sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no Jornal “A Gazeta” de sexta-feira 12/02/10

NEGA BILUCA

nega_biluca Figura conhecida do bairro do Laguinho, principalmente do marabaixo e do samba, Antonia Márcia, a “Nega”, agora se especializa em vender comida nos ensaios da Universidade de Samba.

Seus quitutes são super-procurados pelos sambistas, principalmente no final dos ensaios, quando já estão “brocados”, e cansados. “Nega Biluca” já preparou a fantasia e vai desfilar nos Boêmios, onde seu irmão Macunaíma é o principal intérprete.

CALOUROS

A Universidade Federal do Amapá realizou a Semana do Calouro 2010 com o objetivo de mostrar aos novos alunos a estrutura física, pedagógica e acadêmica da instituição, informando, de início, que o conhecimento é dinâmico e que não há mais espaço para a passividade.

Com direito a palestras, apresentação de curtas-metragens pelo pessoal do “Univercinema” e a aula magna proferida pelo reitor, os calouros foram incentivados a serem construtores e transformadores de sua aprendizagem, para criarem e recriarem o conhecimento, juntamente com seus professores, para que possam resolver os problemas atuais do planeta.

ECONOMIA DO CARNAVAL

É incrível como o carnaval afeta a vida de todo mundo. Em todos os lugares há festa, compra de fantasias, adereços e penduricalhos que servirão para dar aquela diferença individual nos desfiles de blocos, escolas ou nos blocos de “sujos”, mesmo.

Ninguém pára. Brincantes tiram sarro pelo rádio, fazem promessas para todos os santos, deixam trabalhos em encruzilhadas... É a economia do carnaval num processo dinâmico e envolvente, de uma energia cada vez mais renovada.

CIDADÃO MACAPAENSE

alacid_canto Muito bonita festa de entrega de títulos honoríficos que a Câmara de Vereadores preparou no dia do aniversário da cidade. Mais de duzentos cidadãos e cidadãs foram homenageados pela edilidade em função do destaque que tiveram nos seus diversos ramos de atividades.

Na ocasião representei o meu ilustre primo Alacid Canto a quem foi outorgado, pelo vereador Charly Jones, o título de Cidadão de Macapá, dado os relevantes serviços prestados a sociedade macapaense. Alacid não pôde comparecer porque teve que viajar na véspera, em razão de assuntos particulares.

COLAÇÃO DE GRAU

isadora_eduardo A coluna parabeniza as psicólogas Cristina Homobono Ayres da Silva e Carla Isadora Barbosa Canto que colaram grau em bonita festa de formatura no Teatro das Bacabeiras, dia 09. As duas fazem parte da primeira turma de psicólogos do Estado de Amapá, curso do IMMES.

cristina_pedro O curso de Psicologia era o sonho de muitos jovens da década de 70. Na realidade era uma profissão de elite que “fazia a cabeça” de uma juventude quase sem destino e imersa na escuridão, causada pelos tempos sombrios da ditadura militar que assolava o Brasil.

(Foto1: Carla Isadora e seu pai Eduardo Canto. Foto 2: Cristina Homobono e seu esposo Pedro Ayres.

MINHOCAS

batam_alvaro O Bloco “Os Minhocas”, organizado pela Associação dos Músicos e Compositores do Amapá – AMCAP - realizou sua festa na quarta-feira no Bar do Abreu, com a participação de dezenas de filiados, e sob o comando do cantor Batam e do guitarrista Álvaro Gomes, músicos experimentados em bailes de carnaval.

Muitos dos diretores da entidade são puxadores de samba da Maracatu da Favela, escola traz um belo samba-enredo cantado na hora por Cléverson Baía e Aldo. Logo em seguida, numa saudável disputa, Jorginho do Cavaco e Lino interpretaram o “Índio que te quero lindo” dos Boêmios do Laguinho, o samba campeão do concurso da Liga das escolas de samba.

AURELIANO NECK

neck Organizado pela Liga dos Blocos do Amapá, sob a coordenação do magrinho presidente Pereirinha, foi realizado com grande sucesso de público, o festival de músicas-temas dos blocos da capital, em frente ao Bar do Abreu.

Merece destaque a participação de Aureliano Neck, compositor do “Pica-Pau Boleiro”, bloco campeão do festival. Neck, que faz parte da corte do carnaval como “Cidadão Samba”, aparece como compositor de qualidade. No festival Neck cantou junto com o Humberto Moreira.

ZUNIDOR

ju_feet (6) Foi ontem a inauguração da loja Doctor Feet, nova franquia em Macapá da conceituada loja paulista. Quem assina a direção é a advogada e cantora Juliele Marques. O Shopping Macapá ficou pequeno para receber os convidados.

O Mestre-Sala Chocolate, dos Boêmios do Laguinho vive grande expectativa diante do desfile das escolas de samba. Segundo Cláudio Rogério, diretor da escola, o moleque vai fazer bonito na avenida.

dep_joelbanha Deputado Joel Banha passa 24 horas por dia pensando em política. Diz que qualquer mexida no tabuleiro só pode ser dada depois que o governador Waldez Góes decidir se fica no governo ou se sai para concorrer ao Senado da República.

O cantor Batam, continua ótimo. O cara é eclético mesmo.

Nossas condolências ao amigo Bonfim Salgado pelo falecimento de sua mãe, dona Antônia.

castroalves-150x150 Mais um projeto político para tentar acabar com a memória amapaense tramita na Assembleia Legislativa: a tradicional escola estadual Castro Alves é objeto de mudança de nome. A deputada Francisca Favacho, autora do projeto, quer trocar o nome para Maria Ivone, inclusive justificando que o poeta Castro Alves nada teve a ver com a história do Amapá, segundo ouvi no rádio. Ora deixem o Castro Alves em paz. É hora da estudantada se reunir e protestar contra mais uma “desapamalidade”, a exemplo dos estudantes do Colégio Amapaense que fizeram um barulhão quando um deputado ousou fazer a mesma coisa.

Vamos brincar um carnaval sem excessos.

boemios_ Que vença a melhor escola de samba, aliás, que a Universidade de Samba Boêmios do Laguinho seja a campeã.

Vem aí os “Adoradores do Sol”. Inderê! Voto zunindo na sexta.

É BIG! É BIG!

fernando_enrico Confetes, serpentinas e muito samba para homenagear o cantor e compositor Enrico di Micelli, que aniversaria hoje.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

É BIG! É BIG!

cristina_homobono Na oportunidade parabenizo também a querida amiga e eterna radialista Cristina Homobono que cola grau hoje no IMMES, como psicíloga. Sucesso Cristina desejamos eu e Sônia.

É BIG! É BIG!

carla_isadora Para a competente professora de ingles Carla Isadora Canto, minha sobrinha, que hoje recebe a outorga de psicóloga pelo IMMES. Parabéns, Dorinha. Cuide de seus tios e do seu pai Eduardo. (É ótimo uma psicóloga na família Canto)

É BIG! É BIG!

karine Hoje, 09/02/10, merece um É BIG!, minha sobrinha e afilhada Karine Canto, mãe do Gabriel.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

É BIG! É BIG!

EXIF_IMG Oriana e Ana Clara.

familia oriana Oriana, Clarice e Targino.

Minha querida filha Oriana, professora de literatura da Escola Estadual Carmelita do Carmo, fez aniversário no dia 07/02/10. Esposa de Targino, mãe de Ana Clara e Clarice. Muitos beijos de toda a família. Você merece.

VESTIBULAR, BICHO-DE-SETE-CABEÇAS

Publicado no jornal “A Gazeta” de domingo, 07.02.2010

lapis A polêmica causada com a história do garoto de oito anos que se inscreveu e passou no processo seletivo de uma universidade em Cuiabá, trouxe-me à tona algumas lembranças dessa figura monstruosa que era, para alguns, o vestibular.

Antes de entrar na questão, lembro o quanto era terrível se preparar para o exame de admissão ao ginásio. Só mesmo um bom curso primário como o do Barão do Rio Branco e alguns outros permitia que fôssemos admitidos no Ginásio de Macapá, por exemplo. Depois não era fácil cursar o colegial. Aqueles que pretendiam e podiam continuar os estudos em uma faculdade tinham por código honrar o nome do colégio, ou seja, passar no vestibular. Quem passava tinha a cabeça raspada e usava uma boina de acordo com a cor do curso. Acadêmicos de Direito usavam boinas vermelhas, de Medicina, verdes, etc. Aquilo causava admiração e estimulava a garotada, pois quem era selecionado seria “doutor”. Um sonho para poucos, nas décadas de 60 a 80.

Muitos estudantes, empenhados em ter a profissão de seus sonhos, só conseguiam passar no vestibular após inúmeras tentativas. As faculdades mais próximas ficavam em Belém, onde as provas eram realizadas. Ali muita gente perdeu os exames por causa de bebedeira. Outros não passavam, mas ficavam por lá enganando a família. Teve um rapaz que comemorou sua passagem e depois constatou que quem passara fora um homônimo seu. Há o caso de um conhecido engenheiro da Prefeitura em que a mãe fez uma promessa para ele passar no vestibular e cevou um porco para ser comido quando isso ocorresse. Cinco anos depois o nome do filho saiu na lista. De tanto esperar, e não acreditar que ele passaria, ao ouvir o nome confirmado no rádio, o porco morreu de ataque cardíaco.

Quem fazia o vestibular ou vinha esperar o resultado aqui ou em Belém, para depois se dar ao luxo de viajar 36 horas no “Liduína”, no “Príncipe do Mar”, ou nas embarcações do Governo do Território, e vir para Macapá receber os cumprimentos e a festa a que tinha direito.

No Brasil o vestibular ainda é obrigatório. Embora hoje seja mais fácil ser selecionado nas faculdades particulares, ainda é um bicho-de-sete-cabeças para a entrada nas universidades públicas. Mas esse monstro tem sua origem na palavra “vestíbulo”, (não confundir com vestiário), do latim “vestibulo”, que significa espaço entre a rua e a entrada; porta principal e; átrio (na Arquitetura), entre outros significados. É um exame de admissão do segundo grau a um curso superior. Enquanto prática educacional e social é um rito de passagem, da mesma forma que um casamento ou o fazer religioso de certos povos quando da puberdade ao mundo adulto; a compra de um carro, uma colação de grau. É uma liturgia, um cerimonial de caráter simbólico que segue preceitos estabelecidos.

Muitos são os fatores que envolvem o vestibular. Ao seu lado existe uma espécie de indústria, com profissionais que chegam a decidir até a escolha dos cursos dos estudantes. Apesar da vigilância, fraudes ainda ocorrem porque os fraudadores mudaram a forma de colar. As questões são objetivas e as provas de redação mais exigentes. Mudaram-se as formas de estudar: tudo é direcionado ao objetivo final que é obter uma vaga na universidade pública e gratuita.

fuvest2008-fase1_f_016 Entretanto muitos dos que se empenharam para realizar essa façanha se decepcionam quando passam para o outro lado do “vestíbulo”. Frustram-se quando se deparam com as carências da universidade pública, das condições de estudos, da arrogância de certos professores e das greves. Felizmente, esse outro lado ainda é a caixa de ressonância da crítica e o local do pensamento, do debate e das transformações que a sociedade exige nos dias de hoje. Melhor seria, porém, se o ensino fundamental melhorasse para que esse monstro fosse extinto.

COLUNA CANTO DA AMAZÔNIA

Publicada no jornal “A Gazeta” de sexta-feira, 05.02.2010

INSCRIÇÕES PARA AUXÍLIO-ESTUDANTE

O Programa de Assistência ao Estudante, o Pró-Estudante, lançado em edital pela PROEAC/UNIFAP acaba as inscrições no dia 27 de fevereiro. O programa consiste em um conjunto de ações que visa dar suporte à permanência de acadêmicos em situação de hipossuficiência financeira na UNIFAP. É dirigido àqueles matriculados regularmente, para que possam garantir essa permanência e conclusão do curso.

As ações de auxílio são para alimentação, cinegrafia, fotocópia, inclusão digital, LaTeX, monografia, natação e transporte (urbano e interurbano). O programa é do Governo Federal. Interessados devem procurar a PROEAC no campus Marco Zero do Equador.

HISTÓRIA CURTA E TRISTE

indio_ubiratan Calcula-se que no começo do século XVI havia em torno de 6 milhões de índios no Brasil. Era uma espécie de Babel tropical. Mais de mil grupos disputavam território e falavam 1.200 línguas, tinham costumes diferentes e não se reconheciam no outro, enfrentando-se em guerras sangrentas. “Não praticavam o canibalismo como forma desumana de alimentação”, já dizia Florestan Fernandes. Os tupinambá diziam que somente deviam ser comidos os guerreiros aprisionados em combate e que, na hora da morte, não se acovardassem. Mas os brancos chegaram e souberam explorar as antigas guerras intertribais, utilizando a política de “dividir para poder dominar”.

Em pouco mais de meio milenio a população indígena do Brasil caiu de 6 milhões para cerca de 450 mil indivíduos. As 1.400 tribos agora são 225 comunidades, segundo a FUNAI. A Babel com mais de mil línguas e 40 agrupamentos linguísticos fala hoje apenas 180 idiomas (extraído de diversas fontes). (Tela do artista plástico Ubiratan Homobono)

HISTÓRIA LONGA E BELA

boemios_enredo Em que pese a tragédia do genocídio, ficou a cultura mística e a sabedoria natural do índio, que se incorporou à Nação Brasileira. A beleza do tema a Universidade de Samba Boêmios do Laguinho vai contar no sambódromo no último dia do desfile, quase de manhã, quando o sol estiver surgindo para iluminar a linha equatorial, derramando sobre os brincantes a energia que gera vitória. A vitória que gera a satisfação do trabalho e do empenho de todos os boemistas neste carnaval. O Laguinho vem bonito para homenagear nossos ancestrais. Quem não tiver DNA indígena que jogue a primeira flecha, que dê a primeira bordunada.

SLOGAN DE CAMPANHA

Numa das eleições para vereador, na década de setenta, um grupo de amigos constituído por João Tavares, Galileu, Pedro Silveira, Ilo Moraes, Fenelon Gonçalves e Bill Pickerell, resolveu eleger um membro do seu próprio grupo. O escolhido foi o jornalista Euclides Moraes, em cujas veias já corria o sangue de político, afinal era (é) filho do ex-prefeito de Macapá Claudomiro de Moraes, hoje nome de uma importante via do bairro Buritizal.

Para tanto o slogan escolhido por eles foi “Euclides Campos de Moraes: é mole ou quer mais?” O candidato ganhou fácil. Mas, segundo o Tatá, abandonou os amigos. Quatro anos depois foi a eles pedir apoio na reeleição. Claro que a turma negou. Mas não perdeu a criatividade e escolheu o slogan: “Euclides Campos de Morais: esse nunca mais”. Nunca mais mesmo.

ANIVERSÁRIO DA CIDADE

Pouca gente sabe, mas a primeira vez que se comemorou o aniversário De Macapá foi em 1982, com uma solenidade na Praça da Bandeira, promovida pela SEPLAN/DETUR e PMM. Na época o governador era Annibal Barcellos (carioca), o prefeito era Murilo Pinheiro (maranhense) e o secretário de Planejamento e Coordenação Geral e o diretor do DETUR eram respectivamente Antero Duarte Dias Pires Lopes (paraense) e Flávio Zírpolli (pernambucano).

O evento, simples, foi transmitido pela Rádio Difusora e houve uma palestra proferida pelo ilustre e saudoso historiador, professor Estácio Vidal. Nela, Estácio contava a saga dos colonizadores e as origens do nosso povo. Ele mesmo, que tinha o sobrenome Picanço era descendente de valorosos imigrantes açorianos, que vieram para Macapá em 1750, colonizar a então vila, por ordem de Marquês de Pombal. Muita gente bebeu nas fontes históricas de Estácio, sem sequer citar-lhe o nome.

ANIVERSÁRIO DA CIDADE 2

Em 1983 a SEPLAN imprimiu e distribuiu um cartaz Intitulado “Adelantado de Nueva Andaluzia”, confeccionado pela produtora do publicitário Walter Júnior, com texto histórico/poético de minha autoria, ilustrado com várias fotografias antigas. O texto era narrado por um personagem visionário, que contava a história do Amapá para outro amapaense, antevendo, claro, o desenvolvimento de nossa terra. A frase/título do texto era o primeiro nome dado ao Amapá que se tem notícia. Um presente dado pelo rei da Espanha, Carlos V, a Orellana, em 1544.

O navegador espanhol, que já viajara por aqui, e que deu ao Mar Dulce o nome de “Rio das Amazonas” nem chegou a tomar posse desta vastidão amazônica: sucumbiu diante da força da pororoca com seus três navios.

ZUNIDOR

Amanhã tem festival de música-tema dos blocos ligados a LIBA.

Vai ser no tradicional Bar do Abreu. Pereirinha, que deixa a presidência da entidade este ano, está serelepe.

Agostinho Lopes se recupera depois de acidente automobilístico.

Delegado Claudionor, da Maracatu, quebrou a perna numa queda. Só vai sair na segunda-feira, no bloco Pererê. Epa!

Depois do carnaval a UNIFAP inaugura o prédio da Rádio, TV e Editora Universitária. Está havendo muita demanda interna e externa por programas. Um conselho deverá escolher as propostas e filtrar o que interessa à programação educativa e cultural.

osmar francisco lino

Osmar júnior e Francisco Lino se preparam para realizar show musical “Encontro dos Menestreis”, no Bar do Abreu e na Casa do Chorinho do Ceará da Cuíca, em março.

Esteve em Macapá e até participou do show de solidariedade ao Haiti, o poeta amapaense José Edson dos Santos.

Boêmios lavou a burra no concurso de “melhor samba-enredo”. Fez carreata pela cidade no domingo.

Vem aí o “Adoradores do Sol”. Inderê! Volto zunindo na sexta.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

OLHOS DA SAUDADE DE JOSYANNE

Estava guardando poema de Josyanne para esta época, a do aniversário de Macapá. Não é pra qualquer um (a) a mesma saudade. Cada qual sabe de si no seu nicho de memória. Parabéns Josyanne, pelo belo poema. Para quem não sabe a autora do poema é macapaense, filha do inesquecível jornalista Haroldo Franco, proprietário do “Jornal do Povo” e mora em São Paulo. O poema é uma música. Leia e escute-se amapaense neste 04 de fevereiro. Valeu Josyanne.
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 OLHOS DE RIO

            Josyanne Rita e Arruda Franco

Nasci nos braços do rio,
no reino dos igarapés...
Na terra dos ribeirinhos,
tendo no céu sol a pino
e o Marco Zero aos meus pés.

Escondo a mata nos cabelos
e o calor nos meus humores.
Meu beijo tem o gosto brejeiro
do fruto do açaizeiro,
perfumado de sabores.

Mergulho entre as aningas,
fico a observar as garças,
botos, guarás e pipiras...
a boiúna que vigia
o doce fluxo das águas.

Sou de um lugar sem igual,
de um mundo quase absurdo
recortado de igapós,
por onde caminham búfalos
vencendo alagados lençóis!

Sou amiga da Mãe d’Água...
Muiraquitã me encanta.
Na verde e fechada mata,
sou a visagem assombrada
com a beleza dessas bandas.

Sou do norte do Brasil!
De um solo rico em minério
que ainda mantém o mistério
nas lendas, mitos e manhas
contados a céu aberto.

De lá eu nunca saí...
Aqui não me sinto só.
Pois quando quero, estou perto:
tenho o coração coberto
de sumaumeira e cipó!

FORTALEZA AO LONGE

fortaleza_longe Nuvens e papagaios sobre a maré seca. Ao longe as árvores que sobraram nas transformações. Outras transformações vieram. Mas Macapá continua bela.

A BANDA

banda3_1998

O casamento da boneca Chicona, na esquina da Avenida Feliciano Coelho com a Rua Jovino Dinoá.banda1_1998Testemunhas do casamento da boneca Chicona: Savino, Alice Gorda e Professor Munhoz.

Bati estas fotos do Bloco “A Banda”, no carnaval de 1998.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PREFEITOS DE MACAPÁ - AP

 

A Prefeitura Municipal de Macapá inaugurou hoje uma galeria com retratos de ex-prefeitos do município, pintados por R. Peixe e Estevão da Silva, restaurados pela artista plástica Irê Peixe.

Brasil Colônia (1750-1822)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Manoel Pereira de Abreu

Junho de 1750

Agosto de 1751

João Batista do Livramento

Agosto de 1751

Abril de 1753

Francisco Cordeiro Manso

Abril de 1753

Janeiro de 1754

Nuno da Cunha Ataíde Verona

Janeiro de 1754

Agosto de 1763

Teodósio Constantino de Chermont

Agosto de 1763

Fevereiro de1769

Marcos José Monteiro de Carvalho

Fevereiro de 1769

Julho de 1772

Manuel da Gama Lobo d’Almeida

Julho de 1772

Janeiro de 1789

Manuel Gonçalves Minerva

Janeiro de 1789

30 de Setembro de 1799

Pedro Alexandrino de Souza

1 de outubro de 1799

Agosto de 1819

Inácio Antônio da Silva (1819-1821)

Agosto de 1819

Fevereiro de 1821

Antonio Ladislau Monteiro Brena

Fevereiro de 1821

Agosto de 1822

Brasil Império (1822-1889)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

João Henrique de Mattos

Agosto de 1823

Março de 1830

Francisco de Siqueira Monterrozzo

Março de 1830

Setembro de 1835

Joaquim José Romão de Almeida

Setembro de 1835

15 de novembro de 1889

Brasil República (1889-atualidade)

República Velha (1889-1930)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Joaquin José Romão de Almeida

15 de novembro de 1889

Julho de 1900

Pompeu Aureliano de Moura

Julho de 1900

Junho de 1901

Intendentes (de 1895 a 1929)

Início do mandato

Fim do mandato

Coriolano Jucá

Fevereiro de 1895

Novembro de 1896

Manuel Teodoro Mendes

Novembro de 1896

Janeiro de 1914

Leopoldo Machado

Janeiro de 1914

Abril de 1920

Alexandre Vaz Tavares

Abril de 1920

Setembro de 1921

Ernestino Borges

Setembro de 1921

Março de 1922

Jorge Hurley

Março de 1922

Agosto de 1926

Otávio Acioli Ramos

Agosto de 1926

Dezembro de 1931

Era Vargas (1930-1945)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Jacinto Boutinelli

Outubro de 1930

Maio de 1932

Eliezer Levy

Maio de 1932

Setembro de 1935

Francisco Ramos Soares

Setembro de 1935

31 de dezembro de 1936

Eliezer Levy

1 de Janeiro de 1937

31 de dezembro de 1937

Silvio Ferreira Sá

1 de Janeiro de 1938

Outubro de 1941

João Ferreira Sá

Outubro de 1941

31 de dezembro de 1941

Eliezer Levy

1 de janeiro de 1942

Julho de 1944

Odilardo Gonçalves da Silva

Julho de 1944

Maio de 1945

Jacy Barata Jucá

Maio de 1945

31 de dezembro de 1945

República Nova (1946-1964)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Jacy Barata Jucá

1 de janeiro de 1946

Fevereiro de 1947

José Serra e Silva

Fevereiro de 1947

Janeiro de 1950

Edílson Borges de Oliveira

Janeiro de 1950

Março de 1951

Claudomiro de Moraes

Março de 1951

Agosto de 1951

Heitor de Azevedo Picanço

Agosto de 1951

Novembro de 1952

Claudomiro de Moraes

Novembro de 1952

31 de dezembro de 1954

Cláudio Carvalho do Nascimento

1 de janeiro de 1955

Março de 1955

Edílson Borges de Oliveira

Março de 1955

31 de dezembro de 1956

Heitor de Azevedo Picanço

1 de janeiro de 1957

30 de março de 1961

Ronaldo Tavares Souto Maior

1 de abril de 1961

Setembro de 1961

Amaury Guimarães Farias

Setembro de 1961

Novembro de 1961

Otávio Gonçalves de Oliveira

Novembro de 1961

Dezembro de 1962

Jacy Barata Jucá

Dezembro de 1962

Janeiro de 1963

João Batista Travassos de Arruda

Janeiro de 1963

Março de 1963

Mário Luís Barata

Março de 1963

Abril de 1964

Anos de chumbo (1964-1985)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Edmundo Wanderley Chaves

Maio de 1964

Agosto de 1964

Renée de Azevedo Limmounche

Agosto de 1964

30 de abril de 1965

Aristeu Loureiro Accioli Ramos

1 de maio de 1965

Julho de 1965

Alfredo Oliveira

Julho de 1965

Dezembro de 1965

Douglas Lobato Lopes

Dezembro de 1965

Abril de 1967

Augusto Fernando Porto Carrero

Abril de 1967

30 de abril de 1968

Guilherme Paulo Hettenhauser

1 de maio de 1968

Junho de 1968

Raimundo Ubaldo Figueira

Junho de 1968

Maio de 1969

João de oliveira Cortes

Maio de 1969

31 de julho de 1972

Rubens Antonio Albuquerque

1 de agosto de 1972

31 de dezembro de 1972

Lourival Benvenuto da Silva

1 janeiro de 1973

31 de julho de 1974

Cleyton Figueiredo de Azevedo

1 de agosto de 1974

31 de outubro de 1978

Newton Douglas Barata dos Santos

1 de novembro de 1978

Dezembro de 1978

Domício Campos de Magalhães

Dezembro de 1978

Agosto de 1980

Murillo Agostinho Pinheiro

Agosto de 1980

Julho de 1985

Jonas Pinheiro Borges

Julho de 1985

31 de dezembro de 1985

Nova República (1989-atualidade)

Nome

Início do mandato

Fim do mandato

Raimundo de Azevedo Costa

1 de janeiro de 1986

31 de dezembro de 1988

João Alberto Rodrigues Capiberibe

1 de janeiro de 1989

31 de dezembro de 1992

Papaléo Paes

1 de janeiro de 1993

31 de dezembro de 1996

Annibal Barcellos

1 de janeiro de 1997

31 de dezembro de 2000

João Henrique Rodrigues Pimentel

1 de janeiro de 2001

31 de dezembro de 2004

João Henrique Rodrigues Pimentel

1 de janeiro de 2005

31 de dezembro de 2008

Roberto Góes

Janeiro de 2009

 

Colaboração Dr. Raimundo Lopes

Macapá Cheia de Prosa e Verso

Fernando Canto.

“Adelantado de Nueva Andaluzia.

Tu sabias, mano que esse foi o primeiro nome oficial às terras do nosso Amapá?

CarlosV01

 

Em 1544 o Rei da Espanha, Carlos V, concedeu a Francisco Orellana este lugar, mas o grande navegador não chegou a assumi-lo por ter naufragado quando para cá se dirigia.

Desde Pinzon que os espanhóis e os portugueses disputavam acirradamente nossas terras em virtude do Tratado das Tordesilhas.

Depois vieram os holandeses, os ingleses e os franceses.

Depois portugueses, índios e negros, nossos avós, garantiram nossos destinos conquistando definitivamente a foz do rio Amazonas rechaçando com atos de heroísmo os flibusteiros e marinheiros europeus.

E nós, como povo, temos nossa História. Brava História.

mendonça furtado

Por isso, compadre, que um dia, na antiga Província dos Tucujus, chegou o governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado para fundar neste local a então Vila de São José de Macapá.

Era o dia 4 de Fevereiro de 1758.

Daí em diante esta cidade cresceu e se fez bonita.

E em maio de 1944 Macapá foi transformada em capital do Território Federal do Amapá, criado um ano antes.

pioneiros

Foram chegando os pioneiros.

Cada qual com seu trabalho e sua coragem. Saga e valentia.

 

Só mesmo homens e mulheres dispostos a trabalhar poderiam modificar aquele quadro triste de doença, analfabetismo e miséria. Nossos pais e avós, todos juntos, reuniram suas forças para trabalhar por esta terra. O sentimento de amor e de progresso era superior ao esmorecimento e ao pessimismo.Tudo foi modificando-se.

primeiro_campo_de_pouso

Chegou o primeiro carro e o primeiro avião.

O primeiro campo de aviação foi construído e foi para o ar o primeiro programa na velha e querida Rádio Difusora de Macapá, uma das pioneiras do Brasil.

Instalou-se a primeira usina de luz, o primeiro hospital.

Égua! O Caixa de Cebola foi o nosso primeiro ônibus. Depois veio o Gavião Malvado... Tudo tinha nome ou apelido.

Havia a “Turma do Buraco” que arborizava Macapá...

Em Macapá faziam sátira com a música “Cidade Maravilhosa” e cantavam assim: “Cidade Maravilhosa/ Cheia de catabil...”

Pois sim, essas pessoas que a cantavam, assim o faziam porque não tinham a visão do futuro.

Macapá tinha o horizonte aberto para receber as mãos dos homens trabalhadores que chegavam de todas as paragens.

E juntos, com os que aqui já se encontravam - mineiros, cariocas, nordestinos, gaúchos - todos trabalhavam e pensavam em progresso. E como na lenda da cigarra e da formiga uns cantavam, mas a maioria trabalhava.

E esta cidade, mano, foi crescendo ao som do Marabaixo que a preta velha cantava na Quarta-Feira da Murta pelas ruas do Laguinho e da antiga Favela.

marabaixo

“Passei pelo lírio roxo

Cinco folhinha apanhei

Cinco sentido qu’eu tinha

Todos os cinco lá deixei”.

Todo um sentimento poético abraçava a cidade. E Macapá estava linda sob o sol.

Aliás, a luz sempre simbolizou a vida.

O sol beija o rio na maior parte do ano. E ao nascer todos os dias ele traz para nós a esperança de dias melhores e mais mansos.

Horizonte

Sabe, mano, enquanto soubermos discernir o bom do ruim faremos deste lugar a razão de nossa felicidade, pois ela permanecerá acesa nos nossos lares.

Devemos ainda aprender a amar nosso chão e nosso céu de sonhos. Temos tudo para ir adiante, assim como nosso primeiro nome, lembras?

Adelante, adiante, para a frente.

É importante sermos otimistas e ter os pés neste solo. Batalhar e trabalhar para fazer desta terra um mundo de coisas boas.

Sim, um mundo moldado com as mãos e com a respeitável inteligência de nossos irmãos.

Tu já fizestes uma viagem, não foi? Sem querer tu pensaste em alguns detalhes e fostes e voltaste.

Assim como tu, nossos dirigentes também pensam, planejam e realizam obras que nossos filhos vão falar com orgulho e seus corações também falarão através de um grande sorriso em suas bocas.

É preciso continuar planejando para atender aos anseios de nossos irmãos carentes.

É preciso combater os malefícios e pensar no bem-estar geral. É preciso, compadre, é preciso trabalhar.

E nós estamos trabalhando prá viver e se for preciso até morrer por este lugar.

Adiante, adelante, adelantado.

Bem ali, no mais tardar das esperanças tu construirás o teu tempo.

Nem que seja sobre a folha que cairá de uma árvore sob o impacto da chuva.

Olha, mano, deves ter a certeza que o rio corre para um único destino: o mar.

E nesta linda cidade paira a luz sobre nossas cabeças.

Então, iluminados, devemos homenageá-la.

rio amazonas fort_georgia
lua

 

Já viste o rio amazonas deitado no seu leito. Já viste a importância da Fortaleza de São José. Já viste também os namorados apreciando o rio parir uma lua gordinha lá no Quebra-Mar.

Então tu sabes, mano, como é linda e hospitaleira a nossa cidade, né? Pois é.

marco_zero

 

O Marco Zero do Equador passa aqui pertinho, separando o mundo em dois hemisférios. Já notaste que vem tanta gente aqui pra visitá-lo?

Tem uns turistas louros, morenos, pretos e amarelos que só tiram fotografias com as pernas abertas dizendo que estão no meio do mundo.

Sabes por quê? Ora, Macapá é importante...

Mas tu sabes o que significa a palavra Macapá? Não?

Macapá é uma variação de Macapaba, que quer dizer, na língua dos índios, estância das macabas, o lugar de abundância de bacaba.

Bacaba é uma fruta boa e gostosa, né?

Apesar de gordurosa ela alimenta muito a gente e o seu vinho ainda tem aparência de café com leite.

É assim como o açaí, o nosso petróleo comestível que a gente compra um litro na amassadeira do Ramiro e dá de pau na hora do almoço. Temos tanta fruta que tu nem imaginas...

Temos cupuaçú, graviola, bacuri, jenipapo, uxi, pupunha, camapu, ingá, chega a dar água na boca.

Mas, compadre, Macapá é uma linda morena.

Vês que de manhã aquele solzão bate no Amazonas que chega até encandear a gente.

Macapá é uma cidade segura. Aqui o rio nunca transbordou.

E quando o sol vai embora, mano, nós ficamos com a certeza que ele voltará.

E assim como nós acreditamos nisso, nós acreditamos no futuro e no trabalho de nossos irmãos” (Fernando Canto)

Na essência da poesia a Macapá o que vamos encontrar é a alma do povo. O povo que sonha, ama e constrói.

Neste poema, cada dia reescrevemos um verso apaixonado. Uma declaração de amor à nossa cidade, que mesmo se tornando uma capital diferente daqueles dias de Adelantado, não aceitou perder sua alma, nem endurecer seu coração.

Nota do Editor: Esta arrumação de história, prosa e poesia do escritor Fernando Canto serviu para ilustrar cartazes e folhetos distribuídos há algum tempo por iniciativa do então secretário de Planejamento, Antero Dias Lopes. A tiragem foi limitada de modo que não muita gente teve acesso a essa tirada do Fernando. publicando o trabalho, a A Província dá oportunidade a milhares de leitores enxergarem Macapá por um lado diferente, saboroso.

Jornal do Amapá – N°148 Pág.12, 2° Caderno. A Província do Pará – Belém, Domingo, 17 e Segunda-Feira, 18 de abril de 1988

Editor: Hélio Penafort.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

MACAPÁ

Poema de José Alberto Colares

Meus amigos quebraram
os nervos plumados da asa
e se batem ao pé corroído do mastro
Ah, essa tua graça inchada
azedando o sofá purpúreo dos dentes
e as feiras luzidias das cabeças e dos sapatos
E nos teus braços de balsa grande
varridos pelo latido pitiú do rio

que faz lama nas tuas orelhas,
esperei correr, livre, um menino
Chamando-te com sua própria língua
Procurando-te por trás de muros e portas
de ternos brancos
que muitas mãos sustentariam
Mas os cães e as imensas botas
cor de mel duro
perseguem arranhando a rainha quente do teu asfalto

...e alguém está escondendo
a cor azul de lua de S. Tiago
... e este tambor
não são de teus negros
...e alguém lançou mão
na forquilha bem feita da goiabeira
...donde está o moleque
cantador da rua?
Donde está o moleque?
E aquele que tentou abrir a janela
de teu quintal?
Não, não está noutro céu e nem noutra data
Eu quero me lembrar

Ah, me perturba este teu céu de tela
Alguém caminhando de dia
Alguém caminhando de noite
E meus amigos morrendo
em suas pequenas caixas de carne

Ninguém quer como hóstia
o pedaço de sol que resta de teu cinturão suado
Experimenta dar este brilho de pão
ao pequeno solto da terra
que ele entrará na lua
e na mesa fria das repartições

Em que coradouro de sal
estendeste o dolorido orgulho
de quem te viu entrar numa pequena caixa de cimento?
Ah, que dor
E ainda cospes no capim anêmico de tua história

Ah, mas ainda têm mãos
que desceram dos muros,
que pousaram dos calos dos pássaros,
e as que têm varandas e coros entre os dedos;
e um pequeno nu
que traz na sacola um mapa e uma agulha
ainda andará descalço e livre
no teu asfalto.
___________________
José Alberto Colares é poeta bissexto dos bons. Macapaense e laguinense da cepa, atualmente mora em Belém e trabalha lá como economista e professor universitário

É BIG! É BIG!

Luiz Porto

Felicidades para o artista plástico Luiz Porto, que aniversaria hoje.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SALVE IEMANJÁ, RAINHA DAS ÁGUAS

mae_dulce Salve também a Mãe Dulce, precussora desta festa no aniversário da cidade de Macapá.

Desde 2001, Mãe Dulce liderava as atividades religiosas da Umbanda que homenageia Iemanjá neste dia. Foram belos espetáculos realizados na Beira-Rio, em frente ao Trapiche Eliezer Levy, com muitos cânticos, benzeções e oferendas. Era o início da programação do Aniversário de Macapá.

Mãe Dulce agora nos abençoa lá das águas eternas do céu.

Na foto, com o ex-prefeito João Henrique, nas comemorações de 2005.

BOEMIOS DO LAGUINHO

bateria_pororoca O Canto da Amazônia se veste de vermelho para homenagear a grande campeã do Festival de Samba Enredo do Carnaval 2010, a Universidade de Samba Boêmios do Laguinho.

“INDIO QUE TE QUERO LINDO”, composição de Vicente Cruz, Ademir do Cavaco e Quinho do Salgueiro foi interpretada por Macunaíma e pela Bateria Pororoca, do Maestro Carlinhos Bababá.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ESTRADA DO TEMPO

pedro_silveira_fernando O barbudo aí, de barba branca, é o Pedro Silveira. O barbudo de barba preta sou eu, por volta de 1986. Foto “tirada” pelo pintor Olivar Cunha no Bar do Abreu do Laguinho, próximo do Campus Avançado. A cabeça que aparece é a do José (“Prego”) Torrinha. O Silveira estava aposentado do rádio. Só contava histórias que a gente ria muito.

BLOCO KUBALANÇA/ CARNAVAL 2010

kubalanca_2005

kubalanca_2005_ O mais irreverente bloco carnavalesco do Amapá traz para este ano o enredo abaixo: uma espécie de epifania, onde o privilegiado “profeta” JOSÉ ISAÍAS (o “Bomba d’Água”) consegue ver um Extra Terrestre “cavalgando” em cima da velha COBAL, que foi construída no antigo campo dos escoteiros e por anos foi um dos lugares mais visitados do bairro do Laguinho, antes de abrigar o SEBRAE.

Na realidade este enredo é uma homenagem a todos aqueles, que só por tomarem uma cachaçazinha de vez em quando, vêem coisas e depois são taxados de mentirosos. Embora a história do “Bomba d’Água” tenha realmente acontecido, é comum O KUBALANÇA apresentar esses temas meio controvertidos, até porque o bloco é tão grande que nem se espanta com a participação de seres interplanetários em seu desfile, desde que eles saibam como balançar a bunda na Avenida Ivaldo Veras.

ENREDO: OS ET’S DANÇAM COM O KUBALANÇA NO CARNAVAL DO MEIO DO MUNDO

O Estado do Amapá sempre foi pródigo de aparecimento de discos voadores, sempre esteve na rota dos extraterrestres, que nunca deixaram de estar na Amazônia estudando sua biodiversidade, história e cultura.

Pouca gente sabe, mas a própria Fortaleza de São José na realidade é uma nave-mãe espacial encravada no território macapaense há mais de dois séculos. Essa nave tinha como líder o comandante Tchunda, um personagem irreverente dessa história que quase ninguém acredita. O comandante, ao fazer suas incursões pela cidade, apareceu pelo bairro do Laguinho em uma pequena nave de reconhecimento e pousou devagar sobre o antigo prédio da COBAL – Companhia Brasileira de Alimentos, um antigo supermercado do bairro, onde hoje está o SEBRAE. Só que ele não sabia que estava sendo observado por um molecão chamado JOSÉ ISAÍAS, mais conhecido por “Bomba d’Água”, cujo pai havia falecido alguns anos antes. O “Bomba d’Água”, surpreso e maravilhado com o brilho daquela navezinha, acreditou e “encasquetou” que era o seu pai montado em um cavalo prateado em cima da COBAL, fato contestado pelo comandante que logo lhe deu um ralho e mandou uma mensagem por ele.

A mensagem consistia na revelação de que a Fortaleza de Macapá era mesmo uma Grande Nave Espacial enterrada na Beira-Rio. O “Bomba d’Água” tinha que avisar todo mundo que nos meados de fevereiro de 2010, em pleno carnaval a Fortaleza/Nave iria embora daqui. Entretanto, o comandante Tchunda também confidenciou a ele que havia uma ordem expressa dos governantes do seu planeta para que abandonassem a terra imediatamente. Mas como ele já conhecia o carnaval devido às suas pesquisas, rebelou-se e disse à sua tripulação que só ia embora da terra depois que saísse no Kubalança, depois que experimentasse essa maravilhosa sensação de sair se balançando no carnaval.

Então o Bloco mais irreverente do Amapá, o velho Kubalança chamou os ET’s para dançar, ensinando a eles como balançar na passarela da Avenida Ivaldo Veras, o sambódromo. Convocou o pessoal da tribo dos Thupi-Nambás e deu permissão para que o Ex-Pirro, o Ki-Nho e o Cehrol

Conversassem com eles lá no Morro do Sapo (área nordeste do Laguinho e reduto do Bloco). Os Thupi-Nambás ensinaram aos ET’s o verdadeiro carnaval do Meio do Mundo, sendo possível que o comandante Tchunda, que rebolou a bunda, os imediatos Gham-Biza e o Ver-Dhura, que vestiram a camisa (abadá) e tomaram cachaça pura, e o navegador Abi-Dhala, que se amarrou no percussionista Bhi, se revelem meio esquisitões antes de partir ou que até fiquem por aqui depois do carnaval.

Bom, quase que ninguém acreditou no que o “Bomba d’Água” falou porque no tempo em que o ET apareceu para ele em cima da Cobal, ele parecia estar meio “coçado”. Agora o nosso herói kubalanceiro sumiu e ninguém sabe se ele está morando no Quilombo do Curiaú, em Caiena ou se está se preparando para cruzar o espaço sideral para depois voltar como um profeta num cavalo prateado igual ao do seu papai. - TE CUIDA ISAÍAS!

Fotos do Carnaval de 2005.