domingo, 30 de maio de 2010

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no Jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 28.05.10
BRATKE


Começa nesta segunda-feira, 31, e se encerra no dia 04 de junho o Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Recife – PE.
O professor Tostes, vice-reitor da UNIFAP, vai apresentar trabalho inédito sobre um dos maiores profissionais da área que se notabilizou por projetar para a ICOMI as vilas de Serra do Navio e Amazonas, em Santana. O trabalho tem por título “Arquitetura Moderna de Oswaldo Bratke na Selva Amazônica”.



CONCURSO FOTOGRÁFICO AMBIENTAL
Terminam hoje as inscrições para o “3º Click Ambiental do Amapá – A natureza em arte”, concurso fotográfico promovido pelo Governo do Estado por meio da SEMA/Coordenação de Educação e Informação Ambiental.
Traz como tema a paisagem natural e é dirigida a qualquer fotógrafo amador do Amapá maior de 18 anos. Os prêmios dos três primeiros lugares são respectivamente câmeras digitais de 12, de 10 e de 8 mega pixel e a entrega aos vencedores será no dia 11 de junho no Largo dos Inocentes, com direito à exposição no hall da SEMA, atrás da Igreja de São José.
Uma pena que a divulgação foi muito pequena e só teve uma semana para inscrição. Bem que podia prorrogar.

MENESTREIS DO LAGUINHO
É hoje que os poetas e compositores Osmar Júnior e Francisco Lino se apresentam no Centro de Cultura Negra com o show “Menestreis do Laguinho”.
O evento musical inédito no bairro traz a batuta percussiva do mestre Carlinhos Bababá, que também é o mestre de bateria da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho, e a direção musical de Manoel Cordeiro.
O repertório do show traz músicas inéditas dos dois menestreis e sambas clássicos do cancioneiro laguinense feitos por compositores do bairro e por Lino, durante sua vitoriosa carreira como compositor dos Boêmios. Você que gosta da boa música não deve faltar a esse esperado espetáculo.

BANDA PLACA
Com 26 anos de atividades musicais e culturais no Estado, a banda Placa, lançou recentemente a revista “Alé” com informações musicais e folclóricas do batuque, do marabaixo, folia e tambor de crioula, eventos que são realizados pelas comunidades do Mazagão Velho, Curiaú, Campina Grande e Porto Grande.
A revista traz valiosas partituras da festa da Piedade, da Folia de São Tiago, da alvorada festiva da festa do Divino Espírito Santo de Mazagão, do marabaixo de Campina e do Tambor de Crioula de Porto Grande, escritas por Álvaro, que como seu irmão Carlitão, são fundadores do Placa.
Muitos músicos e artistas importantes já passaram pela banda e todos trabalham pela valorização e divulgação da cultura tradicional do Amapá. A revista também traz um CD com essas músicas como brinde a seus leitores.

BEBÊS PERFEITOS
O Dr. José Costa Maia, Da Sonimage, disse: “as mães sempre me perguntam se o seu filho é ‘perfeito’ após um exame de ultra-sonografia. Eu digo que essa palavra é para os poetas. Para a nossa ocupação dizemos que seu filho tem ausência de anomalia fetal. Isso é o mais próximo que nós, médicos, podemos dizer”.

PRÊMIO QUALIDADE DA EDUCAÇÃO
Até dia 11 de junho estão abertas as inscrições para as escolas que quiserem concorrer ao “Prêmio SESI Qualidade da Educação”. Podem ser feitas pela Internet no seguinte endereço: www.sesi.org.br/premioeducacao . Esta é a segunda edição do prêmio, cujas categorias de premiação são: 1. Escolas públicas de ensino fundamental e médio de crianças, jovens e adultos. 2. Escolas privadas de ensino fundamental e médio de crianças, jovens e adultos. 3. Escolas da rede SESI de educação de ensino fundamental e médio de crianças, jovens e adultos.

CT HOMENAGEIA SÍLVIO LEOPOLDO EM SARAU
A Confraria Tucuju presta homenagem ao poeta Sílvio Leopoldo logo mais às 20h00 no SESC Centro.
Haverá música com o quarteto da Bossa, show da cantora Lia Sophia e em seguida sessão de autógrafos deste colunista, que recentemente lançou o livro de crônicas “Adoradores do Sol”.
Há tempos Sílvio Leopoldo merece o reconhecimento dos setores culturais. Parabéns à Confraria Tucuju pelo seu trabalho de realizar todos os meses essas homenagens póstumas aos nossos grandes poetas.




ZUNIDOR
No dia 04 de junho será realizado o I Festival de Danças Parafolclóricas do Amapá, com R$ 2 mil em prêmios para os participantes. Será na sede dos Boêmios. Inf: 9111-3040.

Roca Sanches de vento em popa pilotando o seu bar “Meu Boteco” em Santana, com música ao vivo nas sextas-feiras (Rock), nos sábados (MPB) e com um pagode aos domingos à tarde.
Uma lembrança: apesar de o Grupo Pilão ser originalmente do bairro do Laguinho, antes da Festa do Tambor nunca fora convidado para qualquer apresentação no Centro de Cultura Negra. Só agora vieram reconhecer o trabalho musical desse grupo pioneiro por divulgar a música popular e folclórica produzida no Amapá.

Amanhã a empresa Serrão Empreendimentos coordena os serviços de turismo com um lual na Ilha do Amor no rio Araguari, município de Ferreira Gomes. O projeto tem apoio de um complexo com hospedagem, alimentação e passeio pelo belíssimo rio. Contatos com serrao@hotmail.com .

Também é amanhã o lançamento da revista e CD do Grupo Raízes do Bolão, no Curiaú.

Inderê! Volto zunindo na sexta

Comentário de JORGE HERBERTH

Acompanho o 'Canto' todos os dias. Apesar disso não tive palavras para falar de tantos sonhos e tantas palavras que constroem nossas vidas ao longo desse tempo de laguinho e outras paragens.
Primeiro, muito obrigado pela singela 'lembrança e homenagem'. Me senti lisonjeado e muito prestigiado. É uma honra 'ser do laguinho' sempre. E foi emocionante participar dois dias de tanta cultura. Que me desculpem os outros, mas o Laguinho é mesmo um centro de inteligências e muitos artistas, além de toda a afrodesceendência que permitiu a todos nós herdarmos no sangue e nos neurônios o que veio de tão belo da África, mesmo com tanto sofrimento.
Renovei e renovo minha vida quando desembarco em Macapá e saboreio o marabaixo e tudo o que o Laguinho expressa e transpira, desde os bons tempos de Falconeri, o mais elegante dos sambistas passistas que tive a alegria de ver e admirar desde minha minha infância. Vejo um pouco dele em tudo o que o Laguinho é. E vejo no Pilão a semente e as raízes da música que evoluiu no Amapá. Essa cultura tão rica e que parece invisível na Amazônia e ao resto do Brasil, onde há tanta bobagem. Estou muito feliz por fazer parte do Laguinho e ser ex-Pilão. Um reencontro de alegria e energia. Parabéns aos Tambores do Laguinho e OBRIGADO Companheiro!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

POR UM TEATRO MUNICIPAL

Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 23/05/2010

Menestrel-movimento Há tempos a idéia de criar o Teatro Municipal causa grande expectativa nos meios artísticos macapaenses. Artistas com quem conversei disseram que o projeto vinha ao encontro de suas aspirações, principalmente agora que a cidade cresceu e que a maioria deles já tem consciência de que precisa valorizar cada vez mais seus trabalhos. Alguns já vêm desenvolvendo comercialmente suas atividades a partir da realização de cursos de empreendedorismo, que também os obriga a vender bons produtos. O teatro municipal é um sonho de muito tempo. A prefeitura tentou comprar o ex-cine Macapá em 2001 com esse propósito, mas infelizmente as negociações não avançaram. Agora é notório o aumento do mercado de bens culturais e estável o circuito de produtos culturais como teatros, bibliotecas e auditórios, em Macapá.

Para os artistas o teatro do município não só desafogaria a pauta do Teatro das Bacabeiras como daria apoio aos produtores culturais para desenvolverem seus trabalhos. Ao funcionar em consonância com a política cultural do município, o teatro daria ênfase às ações populares como espetáculos teatrais abertos ao público, shows com ingressos mais baratos, além de outros projetos internos que pudessem facilitar o desenvolvimento da arte, por meio de debates, reuniões de trabalho, simpósios, festivais e, sobretudo, com o processo educacional ao lado disso tudo, onde não se furtaria também a constante e imprescindível formação de platéia.

A criação e a implementação do teatro, antes de ser uma decisão que viria beneficiar os segmentos artísticos das artes cênicas e da música, é um princípio que norteará ações tais como o estímulo à formação cultural da população e dos agentes culturais do município. Sua configuração e funcionamento deverão ser regidos dentro dos padrões da política de cultura municipal, o que deverá possibilitar o acesso da população a esse bem cultural, de forma democrática, levando em conta a diversidade cultural, linguagens, identidades e formas de expressão do nosso povo.

No bojo dessa construção o maior interessado é o cidadão, aquele que goza dos bens e serviços efetuados pelos poderes públicos, dos direitos civis e políticos e do desempenho dos deveres para com ele. Este, então, é um princípio necessário ao desenho e à consecução de uma política cultural contemporânea: o dever das instituições políticas e administrativas para com o cidadão, considerando que ações governamentais devem ser feitas para todos e não só para uma elite. É papel importante o de ofertar produtos de acesso garantido ao cidadão, ávido de consumo de arte. Acesso físico e acesso econômico a produtos de boa qualidade. É bom lembrar que quando falamos em cidadania e cultura estamos diante de abstrações, de conceitos, de uma idéia sobre as coisas. Assim o acesso, aquele que dignifica o cidadão, quer simplesmente dizer ingresso, entrada, chegada, aproximação, alcance de coisa elevada ou longínqua. Entretanto não se pode deixar de registrar que a palavra “acesso” também carrega um conceito de fenômeno patológico ou psicológico que é o chamado “ataque de raiva”, ou impulso, que é uma reação do cidadão ou da cidadã que não vê atendido o seu direito de cidadania.

Da nossa parte cantamos a melodia dos artistas com o mesmo entusiasmo porque acreditamos que um teatro para ser popular e de boa qualidade deve ofertar bons produtos, divertir, unir e corporificar os valores culturais de uma sociedade organizada, de uma sociedade plena de direitos e deveres satisfeitos, de uma sociedade cidadã.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal “A Gazeta'” de sexta-feira, 21/05/10

LANÇAMENTO DE CD E REVISTA

O grupo cultural Raízes do Bolão, que tem sua estrutura fincada nas terras quilombolas do Curiaú, participa e convida os interessados em cultura popular para o lançamento do CD e da revista homônima que ocorrerá no próximo dia 29 de maio, às 20h00.

Liderados pela Dona Chiquinha e seus filhos e netos, o grupo se firmou ao abraçar organizadamente a proposta de divulgação da música folclórica do Curiaú, valorizando o batuque e o marabaixo. Já participou de diversos eventos pelo Brasil a fora e se apresentou na Guiana Francesa em festivais turísticos e culturais.

Entre seus membros se destacam: a escritora Esmeraldina Santos, autora de “Histórias do Meu Povo”, Pedro Bolão, fabricante de instrumentos usados nas músicas folclóricas, Adelson Preto, compositor e integrante do grupo África Brasil, e Macunaíma, intérprete oficial dos Boêmios do Laguinho.

ROTEIRISTA

jorge_herberth Recentemente esteve em Macapá o jornalista Jorge Herberth, que atua em Belém como assessor de comunicação do Governo do Estado. Veio assistir a Festa do Tambor no Centro de Cultura Negra, no coração do Laguinho, bairro em que nasceu e se criou.

Jorge é o roteirista do DVD “A Cantoria no Lago”, do cantor Osmar Jr., realizado em 2008 no Lago Piratuba e prestes de ser concluído pela Amazon Filmes, de Belém do Pará. Jorge (também conhecido por Branco ou Cereco), filho do saudoso Abel Ferreira, o seu Abel, é irmão do Élcio, da Núbia e o Puruca. Nos anos 80 fez parte do Grupo Pilão como percussionista. Depois trabalhou no jornal “Fronteira” com Ezequias Assis e mais tarde na TV Liberal.

YES BANANA EM MARINGÁ

alangomes A banda Yes Banana, que tem como líder o contrabaixista Alan Gomes, se apresenta neste fim de semana em Maringá-PR como representante do Amapá no Festival de Música da Cidade Canção, juntamente com o irreverente intérprete Judas Sacaca.

O Festival é coordenado pelo SESC, que leva para lá anualmente vencedores estaduais de festivais realizados pela instituição. Segundo Cléverson Baía, que já se apresentou por lá, é uma festa muito bonita com quatro dias de apresentações artísticas, onde se revelam novas tendências da MPB. Joãozinho Gomes, Enrico di Micelli e Patrícia Bastos também já estiveram por lá.

RAPÉ DE PARICÁ

Na área da UNIFAP reinava o paricá (virola theiodora), árvore abundante nos campos cerrados e na floresta amazônica. Com seu princípio ativo (alcalóides triptamínicos) retirado da semente ou da casca, se fabricava um poderoso rapé, que se misturavam a outros elementos como a cal viva de carapaças de caracol calcinadas e com farinha de mandioca, cinza de plantas e folhas de fumo pulverizadas.

Era amplamente usado pelos índios do noroeste da América do Sul. Era tomado pelos guerreiros e xamãs para vários fins: estimulante, excitante,, como profilático contra febres e para provocar transes, visões e comunicações com os espíritos e até para fazer chover.

Madeira leve, usada para a construção civil, praticamente está desaparecendo da paisagem, cedendo lugar para a ampliação da cidade.

ZÉ MIGUEL CANDIDATO

zé miguel O cantor Zé Miguel diz que é candidatíssimo a uma vaga na Assembleia Legislativa.

Está costurando o apoio político da classe artística e dos políticos como Marcelo Dias (PSDB), que é de partido oposto ao dele (PSB), mas congrega os mesmos interesses. Zé acredita que pode “varar” as eleições com os votos das pessoas da área cultural, a exemplo do vereador MD.

Com o tempo a gente vai aprendendo que não é bem assim, mas não custa tentar. O importante agora é que o artista vem aí com um novo trabalho de CD e DVD intitulado “Amazônia na Veia”.

SENZALAS & CONVIDADOS

O grupo musical Senzalas deve lançar o CD “Tambores do Meio do Mundo” provavelmente em junho no Teatro das Bacabeiras.

Depois de encontrar algumas dificuldades para o evento, como a falta de pauta no teatro, Amadeu Cavalcante, Val Milhomem e Joãozinho Gomes estão entusiasmados com o resultado das gravações.

Vão trazer convidados especiais Lecy Brandão e Chico César para o lançamento, onde na oportunidade será gravado um DVD. Seus fãs estão “cuíras” para curtir o novo trabalho do Grupo.

ZUNIDOR

A jornalista Isabelle Braña viaja este fim de semana para o Acre. Vai rever familiares e amigos.

Já está rodando na gráfica a coletânea de contos de autores amapaenses “Contistas do Meio do Mundo”, organizada pelo grupo Universo, que também fez a coletânea de poetas, a primeira de uma série de três livros, com o apoio da SECULT.

biluca A flamenguista Nega Biluca agora só anda de minissaia vermelha, incendiando seus fãs laguinenses.

O cantor Amado Amâncio está precisando de ajuda para se submeter a uma complicada cirurgia. Quem puder ajudar procure o Cleverson Baía, presidente da AMCAP.

Dia 29 de maio a cantora Lia Sofia se apresenta na Casa do Chorinho do Ceará da Cuíca. Vai lançar CD com releituras de bregas clássicos e leva como convidados Osmar Junior e Cléverson Baía.

Entreouvido no bar: “Se o Tumucumaque fosse no Rio de Janeiro já tinha um monte de favela no seu pé ou quem sabe até um bondinho pros turistas contemplarem a floresta”. Mas tá! Inderê!Volto zunindo na sexta.

ESTATUTO BOÊMIO DO BAR DO ABREU

Por Renivaldo Costa

renivaldo Aprendi a ser boêmio com o Fernando Canto. Grande escritor, frequentador inveterado do Bar do Abreu e amante ativo da boa boemia (segundo Houaiss “boêmia” e “boemia”, estão certos, optei pelo segundo por uma questão de pronúncia), ele me fez entender seus fundamentos e princípios mais primitivos.
Quem me conhece um pouco sabe que qualquer hora da noite é uma boa hora pra me chamar pra uma conversa no Bar do Abreu. Sempre que posso, ou seja, quase todo dia, procuro exercer, essa que acredito ser minha verdadeira vocação.
O papo de uma mesa boêmia nunca tem função ou um objetivo claro. Nunca é totalmente concordado e nunca absolutamente negado. Sempre existem espaços pra novos comentários, desde que não sejam definitivos. O verdadeiro papo boêmio pode ser aparentemente banal e repetitivo (aos olhos de um amador).
Qualquer um que entenda muito de um assunto a ponto de esgotá-lo deve ser evitado numa boa mesa, assim como aquele que não se interessa por um assunto que não domina. Tudo interessa a todos sempre, mas nada chega a ser resolvido.
A boemia levada a sério pouco se lembra da boemia imaginada por aí. O combustível principal e verdadeiro de um boêmio de verdade é uma boa conversa. Este é o único requisito para que 8 horas passem como se fossem 5 minutos e ainda pareçam muito pouco.
Uma bebida alcoólica pode ajudar esse papo a funcionar melhor, mas, não se engane, para ser um bom boêmio você tem duas opções : 1 – beber responsavelmente, 2 – não beber. Explico:
Pessoas que não sabem beber, que passam da conta, que ficam bêbadas, de fato, não conversam. Elas falam (sozinhas), gritam, choram, balbuciam, abraçam, expelem fluídos, produzem ruídos, enfim, estragam sua própria noite fazendo qualquer coisa que esteja bem longe de um bom papo.
Segundo o Fernando Canto, um boêmio convicto tem que estar preparado pra enfrentar tantas noites quantas tais for convocado. Mesmo que sejam na seqüência, mesmo que sejam no dia de trabalho.
Diferencio um boêmio de uma fraude qualquer ao escutar uma frase como “hoje eu vou curtir muito a noite”. Essa frase me soa tão absurda como “agora vou curtir essa respirada”. Quem sai “pra curtir a noite”, não pode trabalhar no dia seguinte, vai ficar com ressaca, dor de cabeça, peso na consciência e etc.
Toda noite é digna de uma “curtição” e portanto, pode ser curtida. Triste é aquele que espera a sexta-feira pra isso.
Para se aproveitar a noite como um profissional da boemia basta apenas que escureça, e daí por diante, amigo, a vida fica bem mais fácil. Concorda ?
Não.
Ótimo! Então puxe a cadeira, pede um “qualquer coisa” e seja bem-vindo ao Bar do Abreu. Temos muito o que conversar e a noite está apenas começando.

REINVENTAR A INFÂNCIA EM NOME DESSA DOR

Por Márcia Corrêa, em 21/05/10

márciacorrea Vou começar por esse incômodo, quase uma dor, aqui no peito. Acabou ainda há pouco a coletiva de imprensa de promotores de justiça e delegados de polícia sobre o caso de triplo homicídio tendo como vítima a família Konish. Um gole de café pra tirar a secura da garganta e dar algum alívio ao paladar. Lembro de palavras e expressões do promotor Flávio Cavalcante, emocionado, tenso, às vezes trêmulo.

Naquele momento ele representava uma sociedade, ou parte dela – há quem se lixe - atônita com a barbárie que envolveu o crime. Uma mulher de 34 anos e seus filhos, um rapaz de 17 e uma menina de 11 esfaqueados dentro de casa por um “amigo” da família. Pela versão final da investigação, Wellington Raad, 19 anos, confessou os crimes, mas não revelou as causas nem os detalhes de sua ação.

Volto ao incômodo no peito e penso em algo sobre onde está a humanidade dentro de cada um de nós. Onde esse arcabouço de valores morais, sentimentos e limites éticos, alicerçados por alguma racionalidade se esconde para que possamos acessá-lo, ou perde-lo de vista, em momentos cruciais? Jogos Mortais I, II, III, IV, V e VI eram filmes locados por Wellington em seqüência.

Quantos adolescentes assistem a esses filmes e outros de teor inexplicavelmente violento como lazer em família? Quantas mentes juvenis, nesse exato momento, estão sendo estimuladas ou induzidas a atos de horror como num jogo ficcional onde tudo acaba num letreiro na tela? As estatísticas provam que drogas e álcool estão na origem de muitos crimes. A psicologia e a psiquiatria provam que cenas violentas repetidamente assistidas modificam a sensibilidade e o psiquismo humanos. À exceção das drogas, o álcool e as cenas são lícitos.

Tem também um oco na alma dos amapaenses, aqueles que nasceram aqui e aqueles que desde a infância vivem e ainda guardam a lembrança de um lugar de atmosfera leve e quase ingênua. Onde a liberdade nas brincadeiras de rua possibilitava experiências de convívio humano, que alicerçavam esse arcabouço de valores tão importante e vital.

Laços de gente com gente, não de uma mente solitária com a tela de um computador ou de uma TV. Gente de mãos dadas brincando de roda, pernas correndo no pira-esconde, bandeirinha, queimada, bola no quintal, no campinho da outra rua, goiabeira, mangueira alta com risco de cair, banho de igarapé. Desafios reais e saudáveis vivenciados e absorvidos. Construção de alguma humanidade.

Antes de cometer os crimes, Wellington jogava vídeo-game com uma das vítimas. Tiremos as crianças da frente da TV!!! Controlemos os horários de exposição à internet!!! Vigiemos os jogos virtuais!!! Dá vontade de gritar bem alto. Salvemos os quintais e as pracinhas!!! Outro grito mudo. Olhemos bem dentro dos olhos de nossos filhos e os reconheçamos em nós!!!

O mais difícil para essa sociedade atônita é admitir que está de tal forma degenerada, que não mais responde pelos sinais bucólicos de um passado bem recente. Que já produz seres humanos cuja humanidade perdeu-se nalgum canto escondido da alma, escuro e triste. Que Macapá não é mais a cidade das ruas descalças onde seu povo pacato era incapaz de um ato atroz.

Não foi ninguém de fora, um estrangeiro, um estranho. Não foi um fugitivo da penitenciária com ficha corrida. Não foi um crime encomendado e executado por matadores profissionais. Foi alguém de dentro, do convívio em comunidade, com a ficha criminal limpa. Alguém que pode ser qualquer um. Uma alma profundamente doente.

Ainda com o peito acanhado e sem nenhuma vontade de entrar nos detalhes do crime, necessários para a matéria jornalística, penso em lições, sempre nelas. Há que se tirar algum aprendizado dessa dor coletiva. Rever a infância das gerações que ainda estão em formação, repensar e represar os conteúdos fartamente oferecidos pelos meios de comunicação às crianças e aos adolescentes, impor limites e regras de convívio humano, reensinar a velha e tão nova lição do Cristo: amar ao próximo como a si mesmo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Balé de Luz deu um baile!

Por Vânia Beatriz

juliele_vania Juliele e Vânia Beatriz (Foto: Fernando Canto)

O show Balé de Luz, da cantora amapaense Juliele, no sábado (8/05) na Choperia da Lagoa em Macapá cumpriu o que prometeu: marcar uma nova fase na carreira da cantora.

“Balé de Luz é uma referência a tudo aquilo que é banhado pela claridade, que movimenta e intensifica a vida e os cantares dessa diva em aprimoração constante.” Disse a produtora Sônia Canto, no texto de divulgação.

O show foi isso e um pouco mais. Para a volta aos palcos amapaenses, depois de dois anos do lançamento do primeiro CD, a artista se cercou de muita gente boa, seja na produção do show, que teve a direção musical do Maestro Manoel Cordeiro e a direção artística de Túlio Feliciano; sejam os músicos da banda de base que a acompanha: Manoel Cordeiro (Violão/Violão aço/Bandolim), Alan Gomes (Contrabaixo), Fabinho (Guitarra), Bibi ( Metais: soprano/tenor/flauta), Jefrei (Teclado) , Paulinho Queiroga (Bateria ) , Valério de Lucca e Mestre Nena (Percussão); sejam os produtores executivos Carlos Lobato e Sônia Canto.

Juliele apresentou repertório eclético, músicas conhecidas na voz de grandes artistas brasileiros, como Chico Buarque de Holanda, Roberto Carlos, e Wanderleia, dentre outros; intercaladas com músicas de também grandes compositores e cantores da região amazônica, como Fernando Canto, Joãosinho Gomes, Nivito Guedes, Nilson Chaves, Enrico di Micceli, Osmar Junior e Zé Miguel.

A abertura do show foi com a música “Pela cauda de um Cometa” (Fernando Canto e Nivito Guedes), uma referência na sensibilização para as questões ambientais. Uma seqüência de “sucessos inesquecíveis” , todos com uma nova roupagem, na interpretação da cantora de voz suave e aveludada, que quando do lançamento de seu primeiro CD, foi comparada a estrelas da música brasileira como a baiana Gal Costa, Jane Duboc e Fafá de Belém, estas nortistas como Juliele.

Assim se ouviu e se cantou junto as músicas: Miudeza (Nilson Chaves / Celso Viáfora); Eu já nem sei (Roberto Correa e Sylvio Son, gravada por Wanderléa); Quase fui lhe procurar (Getúlio Cortes – gravada por Roberto Carlos); Amor perfeito (Michael Sulivan/Paulo Massadas); Meu Disfarce (Chico Roque/Carlos Colla – gravada por Fafá de Belém); Cabide ( Ana Carolina) e Todas as Línguas (Nilson Chaves e Carlos Corrêa), esta faz parte do primeiro CD da cantora.

Enquanto a banda tocava a instrumental Olhando dos Andes (Manoel Cordeiro), Juliele vestiu-se de vermelho e voltou ao palco. Já era quase domingo Dia das Mães, surpreendeu e emocionou cantando uma música que aprendeu a cantar com a mãe: “meu coração , não sei porque , bate feliz quando te vê... “ (Carinhoso – Pixinguinha).

Alguns dos princípios básicos do balé foram percebidos na posição cênica de Juliele: a disciplina, a leveza e harmonia das bailarinas clássicas. No palco, a menina de jeito tímido, que se iniciou na música cantando em reuniões familiares, traçou os passos de seu balé solo, não de sapatilhas, mas de pés descalços, fazendo se agigantar a diva que canta e baila, do fado (Tanto Mar – Chico Buarque) ao marabaixo[1] (Pra onde tu vais rapaz – domínio público).

Desenvolta e generosa, soltou a voz, repartindo com o público os presentes ganhos, duas composiçóes inéditas Balé de Luz (de Fernando Canto e Manoel Cordeiro) e Sem fim ( de Evaldo Gouveia). As surpresas não pararam por aí , quando se iniciaram os acordes de Pérola Azulada (Joãozinho Gomes e Zé Miguel) outra elegia ao planeta Terra , pensei estar havendo engano, não lembrava nada a introdução que eu conhecia, uma “...inédita versão country inteligentemente conduzida” definiu Raul Mareco . E tivemos ainda, Pedra de mistério (Enrico di Micelli e Osmar Jr.), Meu endereço (Fernando Canto e Zé Miguel).

O show durou cerca de uma hora e meia, mas foi tão envolvente, que não percebi o tempo passar e ainda nos deixou com gosto de quero mais.

Foi bonita a festa, pá , Fiquei contente...” Juliele e o público, também. Não foi à toa que ela escolheu a música “É hoje” (Didi e Maestrinho) para o bis: “.. diga espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu ...”. Assim estavam todos os que assistiram ao espetáculo, muito mais feliz!


[1] Música típica do Amapá

É BIG! É BIG

bruno Muitas felicidades para Bruno Mont’Alverne, meu filho, que aniversariou ontem.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

CABRALZINHO, O HERÓI DESCONHECIDO

Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 16/05/2010

MCP - A O 15 de Maio sempre foi um dia importante para os habitantes do Amapá pelo famoso combate entre franceses e brasileiros, comandado por Francisco Xavier da Veiga Cabral, no ano de 1895. Era uma data comemorada por todas as escolas que reverenciavam o triúnviro como o “Herói do Amapá”, pelo seu ato de defender a Pátria dos invasores inimigos.

Passados 115 anos do episódio e 110 da vitória de Rio Branco em tribunais internacionais, quando as terras então litigiosas da fronteira foram definitivamente incorporadas ao território brasileiro, pouco se vê de reverência a essas datas magnas da História do Amapá.

Passei anteontem, dia 14, ao largo da Praça Veiga Cabral e contemplei a estátua ali colocada em sua homenagem em 2001, após ter sido removida da frente da cidade pela Prefeitura de Macapá, atendendo a vários pedidos de munícipes que “achavam uma apologia à violência ela estar erguida na Beira Rio, onde passam crianças”. O monumento mede uns cinco metros de altura e representa Cabralzinho atirando com uma pistola, trazendo uma espada na cintura. Se os monumentos construídos com o propósito de representar heróis ou atos de heroísmo forem olhados por esse lado moralista será necessário derrubar quase todos, até porque, segundo se sabe, o herói é aquele que foi capaz de realizar atos guerreiros extraordinários, magnânimos, antes de ser simplesmente um personagem de romance ou de histórias em quadrinhos. Na hora chovia sobre a estátua e as pessoas se abrigavam em sombrinhas coloridas ou sob as mangueiras da praça. Foi então que resolvi perguntar a elas se conheciam a pessoa representada na estátua. Das doze pessoas com quem conversei na praça, dez eram nordestinas ou paraenses e não conheciam a nossa História. As outras duas eram macapaenses, que quando perguntadas, respondiam se não foi “aquele que não sabia se corria pro mato ou pro morro”. Mais tarde visitei um importante órgão público e indaguei sobre a História de Cabralzinho e o que ele representava para o Amapá. Amapaenses que conheço há muito tempo também fizeram pilhérias sobre o fato e acham a história muito controversa. São cidadãos de classe média e de alguma maneira considerados formadores de opinião.

Não sei exatamente como começou a distorção dessa história, mas lembro que a frase “O Amapá não tem História, tem piada” era atribuída ao governador Arthur Henning em função de anedotas produzidas por gozadores descomprometidos com a as coisas do nosso lugar. Na própria cidade de Amapá, no início dos anos 80, um comerciante de nome Siáudio e seus companheiros mostravam aos visitantes a “Arma de Cabralzinho”. Era uma brincadeira na qual ele pedia que abrissem um estojo onde estava um falo de madeira. Caiam na gargalhada.

As especulações que se seguiram à época do episódio deixaram a figura de Cabralzinho bastante controversa. As baixas francesas foram seis mortos e 20 feridos enquanto 38 brasileiros, na maioria velhos, crianças e mulheres, perderam a vida de forma macabra e cruel. O próprio Emílio Goeldi, cientista emérito do Museu do Pará, em relatório de novembro de 1895 ataca Veiga Cabral, embora dizendo que não quer acusá-lo diretamente da culpabilidade dos abusos cometidos, “mas que seus companheiros são gente da pior espécie, que não lhe inspiram confiança”.

Sobre esses aspectos, e levando em conta que a ciência histórica hoje considera que “as atitudes mentais, a relação com o corpo, com o espaço, com a paisagem, a cultura política, as relações socioeconômicas, a festa, a cultura material, etc., se constituem objetos do conhecimento em história”, (Coelho: 2003), não seria interessante se a academia local fizesse mais estudos para tentar solucionar o problema? Consideremos que não é apenas o heroísmo de Cabralzinho que está em jogo, mas a própria História do nosso Estado.

O professor Jonas Marçal de Queiroz, no seu estudo “História, Mito e Memória: o Cunani e outras Repúblicas”, diz que Veiga Cabral foi esquecido assim que o litígio com a França foi resolvido. Ele questiona também a atitude de Trajano, que teria sido escravo em Cametá e que vira o significado de liberdade na bandeira francesa. Deste modo é inegável a necessidade de surgirem novos e esclarecedores estudos na área. Com a palavra os historiadores.

Foto disponível em www.saiddib.blogspot.com

Segundo dia da Festa do Tambor

Nem a chuva atrapalhou a realização da bonita Festa que os moradores fizeram para o Bairro do Laguinho, lá no Centro de Cultura Negra.

Abaixo alguns flagrantes da festa.

DSCI0636 Dona Josefa ladeada de suas filhas Raimunda e Josefina. Acima Pedro Ramos, a esposa Dora e os filhos gêmeos João Pedro e João Paulo.

DSCI0641

Macunaíma, intérprete oficial da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho.

DSCI0647  Grupo Pilão: 35 anos de estrada. Antes da apresentação na Festa do Tambor Oswaldo Simões (ex-integrante), Eduardo Canto, Jorge Herberth (ex-integrante), Fernando Canto, Orivaldo Azevedo, Juvenal Canto e Bi Trindade.

DSCI0667

Marilene Azevedo, do Grupo de Dança Afro Bakará e ex-integrante do Grupo Pilão, com Eduardo Canto (Grupo Pilão).

DSCI0673

Fernando Canto entre Dô e Souza, filhos do Sacaca.

DSCI0662

Heraldo Almeida, Vicente Cruz e Fernando Canto

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Nega Vânia, rainha da bateria de Boêmios do Laguinho.

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Sicuriju (Rei Momo), Fernando Canto, Jorge Herberth, Pedro Ramos e Oswaldo Simões, em pé. Sentados, Mário Correa Filho, um dos organizadores da festa e amigo.

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 14 de maio de 2010

MONA LISA E OS POETAS MALDITOS

Eis aí um belo texto da amapaense Josyanne Franco publicado como editorial do jornal literário CAJU, de São Paulo, nº 12, maio/2010.

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Na poesia, a imaginação vê e se manifesta por meio de palavras, a abstração se torna verso e a musicalidade entoa a emoção essencial. A realidade mergulha no sonho e as metáforas desnudam um novo mundo, ambíguo e desfeito em apelos subjetivos.

Se a experiência visual nos convida ao contexto e à circunstância, onde o belo é valorizado como realidade estética mensurável, é na poesia que a face oculta da natureza humana se revela e onde, muitas vezes, o feio encontra seu lugar.

Foi na contramão da hipocrisia cotidiana que despontou, no fim do século XIX, sob influência da arte de Charles Baudelaire, a “Trindade Sagrada do Simbolismo Francês”, composta pelos poetas Paul Verlaine, Arthur Rimbaud e Stéphane Mallarmé. Mostrando seu viver atormentado e a dubiedade que existe nas almas criativas, os poetas mergulharam profundamente na aventura simbolista.

Resgatando um pouco do romantismo no enfoque aos sentimentos, mas sem os arroubos idealizados pelo coração, os poetas simbolistas se aprofundaram nos estados da alma. Sorumbáticos e angustiados, despiram-se dos rigores da poesia parnasiana (culta e metrificada, que exaltava a forma e a estética) para se derramaram em versos subjetivos, musicais e sinestésicos.

A melancolia, o desregramento, os vícios e a boemia, muito além de maneira contestadora e rebelde, apresentam-se nos versos simbolistas como parte da subjetividade humana, cujos desejos e conflitos permeiam a linguagem poética.

A musicalidade, infiltrada em versos cheios de transcendência e introspecção, utiliza figuras de linguagem repletas de simplicidade enternecedora e reflexiva.

O triste é triste. A dor machuca. A morte é fato. A felicidade e a crueza estão em tudo que existe. O riso e o escárnio fazem parte do viver e a obscuridade do verso não o dissocia da espiritualidade. Se a sociedade aprisiona, a poesia deve ser libertária e obedecer ao ditame do sentir, usando a imaginação e o sonho muito além da beleza.

A urgência e as antíteses marcaram os poetas malditos. Viveram seu tempo com intensa passionalidade. Figuras instáveis, trágicas e perplexas ante a vida e seus imprevisíveis percalços, sorveram em goles de absinto a própria existência.

E quanto à Mona Lisa? “La Joconde” repousa, atemporal e altiva, na França dos poetas malditos. Seus lábios sugerem refinada ironia e enigmática promessa. Seu olhar dúbio acompanha, desafia e perscruta aqueles que a admiram, como se quisesse segredar (para sempre!) aquele instante de criação artística que superou o próprio tempo.

Mona Lisa é poesia, profundidade lírica e liberta do imaginário de cada um de nós.

O fabuloso quadro de Leonardo da Vinci transpôs o limiar da beleza renascentista e se eternizou como a mais valiosa e famosa obra artística na história do mundo.

Sob qualquer forma e em qualquer tempo, a arte sempre expressará o enigma da alma de seu criador. (Josyanne Rita de Arruda Franco)

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 14/05/2010

LAGUINHO 65 ANOS

una Hoje e amanhã no Centro de Cultura Negra haverá uma série de shows musicais e de danças folclóricas em comemoração aos 65 anos do bairro do Laguinho. É a “Festa do Tambor”, organizada por moradores do bairro e apoiada por várias instituições locais.

Estarão à disposição do público uma exposição fotográfica/histórica, um varal de poesia e lançamento de livro, palestra, vídeo e apresentação teatral. O evento é um esforço coletivo para elevar o amor pelos valores do bairro e a auto-estima dos laguinheses.

Entre os artistas que se apresentam hoje e amanhã estão os grupos Sambarte, Pilão, Raízes do Bolão, Afro Brasil, Sensassamba, Boêmios e o cantor Osmar Júnior.

MUSA DA INDÚSTRIA

A Federação das Indústrias do Estado do Amapá e o SESI vão realizar no próximo dia 30 de maio a 4ª edição do concurso “Musa da Indústria 2010”.

Será na sede do SESI durante a domingueira em homenagem ao dia do Trabalho. Podem se inscrever funcionárias, estagiárias e dependentes.

PLATAFORMA FREIRE

A Universidade do Estado do Amapá abrirá matrícula no período de 17 a 21 de maio para os 420 professores que tiveram sua inscrição na Plataforma Freire, do Plano Nacional de Formação de Professores de Educação Básica.

A relação dos inscritos contempla todos os municípios do estado e está contida no Edital 004/2010, publicado no site www.ueap.edu.br

UNIFAP EM MAZAGÃO

Com a presença do deputado Bala Rocha, do prefeito José Carlos “Marmitão” e do reitor José Carlos Tavares e de autoridades locais, foi inaugurado o prédio onde funcionará o Campus Universitário do Município de Mazagão, no dia 07 passado.

O trabalho de instalação do Campus se deu em tempo recorde graças ao empenho do prefeito e dos vereadores no processo de oriundos de emenda parlamentar individual do deputado Bala, na ordem de 550 mil reais e mais 200 mil para equipamentos.

O vestibular será realizado ainda este semestre com previsão de começar em junho as primeiras turmas dos cursos de Biologia e Física.

BATALHA DA SELVA

De hoje até domingo ocorrerá a 7ª edição da Batalha Amapá – Campeonato Internacional de B.boys e B.girls , aqgora com outro nome: Batalha da Selva – Festival Amazônico de Hip Hop.

Na programação constam debates sobre o despertar para a identidade étnico-racial, intercâmbio internacional, workshop, oficinas (dança e discotecagem), espaço para a comercialização de produtos do hip-hop e encontro de grafiteiros.

A abertura será no Centro Franco-Brasileiro e as atividades no Ginásio de esportes Avertino Ramos.

RADIALISTA

O professor Edilsom Magno Campos, filósofo por formação e ex-radialista da Rádio Difusora de Macapá, da Equatorial (AP), Rádio Clube (PA), e Iracema (CE), é o diretor da Rádio Nova Mazagão, que pertence ao grupo Beija-Flor de Comunicação (Leia-se dos Borges).

Edilsom está na Terra de São Tiago há mais de dez anos e já exerceu por duas vezes o cargo de secretário de Educação daquele município. Foi meu contemporâneo no tempo de faculdade, em Belém, no final dos anos 70 e é um profissional de primeira linha.

BALÉ ENVOLVENTE

090520103779 Um show impecável - pode-se dizer - o “Balé de Luz” da Juliele, realizado no sábado passado na Choperia da Lagoa. Com um repertório novo a cantora emocionou-se e emocionou seus fãs que ali foram prestigiar seu espetáculo solo.

Sob a direção musical de Manoel Cordeiro e direção artística de Tulio Feliciano, a cantora interagiu durante uma hora e meia com o público, trocou de indumentária, dançou e se soltou, mostrando uma Juliele mais ousada, menos tímida, entregando-se ao suave sabor da música nas ondas de sua voz suave, como que estartando uma viagem há tempos planejada.

Houve certa unanimidade do público presente que aplaudiu o novo repertório, a iluminação, os arranjos e, principalmente, a produção (Sônia Canto Produções) pelo show ter começado na hora prevista, coisa que nem sempre acontece nos eventos artísticos programados na capital.

ZUNIDOR

A Quarta-Feira da Murta é um dos mais bonitos rituais do marabaixo.

Luana, namorada do Heraldo Almeida, disse todo prosa à amiga que estava cursando Radiologia. Aí ela lhe respondeu: - Hum, hum... Tu queres ser radialista igual o Heraldo, é?

Falando sobre saúde do município de Mazagão, o prefeito lamentou pela falta de ajuda da bancada de parlamentares federais, que à exceção de bala Rocha nada fazem por lá. Disse que “ninguém nasce realmente em Mazagão: ou nasce na balsa ou no barco, em Macapá ou em Santana porque não temos maternidade”.

Será amanhã no Bar Teatro Carinhoso o repeteco do show “O Samba na medida certa” de Marilene Azevedo. Um bom programa para quem gosta de samba de qualidade.

Perdemos nesta quarta-feira o colega da UNIFAP Sérgio Ferreira, vítima de acidente de trabalho.

Apesar do público reduzido o sarau do SESC de sexta-feira passada foi muito legal, com relançamento de livros, exposições, recitais e apresentação de músicos. Destaque para a talentosa Brenda Nandes.

Verlaine, um dos maiores poetas franceses, afirmou em um dos seus poemas que “O homem sozinho está em má companhia”.

Inderê! Volto zunindo na Sexta.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Uma lição de interior

helio_pennafort_fernando Reler Estórias da Amapá de Hélio Pennafort, é incontestavelmente aprender e apreender o Território em aspectos que o leitor talvez nem imagine que existam. O livro é uma seleção de reportagens escritas no decorrer de sua longa carreira como repórter de A Província do Pará, Voz Católica e da extinta Rádio Educadora São José de Macapá.

Os escritos são produto de várias reportagens e de uma grande vivência no interior, onde o autor buscou sempre a informação insólita, diferente, porém correta. Todo o livro tem uma carga enorme de descoberta psicológica, transcendental e lírica do nosso caboclo e de suas relações comunitárias, numa linguagem acessível para a satisfação de quem quer que o leia.

O linguajar do caboclo do interior, captado por Hélio Pennafort, é algo interessante e carregado de pureza, pois o seu próprio envolvimento com o objeto das matérias traduz a significação plausível e incontestável do modo de se expressar do interiorano, quando surgem as mais inusitadas estórias para a delícia do leitor.

O humor característico e os aspectos envolventes das experiências conferem ao livro de Pennafort um panorama de variação de sentimentos que nos levam a respeitar cada vez mais aquele modo de vida que jamais perde a sua identidade cultural, quase sempre ausente no meio urbano. Por que quase nunca nos detemos em expressões como “espírito de porco”, ou “semelhante a um tamaquaré no choco”? “Baixando a panemeira” e “a gente não pega nem cocô de visagem” são outras dentre tantas expressões saídas do cotidiano ambiental, lugares em que estão presentes a toda hora o modo de ser e de viver amazônico, onde sempre há uma relação ecológica e também o entendimento na comunicação, o qual é tantas vezes difícil para o morador da cidade.

Estórias como “Caçadas insólitas”, “Divulgações em noites avulsas” e “A feliz solidão do mutuacá” mostram o que não sabemos sobre o modus vivendi do interiorano. Sua sabedoria é grande demais. O amor que existe por pequenas coisas, seja por um cachorro – companheiro de caça – seja por um igarapé ou pela roça, tudo está repleto do mais alto e nobre sentimento.

Pennafort critica os críticos do caboclo, atacando, por um lado, os “sociólogos do asfalto”, e por outro, os tecnocratas do desenvolvimento, “que escrevem e falam que o caboclo da Amazônia é acomodado, indolente”. Defende o autor (com muita razão) “que Benedito não tem culpa se nasceu cercado de fartura e no centro da tranqüilidade”. Essas e outras posições do escritor propõem essencialmente uma revisão no pensamento desenvolvimentista dos técnicos regionais para que “inventem” uma metodologia de planejamento condizente com a realidade do nosso povo do interior.

Publicado no livro Telas & Quintais (Coletânea de textos sobre o Amapá)Imprensa Oficial/PA e Conselho Territorial de Cultura Belém - PA/Macapá – AP. 1987

Foto: Eu e Hélio Pernnafort. Acervo Pessoal

O BAIRRO DO LAGUINHO

 Rua General Rondon

Rua General Rondon, no coração do Laguinho. Al fundo o Bar Calçadão do Waldir.

Em nenhuma cidade do Norte do Brasil se conhece um bairro, em termos proporcionais, onde a maioria da população seja negra e os elementos formadores de sua comunidade sejam descendentes diretos de escravos, como acontece no bairro do Laguinho, em Macapá. Os negros, originalmente, ocupavam a frente da cidade, próximo ao trapiche municipal e ao estaleiro. Muitos viviam da pesca e do plantio da mandioca, no largo de São José, hoje praça Barão do Rio Branco. E com a transformação do Amapá em Território Federal e a conseqüente instalação do primeiro governo, Macapá foi decretada capital.

A transferência dos negros para a parte norte da cidade não foi um fato enfrentado com passividade por eles; daí naturalmente surgiram alguns núcleos de reação contra a arbitrariedade cometida pelo governo, que retirou os negros da frente da cidade com o objetivo real de preparar o referido local estrategicamente situado às margens do rio Amazonas.

O Laguinho, chamado antes de Poço da Boa Hora, era uma ressaca de águas estagnadas, cercada de buritizeiros, local hoje situado entre as ruas Odilardo Silva e Eliezer Levy. Tratava-se de um lugar temido, misterioso e encantado, moradia de caruanas e iaras, excepcionalmente tétrico à noite e culpado pelo desaparecimento de muitas crianças. O Poço da Boa Hora era temido pelos negros que, mesmo professando a religião católica – ainda que não houvesse padre em Macapá, na época ­– consultavam pajés, catimbozeiros e benzedeiras para espantar os espíritos maléficos que habitavam o lugar.

O Laguinho é palco de muitas manifestações tradicionais, entre elas o Marabaixo mais autêntico, organizado antigamente por mestre Julião, Ladislau e pela saudosa parteira Mãe Luzia. A criação de escolas de samba em Macapá também começou nesse bairro, com a fundação da Universidade de Samba Boêmios do Laguinho.

É interessante lembrar o quanto aquela gente de fala mansa, quase cantante, contribuiu para a formação cultural de Macapá. Hoje, em qualquer botequim do bairro, pode-se ver três ou quatro pessoas reunidas bebendo uma “pura”. Basta ter um atabaque ou um violão por perto para ouvir essa gente cantar os versos do maior compositor do Laguinho, Raimundo Lino: “Laguinho, ô Laguinho / É bairro da tradição / Laguinho mora no meu coração / É ódio dessa gente que não sabe o que faz / Laguinho é o orgulho de nosso carnaval”.

Publicado no livro Telas & Quintais (Coletânea de textos sobre o Amapá)Imprensa Oficial/PA e Conselho Territorial de Cultura Belém - PA/Macapá – AP. 1987

quarta-feira, 12 de maio de 2010

É BIG! É BIG!

marileiamaciel_ Mariléia Maciel completa mais um ano de vida. Viva ela! Virada e festeira que é, incansável em divulgar as coisas da cidade e especialmente do Laguinho, bairro que ama e vive , que vive e ama, merece o nosso aplauso aqui do blog.

Viva Mariléia! Ora direis. Quem será essa mulher que captura o mundo com seu jeito de ser, onipresente nos eventos, uma fute, uma capeta? Uma santa com o dom da ubiquidade, parecendo uma santaantônialaguinhense serelepe?

Não. Mais se torna mesmo uma mistura amazônica que vai pelo rio e deságua em sua foz; a simbiose do oceano com a floresta: mar e hiléia=mariléia.

Viva o Mar, viva a Hiléia (quase preservada)! Viva Mariléia! É BIG.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O DRAMA DO PAPAGAIO RODOPIANTE

Crônica de Fernando Canto, publicada no jornal “A Gazeta” de domingo, 09/05/2010

pipaO sol se punha certo dia na frente de uma cidadezinha das margens do Rio Amazonas quando deparei com uma cena que não via há tempos: um papagaio rodopiava preso pelo rabo na linha de outro que lhe cortara. Um quadro dramático, pois o objet o parecia lutar desesperadamente contra o seu algoz, o vencedor desse duelo. O vento colaborava para que ele se enrolasse cada vez mais, enquanto ambos eram puxados para baixo, lentamente, sob a gritaria dos meninos ribeirinhos em diversão com aquela brincadeira. No terceiro convés do navio eu apreciava aquilo como um lamento e cheguei a sentir a dor do objeto de papel e tala, de linha e cola, matérias-prima imprescindíveis para a sua existência artesanal no meio dos homens.

E eu me perguntava como é que um objeto desses, um brinquedo tão perecível como comida, no meio de um bando de crianças, pode despertar esse sentimento tão estranho. Parecia sim, uma cena de cinema mostrando uma titânica luta entre animais ou um embate mortal entre o herói e o bandido. Eu me perguntava até mesmo o que eu estava fazendo ali, quase sem destino em busca de algo que nem mesmo eu sabia o que era.

O papagaio rodopiante fora interceptado em sua aventura de subir ao céu e brindar seu empinador com o brilho do poente. Uma aventura efêmera, diga-se, pois certamente espera-se de um empinador de papagaio a habilidade de movimentá-lo como um acrobata chinês. Entretanto, uns são mais hábeis que outros nesse embate entre êmulos casuais. O “ser” geométrico em movimento circular e decadente era o meu oposto naquela viagem súbita, porém certíssima de um encontro, pensei num primeiro momento. Uma viagem justificada pela incerteza de viajar sem planejar em uma hora desnorteante, confusa, ação corroborada pela angústia que a rotina causa, pela necessidade de partir sem ter que chegar. Assim como poderia ser um encontro com alguma coisa também teria um significado especial, que eu só poderia saber depois.

Então o navio seguiu sua rota sob a noite estrelada. Milhares de quilômetros, dezenas de trapiches e mãos abanando suplicavam para que eu aportasse. Contudo eu sempre preferia o próximo porto.

Eu me sentia um planeta cuspido pelo furor da via láctea, latejando no quase imperceptível movimento das ondas, naquelas paragens vistas há séculos pelos navegadores espanhóis. Até sonhei que o corpo de Orellana estava sendo devorado por cardumes de piranhas negras; que Pinzon e sua tripulação enxergaram as lendárias Amazonas curtindo o rum que lhes restava, embotados no inebriante líquido. Senti o coração transpassado por uma flecha mura e percebi olhos brancos na floresta à margem do Mar Dulce, que mais tarde se tornaria o célebre rio das Amazonas. O ouro reluzente de El Dorado refletia a paixão dos homens cobiçosos, ávidos por riquezas, vociferando dentes e arroubos de ódio incontido pelos índios. Vi um litoral de ondas grandes e arrebatadoras: uma espécie de vingança da terra e da água contra os homens que ousavam penetrar-lhe a pele. Ouvi um som pulsante, vibrando embaixo do sol, ofertando aos habitantes do lugar o arrepio, o medo, a espuma capilar das ondas que viajam por extensões desmedidas. Vislumbrei o nascer de fortalezas feitas de pedras e os olhares de seres calcinados em seus degredos. Ali nas construções militares mais do que forçadas erguiam-se muralhas feitas de impropérios e piche, de farinha d’água e sangue, de sonho, embrutecimento e chibata. Gritos, gritos dos negros encalcetados se diluíam no ar junto ao barulho das ondas. Adiante, grandes pássaros atravessavam as ilhas na companhia de milhões de borboletas amarelas enquanto soldados disparavam canhões que varavam a História, até o meu despertar na rede balançante.

Eu havia sonhado em espiral, rodando como um papagaio que vibra em sua morte de não-ser, morte aparada pela linha que equilibra a vida entre o vento, o caos, e o desejo de sonhar com um novo e necessário porto.

Agora a imagem do objeto geométrico vez por outra fica como um símbolo na minha lembrança. O papagaio visto do navio na relatividade ensteiniana é apenas o veículo para a sorte da viagem que não paro de fazer sobre mim mesmo. É o meu encontro com a beleza da vida nessa paz amazônica que se espraia em mim. É a vida em rodopio, movimentada e larga, a experiência de um tempo fugaz e embrionário de outros rodopios, de papagaios que me falam de sonhos.

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no Jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 07/05/2010

RÁDIO CÂMARA

A deputada Fátima Pelaes esteve visitando a Universidade Federal do Amapá em companhia do Sr. Jairo Ribeiro, diretor da Rádio da Câmara dos Deputados, na segunda-feira passada.

Representando o presidente Michel Temer, a parlamentar veio visitar a Rádio Universitária e propor ao reitor José Carlos Tavares a instalação de uma repetidora no campus Marco Zero do Equador, aproveitando as instalações e os equipamentos da UNIFAP.

Tavares ficou entusiasmado, considerando que a emissora ainda está em fase experimental e que o funcionamento paralelo à Rádio Câmara poderá acelerar o seu processo de liberação junto ao Ministério das Comunicações e à Anatel.

CAMPUS ATRASADO

Quem conheceu a Campus Avançado de UFRRJ nos anos 70 e 80, no início do Laguinho, quando ali passa dificilmente não sentirá uma espécie de mágoa por ver aquele prédio abandonado, caindo aos pedaços.

O prédio, que fora uma conquista do movimento estudantil da década de 60, foi recuperado pelo Governo para a instalação do Projeto Rondon, mas depois, com a saída da UFRRJ, foi deixado aos urubus.

Lembro que em 1998 o Governo Estadual, através da Assessoria da Juventude, na época dirigida pelo jovem Randolfe Rodrigues, chegou a fazer um concurso arquitetônico para a construção da sede da UBES-AP, quando vários – e belos – projetos concorreram e os arquitetos vencedores receberam seus prêmios. Nada, porém, foi executado.

Com a indefinição uma ou duas famílias se instalaram no local e só saíram por meio de medida judicial a muito custo, depois de serem indenizadas com casas e móveis. Inclusive tentaram invadir de novo.

E os estudantes? Será que vão recuperar o espaço que é deles ou vão deixar mais um lugar da nossa memória se perder com demolição e mudança de atividade?

PRÊMIO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Estão abertas até o dia 14 de maio as inscrições para o 30º Prêmio José Reis de Divulgação Científica do CNPq. O Prêmio tem caráter individual e indivisível e destina-se às iniciativas que contribuam para tornar a Ciência, a Tecnologia, a Pesquisa e a Inovação conhecidas do grande público.

Para a edição deste ano, a categoria escolhida é “Divulgação Científica e Tecnológica”, que premiará o pesquisador ou escritor enquanto divulgador da área, para o público leigo. O prêmio é de R$ 20.000,00, diploma e passagem aérea mais hospedagem, para que o agraciado participe da Reunião Anual da SBPC. Informações: www.cnpq.br/premios/josereis .

HUMBERTO E JULIELE

É hoje o show “Certas Canções” do intérprete da MPB Humberto Moreira, feito para comemorar seus 60 anos de idade. Será no Bar-teatro Carinhoso e terá a participação da Banda Amazon Music, com a direção musical de Finéias.

Amanhã teremos o “Balé de Luz” da cantora Juliele, que há cerca de dois anos não faz show individual em Macapá. Juliele aproveita para desfilar um novo repertório de MPB e música regional, na Choperia da Lagoa, preparando-se para a gravação de novo CD e DVD. A direção de Palco é de Túlio Feliciano e a musical de Manoel Cordeiro. Ambos os shows, que estão “bombando” de procura por mesas são produzidos por Sônia Canto Produções.

JORNADA DE LITERATURA

A Universidade Federal Fluminense vai receber a de 2 a 6 de agosto a Jornada Andina de Literatura Latino-Americana. A JALLA, como é conhecida, iniciou em 1993 em La Paz e, com o crescimento do continente, transformou-se em um verdadeiro encontro de latino-americanos de diferentes latitudes.

É um espaço privilegiado de debates e reflexões de e sobre o continente. Haverá participação maciça de escritores, intelectuais de diversas áreas como Hugo Achugar, Silviano Santiago e outros. Acesse o Google em JALLA 2010 e veja os detalhes.

MOSTRA DE DANÇA LIVRE

A Escola Princesa Isabel realizou o seu IX Festival de Danças com uma mostra de dança livre no Teatro das Bacabeiras, esta semana.

Gostei muito do que vi, com aquela criançada toda se esforçando para expressar pela arte seus sentimentos e emoções, com uma coreografia de movimentos libertos, bem característicos da nossa contemporaneidade. Havia quadros solados individualmente e às vezes mais de 20 bailarinos no palco se mostravam sob o tango, em gestos diretos e disciplinados que a dança exige. Até o “rebolution” e o “melody” foram apresentados artisticamente. A escola que ganhou prêmios nacionais de dança moderna.

ZUNIDOR

“Mantenho seis servidores honestos (me ensinaram tudo o que sei); seus nomes são que, por que, quando, como, onde e quem”(Rudyard Kipling).

O Projeto SESC Amazônia das Artes apresenta nesta segunda, 10, Adamor do bandolim e Grupo Gente do Choro, às 20h00 no SESC Centro.

A UNIMED parece que se tornou o antigo INPS da classe média em Macapá.

A UNIFAP poderá abrigar futuramente uma TV Digital.

De 12 a 14 de maio a Faculdade madre Tereza realiza a Semana de Enfermagem. Inscrições: www.madretereza.edu.br 

A coluna registra com pesar o falecimento da emérita professora Cacilda Duarte, na terça-feira passada, depois de lutar em vão contra uma dengue hemorrágica. A professora lecionou na Escola São Benedito, do Laguinho, e deixou órfãos Jonas (ex-jogador e treinador de futebol), Job (professor) e Gorete (administradora).

Inderê! Volto zunindo na sexta.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

HUMBERTO MOREIRA EM “CERTAS CANÇÕES”

Publicado no jornal “A Gazeta”, de 05/05/2010

convite HUMBERTO_menor A aproximação do show do Humberto Moreira no dia 07 de maio, no bar teatro Carinhoso, me fez lembrar o tempo em que eu ia assisti-lo nos clubes da cidade quando ele cantava em “Os Cometas”, um timaço de músicos que se reunia para mostrar que em Macapá nós tínhamos excelentes instrumentistas e cantores. Por isso virei seu fã e, depois, seu compadre.

Não tenho a menor dúvida que o Humberto Moreira cresceu num ambiente musical doméstico, mas determinante para que se tornasse o intérprete que é hoje. Afinal, ao completar 60 anos, e com pelo menos 50 cantando, a voz madura não mudou muito desde que desfilava um repertório musical respeitado do melhor cancioneiro da MPB pelos conjuntos musicais pelos quais passou.

Certamente é imensurável o número de canções que interpretou, bem como o número de vezes que as repetiu ao longo do tempo. Foram canções de moda, canções de sucesso, canções de amor, canções azuis de fogo, sopradas pelas poderosas cordas vocais de um cantor que aperfeiçoou a voz na diversidade musical do nosso país.

Agora ele vem com o “Certas Canções”, um show de cantoria com as canções certas, escolhidas a dedo para um público exigente que adora estar com ele e acompanhá-lo. Seus fãs o tornam o próprio público, da mesma forma que uma torcida delirante se transforma nos jogadores numa partida de futebol. Sim, todos juntos em uma simbiose cantante. Um spectaculum, palavra latina que definia no teatro, a peça e a platéia indivisíveis.

“Certas Canções” é espetáculo comemorativo, quem sabe celebração andante de um processo interpretativo bem próprio de um Humberto Moreira hoje mais despojado na escolha do repertório. Ora, o show de HM tem a assinatura da direção musical excepcional dos músicos e regentes Manoel Cordeiro e Finéias.

A idéia do show ”Certas Canções” é um tiro certeiro e mortal na linha da música sem propósito. É uma passagem para o deleite da música de qualidade que, convenhamos, precisamos ter cada vez mais presente em nossa cidade. Certas canções são às vezes como certas coisas: precisamos estar lá, juntos, para ver, para ouvir e para tirar a prova dos nove. Temos que acreditar que podemos fazer tão bem ou bem melhor que as superproduções realizadas nas grandes capitais brasileiras. O talento do HM é um exemplo do que podemos apresentar.

Não quero com essas afirmações degradar ou pilheriar as músicas produzidas na região, pois não tenho preconceito musical na alma, mas sei dizer o que me incomoda os ouvidos e, sobretudo, o que quero ouvir. Sou compositor de músicas regionais, tenho o maior orgulho disso, mas adoro ouvir a MPB, que com certeza me influenciou desde o início da minha vida musical.

Como conheço o Humberto desde que ele cantava nos “Cometas” (Ele é de uma geração um pouco mais velha do que a minha. Começou cantando em programas radiofônicos e nos primeiros festivais de música popular, mas não o vi cantando no “Os Joviais”), quero vê-lo novamente em um show onde creio que seus 60 anos são apenas uma forma de dizer que o tempo passa. A voz fica na lembrança e isso é o que importa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 30/04

TURNÊ  

patricia enrico
joaozinhogomes Foto1: Patricia Bastos
Foto2: Enrico di Micelli
Foto 3: Joãozinho Gomes

Acervo: Fernando Canto

Joãozinho Gomes, Enrico di Miccelli e Patrícia Bastos estartaram sua turnê por seis capitais brasileiras com o show “Timbres e Temperos”, O show faz parte do projeto SESC Amazônia das Artes, que faz intercâmbio cultural com os estados da região, levando dança, música teatro e artes plásticas para as cidades contempladas.

Iniciaram em São Luís na segunda-feira passada e vão se apresentar em Belém, Manaus, Teresina e Palmas, encerrando em setembro na cidade de Rio Branco. É a nossa música de qualidade atravessando fronteiras.

REDE IBEROAMERICANA

A UNIFAP está participando do Edital Cyted (www.cyted.org), um projeto internacional que surgiu com o objetivo de formar uma rede iberoamericana para envolver universidades de seis países e mais a França.

Será coordenado no Amapá pelo professor doutor Jadson Porto, que informou a coluna sobre a entrada da nossa Universidade nesse importante intercâmbio acadêmico.

REDE IBEROAMERICANA 2

Participam as universidades de Açores, Coimbra (Portugal), Laguna (ilhas Canárias –Espanha), PUC-Chile, Universidade Del Litoral (Argentina), De Los Andes (Venezuela), UFPA, FURB e UNIFAP (Brasil) e a instituição regional francesa ARS, que objetiva analisar a fronteira da Amazônia Setentrional.

Será escolhido inicialmente um professor de cada instituição para fazer um circuito de seminários, palestras e aulas nas universidades selecionadas, e a cada ano haverá um seminário internacional da rede em uma delas. Os professores da UNIFAP serão o vice-reitor José Alberto Tostes e posteriormente a pró-reitora de graduação, Eliane Superti.

PASSEIO SOB A LUA CHEIA

A empresa DMS Serrão Empreendimentos vem desenvolvendo um interessante trabalho nos municípios de Macapá, Mazagão e Santana na área do turismo ecológico, de aventura, cultural e de lazer.

Serrão já tem agendada uma vasta programação de passeios de barco para a orla de Macapá, rio Mutuacá, Mazagão Velho e orla de Macapá até o rio Matapi, e Santana, levando sempre pessoas interessadas em conhecer as belezas do rio Amazonas, do amanhecer ao pôr-do-sol e, nas belas noites de lua. Hoje tem final de tarde na orla e lual nas ilhas próximas, com saída às 18 e às 21h00. A programação para o dia do trabalhador já está pronta. Ligue: 91383620.

COLÓQUIO DE GEOCRÍTICA

A professora Eliana Paixão, mestra em Desenvolvimento Regional e doutoranda em Educação pela UFU, vai participar do “11º Colóquio Internacional de Geocrítica”, na Faculdade de Filosofia e Letras de Buenos Aires.

O evento ocorrerá de 02 a 07 de maio e ela defenderá o trabalho científico denominado “Laranjal do Jari: conflitos na gestão urbana de uma pequena cidade amazônica e as perspectivas a partir do Plano Diretor Participativo”.

ESCRITOR AMAPAENSE NA BIENAL

Foi um sucesso a participação do escritor amapaense Amiraldo Pereira na IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, no Centro de Convenções Edson Queiroz, entre 9 a 18 deste mês.

Além de realizar uma noite de autógrafos do seu festejado livro de memórias ”Macapá – A Margem Esquerda do Rio Amazonas”, o escritor ainda foi o palestrante da Bienal. Parabéns ao Amiraldo.

CONGELAMENTO DE SALÁRIOS

Acontece hoje às 16h00 no auditório da reitoria - campus Marco Zero, o Encontro Regional “Congelamento de Salários: precarização no trabalho docente e destruição da Universidade Pública”.

A iniciativa é da ANDES Regional II e o Sindufap, e tem como palestrante o professor Luís Henrique Schuch, ex-presidente da ANDES-SN.

SARAU TUCUJU

A Confraria Tucuju informa que hoje tem Sarau do Ponto de Cultura Largo dos Inocentes. Será no SESC Centro.

O evento acontece a partir das 20h00 com uma programação diversificada que envolve os shows musicais de Aline Ataíde e banda Afrobrasil, exposição de pinturas, homenagem póstuma ao poeta Arthur Nery Marinho e o esperado lançamento do livro da excelente escritora Lulih Rojanski. Hora de prestigiar o que é nosso.

ZUNIDOR

Kalumbu do Patauazinho foi reconhecida como comunidade remanescente de quilombos pelo GEA e Fundação Palmares.

O radialista, cantor e missionário Rudney Rocha vai gravar um CD gospel apadrinhado por Janete Silva, sua maior incentivadora.

Termina hoje o IV Congresso Seama da Comunicação.

O filósofo Kierkegaard disse que “a vida é vivida para a frente, mas é compreendida por trás”.

O poeta Obdias Alves de Araújo foi atropelado por uma motocicleta dirigida por um bêbado e ainda não se recuperou do acidente. Votos de melhoras para esse morador do Coração.

Muito legal a apresentação do simpático cantor/compositor rondoniense Zezinho Maranhão com o meu parceiro Zé Miguel, no projeto Botequim do SESC, na terça passada.

Professor Tostes foi assaltado no metrô de Lisboa. Uns bandidos com características eslavas lhe levaram 900 euros. É mole?

Inderê! Volto zunindo na sexta.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

BALÉ DE LUZ, na CHOPERIA DA LAGOA

Você já pode confirmar a sua presença no Show BALÉ DE LUZ, de Juliele.

Mesa c/4 lugares: 80,00
Camarote c/6 lugares: 120,00
Camarote c/10 lugares: 200,00

Locais de Venda: 
Sorveteria Jesus de Nazaré
Sonia Canto Produções: Av. Fab, 1070 sala 206 - Fone: 3225-6733 / 8111-0695
Doctor Feet: SHOPING MACAPÁ - Loja 110 - 1º Piso - Fone 3223-8872

NOVAS (E VELHAS) EXPRESSÕES DO POVO LAGUINHENSE

O cara é muito “espora”.

Cavalo “espordejado” (não é manso, está “assustoso”, segundo os “paientes” do Curiaú).

Dei-lhe uma “beiçada” na cerveja!

Uma “lamparinada”!

Esse cara só conta “galão”.

Essa aí tá “entubada”.

Papai do Céu é meu chapa.

Meu bem vem pra casa pra gente “bater um caroço”.

Vou te ganhar sem precisar de “brebe”.

Lavou, tá novo.

LÓGICA PLANCANTÂNICA

plan2 O seu Valdevino, conhecido como Plancantã, lá do Laguinho é campeão em fazer das suas.

Certa vez uma senhora lhe pediu uma cerveja sem descer do carro, perguntando a ele quanto era . Ele disse que custava R$ 1,50. Ela pediu para ele levar a latinha até o carro. E para sua surpresa ele cobrou R$ 2,00 reais. Mas não era R$ 1,50? Perguntou a madame. No balcão, respondeu nosso herói, fora dele é R$ 2,00.

Outra vez o Irani, amigo dele há anos “ralhou” com ele porque continuava a fumar. E lhe disse dos males do vício e que ele poderia acabar morrendo por causa do cigarro. Ai ele disse: - Olha seu fdp, eu fumo desde os 13 anos, vou fazer 79 e eu “nunca morri”. Porque que tu insiste em querer que eu pare de fumar? (Lógica plancantânica = do Plancantã = Pai do Valdir do Calçadão)

terça-feira, 27 de abril de 2010

UM ÍCONE DE MAZAGÃO VELHO SE FOI

Por Gabriel Penha, jornalista.

A comunidade de Mazagão Velho começou a semana de luto. Aos noventa anos de idade completados no último dia 19 de janeiro, seu Washington Elias dos Santos faleceu por volta de 7h30min de segunda-feira, 26. Seu Vavá Santos, como era carinhosamente chamado.

Seu Elias era um apaixonado por Mazagão Velho. Pelo seu povo, pela sua cultura, em especial pela Festa de São Tiago. Aliás, a maior encenação religiosa e cultural da comunidade, que acontece no mês de julho, tem grande dívida com seu Vavá. Fazia questão, a cada ano, de pegar o microfone e comentar detalhes da encenação (personagens, enredo), durante os dois dias de seu ápice: 24 e 25 de julho. Só se afastou há três anos, para lutar contra um câncer de estômago, que acabou tirando-lhe a vida.

Mesmo na doença, não se deixou abater. Nunca se via o seu Vavá (sentado em sua indefectível cadeira no corredor de sua residência na vila mazaganense) exibir semblante triste. Ao contrário, estava sempre com um sorriso radiante no rosto e um bom humor contagiante. E não se fazia de rogado para contar suas belas histórias. Histórias de um mazaganense que combateu na Segunda Guerra Mundial. Sim, o nosso pracinha! Que honrou suas origens no front. Histórias de quem conhecia como poucos os adendos das festas religiosas de nossa terrinha. Histórias compartilhadas com estudantes, professores e acadêmicos ávidos para a construção de monografias.

vava_gabriel A última entrevista que fiz com seu Vavá foi em 2008, para matéria sobre a festa daquele ano. Na verdade, com seu Washington nunca era uma entrevista, mas sim um gostoso bate-papo. Tanto que o tempo parecia voar! E era assim com todos os que iam procurá-lo para um dedo de prosa. Era impossível não ficar curioso para saber o final dos “causos” que ele contava. Mas a voz que alegrava as narrações de nossa festa e nos contava boas história agora calou-se para sempre...

A despedida de seu Washington não poderia ser diferente: a imagem de São Tiago que percorre a vila durante a procissão de 25 de julho, as caixas de vominê e os foliões de Nossa Senhora da Piedade vieram da terra da fé e da cultura, para render a última e merecida homenagem de seus filhos para um de seus baluartes.

Resta agora às autoridades, à comunidade da vila e a todos os amapaenses reconhecerem a grandiosidade desse homem impoluto, que tanto contribuiu para o engrandecimento da cultura de Mazagão Velho. Descanse em paz, amigo Vavá Santos!

LISTA DE DOIS

unifap O Conselho Universitário da UNIFAP votou por unanimidade, nesta segunda-feira, 26, o nome do professor Tavares para reitor, após consulta prévia realizada pela comunidade universitária no último dia 14.

Agora será encaminhada a lista (lista?) com o nome dele e do professor Adalberto para a escolha do presidente Lula.

Em tempo: como só duas chapas concorreram, obviamente não haverá a famosa “lista tríplice” para ser encaminhada.

NOVA TORCEDORA

ori Quem pediu para ir “no Laguinho” neste domingo foi minha neta Ana Clara, de dois aninhos. Eu, ela e a avó fomos passear na sede do clube mais querido, o São José, que realizava parte da Festa do Tambor.

Caicai, ficou muito feliz com o passeio e ainda assistiu a um torneio de futsal.

Fomos lá com a permissão do pai Targino, que é Ypiranga e ex-morador do bairro do Trem.

PAGODE NO LAGUINHO

pagode1

pagode2 Uma galera de pagodeiros esteve reunida no domingo na casa da Valda (Também da Raimundinha, do Sené, do Beím, do Chico...), em frente à sede dos Boêmios. Fazem isso de 15 em 15 dias.

Muita gente boa se apresentou relaxada e despojada de pavulagem. Estiveram presentes os sambistas Carlos Piru, Jorginho do Cavaco, Meio-Dia da Imperatriz, Lincolin Américo, Igor, Noel, Amaralzinho e mais uma turma de jovens talentosos instrumentistas.

BOTAFOGUENSES EM CARREATA

botafogo

Delegado Claudionor

botafogo2

Francisco Lino

Uma enorme concentração de botafoguenses foi vista domingo pelas ruas do comércio e pela orla de Macapá. Eram 13 carros em um cortejo puxado pelo conhecido delegado Claudionor, que agitava uma bandeira do clube campeão carioca deste ano.

Nossos sinceros parabéns a ele e aos amigos Humberto, Evandro, Lino, Renivaldo, João Henrique, Maraca, ao meu irmão Juvenal, pois são tantos os torcedores que às vezes a gente até esquece.