Passou despercebida a data do aniversário do meu amigo e educador Orivaldo Azevedo.
Emérito integrante do Grupo Pilão, “Cerol” não vai se aborrecer deste “É Big” atrasado, porém sincero. Parabéns, amigo e Ir.: de sonhos.
Publicada no jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 11/06/10
ENREDO DE CARNAVAL
Piratas Estilizados trazem para a Avenida Ivaldo Veras, em 2011, o tradicional Bar do Abreu como enredo.
De acordo com o presidente da entidade, Roberval Lima, o tema está sendo feito por carnavalescos da agremiação que também são freqüentadores do “boteco”, principal referência etílica-cultural da cidade.
A escola levará para o desfile, pessoas ligadas ao jornalismo, às artes e aos esportes e, naturalmente, o balcão do bar com uma galera lá dentro.
Dia 26 de junho será lançado o enredo oficial com o nome “Bar do Abreu: estilizando a tradição em doses de poesia na passarela da ilusão”. Quem quiser saber detalhes é só acessar: www.estilizadosoficial2011.blogspot.com . (Foto: Ronaldo Abreu e Governador Pedro Paulo, Vice-Presidente dos Estilizados)
ENREDO DE CARNAVAL 2
Os Boêmios do Laguinho, sempre procurando valorizar a prata de casa, vem com o enredo “Laguinho África Minha: Cantos e Revoadas de Dois Poetas Geniais”, uma homenagem explícita e amorosa à obra lítero-musical de personagens vivos do Bairro Moreno da cidade.
O samba já está sendo composto; as fantasias sendo desenhadas por Hélio Alvarez e as alegorias pelo competente carnavalesco Rodrigo Siqueira. Haveremos de esperar um mundo mágico e coisas fantásticas extraídas das obras dos poetas laguinenses. Agora é só aguardar para ver e sonhar.
CONCURSO DE QUADRILHAS
Encerra domingo o festival municipal de quadrilhas juninas, que desde quarta-feira vem sendo realizado no Sambódromo, através de apresentações de mais de cem grupos inscritos.
O festival é considerado por especialistas como um dos maiores da região, em virtude de congregar milhares de pessoas e produzir um movimento econômico-cultural que a cada ano se avoluma mais.
Na semana que vem acontece o festival estadual, que também reúne dezenas de grupos juninos e será realizado no parque de Exposições de Fazendinha.
FESTIVAL DE MÚSICA DA ESTHER
A escola Estadual Esther Virgulino acabou de realizar no final de maio o seu III FEMAE. O tema escolhido foram os municípios amapaenses, e quem venceu foi Cássia, da turma 112, com a música “Calçoene, terra de encantos”. O CD já está pronto e vai ser comercializado a partir desta semana.
De acordo com o professor Linomário, a escola conseguiu reduzir a zero a evasão escolar do ensino médio, principalmente a do horário noturno, graças aos projetos desenvolvidos (como o do Festival e o Arquimedes) pelos professores, sob a coordenação da sua incansável diretora, a professora Arlene Favacho.
Desde que ganhou um concurso junto ao FNDE em 2008, no valor de 140 mil reais, a escola vem investindo em infra-estrutura e equipamentos, que a fez ter a melhor estrutura de uma escola pública do Amapá.
MARIA BÊ
Depois de um tempão encontrei minha amiga Maria Benigna, ex- presidente do TERRAP e ex-senadora da República, pois era suplente do então senador Bala Rocha, e ficou cerca de 20 dias atuando em Brasília.
Bê, como é conhecida, é advogada aposentada e exercia, no domingo passado, o seu dever de amapaense de assistir e participar do Marabaixo, no Laguinho, com gengibirra e o que mais tinha direito.
CANDIDATOS SANTOS
Os amapaenses como meu amigo Nonato Pires, se perguntam diariamente sobre as contingências da vinda de milagres na política amapaense para o futuro.
Mas os candidatos parecem querer acabar mesmo com o dem(ôni)o e partir para uma guerra santa, oferecendo seus santos nomes ao povo eleitor.
CANDIDATOS SANTOS 2
São LUCAS era um médico muito sábio e foi um dos evangelistas e mártir do cristianismo; São PEDRO negou Cristo por três vezes, mas foi fundador da Igreja e crucificado como mártir. É ele quem manda no tempo e na chuva e tem as chaves do cofre, digo, do céu. São CAMILO, pelo que apuramos, só sabe perguntar para São Luís, lá no hospital, “onde fica o Merengue”? E São JORGE pode ser chamuscado ou engolido pelo Dragão, se não fizer reza forte.
Agora é só torcer para que a política amapaense não vire uma “igrejinha”.
ZUNIDOR
JULIELE reapresenta o show “Balé de Luz” amanhã no restaurante Terrazzo 107, que fica no início da Rua São José, na Beira Rio. Imperdível.
O Curiaú festeja Santo Antonio, com muita folia, batuque e bailes dançantes neste fim de semana. - Vamos passar fogueira, comadre!
Hélder Brandão e Beto Oscar enfim resolveram produzir um show para mostrar suas belas composições. Há muito seus fãs esperavam essa iniciativa. Será no dia 02 de julho, no Bar-teatro Carinhoso, com a chancela de Sônia Canto Produções.
Foi na terça-feira a comemoração de aniversário de Hayanna, atriz, declamadora e multimídia, filha querida de minha amiga Andréia, também atriz.
No show de Hélder Brandão, que ocorreu no Sesc Centro, durante o Projeto Botequim, faltou luz. O Papa tocou violão no escuro.
Com exceção do próprio, todo mundo da casa do Dr. Antonio Teles pegou dengue lá no chic bairro Alvorada.
Já está pronto o CD de Cleverson Baía. Sai em julho.
Jacson Amaral volta aos palcos com o show “Monalisa Gioconda”.
Muita gente boa foi prestigiar o último dia do ciclo do Marabaixo (Domingo do Senhor) na casa de Dona Biló, no Laguinho. Não sei se foi impressão, mas não vi nenhum político por lá.
Dia 10 a AMCAP fez aniversário de fundação.
Parabéns ao Tavares, que fez 65 anos no dia 06 passado. É sempre um prazer conversar com ele.
Inderê! Volto zunindo na sexta.
Apenas nove vereadores que estavam presentes na sessão de hoje de manhã votaram e aprovaram o Projeto de Lei Substitutivo, apresentado pelo vereador Clécio Luís.
O Estatuto, aprovado por unanimidade, foi considerado um avanço na área da memória histórica do Município, uma vez que, à exceção do tombamento da Fortaleza de São José de Macapá em 1950, nada mais foi tombado por aqui.
O Projeto regulariza o tombamento através de cinco livros de tombo que ficarão no órgão municipal de cultura depois de ser aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, órgão que ainda deverá ser criado.
Estiveram presentes no evento diversos representantes de entidades e segmentos culturais. Além dos vereadores, usaram da palavra a jornalista Alcinéa Cavalcante, o sociólogo Fernando Canto, o artista plástico Herivelto Maciel e a presidente da Confraria Tucuju, Telma Duarte.
Apesar de ter sido uma sessão considerada histórica pelos presentes, havia uma certa desconfiança no ar sobre a implementação prática do Estatuto, que a exemplo de outros projetos culturais aprovados pela CMM, não tiveram fôlego para serem colocados em prática pelo Poder Executivo.
O Estatuto está enxuto e moderno. Está de parabéns a CMM e o vereador Clécio Luís, que também é historiador.
Foto1: Visão geral da sessão da Câmara Municipal.
Foto2: Hernani Guedes, Fernando Canto, Vereador Clécio e Antonio Munhoz.
UM POUCO DE HISTÓRIA
Por Rosângela Ramos
O Curiaú é um pequeno povoado pertencente ao município de Macapá, cuja população é constituída de negros remanescentes de escravos que formaram um quilombo, em meados do século XVIII.
É constituído de duas comunidades: Curiaú de Dentro e Curiaú de Fora – formadas por várias famílias ligadas entre si por laços de sangue e afinidade. Suas principais atividades são a prática de agricultura de subsistência e o extrativismo vegetal e animal.
Segundo a tradição oral da Comunidade, repassada por várias gerações, Curiaú tem origem nos termos CRIA (de criar) e MÚ (de gado), evoluindo para CRIA Ú e, posteriormente, CURIAÚ, traduzindo-se num lugar propício para criação de animais.
Devido à sua natureza exuberante e características culturais muito fortes, hoje Curiaú é uma Área de Proteção Ambiental do Amapá e intitulada como Área de Remanescentes Quilombolas, pela Fundação Palmares.
Com o olhar manso, mas desconfiado, os moradores do Curiaú lutam para preservar, além da beleza natural da região, a memória dos antigos escravos. Foram eles os formadores dos pequenos núcleos familiares que originaram a Vila do Curiaú – antigo quilombo. Festeira, essa comunidade encontra na comemoração de datas religiosas uma maneira de preservar a herança de seus antepassados.
UM POUCO DE RELIGIOSIDADE
“Ladainha que rezamos
Senhor Santo Antônio
Oferecemos...”
Esculpidas pelo sincretismo religioso, as festas em louvor aos seus santos traduzem a religiosidade da comunidade.
Um dos santos devotado e festejado pelos moradores, há pelo menos cinco décadas, é Santo Antônio e, em homenagem a Ele, é realizada uma grande festividade, no mês de junho.
Surgida por iniciativa de famílias moradoras de Curiaú, a festa realiza-se com rezas, mescladas pelo jeito de sentir a fé e traduzidas no modo muito próprio de falar do morador do Curiaú, que são as Ladainhas. Trechos da reza, comandada pelo Mestre e acompanhada pelos fiéis, são executados em latim, com nítida influência da cultura local.
NO RITMO DO BATUQUE
Areia
Areia, areia...”
No entoar de versos maravilhosos e que traduzem as histórias diárias das pessoas, a comunidade reúne-se para cantar e bailar, ao som de tambores e pandeiros cobertos de couro de animais, feitos por mãos de artesãos que sabem o inestimável valor de seus objetos.
Contagiante, o ritmo do Batuque, festa tradicional da comunidade, envolve a todos.
O rodopiar das saias das mulheres e o cortejo dos homens em volta dos instrumentos, fazem dessa dança uma profusão de sentimentos e euforia inimagináveis.
A REALIZAÇÃO DA FESTA
De 07 a 10/06 de 2010
19:00 h: Ladainhas
20:00 h: Lanches
Dia 11/06 de 2010
12:00 h: Almoço para o público em geral
17:00 h: Missa
19:00 h: Jantar
Batuque
Dia 12/06 de 2010
06:00 h: Batuque (Aurora)
09:00 h: Festa dançante
12:00 h: Almoço para todos os presentes.
19:00 h: Jantar
Baile
Dia 13/06 de 2010
06:00 h: Alvorada festiva (queima de fogos)
12:00 h: Almoço
Domingueira dançante
Meu amigo, parceiro e companheiro do Grupo Pilão, Bi Trindade aniversaria hoje. Parabéns e se cuide para que possamos comemorar os 35 anos do Grupo Pilão que você ajudou a fundar.
Salve Fernando cheio de cantos!
Canto da Sônia, do Leonardo, da Sociologia, do Bar do Abreu, da Marabaixeta, do Kubalança, do Grupo Pilão... . Canto que foi fazer sua morada, láaaaaaa... nos campos do Laguinho, donde transforma as coisas destes campos em poesia, em anedotas, em música... enfim, em alegria e ternura, ajudando com isso a manter viva a cultura amapaense a partir destes campos.
Tu achas bonito isso: nos lembrar que moramos “na esquina do rio mais belo com a linha do equador”; que nós da Amazônia, sempre redobramos nossas forças quando “à noite faz brilhar, uma grande luz cheia sobre águas do rio-mar”.
E mais, que todos nós carecemos de compreender, “que vem da luz essa certeza que meu povo quer cantar, um punhado de esperança, pra não para de lutar”. Lutar pela ternura, pela alegria, pela poesia, pela música, pela arte enfim. Lutar pelas permanências e transformações não só dos campos do Laguinho, mais também do Trem, da Favela...
Muito obrigado meu amigo por nos permitir – Regina e Eu – desfrutar do teu cantinho da amizade.
Feliz aniversário MEU AMIGO!
Recolhi algumas imagens da internet para montar esta colagem. Com ela, todos os que a conheceram poderão relembrar bons momentos. A lembrança vivifica as pessoas, e Hanne, pessoa muito amada e querida, estará sempre viva entre nós.
Fonte: Acervo Pessoal; www.ivancarlo.blogspot.com/www.canetasemfronteira.blogspot.com/www.programacafecomnoticia.zip.net/www.novopapeldeseda.blogspot.com/ www.zonadozico.blogspot.com/www.alcilenecavalcante.com.br
“Mensageiros Alegres”. José Maria Teles, Binga Monteiro, Aldomário Henriques, Pedro Balieiro, Pe. Paulo di Coppi e Cícero Melo (Tito). Bons tempos da Paróquia de São Benedito. (Início da década de 70)
Da esquerda para a direita: Marli Campbell, Filomena, (?), Neusinha Campbell, Heliete Silva e Nilza Macedo, na praia de Fazendinha. Foto: Revista Latitude Zero nº1, agosto de 1969.
Vanildo Leal, Amadeu Cavalcante e Espídola, nos bons tempo do “Lennon”. Não recordo o nome do baterista. Alguem se habilita?
Ontem novamente o laguinho explodiu de amor festejando mais uma conquista: a de Campeão do Carnaval de 2010, depois de uma luta na justiça contra um esquema que há anos assolava no carnaval amapaense.
O carnaval tomou novo rumo agora.
Viva Vicente Cruz, o advogado e presidente dos Boêmios.
Está aí o trofeu e o nosso prêmio.
Viva a Nação Negra e a comunidade do Laguinho.
A festa rolou na casa da Raimundinha Ramos e foi pai d’égua, com muito samba e pagode.
Até eu cantei dois sambas que eu sei de cor... Apesar dos protestos de alguns presentes, já que não sou cantor.
Cada dia tem seu santo,
cada santo, seu armário.
Hoje é São Fernando Canto
quem manda no calendário. (Obdias Araújo)