive pessoas que dizem que a música daqui tem um marco de antes e depois de uma tal personalidade “minhoca” que se acha boa demais. Mas Nonato Leal, Lolito, Humberto Moreira e outras expressões (cerca de 60 músicos, compositores e intérpretes) já confirmaram que vão participar.

RANDOLFE

randolfe O pessoal da UNIFAP achou muito estranho a entrevista do senador Randolfe no canal Amazon Sat sobre seu diagnóstico pessoal da instituição, que hoje é menor que a de Roraima. Ele diz que ela precisa crescer e que vai envidar esforços para isso.

De acordo com alguns professores, quando o ele era ativista político do DCE foi contra a expansão do primeiro REUNI, que impediu o aumento do número de cursos e contratação de professores.

SÃO SEBASTIÃO

igreja da pedreira (1) Desde terça-feira a comunidade de Abacate da Pedreira vem realizando novenas praticadas por nove famílias, em homenagem a São Sebastião. A festa termina no dia 22. Na programação consta corrida de cavalos, argolinhas, derrubação do mastro e bailes.

Já no Curiaú de Dentro, o santo é homenageado com tudo o que tem direito, inclusive com um Batuque, que terá o apoio musical do grupo folclórico Raízes do Bolão, no dia 21, à noite. O festeiro é o oficial PM Carlinho, filho da Dona Sulica com o Tio Duca. Quem nunca viu deve ir até lá.

CAMPANHA PRESIDENCIAL

Está em andamento em Portugal o período oficial da campanha para as eleições presidenciais. Começou no domingo, duas semanas antes da votação que será dia 23, depois de várias semanas de pré-campanha com ações de rua, debates televisivos e outras iniciativas. Os candidatos são: Cavaco Silva (atual presidente), Manuel Alegre, Fernando Nobre, José Manuel Coelho, Francisco Lopes e Defensor Moura. O atual primeiro-ministro é José Sócrates (Fonte: www.brasilportugal.org.br/pr).

PRODAP E A BANDA LARGA

alipio jr Alípio júnior, atual diretor-presidente do Prodap encontrou o órgão com dezenas de computadores sem funcionar. Mas tem um dinossauro por lá que é mantido a todo custo há mais de 13 anos.

Alípio informou que já reuniu com equipe de diversos órgãos estaduais e federais para resolver de uma vez a questão da banda larga no Estado. Pode ser que venha pelas ilhas do Pará (com antenas de 50 em 50 Km) ou mesmo pela Guiana Francesa. Os guianeses têm disponibilidade de 800 GB que podem vir por cabo, pelo oceano, a partir do Oiapoque.

ONÇA DO CURIAÚ

História contada no Quilombo do Curiaú. Há uns três anos uma onça foi morta na vila do Curiaú por andar comendo o gado dos pecuaristas locais. O pessoal do MP soube do fato, apareceu por lá e um promotor falou ao suposto matador do felino: - Você sabia que pode pegar até dez anos de cadeia por ter matado um animal silvestre em extinção? Aí o negão perguntou: - Doutor, se o meu filho fosse lá no curral mijar e a onça comesse ele, quantos anos o senhor ia dar pra ela?

ZUNIDOR

tom dc O artista plástico Tom D.C. prepara um jornal na comunidade em que atua como diretor da Associação de Moradores (Alvorada/Lagoa dos Índios). Também envia mostra digitalizada de seus trabalhos. É um dos artistas mais ecléticos que conheço.

adelson preto Adelson Preto, líder do grupo musical Afro Brasil diz que é grande a expectativa do primeiro CD que vem brevemente.

Foi muito legal a festa de aniversário da Tina, do Grupo Teatral Marco Zero. Parabéns.

Bloco Pererê, do centro da cidade, vai trazer como enredo “A Magia da Avenida FAB na Memória dos Amapaenses”. Foi por lá que ocorreram os grandes carnavais, passeatas de protesto e desfiles escolares.

Há grandes possibilidades de impressão de textos meus, usados em diversos vestibulares de universidades locais, serem traduzidos para o Braille. Uma empresa nacional de telecomunicações, que faz trabalhos sociais com cegos está interessada em fazer a edição e distribuição em todo o Brasil.

Rui Guilherme Muito bom o livro de contos e crônicas, ainda inédito, do escritor e juiz Rui Guilherme. O título é “O Epicurista”.

Ganhei autografado o livro “Leite Derramado”, de Chico Buarque. Obrigado, CL.

dekko O pintor Dekko está empenhado na reativação da AMAPLAST, que a partir da semana vem vai congregar os profissionais das artes visuais do Estado com projetos da pesada. Dekko vai ser o presidente da entidade.

Boriska, o índigo-boy russo, grande vidente da atualidade prevê grandes mudanças para a humanidade entre 2009 e 2013.

Inderê! Volto zunindo no sábado.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna amapaense de 08.01.11

PATINHO FEIO

marcos_terena-1024x724Marcos Terena foi o único índio a estar presente na posse do novo ministro da Justiça, José Eduardo. Havia muito agente da Polícia Federal, 50 da Força Especial e mais policiais que controlavam a entrada dos convidados.

Terena conta em seu blog (www.marcosteren.blogspot.com ) que em nenhum momento o ministro citou os povos indígenas, mas falou que a FUNAI é o “patinho feio” da administração federal.

IMAGEM & SOM

01thomé_Quem vai dirigir o Museu da Imagem e do Som, que ainda funciona timidamente no Teatro das Bacabeiras, é o produtor cinematográfico Thomé Azevedo.

Thomé vai substituir o professor de cinema Alexandre Brito, que apesar das carências do órgão fez um ótimo trabalho por lá. Por enquanto o novo diretor está atuando como diretor de teatro e como frila em produção de vídeo.

BANCO DE DADOS

A professora Norma Iracema está organizando o arquivo de pós-graduação do Mestrado Integrado em Desenvolvimento Regional – MINTEG, da UNIFAP.

Sua equipe vai fazer um banco de dados com as dissertações deixadas pelos alunos, que serão colocadas na biblioteca Central para consulta e empréstimo dos interessados em pesquisa.

ALCY

alcy_araujo  No dia 07 de janeiro de 1924 nascia em Peixe-Boi, no Pará, o poeta Alcy Araújo, intelectual que deu grande contribuição às artes amapaenses, desde que veio para cá, ainda jovem quando exerceu diversos cargos importantes no Governo do Território. Alcy foi um dos mentores da transformação do Amapá em Estado. Lançou dois livros de poesia: “Autogeografia” (1965) e “Poemas do Homem do Cais” (1983),uma releitura do primeiro. Em 1997 sua família publicou post-mortem o seu “Jardim Clonal”.

O poeta iniciou movimentos, publicou revistas literárias e informativas, foi jornalista profissional, descobridor de talentos e incentivador desmedido da cultura em todos os segmentos. Deixou vários livros inéditos que eu não sei por que ninguém publica. Faria 87 anos.

BOEING

 cena da festa_ Os Boêmios do Laguinho fizeram, no dia 02, uma bonita festa para lançar o samba enredo deste ano e para comemorar com a sua comunidade os 57 anos de fundação.

A Nação Negra do Boeing (como a escola é carinhosamente chamada) compareceu em peso para assistir os shows de samba, o intérprete Macunaíma e a famosa bateria Pororoca, comandada pelo Mestre Bababá. Presidente Vicente Cruz era só sorriso.

ZUNIDOR

Aroldo Pedrosa. Amapa. Artes Integradas O compositor e poeta Aroldo Pedrosa foi escolhido para dirigir o Teatro das Bacabeiras. Boa sorte!

Vão até o dia 21 de janeiro as inscrições para o programa de pós-graduação em Botânica da Universidade Estadual de Santa Cruz. Inf: www.uesc.br/cursos/pos_graduacao .

pilão Grupo Pilão estreia dia 28 no Projeto Jornada Cultural com o show “Encantaria”, no palco do Mercado Central. Em fevereiro toca na Praça Cívica de Santana.

Saiu o Plano de Manejo da APA do rio Curiaú. O livro da SEMA traz a contextualização da unidade, fala sobre a socioeconomia, legislação e planejamento da área. Pena que a edição é de apenas cem exemplares.

jhenrique É bom lembrar que no dia 10.02.2002, o prefeito João Henrique criou a Guarda Municipal de Macapá, através da Lei 1163/2002-PMM.

zé miguel Muito sucesso ao “sumano” Zé Miguel, renomado artista que assumiu a Secretaria Estadual de Cultura. Inderê! Volto zunindo no sábado.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Leitura dramática da peça “A mulher do fundo do rio”, de Fernando Canto

leitura1 A primeira leitura dramática da peça “A mulher do fundo do rio”, do escritor Fernando Canto vai ser apresentada no dia 06/01 (quinta-feira), no Ponto de Cultura Estaleiro, do Grupo Teatral Marco Zero.

Com direção de Thomé Azevedo, o elenco foi selecionado exclusivamente para a peça.

A peça aborda de forma poética e dramática situações que ocorrem no interior de uma embarcação que enfrenta um naufrágio e pretende levar o público à reflexão sobre as grandes tragédias que ocorrem nos rios da Amazônia e no mundo.

Para a criação da peça, o autor tomou como exemplo a maior tragédia fluvial ocorrida no Amapá, o naufrágio do barco Novo Amapá que vitimou mais de 600 pessoas no dia 06/01/81.

A ideia do grupo é promover a leitura da peça em um circuito que percorrerá as universidades e as escolas públicas para que a encenação ocorra em janeiro de 2012. Pretende também, estimular a leitura dramática de autores, tanto amapaenses, quanto consagrados nacional e mundialmente.

Serviço:

Local: Ponto de Cultura Estaleiro - Av. Rio Negro, 71 – Bairro Perpétuo Socorro

Data: 06/01/11 Hora: 20:00h

Entrada franca

Elenco:

Kelly Maia / Ana Vidigal / Janice Carvalho / Jaqueline Rodrigues / Dércio Damasceno

As crianças Dughan, Marcela, Diego, Bárbara e Kesia

Sonoplastia: Erivaldo Santos

Direção: Thomé Azevedo

Produção Executiva: Sonia Canto Produções

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal Tribuna Amapaense de 31.12.10

ANO NOVO

scrapsweb_ano_novo-494939 Antes de fecharmos os olhos para o ano que se foi e pisarmos no chão de luzes respingadas pelos fogos do presente, vamos abrir o coração e dar uma chance à memória.

Afinal, a palavra memória tem origem no verbo recordar, que vem de cordis, coração para os latinos. Pensemos no futuro, mas não nos esqueçamos dos temporais e suas conseqüências. Feliz ano novo a tod@s.

MITOS E LENDAS DE VITÓRIA DO JARI

Recebi e agradeço o simpático livrinho com quatro histórias do sul do Estado, aonde a meninada vem resgatando o seu próprio imaginário coletivo. Os trabalhos são: “O Mapinguari, “Porcina, a cobra grande do Jari”, “O Canela” e “Justin, o botinho garanhão”.

Os autores são alunos da turma 821 da E.E. Teotônio Vilela que expuseram na feira de Arte e Cultura sob a orientação dos professores Elton Nascimento (Arte) e Márcia Andréia Colares (Língua Portuguesa). Os textos demonstram criatividade e emoção.

LIXO NA ORLA

Depois de acharem quase 100 pneus de carro jogados na área da feirinha do açaí, próximo ao Araxá, expressivos artistas plásticos amapaenses fizeram outra intervenção artística com mais lixo na frente da cidade.

Chamaram a atenção para o descaso, ausência de urbanidade e a irresponsabilidade de “cidadãos” que detestam a nossa cidade e poluem o rio Amazonas. Como não há quem fiscalize só resta esperar a denúncia dos moradores que amam Macapá.

YEMANJÁ NO ARAXÁ

Na quinta feira passada foi realizado o 11º Réveillon dos Cultos Afros na concha acústica do Araxá. O evento foi coordenado pelo Pai Cláudio de Oxóssi, coadjuvado por babalorixás e pais de santos dos diversos terreiros da capital.

Centenas de pessoas ligadas a esses cultos compareceram ao local para render homenagens a Yemanjá e renovar sua fé e seus pedidos

NOVO AMAPÁ

Dia o6 de janeiro vai fazer 30 anos do maior desastre fluvial já ocorrido na Amazônia, quando o barco “Novo Amapá”, tombou no rio Jari matando centenas de pessoas e deixando enlutadas outras centenas de famílias. O ocorrido pode até ter servido de lição, mas não diminuiu a ganância de inescrupulosos donos de embarcações.

Para que ninguém se esqueça dessa tragédia amazônica, o diretor Thomé Azevedo e atores do Grupo Teatral Marco Zero, vão realizar a leitura dramática da peça “A Mulher do Fundo do Rio”, de minha autoria, no teatro de Daniel e Tina Rocha, no Igarapé das Mulheres.

ZUNIDOR

281220105798

281220105802 O escritor e jornalista Ray Cunha, que esteve em Macapá para rever familiares e amigos, vem trabalhando em Brasília para inaugurar brevemente um canal de TV Web e um de rádio Web. Comunicação do presente e do futuro.

A empresa Bertillon, prestadora de serviços de limpeza e vigilância da UNIFAP está em negociação com a instituição para a repactuação do contrato. Pode sair até o fim do ano. Ou não.

261220105787 A festa do Banco da Amizade muito prestigiada por laguinenses que já há muito mudaram do bairro. (Na foto, eu e José Alberto Colares)

Final de ano sem luzes, sem grandes festas, mas com otimismo pairando sobre as cabeças. Por isso os Boêmios do Laguinho já preparam a festa de 57 anos de fundação da mais antiga escola de samba do Amapá, no dia 02 de janeiro.

O bloco Kubalança tem nova diretoria. No comando está o advogado Badi Costa.

A gravadora do Ivo Canutti reteve, por falta de pagamento, a gravação dos sambas de enredo das escolas.

Inderê. Volto zunindo no sábado.